1 a cada 4 homens que transam com homens em São Paulo tem HIV, revela estudo

Encomendada pelo Ministério da Saúde, a nova pesquisa feita em 12 cidades brasileiras, revela que um a cada quatro homens que fazem sexo com homens no município de São Paulo tem HIV.

Publicada na revista internacional “Medicine”, a nova pesquisa entrevistou 4.176 homens onde, 18%, tiveram resultado positivo.

Segundo Lígia Kerr, coordenadora da pesquisa e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), “É um número altíssimo. São vidas e vidas em risco“. Entre os entrevistados, 83,1% se declararam gays, 12.9% heterossexuais ou bissexuais e 4% outros. No total, 75% só transam com homens.

Para o estudo, foram feitos dois testes do HIV, grande parte em unidades de saúde. Metade dos participantes foram testados pela primeira vez na vida.

Já se fala em segunda onda da AIDS“, enfatiza Lígia na matéria da AgenciaAids. Segundo ela, os jovens iniciam a vida sexual sem nada que os lembre dos perigos das IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), algo que era feito por muitas ONGs no passado. E isso tem afetado principalmente os jovens. Jovens que acreditam que nunca vão adoecer, logo, não se preocupam em tomar os antirretrovirais. E quando adoecem, é tarde demais. A imunidade já está comprometida e não há muito o que se fazer. Diferente de quem tem HIV e se cuida. Tomando os antirretrovirais, por exemplo, as pessoas começam a ter a carga viral baixa até chegar a ficar indetectável: sendo assim, mesmo com HIV e transando sem camisinha, ela não transmite o HIV para outras pessoas. Lógico que isso é apenas um exemplo, afinal, transar sem camisinha abre porta para outras infecções: sífilis, hepatite C, etc.

Já o contrário, acontece muito: quem contrai o HIV e não toma medicação (muitas vezes nem sabe que tem HIV, já que ela não apresenta sintomas), tem carga viral alta e é um grande transmissor do vírus. O que aumenta a epidemia.

Hoje em dia, até para quem tem uma vida mais ativa sexualmente, existem várias formas de se proteger e se cuidar: Prep, pep e tantos outros cuidados. O que não se pode, realmente, é ignorar! Tem que se cuidar, fazer exames e, caso tenha algo, deve-se tomar os antirretrovirais o mais breve possível.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Mais sobre Viana, aqui