segunda-feira, julho 24, 2017

Monthly Archives: maio 2017

A SKOL é, pelo segundo ano consecutivo, parceira oficial da Parada LGBT de São Paulo. A empresa, que costuma trazer grandes atrações, terá nesse ano Daniela Mercury como destaque do seu trio elétrico.

A cantora, que defende o respeito e a causa LGBT, será uma das principais atrações do evento.

Devemos cada vez mais ostentar a força da comunidade LGBT e agir contra a violência e a favor dos direitos humanos. Estou muito feliz de comandar este trio em uma das maiores paradas LGBT do mundo. Mais que uma celebração, a Parada de Orgulho LGBT é uma atitude política”, disse a cantora baiana.

Comandado por Paullete Pink, uma das mais icônicas drags do Brasil, o trio da SKOL promete agitar a Avenida Paulista. Ao longo do percurso, Daniela fará o seu show e DJ Adipe encerrará a programação.

Para SKOL, o diálogo e a conscientização são passos importantes para se chegar ao respeito e por isso é tão importante para nós apoiarmos a Parada do Orgulho LGBT”, comenta Maria Fernanda de Albuquerque, diretora de marketing de SKOL.

Além do trio, SKOL terá uma edição especial de sua lata de 269 ml que terá sua conhecida seta-logo vestida com as cores da bandeira LGBT. Parte da venda será destinada para a Casa 1, uma local de acolhida e centro cultural para jovens expulsos de suas casas por sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Lembrando que a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo será dia 18/06 e o evento oficial no Facebook é https://www.facebook.com/events/105978123240834

Dia 15 de Junho, para quem estiver ou chegar em São Paulo antes da Parada, tem também a Feira Cultural LGBT no Vale do Anhangabaú, uma feira com mais de 200 mil participantes. Link do evento: https://www.facebook.com/events/1113142945497908

0 1904

Prepare-se para conhecer o maior festival de diversidade que o Brasil já viu. Dia 16 de junho tem a estreia do Milkshake Festival em São Paulo. O festival, que é sucesso em Amsterdã, desembarca por aqui com 4 palcos confirmados, DJs, bandas, performances, trio elétrico, brinquedos de parque de diversão e muito mais atrações distribuídas em 11 horas coloridas de festa.

E o mais legal de tudo isso: em parceria com a APOGLBT SP, ONG responsável pela maior Parada LGBT do mundo, você pode comprar seu convite com desconto! Isso mesmo! Basta usar o código promocional “PARADASP” no site http://www.milkshakefestival.com/

Milkshake Festival Brasil
16 de junho, sexta-feira, das 18h às 5h
Local: Av. Francisco Matarazzo, 678, Barra Funda, São Paulo/SP

Ingressos à venda: http://bit.ly/milkshake-tickets
Conheça o lineup: http://milkshakefestival.com.br/line-up/
Teaser: https://youtu.be/0kqo1Y51G5w

A Prefeitura de São Paulo e a Associação da Parada do Orgulho LGBT se reuniram nesta segunda-feira, dia 29 de maio, para alinhar e traçar o planejamento para que a 21ª edição do evento seja um marco para a cidade.

Com estimativa de receber 3 milhões de pessoas, Prefeitura e Associação trabalham juntas para arrecadar recursos junto à iniciativa privada. Diversas empresas de diferentes segmentos, como alimentos e bebidas, cuidados de higiene pessoal, companhias áreas, setor de tecnologia e telefonia estão sendo procuradas para demonstrar apoio e patrocinar a Parada, que contará com um investimento de R$ 1,5 milhão.

De acordo com pesquisa realizada em 2016, cada pessoa que participa da Parada gasta, em média, R$ 73 no evento. Unindo esforços, a Prefeitura de São Paulo e a Associação pretendem melhorar e otimizar a Parada do Orgulho LGBT e torná-la ainda mais a cara de São Paulo.

Publicado originalmente no portal da Prefeitura de São Paulo

Por Leonan Oliveira

Mulher transexual, fotógrafa, produtora e presidente da Associação de Pessoas Portadoras de Deficiência de Passos, essas são apenas algumas das diversas funções de Leandrinha Du Art. A mineira, de 22 anos, é referência de empoderamento, ativismo e resistência LGBT.

Durante uma viagem à São Paulo, onde participou do Ciclo de Debates, ela visitou a sede da Associação da Parada do Orgulho LGBT, e dividiu conosco suas idéias e crenças.

Leandrinha Du Art visita a sede da APOGLBT (26/05)

Confira abaixo nossa entrevista na íntegra:

APOGLBT – Você acredita que ser LGBT e ter alguma deficiência torna tudo mais complicado? Existe preconceito dentro do preconceito?

Leandrinha: Eu acredito que ser LGBT já é complicado… ser portadora de necessidades especiais já é complicado… Os dois juntos é o pacote da desgraça completo. São lutas diferentes, mas não deixa de ser. É mais um enfrentamento para as pessoas porque choca mais.

Existe muito muito preconceito dentro do preconceito. Eu acho que na classe LGBT é muito mais, nem é por conta da deficiência física, mas por conta de alguns pensamentos que você passa a ter, por conta de ser trans e não se importar de se intitular travesti…porque eu sou mulher transexual e a menina da esquina é travesti? Só porque a gente não teve as mesmas oportunidades? Só porque eu tô tendo um destaque maior? Então quando eu me intitulo travesti é para representar essas meninas, que na maioria das vezes não teve a oportunidade que eu tive para chegar onde eu cheguei.

APOGLBT – Como você se descobriu uma mulher transexual?

Leandrinha: É um passo a passo… Primeiro eu me assumi gay, e depois me descobri trans. Como eu me descobri? Eu acho que é não me identificando com o meu próprio corpo, e não ter ponto de referência, nem contato com o mundo LGBT, ficou bem mais difícil para saber o que eu era. Então eu não sabia o que eu era… eu era um menino, que não me identificava com o meu corpo, e mesmo assim ainda tentava entender aquele corpo, pra ver se alguma coisa estava errada.

Demorou… eu me assumi com 17 anos, hoje eu vejo o jovem se assumindo bem cedo e me dá uma alegria imensa, porque eu acho que quanto mais cedo, melhor. O impacto vai ser gerado do mesmo jeito… Eu entendo que a maioria demore pra se assumir pra família com medo de violência, na qual eu não sou apta a falar porque nunca sofri, mas mesmo assim eu falo por essas pessoas também. O tempo necessário pra se assumir é o tempo que você levar para se entender, se tiver que levar 20, 30 anos, leva… mas não fica a vida inteira tentando viver igual as outras pessoas.

APOGLBT – Quando começou a militar? Sentiu alguma dificuldade?

Leandrinha: Eu comecei a militar quando eu nasci, porque eu já nasci uma pessoas portadora de necessidades especiais…então eu tive que sobreviver para me destacar. A menos que eu quisesse ficar dentro de um quarto, isolada…longe de tudo e de todos.

Depois que eu conquisto o meu lugar no sol, é onde eu falo: “vamo comigo?”, e eu acho que é pra isso que eu sirvo. A minha militância é essa… arrastar essas pessoas, essas mulheres que têm a auto-estima baixíssima, os portadores de necessidades especiais que ainda estão dentro de casa, sentindo vergonha do seu corpo, de sua deficiência…os LGBTs que perderam o senso político da gravidade do momento em que nós estamos vivendo. Eu falo: “Vamo acordar?”.

Acho que nunca tive dificuldade pra militar, porque já nasci assim, né? Claro, é muito difícil, mas nunca tive um momento onde eu pensei em parar de fazer as coisas que eu faço… mas justamente por eu ser obrigada desde pequena a lutar pelo que acredito.

APOGLBT – Você se sente representada pelos movimentos sociais LGBT?

Leandrinha: Nessa hora, LGBTs me crucificam e me matam…Mas eu me sinto muito representada por alguns, outros, não. Porque eu acho que se perdeu o fio da meada política, sabe? Se perdeu o motivo de estarmos fazendo isso…porque da parada LGBT? Se perdeu isso. O que é uma pena, porque se você perguntar para as pessoas que vão na parada qual o tema desse ano, a maior parte não vai saber responder. Elas vão mais por uma boate a céu aberto do que pela causa em sí.

Claro que eu apoio a parada, porque a visibilidade é um passo dado… porque se você está na rua, mesmo que não sabendo direito a importância disso, alguém está te vendo.

APOGLBT – Atualmente, qual a maior importância do seu trabalho?

Leandrinha: Conscientizar as pessoas de que elas são capazes, que elas têm que ser empoderadas, e que de alguma forma estão sendo preconceituosas consigo mesmas.

Desconstruir pra construir de novo é o que eu faço, sabe? Quando uma pessoa me olha e vê todo esse todo meu, eu acho que ela para pra pensar e enxerga uma referência… e eu sinto muito orgulho de ser referência… Quando uma pessoa me elogia eu não fico falando: “Ai, magina…”… EU SOU MESMO! Eu trabalhei pra isso, eu sou boa no que eu faço, eu acredito no meu potencial, eu sou referência e meu trabalho é esse… levar as pessoas comigo.

APOGLBT – Hoje você serve de exemplo para muitas pessoas que compartilham das mesmas dificuldades. E você? Teve ou tem alguém como exemplo de superação?

Leandrinha: Eu tenho milhares de referências… tanto comunicadores como pessoas do meio LGBT. Eu sou comunicadora também, então eu acho que é importante se inspirar nos outros, mas sem perder sua própria identidade. Sempre manter sua essência mesmo.

APOGLBT – Que conselho você daria para quem é LGBT, tem alguma deficiência e se sente sozinha(o)?

Leandrinha: Se conheça, se permita dar o seu espaço, mas se conheça em primeiro lugar… o que mais pesou pra mim foi não me conhecer, então acredito que esse seja o primeiro passo pra você construir uma vida legal.

APOGLBT – Se você pudesse criar uma sociedade perfeita, como ela seria?

Leandrinha: Eu não acredito em uma sociedade perfeita… eu acredito em várias idéias, pontos de vista diferentes. Uma sociedade perfeita seria aquela onde todos nós nos respeitássemos e soubéssemos ouvir outras pessoas, mesmo que não compactuando as idéias… siga aquilo que você acredita, mas não impeça os outros de acreditar em suas idéias próprias. Respeito é a solução pra uma sociedade perfeita.

APOGLBT – Como as pessoas podem entrar em contato com você? Tem site, Facebook, Twitter?

Leandrinha: Eu tenho minha página no Facebook “Leandrinha Du Art”, meu Instagram LeandrinhaDu… Lá eu posto vários textos meus, vários eventos que eu participo e escrevo bastante matérias sobre determinados temas.

Eu converso muito com pessoas do Brasil todo, mulheres, portadores de deficiência de vários lugares… faço o possível pra responder todo mundo. É bastante prazeroso, sabe? Alcançar esse público que eu alcanço é um passo, e cada passo precisa ser valorizado.

O casamento é a maneira legal que a sociedade encontrou para oficializar a união entre pessoas que se amam. Como sabemos, a manifestação do amor ultrapassa as barreiras de sexo e gênero, mas ainda hoje existem países que proíbem o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Sinônimo de tradicionalismo e bons costumes, os países asiáticos são um excelente exemplo de onde isso acontece, mas parece que a situação por lá está mudando. A justiça da ilha deu o primeiro passo para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na quarta passada 24.

O Código Civil de Taiwan afirma que o contrato de matrimônio só pode ser assinado por um homem e uma mulher, mas a Corte Constitucional determinou que isso vai contra a constituição do lugar, que garante o direito ao casamento e igualdade entre todos os cidadãos.

Centenas de pessoas comemoraram a decisão em frente ao parlamento de Taiwan.

O governo tem 2 anos para aplicar a decisão, e caso o parlamento não aceite, a corte afirma que casais homossexuais poderão fazer o registro de casamento conforme sua interpretação.

Por estas e outras acreditamos em um mundo melhor para todos e todas!

O Líbano se tornou o primeiro país árabe a permitir a organização de uma Parada LGBT, mas os planos para um evento aberto foram cancelados depois de extremistas ameaçarem ataque durante a passeata.

A comunidade LGBT Libanesa estava programada para caminhar pelas ruas de Beirute no domingo (14), mas o evento foi cancelado depois das ameaças islâmicas, a fim de manter a segurança e integridade física dos membros.

Além da Parada, o movimento pelos direitos LGBT organizou uma semana inteira de atividades para discutir a diversidade no Líbano contemporâneo. Até o dia 22 deste mês, estima-se que 4 mil pessoas participaram em mais de 12 eventos, entre conferências, festas e workshops que tiveram lugar em Beirute e em outras cidades vizinhas.

O Presidente da Parada Libanesa, Bertho Makso, contou à Reuters que “É muito incrível. Um grande avanço. Uma enorme visibilidade. Antes, costumávamos ser ONGs individuais, mas agora temos uma semana inteira de atividades acontecendo pela cidade. Mais pessoas serão alcançadas e a tolerância espalhada”.

Embora a semana do orgulho LGBT seja um grande avanço, atos homossexuais ainda são puníveis de prisão no Líbano.

Em cumprimento ao Art. 30, Parágrafos Primeiro e Segundo do Estatuto da Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo – APOGLBT-SP, convoca todos os Associados em dia com suas obrigações estatutárias para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária de Prestação de Contas do período de 01 de Janeiro de 2016 a 31 de Dezembro de 2016, com apreciação do Conselho Fiscal e da Diretoria.

A assembleia realizar-se-á no dia 05 de junho de 2017 em sua sede, Praça da República, 386 – 2º andar- Cj. 22 – República – São Paulo/SP, em primeira chamada ás 18h com 1/3 total de Associados presentes e em segunda chamada ás 18h30 com qualquer número de Associados presentes.

Ordem do dia:

– Prestação de Contas do Exercício de 2016;
– Previsão Orçamentária para o ano de 2017.

São Paulo, 26 de Maio de 2017.

APOGLBT – SP

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião dos GTs (Grupos de Trabalho) para o Mês do Orgulho LGBT em 2017.

A reunião será neste sábado, 27/05, às 13h30, no Sindicato dos Comerciários de SP (Rua formosa, 99 – 12 andar).

Pedimos a gentileza para que, todas as pessoas interessadas, cadastre seus dados abaixo (caso já tenha se cadastrado em outro momento, não é necessário cadastrar-se novamente!):

A luta da comunidade LGBT por direitos e uma sociedade mais igualitária é histórica. Muitas coisas já foram conquistadas, mas ainda temos muitas coisas para reivindicar.

Um dos grandes perseguidores dos LGBTs atualmente são os extremistas religiosos, incluindo a bancada evangélica, que seguindo sua própria crença, tenta determinar regras e leis para toda a sociedade.

Exatamente por isso, a Parada do Orgulho LGBT em São Paulo desse ano (marcada para o dia 18/06) tem como tema a defesa da laicidade do Estado: “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado laico”.

Sabendo disso, o GT Juventude promoveu uma ação durante a primeira edição do piquenique para LGBTs com deficiência, organizado pela página Menino Gay . Depois de discutido, o grupo criou frases que resumem o que pensam, e em uma seção de fotos, compartilhou conosco suas conclusões.

Veja abaixo, 12 falas do GT Juventude tem sobre a laicidade do Estado:

– Allan:  “O senhor é meu pastor e sabe que sou LGBT”

– Fabio: “Podemos andar juntos!”

– Guilherme: “Só estarei protegido se o Estado for laico.”

–  Ivone: “Siga o exemplo de Jesus e ame sem distinção.”

– Jefferson: “Primeiramente #ForaBancadaEvangélica, segundamente #VivaALaicidade”

– Leandrinha: “Eu respeito sua religião… Então, respeite minha identidade de gênero”

– Leo: “Sou LGBT e sou religioso, e sei que o Estado deve ser laico”

 – Matheus: “O Estado é laico e eu sou livre!”

– Mike: “Religião prega amor e não ódio às pessoas.”

– Moisés: “Eu respeito sua religião… Então, respeite minha orientação sexual”

– Nath: “Respeito para todos, todas as crenças, em todos os lugares!”

– Rafa: “Sua religião não mandarás em minha vida”

A APOGLBT é solidária à todas as vítimas, amigos e familiares do horror e covardia injustificáveis ocorridos ontem, em Manchester, Inglaterra. O tema da nossa Parada LGBT 2017 é: “Independente de nossas crenças, NENHUMA religião é lei – TODOS E TODAS POR UM ESTADO LAICO”.

Esse é o nosso trabalho, nosso objetivo, da sociedade civil e movimentos sociais: Um mundo com liberdade, laicidade e igualdade.

O importante é a maneira como tratamos uns aos outros, com amor e respeito, e não professar e impor nossa fé ao outro.

Religião não deve ser arma de divisão, mas de aproximação, respeito e inclusão.

Atenciosamente,

APOGLBT – Associação da Parada LGBT de São Paulo