segunda-feira, julho 24, 2017

Monthly Archives: junho 2017

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Ocupar o espaço e conquistar direitos e condições igualitárias é uma das principais e mais difíceis tarefas da comunidade LGBT. A internet é uma das coisas mais presentes em nossa vida, atualmente, refletindo a nossa sociedade no cenário virtual. Sabendo disso, a Família Stronger criou um site, onde além de manter-se informado sobre questões da comunidade, o usuário se conecta e desenvolve relações com outros membros.

Além do blog com colunistas escolhidos pela família, o site é, também, uma rede social exclusiva para os membros da Stronger. Com ferramentas semelhantes ao Orkut, onde o coletivo começou, o site ainda conta com agenda de eventos atualizada, depoimentos, fóruns e mensagens privadas.

Para conhecer mais, acesse: www.familiastronger.com

Se conhecer outros trabalhos, de outros coletivos, escreva pra gente. Quanto mais movimentos criarmos neste mundo, mais diversidade teremos: que é, de fato, um importante aliado na luta contra a LGBTfobia.

A Câmara Municipal de São Paulo vai realizar no dia 30 de junho de 2017, a sessão solene em comemoração ao Dia do Orgulho LGBT, por iniciativa da vereadora Adriana Ramalho.

Trata-se de um momento de reflexão sobre a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no município de São Paulo e uma homenagem às pessoas que trabalham pelo fim da discriminação LGBTfóbica.

Entre os homenageados, está a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT SP), ONG responsável pela maior parada LGBT do mundo e também por diversos eventos do Mês do Orgulho LGBT na capital paulista.

Serviço:

Sessão Solene – Dia do Orgulho LGBT
Dia 30/06 as 18h
Plenário – 1º andar da Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100)
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/245922512561383

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Se descobrir e assumir-se é a parte mais difícil e importante durante a vida de uma pessoa LGBT. A maneira como acontece esse processo é único, de um jeito para cada pessoa, e fica marcado para sempre.

Por isso, o fotógrafo Alejandro Ibarra resolveu criar uma série de fotografias, intitulada “Coming Out Stories”, para registrar este momento.

No projeto, Ibarra fotografou as pessoas e, no final pediu para que elas escrevessem (na foto) algo que foi importante sobre a “saída do armário” de cada um.

Confira:

1. Leo, 25 anos. – Assumido aos 18

“Eu nunca planejei me assumir. Mas depois que meu amigo me beijou, eu sabia que eu queria sentir aquela paixão de novo.”

2. Cole, 24 anos. – Assumida aos 17

“Duas semanas depois que eu me assumi para o meu pai, ele me viu com a minha primeira namorada.”

3. Jose Jorge, 27 anos. – Assumido aos 17

“Minha mãe me perguntou brincando se eu gostava de garotas. Eu disse “Não”.”

4. Alex, 30 anos. – Assumido aos 21

“O meu irmão me revelou pra minha família depois de mexer no meu celular e ler as minhas mensagens com meu melhor amigo.”

5. Diego, 25 anos. – Assumido – Assumido aos 16

“Eu coloquei umas músicas da Lady Gaga de fundo pra me dar coragem.”

6. Diana, 31 anos. 0 Assumida aos 22

“A primeira pessoa pra quem eu contei foi minha melhor amiga, e ela foi embora.”

7. Geraldo, 26 anos. – Assumido aos 22

“Em uma manhã, minha mãe me escutou tocando “Reflection” de Mulan no piano. Assim que eu terminei, ela começou a chorar e disse, “Você sabe que eu amo você, você gostando de meninos ou meninas, tá?”

8. Moises Omar, 28 anos. – Assumido aos 17

“Eu nunca me assumi oficialmente. Eu sempre fui eu mesmo.”

9. Aaron, 32 anos. – Assumido aos 31

“A primeira preocupações dos meus pais foi: E nossos netinhos ruivos?”

10. Jaimie, 40 anos – Assumido aos 20

“Na última noite que eu morei na minha casa, minha mãe me deu um presente de despedida: Um guia de viagem gay.”

11. Michael, 31 anos. – Assumido aos 15.


“Minha avó me ofereceu todo dinheiro que ela tinha para que eu conseguisse “ajuda”. Eu disse pra ela ficar com o dinheiro, eu não estou quebrado, e não preciso de conserto.”

12. Assaad, 26 anos. – Assumido aos 20

“Eu nunca precisei contar pra ninguém. Eles que me contaram.”

13. Bart, 45 anos. – Assumido aos 21

“Eu me senti rejeitado pelos meus próprios pais, mas lembro que minha tia Natalie me fazia sentir seguro.”

Agência i7/Mineirão

Precisamos concordar, nunca antes o Mês do Orgulho LGBT, em especial, o Dia Internacional do Orgulho LGBT (28 de Junho) recebeu tanto apoio e demonstrações de empresas e instituições sobre a diversidade sexual.

Ações da Coca-cola (Essa coca é Fanta, e daí?), Shopping Light iluminado com as cores da bandeira LGBT, calçadas coloridas na Paulista, escadas do metrô em São Paulo, centenas de páginas oficiais no Facebook de empresas (talvez milhares, levando em conta também as pequenas e micro empresas) e por ai vai indo.

Mas nada tão significativo quanto o Mineirão todo iluminado com as cores do arco-íris ontem. Sim, significativo pois sabemos que o esporte, em especial o futebol, é quase a casa do machismo: bichas, viadinhos, boiolas e diversos termos difamatórios são desferidos a todo o momento nestes ambientes.

Mesmo assim, o Mineirão resolveu inovar e demonstrar todo o seu respeito à diversidade humana. A iniciativa veio da ação idealizada pela secretaria de estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Minas Gerais. Outros monumentos da cidade, como o auditório Juscelino Kubitschek e o Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade, também foram iluminados para chamar a atenção para a causa de um público que ainda sofre muito com a violência e intolerância.

Atitudes como esta demonstram que precisamos, realmente, ser mais tolerantes com o desconhecido. E que todo LGBT merece nosso respeito.

“O Mineirão tem uma relevância histórica por ser um monumento da cidade e principal casa do futebol mineiro. Quando fomos procurados pela Secretaria de Direitos Humanos entendemos a visibilidade que o estádio traria para uma ação tão respeitável e que precisa ser discutida”, disse a gerente de Relações Institucionais do Mineirão, Ludmila Ximenes.

Para Fabrício Viana, jornalista e autor do livro sobre a homossexualidade chamado O Armário, “São atitudes deste tipo que fazem a sociedade evoluir. Que ajuda, e muito, a militância LGBT se fortalecer e, com o tempo, demonstrar que independente do lugar, todos merecem o respeito a vida e a felicidade. Todos ganham. Ninguém perde”.

Esperamos que mais e mais empresas se unam e lutem, sem medo, pela diversidade sexual. Diversidade humana. Afinal, ela existe e só demonstrando sua existência a LGBTfobia começa a ser eliminada.

É normal que pessoas LGBT escutem um “É só uma fase” quando assumem para o mundo, ser quem realmente são. Com o passar o tempo, as pessoas percebem que aquilo que julgavam ser “uma fase” é, na verdade, muito mais que isso.

Este é o caso de Nick Cardello (54), e Kurt English (52). Acumulando 25 anos de relacionamento, eles se conheceram em 1992, e hoje, moram na Flórida.

Passar 25 anos ao lado de uma pessoa é viver uma vida inteira explorando o amor e a amizade, tendo um enorme significado para os envolvidos. Uma das maneiras que o casal encontrou para celebrar a data foi comparecendo à Parada do Orgulho LGBT de Washington, neste ano.

Na preparação da Parada, Nick contou ao Buzzfeed que começou a compartilhar fotos “mais carinhosas” do casal no Facebook. O que incluía uma foto antiga dele beijando Kurt durante a edição de 1993 da mesma Parada.

Segundo o casal, essa foto tem uma significado bem forte, porque ela foi “meio que uma segunda saída do armário” para eles. Pensando nisso, durante a edição de 2017 do evento, eles foram exatamente ao mesmo lugar, e recriaram a foto.

A ação viralizou em quase todas as plataformas online. Apesar de ter gostado do resultado, Cardello revelou que nunca imaginou que aquilo poderia impactar milhares de pessoas estranhas na internet e tomar as proporções que tomou.

De primeira, ele disse que ficaram assustados e felizes de presenciar suas vidas sendo celebradas daquele jeito. Eles perceberam que a foto tinha um significado muito mais profundo do que eles pensavam.
“Quando a gente começou a ler os comentários, percebemos o quanto aquela foto estava significando para as pessoas… foi bem comovente.”

Uma coisa que deixou os dois bastante surpreso, foi o envolvimento da juventude LGBT com a foto, e com o casal.

“O interessante de ver nas fotos são os comentários dos jovens. Eles não encontram muitas fotos de casais gays envelhecendo juntos”

Segundo Nick e Kurt, eles sentem que de alguma maneira, eles estão sendo exemplo e colaborando na criação da esperança de um futuro para jovens casais.

“Eles estão marcando os seus namorados dizendo que poderiam ser eles. Isso foi muito fofo.”

 

É extremamente difícil imaginar como seria a nossa vida sem algum dos sentidos. O que muitas vezes não nos atentamos é que pessoas sem um ou mais desses sentidos existem e vivem perfeitamente bem.

Seguindo esse raciocínio, o fórum “Reddit” perguntou em uma de suas publicações como os gays que eram cegos souberam que eram gays, sem enxergar.

E você pode ver abaixo as 10 respostas de usuários do fórum:

 

1 – “Eu sentia uma coisa diferente quando abraçava os meninos” – Costco1L

Eu sempre soube que eu era diferente das outras crianças, e me sentia extremamente solitário. Eu não me encaixava com os meninos que enxergavam, e nem com aqueles que eram cegos, o que era muito pior. Todos os garotos eram interessados em esportes e jogos mais violentos, menos eu. Alguns falavam sobre garotas, mas por ser cego de nascimento e nunca ter falado sobre sexo com ninguém, eu não tinha idéia do que estava sendo discutido. Até me envergonho de dizer que eu não sabia exatamente a diferença entre meninos e meninas, exceto que meninas eram bem mais legais comigo,e eu me sentia estranho quando abraçava os meninos. Quando eu tinha 15 anos, uma garota me explicou como os bebês eram fabricados. Eu sabia que se eu admitisse o quão pouco sabia, eu seria alvo de risadas, então fiquei calado.
Eu comprei livros sobre sexo em Braille e comecei a ler sobre, e entendi um pouquinho. A surpresa para mim, e muito importante, foi que eu comecei a perceber que eu era atraído por meninos e homens, e não por garotas. Eu percebi que eu sentia uma coisa bem estranha quando estava com pessoas do mesmo sexo que eu, e que não sentia com as meninas.

 

2 – “Não é muito diferente das pessoas que não são cegas” – AllHarlowsEve

Eu uma pessoa cega. Honestamente, não é tão diferente da maneira como as pessoas “normais” descobrem a sexualidade. Quando eles imaginam beijar uma pessoa, eles sabem se querem beijar garotos ou garotas.

 

3 – “Ele foi pra uma escola só para pessoas cegas… Foi então que ele teve certeza que sentia atração por outros homens.” – Holden_Caufiend

Meu irmão nasceu cego e se assumiu gay recentemente (ele tem 21 anos). A atração sexual vai muito além dos aspectos visuais. Assim como ele me explicou, no ensino fundamental e ensino médio ele começou a perceber que era mais atraído por meninos do que meninas – a voz grossa, determinação, o acento masculino. Ele também disse que pessoas que gostavam de “coisas de garotos” como esporte, armas, vídeo games, etc, eram bem mais atraentes do que aqueles que tinham um jeito mais feminino.
Então, ele foi para uma escola para cegos, e era do time de luta livre lá (Sim, isso é bem masculino) durante todos os anos. Por mais que soe engraçado, foi aí que ele descobriu completamente sua atração por outros homens – uma vez que ele tinha bastante contato físico com eles durante as lutas.

 

4 – “Eu ouvia a voz dos garotos, e elas soavam atrativas para mim.” – Commanderzilyana

Honestamente, acredito que da mesma maneira como qualquer outra pessoa. Eu ouvia as vozes dos garotos e ela pareciam muito atraentes para mim. Embora eu não pudesse vê-los fisicamente, mentalmente eu imaginava como eles eram.
Eu não era cego até meus 14 anos, mas eu só soube que era gay quando eu tinha 18 anos.

 

5 – “Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos, eu não entendia muito bem a diferença entre meninos e meninas.” – RedzandBluez

Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos, eu não entendia muito bem a diferença entre meninos e meninas. Para mim, eles eram exatamente iguais, a não ser que meninos me atraiam, e meninas não. Eu não sabia nada sobre as partes do corpo (peitos, vagina, pênis, etc.) e mesmo assim, eu era atraído pelo menos sexo que o meu.”

6 – “É tão legal brincar com o meu pênis, então eu conclui que brincar com outros também seria.” – Hypoferramia

Eu estou digitando isso para o meu amigo, que é gay e cego. Ele disse, e eu copiei. “Meu pênis é muito legal de brincar, eu achei que seria legal brincar com alguns diferentes também.”

 

7 – “Eu não precisei ver um pênis para saber que eu não queria tocar em um.” – Anônimo 

Eu mandei mensagem para minha amiga (nós duas somos lésbicas) – e ela é cega. Ela pode ver formas, tons claros e escuros, mas não consegue ver rostos e definitivamente não enxerga características específicas de uma pessoa. Ela me disse: “Eu não precisei ver um pênis para saber que eu não queria tocar em um. Você não pode dizer que as pessoas só vão saber o tipo de genitália que vão gostar só depois de ver, é estranho.”

 

8 – “Inteligência, senso de humor, crenças…” – Rylley20

A atração é a parte mais interessante quando você não enxerga. O que você tem são as vozes, o perfume, a maneira como eles se sentem fisicamente, e outras compatibilidades, como a inteligência, o senso de humor e as crenças.

 

9 – “De verdade, não é muito diferente. ” – Hank_scorpio_123

Eu sou cego desde meu nascimento e sou extremamente gay. Sabe quando você vê alguém e se sente atraído por ele? É meio que isso, mas eu não enxergo.

10 – “Voz, textura da pele, feromônio.” – Hermaeus-whora

Minha amiga lésbica, que é cega, me disse que soube sua sexualidade quando tinha 13 anos – Toda vez que uma enfermeira tocava em seu corpo ela sentia uma coisa boa. Voz, textura da pele, feromônio e etc. Ela também sempre fala que abraçar meninas era bem mais atraente.

Uma das melhores maneiras de presenciar e salvar um acontecimento em nossa memória é registrando-a em foto ou vídeo. Ver o vídeo produzido por alguém é, na verdade, enxergar pelo olho de outra pessoa.

Por isso, sabendo que nem todas as pessoas tiveram a oportunidade de ir em nossa Parada do Orgulho LGBT, nós juntamos 07 vídeos produzidos por Youtubers, e que imprimem diferentes visões que irão, de certa forma, proporcionar a experiência da Parada à todos.

Confira:

– Canal Fábio Pastorello

 

– Canal Chá dos 5

 

– Canal DNA da Balada

 

– Canal Comprei um unicórnio

 

 

– Canal Leonardo Azevedo

 

– Canal Lilly&Bea

 

Canal das Bee

Letícia e Daniele

Eventos como a Parada LGBT de São Paulo são únicos: Nele, pessoas se conhecem, direitos são reivindicados, o amor descoberto, e como não poderia ficar de fora, vários pedidos de casamento são feitos. E são tantos que infelizmente a gente não dá conta de registrar. Exceto por um!

Na edição desse ano, o “sim” foi dito pela carioca Daniele que agora é noiva de Letícia, paulistana. E em cima de um dos nossos trios!

Letícia e Daniele se conheceram durante a 17ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 2013. Aquilo que elas pensaram ser apenas algo passageiro mudou completamente a vida das garotas.

O relacionamento começou, elas foram morar juntas e se tornaram mães de 3 filhos de 4 patas. Com a relação estável, e certa de que Daniele é o amor de sua vida, Letícia entrou em contato no final de 2016 com o Grupo de Trabalho que coordena o trio de Lésbicas e Bissexuais da APOGLBT SP para pedir ajuda na realização de um sonho: fazer o pedido de casamento em cima de um dos trios da Parada LGBT de São Paulo. Tornar o momento único e especial.

E foi assim que o pedido aconteceu! E para a alegria de todos, Daniele disse sim.

E você? Tem algo deste tipo para nos contar? Aproveite os comentários, ou ainda, vai lá nas nossas redes sociais e comenta! Parada do Orgulho LGBT também tem – e muito – amor!

As celebrações do mês do Orgulho LGBT continuam. Nessa quarta-feira, 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT acontece na Assembléia Legislativa, a tradicional Sessão Solene que homenageia a luta pela igualdade de direitos entre todas as pessoas, independente da orientação sexual ou da identidade de gênero.

Nesse ano em que a Parada do Orgulho LGBT trouxe no seu tema uma importante reflexão sobre a necessidade da luta pelo Estado laico, que não pode deixar de reconhecer direitos em virtude de posições de grupos religiosos, a sessão Solene homenageará com um diploma ativistas de diferentes gerações que tem de destacado no enfrentamento à violência e discriminação contra pessoas LGBT, combate ao racismo e machismo.

Venha celebrar o orgulho LGBT e a construção de uma sociedade sem nenhum tipo de preconceito e discriminação.

O Ato Solene é organizado pelos mandatos dos deputados e deputadas estaduais: Leci Brandão (Pc do B) Carlos Giannazi (PSOL) , Clélia Gomes (PHS) , José Zico Prado (PT) , Márcia Lia (PT) e Ramalho da Construção (PSDB).

O evento conta com o apoio institucional do SOS Racismo, APOGLBT SP e Sindicato dos Comerciários.

Confirme sua presença no Facebook:
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