quarta-feira, agosto 23, 2017

Monthly Archives: agosto 2017

Idealizado pelo jornalista, escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana, o projeto Educando Para Diversidade tem como objetivo prestar consultoria, treinamentos, cursos, workshops e palestras sobre Diversidade Sexual para escolas, ONGs e empresas.

Fabrício Viana, que já foi gerente de comunicação e é especialista em marketing digital, é um nome conhecido dentro da comunidade LGBT. Além de ter idealizado alguns projetos sociais para a comunidade no passado (ver Wikipédia), ele também escreve Literatura LGBT tendo, até o momento, publicado de forma independente quatro livros: O Armário (sobre a homossexualidade e os processos psíquicos que envolvem a “entrada e saída do armário”), Ursos Perversos (contos homoeróticos), Orgias Literárias da Tribo (coletânea LGBT) e seu mais recente sucesso chamado Theus: do fogo à busca de si mesmo (romance homoafetivo). Todos os seus livros podem ser comprados na versão impressa ou digital por meio do seu site pessoal

Profissionalmente, Viana já trabalhou na ABN AMRO Bank, na multinacional Inter.Net, Catho, EmpregosComBr, Porto Seguro e DigiPronto, ocupando diversos cargos como gerente de negócios digitais e de comunicação e marketing. Inclusive, presta serviços de assessoria de comunicação pra a APOGLBT, ONG responsável pela maior Parada LGBT do mundo.

Desde 2006, quando lancei meu primeiro livro sobre a homossexualidade, venho palestrando em diversas regiões deste imenso Brasil sobre diversidade sexual. A ideia de lançar o projeto Educando Para Diversidade foi apenas uma forma de formalizar, por meio de um website e página no Facebook, algo que já faço há anos.“, enfatiza Viana.

Segundo ele, o site, lançado recentemente, terá vídeos, informações e estudos sobre o mercado X diversidade, ebooks e materiais específicos.

Infelizmente o tema Diversidade Sexual ainda é um tabu em muitas organizações, escolas e grupos de pessoas em vários lugares. A ideia é levar informações sérias e corretas sobre o tema para muita gente! Acredito que uma das grandes formas de acabar com o preconceito é educando.“, completa.

Serviço:

Projeto Educando Para Diversidade
Consultoria, treinamentos, cursos, workshops e palestras sobre
Diversidade Sexual para escolas, ONGs e empresas
Website:  http://educandoparadiversidade.com.br
Facebook: http://facebook.com/educandoparadiversidade

Foto Ilustração: PixaBay

Parece que não, mas diversos casos de LGBTfobia surgem todos os dias sem aparecer na mídia. Pelo menos não foi o caso de um líder religioso acusado de estupro a uma jovem lésbica integrante da Igreja Batista em Rio Doce, em Olinda (PE), que graças a uma liminar ganhou sua liberdade no final da semana passada. Sua saída da prisão foi marcada por protestos de entidades civis, que pedem a revogação da decisão judicial. Do outro lado, a vítima apresentou nesta sexta-feira (04) no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) nota em que se declara perseguida pelos fiéis da igreja que defendem o religioso.

O crime, que aconteceu em 2015, só veio a tona quando a vítima contou a uma amiga em 2016 e soube que ela não foi a única vítima. Segundo ela, o pastor foi até sua casa com o pretexto de chamá-la de volta as atividades de culto, das quais ela se afastou. Ele dizia que escutou boatos que ela só se afastou porque estava de caso com outra mulher. Em seguida pediu para usar seu banheiro, da onde voltou nu, com o pênis ereto e com uma camisinha nele. Ele a arrastou pelo quarto e disse que isso seria para que ela “começasse a gostar de homem”.  Ela relutou e conseguiu pelo menos evitar a penetração.

Na sexta, ela compareceu acompanhada dos seus pais na Sede das Promotorias do MPPE. Lá, a jovem se reuniu com a promotora de Justiça Henriqueta de Belli e advogados da ONG Gestos e do Instituto Boa Vista para relatar o caso e uma declaração de acompanhamento psicológico.

Segundo Henriqueta ao Ultimo Segundo, “A ideia da reunião foi informar e convocar a sociedade civil, por meio das ONGs que trabalham com violação de direitos humanos, femininos e LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais) e pela imprensa, para dar ciência do julgamento do mérito, que dever ocorrer em breve. Além disso, a audiência do caso ocorrerá ainda esse mês

Ainda segundo relato da vítima, o pastor a ameaçou, dizendo que deveria se calar, já que ninguém acataria a versão dela sobre o estupro. Em seu relato ao MPPE, a moça chorou dizendo que vive sendo xingada em locais públicos e até mesmo na escola pelos fiéis do pastor. E a única coisa que ela pede é justiça.

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Moradora do bairro do São Caetano, em Itabuna, é encontrada morta nas margens da BR-101, em Itabuna/BA

Charliene Silva Barreto, 25 anos, era travesti, profissional do sexo e moradora do bairro do São Caetano em Itabuna/BA. Ela foi encontrada morta por policiais militares do 15º Batalhão de Polícia de Itabuna as margens da BR-101 por volta das 3h da madrugada de quarta para quinta-feira.

O corpo de Charliene foi encontrada no chão, com uma perfuração de bala atrás da orelha. Funcionários de um posto próximo ao local disseram que ouviram disparos de tiros, mas que não procuraram saber o que havia ocorrido. O caso encontra-se sob investigação da Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que ainda não tem informações sobre o que seria a motivação do crime.

Foto/Reprodução Verdinho Itabuna

Segundo nota do GGB, Grupo Gay da Bahia, ao buscar mais informações sobre a vítima, soube que Charliene viveu alguns anos em Portugal. E pela configuração da cena do crime, o GGB acredita que seja mais um caso de transfobia devido a vulnerabilidade social das pessoas LGBTs que vivem naquela região: quem faz programa por ali, segundo o grupo, fica sujeito a todo o tipo de cliente (bêbados, drogados, violentos e aqueles que sabem que a prostituta é trans e depois do sexo baixa a violência moral terminando com violência ou morte).

As investigações continuam e até a publicação desta nota, nada foi concluído. No site do Verdinho Itabuna, entre diversos comentários, um dos leitores diz que a situação na região está muito complicada para quem é LGBT: diversas mortes já aconteceram no local.

 

 


A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião “Que Parada Nós queremos?”, demais atividades do segundo semestre de 2017 e discutir sobre o tema da edição 2018 da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

A reunião será neste sábado, 05/08, das 14h às 17h30 no Sindicato dos Comerciários, Rua Formosa, 99 – 12º andar.

Pedimos a gentileza para que as pessoas interessadas em participar das reuniões, que não estão cadastradas ainda em nosso Grupo no Google, que envie um e-mail para: paradalgbtsp@googlegroups.com para se cadastrarem e serem informadas sobre as reuniões.

 

Como publicamos aqui anteriormente, sobre Esteban Bravo e Beth David e seu projeto de criar uma animação para evitar bullying entre jovens gays, o vídeo foi finalmente lançado! E mais, até este momento ele já tem mais de 6 milhões de visualizações!

Segundo Bravo, “Ser gay é um assunto que não tem sido amplamente explorado pela animação. Nove em cada dez jovens LGBT relataram incidência de bullying com base em suas orientações e identidades. Por isso o tema do filme”.

O filme completo com 4 minutos de duração, lançado nesta segunda-feira (30/07), pode ser assistido aqui:

Compartilhem! Vamos aumentar sua visualização! Ficou realmente incrível!

Foto: Divulgacão/Reprodução

Infelizmente Jair Bolsonaro é um nome conhecido pela comunidade LGBT. Motivo? Sempre que tem oportunidade ele se posiciona claramente contra diversas questões que envolvem gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transgêneros. Tanto que a Revista Lado A, no ano passado, relacionou 100 frases homofóbicas de Bolsonaro publicadas na mídia. Fora diversas outras disseminadas em rádio, programas de TV, etc.

O que não se espera, mas que acontece, são LGBTs que – mesmo assim – ainda apoiam o político. Claro que vivemos em uma democracia onde cada um é livre para defender quem quiser, mas ser LGBT e apoiar alguém que se posiciona claramente contra LGBT é, no mínimo, estranho. E foi justamente isso que Pepê e Neném, lésbicas assumidas, fizeram recentemente em vídeo. Pior, ainda criticaram beijo gay em público e diversas outras questões que, heterossexuais, fazem sem problema algum.

O vídeo que elas gravaram, publicado neste domingo (30/07) em uma conta do Youtube e também na página oficial de Bolsonaro, somando, já tem mais de um milhão de visualizações.

Assista:

Entre as criticas, Pepê e Neném disseram que tem filhos e que eles não merecem ver dois homens se pegando. Para Fabrício Viana, autor do livro sobre a homossexualidade chamado O Armário, “Se uma criança ver dois homens se beijando e for educada adequadamente pelos pais, ela não se tornará homossexual por isso. O medo é do adulto transferido para a criança. Eu mesmo escrevi um artigo em 2006 sobre isso e que explica detalhadamente sobre como educar os filhos. Falta informação. Falta conhecimento. Entendemos, mas elas só estão reproduzindo um preconceito.”.

Outras questões, como gays se pegarem em público, é uma fala desnecessária: heterossexuais também se pegam em público. E não são todos os heterossexuais ou LGBTs que fazem isso. Não se pode generalizar, além do que, atos obscenos em público é crime (por isso a fala foi desnecessária). Mas demonstrações de carinho e afeto não.

Ainda para Viana, “Algumas falas me lembram de um vídeo que gravei explicando o conceito de homofobia internalizada, onde todos nós, gays, crescemos introjetando informações ruins sobre a homossexualidade: que ela é pecado, ruim, suja, etc. E mesmo quando nos assumimos, não toleramos o beijo gay em público e outras coisas que heterossexuais fazem livremente. É só uma questão de entender e não reproduzir este discurso discriminatório“, completa.

Em todo caso, o que você pensa a respeito?

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