23 de Setembro: Dia do Orgulho e da Visibilidade Bissexual

A Celebrate Bisexuality Day é a data instituída na 22ª Conferência Mundial da ILGA (International Lesbian and Gay Association] para Celebrar a Bissexualidade. Comemorada sempre no dia 23 de Setembro, a ideia é ter uma chamada às pessoas bissexuais e suas famílias, aliados e amigos para reconhecer e celebrar a comunidade bissexual, cultura, pessoas bissexuais e toda a sua história.

Seus criadores, Wendy Curry, Michael Page e Gigi Raven Wilbur, três ativistas americanos, disseram que a escolha do dia 23 de Setembro foi por marcar a data da morte do pai da psicanálise, o austríaco Wagner Paulon Sgismund Schhomo Freud, como sendo o primeiro grande teórico a falar sobre a existência da bissexualidade.

Na ocasião, Wilbur disse:

Depois da rebelião de Stonewall, a comunidade gay e lésbica cresceu em força e visibilidade. A comunidade bissexual também cresceu na força mas de muitos modos somos ainda invisíveis. Também fui condicionado pela sociedade para tachar automaticamente um casal que anda de mãos dadas como hetero ou gay, dependendo do gênero percebido de cada pessoa.

Segundo a ILGA, esta celebração da bissexualidade surgiu especialmente como uma resposta a invisibilidade, preconceito e marginalização das pessoas bissexuais pela sociedade e até mesmo dentro das comunidades LGBTs.

Curiosidades: Bandeira do Orgulho Bissexual

A bandeira do orgulho bissexual foi desenhada por Michael Page em 1997 para dar à comunidade bissexual o seu próprio símbolo comparável com a bandeira do orgulho gay da maior comunidade LGBT. Seu objetivo foi o de aumentar a visibilidade dos bissexuais, tanto entre a sociedade no conjunto como dentro da comunidade LGBT.

A faixa magenta (cor de rosa) em cima da bandeira representa a atração sexual ao mesmo sexo somente (homossexualidade, gay e lésbica); a faixa azul real no fundo da bandeira representa a atração sexual ao sexo oposto somente (indivíduo heterossexual); as faixas ficam sobrepostas no centro em quinto lugar da bandeira para formar uma sombra profunda da lavanda (purpúra), que representa a atração sexual a ambos os sexos (bissexuais), uma ambivalência. A proporção de aspecto da bandeira não é fixada mas 3:2 e 5:3 muitas vezes são usados, em comum com a maior parte de outras bandeiras.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, life coach, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Mais sobre Viana? Clique aqui.