ALERTA: A inclusão do P, de pedófilos, na sigla LGBT é fake news.

Pois é, para quem não sabe, fake news são notícias falsas que inventam e espalham pela internet – geralmente viralizam por serem polêmicas – mas que não condizem com a realidade/verdade.

Recentemente, um político que é abertamente contra a comunidade LGBT, postou em seu Twitter uma nota de um site onde, segundo ele, a sigla LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) estava sendo modificada. Que a nova sigla proposta é LGBTP: lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e pedófilos.

Sim, a sigla P, segundo esse político e essa notícia falsa (e já compartilhada em sua rede milhares de vezes) nada mais é que a inclusão da pedofilia dentro da comunidade LGBT. O que sabemos que não é verdade.
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Primeiro que pedofilia não é orientação sexual e nem identidade de gênero, foco principal da cultura e luta da comunidade LGBT. Pedofilia (abuso sexual de crianças) além de ser uma doença, é crime. Pessoas que possuem esse distúrbio devem ser tratadas imediatamente.
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Segundo que, casos de pedofilia, são muito mais frequentes dentro de casa, praticadas por membros da própria família apontam diversos estudos.  Não é um problema LGBT, e sim, social e que deve ser combatida de forma exemplar: assim como os casos homofobia ou lgbtfobia.
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Essas fake news, tentando associar LGBTs a pedofilia, não é algo tentam utilizar só agora. Sempre tentaram deturpar a realidade, desinformar a grande massa e associar orientação sexual e identidade de gênero, que não são doenças e nem distúrbios, com diversos problemas e disfunções psiquiátricas.
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Sabemos que grande parte dos nossos leitores, associados e gente que acompanha o trabalho da nossa ONG APOGBLT SP são pessoas realmente informadas. Mas precisamos alertar todos os demais sobre os absurdos que criam para tentar, infelizmente, difundir o ódio ao invés de pregar o amor.
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Algumas notícias associando o P a sigla LGBT são tão bem escritas que tem até slogan como “Amor não tem idade”. Ao lerem essas atrocidades, rebatam. Comentem com bons argumentos, não compartilhem e lutem – mesmo que digitalmente – informando e explicando as pessoas que trata-se de fake news. Inclusive, informando a elas o que é fake news e que devem sempre ler e compartilhar notas, artigos e informações de blogs, sites e portais conhecidos e respeitados.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Mais sobre Viana, aqui