Créditos da imagem: www.tortadeclimao.com.br e krisbarz.squarespace.com

A intolerância existente nos casos de homofobia (ligados a orientação sexual) ou transfobia (ligados a identidade de gênero) não atingem apenas pessoas LGBTs, atingem também familiares, amigos ou conhecidos.

Foi o que aconteceu domingo (25) com o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas na estação de metrô Pedro II em São Paulo. Segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso, a briga começou do lado de fora da estação, quando a travesti Raissa chamou a atenção de dois rapazes que urinavam na rua. Irritados, começaram a agredi-la.

Raissa tentou escapar e, na fuga, já dentro do terminal, foi socorrida por Ruas que tentou defende-la. Ela escapou, mas ele, não. Pelas imagens gravadas pelas câmeras de segurança do metrô, ele caiu e os dois desferiram vários socos e chutes na cabeça do ambulante. Depois de alguns segundos, sem reação da vítima, eles pararam e foram embora. Não satisfeitos, voltaram e desferiram mais socos.

Identificados como Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins, os agressores, segundo Gonçalves, são primos e moram próximos. Um deles teria brigado com a esposa, bebido muito na ceia de Natal e se irritou com a travesti e também com morador de rua e carroceiro José Vieira Filho que, em entrevista ao G1, disse que é homossexual.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) há suspeita de um possível envolvimento de um grupo de intolerância na autoria do crime.

O ambulante foi socorrido por funcionários do metrô, mas não resistiu e morreu no hospital Municipal Vergueiro.

Na Internet, grupos e militantes independentes estão organizando um Ato em Memória de Luiz Carlos Ruas, em forma de agradecimento ao ambulante por sua coragem e apoio à sua família. Quem puder comparecer, será no dia 30 as 15h na estação Dom Pedro II. Até o momento, mais de 1.300 pessoas confirmaram presença. O link é:

https://www.facebook.com/events/1422719047761053/

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