Após gritos citando Bolsonaro, travesti é morta no centro de São Paulo

Segundo nota no site do G1, uma travesti foi morta na madrugada desta terça no Largo do Arouche, próximo da Praça da República, no Centro de São Paulo.

Pelos relatos, uma das testemunhas disse que escutou uma discussão com alguns homens gritando o nome do candidato à presidência Jair Bolsonaro, candidato que já disse em diversos programas de TV que não gosta da comunidade LGBT.

Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 4h50 da manhã, hora em que recebeu o chamado de que uma pessoa tinha sido esfaqueada no Arouche.

Uma das moradoras do lugar, que não quis se identificar, disse que viu a travesti com uns cinco homens. Todos eles estavam xingando ela e gritavam “Bolsonaro”. Logo em seguida, ela escutou a vítima gritando e pedindo ajuda, ela dizia que ia morrer.

Mesmo esfaqueada, a travesti caminhou por meia quadra onde a polícia e o resgate chegaram. O caso foi registrado no distrito de Campo Elíseos.

Embora não noticiado ou feito boletins de ocorrências, em alguns grupos de militância LGBT no Facebook, há relatos parecidos de mais agressões homofóbicas citando o candidato Jair Bolsonaro.

É como se o discurso LGBTfóbico do candidato legitimasse o ódio que grupos sempre sentiram de pessoas LGBTs, porém, agora, eles tem um “líder”. Alguém que, de fato, legitimiza todo o seu ódio e preconceito.

Embora seja um problema grave, e de segurança pública também, o ideal neste clima de eleições acirradas e com um candidato declaradamente homofóbico, é que LGBTs não saiam de casa sozinhos.

E que, ao verem qualquer ato cometido contra qualquer pessoa, ajudem e denunciem.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Mais sobre Viana, aqui