As guerras invisíveis entre LGBTs




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Nem tudo é paz e amor, infelizmente.

Existem lésbicas racistas, ”gayfóbicas” e transfóbicas, como existem gays transfóbicos, gays lesbofóbicos, pessoas bissexuais transfóbicas, bissexuais machistas… enfim, há intolerância entre nós, LGBTs. Por quê?

”Sou lésbica e não sou obrigada defender os gays, eles que se virem.”
”Sou travesti e não sou obrigada defender as pessoas bissexuais.”
”Sou gay e não sou obrigada defender as pessoas transgêneros.”

A mulher cis é vítima da intolerância religiosa, racismo, machismo, misoginia…

A mulher trans também é vítima da intolerância religiosa, racismo, machismo, misoginia…

Essa desunião provocada na seletividade nos relacionamentos que algumas pessoas exigem para manter um padrão, facilitam os argumentos de quem se unem para torturar, xingar e matar noss@s amig@s e familiares lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros (ou transexuais); para provar a ”inocência” graças a falta de leis vigentes em todo território nacional que de fato punem esses criminosos é a frase: ”A minha religião diz que é pecado.”, os assassinos aumentarão os tristes índices de violência e o Brasil está no topo.

Quando você lutou somente por algo que te satisfaça, alguém morreu em seu lugar.

Enquanto houver desunião, desrespeito, machismo, racismo, transfobia e outros delitos de intolerância; seremos argumentos de quem não respeita o Estado Laico para atrair mais público por meio de verdades criadas em troca de votos, dinheiro, poder.

No momento que você está aproveitando uma noite especial naquela festa badalada, a família de um LGBT está em um velório sem reações diante da impunidade garantida por leis frágeis.

O que é mais importante, evitar que alguém interrompa os sonhos dos LGBTs ou grande quantidade de ”likes” nas redes sociais com textões sem sentido algum?

Não adianta mostrar ao mundo que é uma pessoa ”de bem”, se na verdade tem um espírito de porco.

Faça amor, não faça guerra!

Precisamos de sororidade entre as mulheres!
Precisamos de união contra o machismo!
Precisamos lutar contra o racismo!
Precisamos lutar contra a transfobia!
Somos pessoas iguais e diferentes.

Meu corpo, minhas regras, meu gênero.

Tâmara Smith*

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo, militante LGBT e assessora de imprensa da APOGLBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola

 

 

 

 


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP) e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG responsável pela maior Parada LGBT do mundo. Mais informações sobre Viana, aqui.


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