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segunda-feira, julho 24, 2017
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Nascido e crescido numa família cristã evangélica, Timothy Kurek é hetero e sempre estudou em escolas cristãs. Devido a essa base, Kurek tinha uma opinião muito bem formada a respeito da homossexualidade: relações que fugissem dos padrões heterossexuais tinham origens pecaminosas e só poderiam ser curadas através da igreja.

Esse posicionamento duro de Timothy começou a ser desconstruído depois que o jovem conheceu Liz, em 2008. O testemunho e a conversa com Liz transformou completamente a maneira como ele enxergava as questões de sexualidade e gênero.

Ao longo da conversa, Liz contou ao novo amigo que era lésbica, e que assim como ele, cresceu numa família religiosa. A família da garota não aceitava sua condição, que acabou sendo deserdada pelo pai e expulsa de casa, com a condição de retorno apenas depois da “cura gay”. Contando essa história, Liz começou a chorar, comovendo Timothy que rapidamente começou a pensar em um jeito de curar a homossexualidade da moça.

Kurek acreditava que esse era o papel de um cristão: ler os trechos da bíblia que condenava a homossexualidade e ajudar no encaminhamento de uma cura pela fé.

Antes do jovem começar a exercer seu  “papel de cristão”, Liz acabou indo embora, causando uma espécie de epifania na cabeça Kurek: Ele percebeu que seu papel de cristão não era o de propor uma cura ou forçar os estudos bíblicos, mas sim ter empatia e ser um ombro amigo. Ser um ponto de conforto num mundo onde todos estão transmitindo o ódio e o preconceito.

Depois de entender e definir seu verdadeiro papel, ele sentiu a necessidade de entender os conflitos internos e externos pelos quais aquela jovem estava passando. Sendo heterossexual, era impossível compreender esse processo. Então, Timothy resolveu, depois de muita reflexão, fingir sua sexualidade para tentar ser o mais empático possível. Ele contou à sua família, amigos e membros da igreja que ele, Timothy Kurek, era gay, mesmo não sendo.

Por um ano inteiro, ele viveu como se fosse gay. Depois de se assumir pra todo mundo, passou a frequentar espaços específicos da comunidade LGBT de sua cidade.

Segundo Kurek, depois do anúncio, houve um grande silêncio absoluto. Ninguém falava com ele, ninguém lembrava dele, ninguém convidava para festas. “Da noite para o dia eu deixei de existir.” As pessoas com quem ele sempre viveu, agora o trata como um completo desconhecido.

Ele sentiu na pele, o poder dos rótulos. Sendo ignorado pela família, amigos e igreja, ele procurou refúgio nos grupos LGBT, que o acolheu rapidamente. A partir daí, Kurek era do time de esportes para Gay, ajudou na arrecadação de dinheiro para ajudar portadores de HIV e participou de uma Parada do Orgulho LGBT.

Certo dia, ele resolveu ir em um Karaoke LGBT, e, segundo ele, teve a maior surpresa de toda a sua vida: no palco estava um homem com as mãos erguidas e olhos fechados, tendo a platéia toda sobre seu comando. Quando começou a cantar, a música atingiu Kurek como uma bala. “Então ele cantou o refrão e meu queixo caiu: ‘nosso Deus é um Deus maravilhoso que reina acima do céu com sabedoria, poder e amor”, conta.

Para ele, aquilo nunca iria acontecer, pois viveu a vida inteira sendo ensinado que LGBTs não acreditavam em Deus. Esse foi o ponto principal para auxiliar na destruição de mais um de todos os seus preconceitos: gay, lésbicas, bissexuais e transgêneros podem, sim, ter uma fé religiosa, da mesma maneira que os heterossexuais.

Conviver com as pessoas fez com que Kurek entendesse que a sexualidade não significa nada na composição do caráter e personalidade de alguém. Que não ser heterossexual não é ser pecador, e que a empatia deve, acima de tudo, ser frequente em nossa vida.

A experiência de Timothy Kurek acabou rendendo a publicação de um livro, onde ele relatada com detalhes todo o seu ano “sendo gay”. Aqui no Brasil, outros autores publicaram livros parecidos. Um deles é o romance chamado Theus, do autor Fabrício Viana.

Para conhecer mais o trabalho do Kurek, visite seu Facebook aqui.

Não é muito difícil encontrar LGBTs em situações de abandono e rejeição. Para tentar tornar esses momentos menos difíceis, existem associações como a CASA1 – projeto de acolhimento de LGBTs em situações de risco.

A Casa 1 oferece abrigo, cursos, workshops e várias outras atividades promovendo o empoderamento LGBT+. Por ser uma instituição sem fins lucrativos, o lugar passa por algumas dificuldades financeiras, e agora, com “SwishSwishChallenge” ficou muito mais fácil colaborar com o projeto: Você só precisa dançar.

Desenvolvido por Federico Devito, a campanha consiste em gravar um vídeo dançando o novo single da Katy Perry, Swish Swish, no estilo da dança de Russell Got Barzz.

Russel ficou famoso por sua dança “desengonçada”, e viralizou depois que se apresentou com Perry em um programa de TV. Os movimentos do garoto viraram marca registrada da música, e muita gente começou a replicar o passo por toda a internet.

Durante um “surto de idéias durante a madrugada”, Devito resolveu que seria legal usar a popularidade da música (e da dança de Russell) para ajudar alguma causa da comunidade LGBT, e a primeira coisa que veio à sua cabeça foi a Casa1

Em entrevista concedida à APOGLBT, Federico contou que sempre quis ajudar o projeto, mas não sabia como, até ter essa idéia maluca. “A casa1 é muito importante pelo simples fato de saber que: você não está sozinho. Há um lugar que te acolha, que converse, que te abrigue”.

Com a campanha, Federico espera divulgar e ajudar projetos como a CASA1 e promover a união da comunidade LGBT. “Sempre achei que LGBT unido faz a diferença mais do que ficar discordando por bobagem”.

Para ele, a campanha destaca-se de outras por um motivo bem interessante: O humor. “O que torna diferente é o bom humor, é a brincadeira da dança, é mesmo você não sabendo fazer o passinho (é difícil, eu mesmo não consigo) participar e divulgar.”

Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Cada vídeo postado será convertido em uma quantia a ser doada para a Casa1, em São Paulo. Então, a brincadeira está lançada: O participante deve usar toda sua criatividade e refazer o passinho nos lugares mais inusitados, arrasar na originalidade, publicar nas redes sociais com a #SwishSwishChallenge para validar o vídeo e se divertir.

Quanto mais pessoas participarem, maior será a ajuda à CASA1. Mais informações podem ser encontradas no site do Federico Devito.

Apesar do voto contrário da chanceler Angela Merkel, o parlamento da Alemanha aprovou na última sexta-feira (30), um projeto de lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A alteração define que a partir de agora, o casamento pode acontecer entre “duas pessoas de sexo diferente ou do mesmo sexo”.

A nova lei, que ainda precisa ser ratificada pela Câmara Alta para entrar em vigor, o que deve acontecer até o final desse ano, irá conceder aos casais LGBTs o direito à adoção.

Foto: Tobias Schewarz/AFP

O projeto foi aprovado por 393 deputados dos partidos de esquerda e por parte da ala conservadora de Merkel, que teve a permissão para votar de acordo com suas crenças individuais.

Depois de votar “Não” ao projeto, Merkel se justificou: “Para mim, o casamento é, segundo nossa Constituição, uma união entre um homem e uma mulher. Por isso eu votei contra”, afirmou.

Agora, a Alemanha se une a outros 20 países ocidentais (sendo 13 europeus) que já legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Apesar desses grandes avanços, ainda precisamos lutar muito para que o direito igualitário seja comum em todo o mundo.

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Ocupar o espaço e conquistar direitos e condições igualitárias é uma das principais e mais difíceis tarefas da comunidade LGBT. A internet é uma das coisas mais presentes em nossa vida, atualmente, refletindo a nossa sociedade no cenário virtual. Sabendo disso, a Família Stronger criou um site, onde além de manter-se informado sobre questões da comunidade, o usuário se conecta e desenvolve relações com outros membros.

Além do blog com colunistas escolhidos pela família, o site é, também, uma rede social exclusiva para os membros da Stronger. Com ferramentas semelhantes ao Orkut, onde o coletivo começou, o site ainda conta com agenda de eventos atualizada, depoimentos, fóruns e mensagens privadas.

Para conhecer mais, acesse: www.familiastronger.com

Se conhecer outros trabalhos, de outros coletivos, escreva pra gente. Quanto mais movimentos criarmos neste mundo, mais diversidade teremos: que é, de fato, um importante aliado na luta contra a LGBTfobia.

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Se descobrir e assumir-se é a parte mais difícil e importante durante a vida de uma pessoa LGBT. A maneira como acontece esse processo é único, de um jeito para cada pessoa, e fica marcado para sempre.

Por isso, o fotógrafo Alejandro Ibarra resolveu criar uma série de fotografias, intitulada “Coming Out Stories”, para registrar este momento.

No projeto, Ibarra fotografou as pessoas e, no final pediu para que elas escrevessem (na foto) algo que foi importante sobre a “saída do armário” de cada um.

Confira:

1. Leo, 25 anos. – Assumido aos 18

“Eu nunca planejei me assumir. Mas depois que meu amigo me beijou, eu sabia que eu queria sentir aquela paixão de novo.”

2. Cole, 24 anos. – Assumida aos 17

“Duas semanas depois que eu me assumi para o meu pai, ele me viu com a minha primeira namorada.”

3. Jose Jorge, 27 anos. – Assumido aos 17

“Minha mãe me perguntou brincando se eu gostava de garotas. Eu disse “Não”.”

4. Alex, 30 anos. – Assumido aos 21

“O meu irmão me revelou pra minha família depois de mexer no meu celular e ler as minhas mensagens com meu melhor amigo.”

5. Diego, 25 anos. – Assumido – Assumido aos 16

“Eu coloquei umas músicas da Lady Gaga de fundo pra me dar coragem.”

6. Diana, 31 anos. 0 Assumida aos 22

“A primeira pessoa pra quem eu contei foi minha melhor amiga, e ela foi embora.”

7. Geraldo, 26 anos. – Assumido aos 22

“Em uma manhã, minha mãe me escutou tocando “Reflection” de Mulan no piano. Assim que eu terminei, ela começou a chorar e disse, “Você sabe que eu amo você, você gostando de meninos ou meninas, tá?”

8. Moises Omar, 28 anos. – Assumido aos 17

“Eu nunca me assumi oficialmente. Eu sempre fui eu mesmo.”

9. Aaron, 32 anos. – Assumido aos 31

“A primeira preocupações dos meus pais foi: E nossos netinhos ruivos?”

10. Jaimie, 40 anos – Assumido aos 20

“Na última noite que eu morei na minha casa, minha mãe me deu um presente de despedida: Um guia de viagem gay.”

11. Michael, 31 anos. – Assumido aos 15.


“Minha avó me ofereceu todo dinheiro que ela tinha para que eu conseguisse “ajuda”. Eu disse pra ela ficar com o dinheiro, eu não estou quebrado, e não preciso de conserto.”

12. Assaad, 26 anos. – Assumido aos 20

“Eu nunca precisei contar pra ninguém. Eles que me contaram.”

13. Bart, 45 anos. – Assumido aos 21

“Eu me senti rejeitado pelos meus próprios pais, mas lembro que minha tia Natalie me fazia sentir seguro.”

É normal que pessoas LGBT escutem um “É só uma fase” quando assumem para o mundo, ser quem realmente são. Com o passar o tempo, as pessoas percebem que aquilo que julgavam ser “uma fase” é, na verdade, muito mais que isso.

Este é o caso de Nick Cardello (54), e Kurt English (52). Acumulando 25 anos de relacionamento, eles se conheceram em 1992, e hoje, moram na Flórida.

Passar 25 anos ao lado de uma pessoa é viver uma vida inteira explorando o amor e a amizade, tendo um enorme significado para os envolvidos. Uma das maneiras que o casal encontrou para celebrar a data foi comparecendo à Parada do Orgulho LGBT de Washington, neste ano.

Na preparação da Parada, Nick contou ao Buzzfeed que começou a compartilhar fotos “mais carinhosas” do casal no Facebook. O que incluía uma foto antiga dele beijando Kurt durante a edição de 1993 da mesma Parada.

Segundo o casal, essa foto tem uma significado bem forte, porque ela foi “meio que uma segunda saída do armário” para eles. Pensando nisso, durante a edição de 2017 do evento, eles foram exatamente ao mesmo lugar, e recriaram a foto.

A ação viralizou em quase todas as plataformas online. Apesar de ter gostado do resultado, Cardello revelou que nunca imaginou que aquilo poderia impactar milhares de pessoas estranhas na internet e tomar as proporções que tomou.

De primeira, ele disse que ficaram assustados e felizes de presenciar suas vidas sendo celebradas daquele jeito. Eles perceberam que a foto tinha um significado muito mais profundo do que eles pensavam.
“Quando a gente começou a ler os comentários, percebemos o quanto aquela foto estava significando para as pessoas… foi bem comovente.”

Uma coisa que deixou os dois bastante surpreso, foi o envolvimento da juventude LGBT com a foto, e com o casal.

“O interessante de ver nas fotos são os comentários dos jovens. Eles não encontram muitas fotos de casais gays envelhecendo juntos”

Segundo Nick e Kurt, eles sentem que de alguma maneira, eles estão sendo exemplo e colaborando na criação da esperança de um futuro para jovens casais.

“Eles estão marcando os seus namorados dizendo que poderiam ser eles. Isso foi muito fofo.”

 

É extremamente difícil imaginar como seria a nossa vida sem algum dos sentidos. O que muitas vezes não nos atentamos é que pessoas sem um ou mais desses sentidos existem e vivem perfeitamente bem.

Seguindo esse raciocínio, o fórum “Reddit” perguntou em uma de suas publicações como os gays que eram cegos souberam que eram gays, sem enxergar.

E você pode ver abaixo as 10 respostas de usuários do fórum:

 

1 – “Eu sentia uma coisa diferente quando abraçava os meninos” – Costco1L

Eu sempre soube que eu era diferente das outras crianças, e me sentia extremamente solitário. Eu não me encaixava com os meninos que enxergavam, e nem com aqueles que eram cegos, o que era muito pior. Todos os garotos eram interessados em esportes e jogos mais violentos, menos eu. Alguns falavam sobre garotas, mas por ser cego de nascimento e nunca ter falado sobre sexo com ninguém, eu não tinha idéia do que estava sendo discutido. Até me envergonho de dizer que eu não sabia exatamente a diferença entre meninos e meninas, exceto que meninas eram bem mais legais comigo,e eu me sentia estranho quando abraçava os meninos. Quando eu tinha 15 anos, uma garota me explicou como os bebês eram fabricados. Eu sabia que se eu admitisse o quão pouco sabia, eu seria alvo de risadas, então fiquei calado.
Eu comprei livros sobre sexo em Braille e comecei a ler sobre, e entendi um pouquinho. A surpresa para mim, e muito importante, foi que eu comecei a perceber que eu era atraído por meninos e homens, e não por garotas. Eu percebi que eu sentia uma coisa bem estranha quando estava com pessoas do mesmo sexo que eu, e que não sentia com as meninas.

 

2 – “Não é muito diferente das pessoas que não são cegas” – AllHarlowsEve

Eu uma pessoa cega. Honestamente, não é tão diferente da maneira como as pessoas “normais” descobrem a sexualidade. Quando eles imaginam beijar uma pessoa, eles sabem se querem beijar garotos ou garotas.

 

3 – “Ele foi pra uma escola só para pessoas cegas… Foi então que ele teve certeza que sentia atração por outros homens.” – Holden_Caufiend

Meu irmão nasceu cego e se assumiu gay recentemente (ele tem 21 anos). A atração sexual vai muito além dos aspectos visuais. Assim como ele me explicou, no ensino fundamental e ensino médio ele começou a perceber que era mais atraído por meninos do que meninas – a voz grossa, determinação, o acento masculino. Ele também disse que pessoas que gostavam de “coisas de garotos” como esporte, armas, vídeo games, etc, eram bem mais atraentes do que aqueles que tinham um jeito mais feminino.
Então, ele foi para uma escola para cegos, e era do time de luta livre lá (Sim, isso é bem masculino) durante todos os anos. Por mais que soe engraçado, foi aí que ele descobriu completamente sua atração por outros homens – uma vez que ele tinha bastante contato físico com eles durante as lutas.

 

4 – “Eu ouvia a voz dos garotos, e elas soavam atrativas para mim.” – Commanderzilyana

Honestamente, acredito que da mesma maneira como qualquer outra pessoa. Eu ouvia as vozes dos garotos e ela pareciam muito atraentes para mim. Embora eu não pudesse vê-los fisicamente, mentalmente eu imaginava como eles eram.
Eu não era cego até meus 14 anos, mas eu só soube que era gay quando eu tinha 18 anos.

 

5 – “Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos, eu não entendia muito bem a diferença entre meninos e meninas.” – RedzandBluez

Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos, eu não entendia muito bem a diferença entre meninos e meninas. Para mim, eles eram exatamente iguais, a não ser que meninos me atraiam, e meninas não. Eu não sabia nada sobre as partes do corpo (peitos, vagina, pênis, etc.) e mesmo assim, eu era atraído pelo menos sexo que o meu.”

6 – “É tão legal brincar com o meu pênis, então eu conclui que brincar com outros também seria.” – Hypoferramia

Eu estou digitando isso para o meu amigo, que é gay e cego. Ele disse, e eu copiei. “Meu pênis é muito legal de brincar, eu achei que seria legal brincar com alguns diferentes também.”

 

7 – “Eu não precisei ver um pênis para saber que eu não queria tocar em um.” – Anônimo 

Eu mandei mensagem para minha amiga (nós duas somos lésbicas) – e ela é cega. Ela pode ver formas, tons claros e escuros, mas não consegue ver rostos e definitivamente não enxerga características específicas de uma pessoa. Ela me disse: “Eu não precisei ver um pênis para saber que eu não queria tocar em um. Você não pode dizer que as pessoas só vão saber o tipo de genitália que vão gostar só depois de ver, é estranho.”

 

8 – “Inteligência, senso de humor, crenças…” – Rylley20

A atração é a parte mais interessante quando você não enxerga. O que você tem são as vozes, o perfume, a maneira como eles se sentem fisicamente, e outras compatibilidades, como a inteligência, o senso de humor e as crenças.

 

9 – “De verdade, não é muito diferente. ” – Hank_scorpio_123

Eu sou cego desde meu nascimento e sou extremamente gay. Sabe quando você vê alguém e se sente atraído por ele? É meio que isso, mas eu não enxergo.

10 – “Voz, textura da pele, feromônio.” – Hermaeus-whora

Minha amiga lésbica, que é cega, me disse que soube sua sexualidade quando tinha 13 anos – Toda vez que uma enfermeira tocava em seu corpo ela sentia uma coisa boa. Voz, textura da pele, feromônio e etc. Ela também sempre fala que abraçar meninas era bem mais atraente.

Uma das melhores maneiras de presenciar e salvar um acontecimento em nossa memória é registrando-a em foto ou vídeo. Ver o vídeo produzido por alguém é, na verdade, enxergar pelo olho de outra pessoa.

Por isso, sabendo que nem todas as pessoas tiveram a oportunidade de ir em nossa Parada do Orgulho LGBT, nós juntamos 07 vídeos produzidos por Youtubers, e que imprimem diferentes visões que irão, de certa forma, proporcionar a experiência da Parada à todos.

Confira:

– Canal Fábio Pastorello

 

– Canal Chá dos 5

 

– Canal DNA da Balada

 

– Canal Comprei um unicórnio

 

 

– Canal Leonardo Azevedo

 

– Canal Lilly&Bea

 

Canal das Bee

Letícia e Daniele

Eventos como a Parada LGBT de São Paulo são únicos: Nele, pessoas se conhecem, direitos são reivindicados, o amor descoberto, e como não poderia ficar de fora, vários pedidos de casamento são feitos. E são tantos que infelizmente a gente não dá conta de registrar. Exceto por um!

Na edição desse ano, o “sim” foi dito pela carioca Daniele que agora é noiva de Letícia, paulistana. E em cima de um dos nossos trios!

Letícia e Daniele se conheceram durante a 17ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 2013. Aquilo que elas pensaram ser apenas algo passageiro mudou completamente a vida das garotas.

O relacionamento começou, elas foram morar juntas e se tornaram mães de 3 filhos de 4 patas. Com a relação estável, e certa de que Daniele é o amor de sua vida, Letícia entrou em contato no final de 2016 com o Grupo de Trabalho que coordena o trio de Lésbicas e Bissexuais da APOGLBT SP para pedir ajuda na realização de um sonho: fazer o pedido de casamento em cima de um dos trios da Parada LGBT de São Paulo. Tornar o momento único e especial.

E foi assim que o pedido aconteceu! E para a alegria de todos, Daniele disse sim.

E você? Tem algo deste tipo para nos contar? Aproveite os comentários, ou ainda, vai lá nas nossas redes sociais e comenta! Parada do Orgulho LGBT também tem – e muito – amor!

As celebrações do mês do Orgulho LGBT continuam. Nessa quarta-feira, 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT acontece na Assembléia Legislativa, a tradicional Sessão Solene que homenageia a luta pela igualdade de direitos entre todas as pessoas, independente da orientação sexual ou da identidade de gênero.

Nesse ano em que a Parada do Orgulho LGBT trouxe no seu tema uma importante reflexão sobre a necessidade da luta pelo Estado laico, que não pode deixar de reconhecer direitos em virtude de posições de grupos religiosos, a sessão Solene homenageará com um diploma ativistas de diferentes gerações que tem de destacado no enfrentamento à violência e discriminação contra pessoas LGBT, combate ao racismo e machismo.

Venha celebrar o orgulho LGBT e a construção de uma sociedade sem nenhum tipo de preconceito e discriminação.

O Ato Solene é organizado pelos mandatos dos deputados e deputadas estaduais: Leci Brandão (Pc do B) Carlos Giannazi (PSOL) , Clélia Gomes (PHS) , José Zico Prado (PT) , Márcia Lia (PT) e Ramalho da Construção (PSDB).

O evento conta com o apoio institucional do SOS Racismo, APOGLBT SP e Sindicato dos Comerciários.

Confirme sua presença no Facebook:
https://www.facebook.com/events/116539922283876