BANDA REDONDA 2018 – A mais antiga do centro da cidade dia 05/02




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“Um povo que não ama e não preserva suas formas de expressão mais autênticas jamais será um povo livre.” (Plínio Marcos).

Banda Redonda, mais antiga e tradicional do centro, faz a abertura da semana carnavalesca no centro da cidade de São Paulo. Fundada pelo nosso eterno General da Banda: Carlos Costa (Carlão), Plínio Marcos, Chico de Assis, Oswaldo Mendes, Luiz Carlos Parreira, Aldo Bueno, Henrique Lisboa (Taubaté), atores do Teatro de Arena, jornalistas, músicos, artistas e boêmios que frequentavam o Bar e Restaurante Redondo. A Banda Redonda pede passagem, coloca os foliões e sambistas nas ruas no dia 5 de fevereiro, começa a se arrumar ou se desarrumar em frente ao TEATRO DE ARENA – Eugênio Kusnet, na Rua Theodoro Baima, 94, esquinas da Rua da Consolação com Av. Ipiranga.

A concentração começa 19h e a saída do desfile 20h30. No início da concentração faremos a entrega do “Troféu Banda Redonda” para personalidades que fazem a diferença na cultura, artes, educação e no social, neste ano os homenageados são: Associação Ilú Obá De Min, o jornalista e escritor Oswaldo Faustino, a grande bailarina, coreógrafa e educadora Márika Gidali e a Peça “Navalha na Carne” montada pelo grupo Cia. Teatro Garagem (abaixo histórico sobre os homenageados).

A apresentação de palco fica por conta do grande defensor do samba e do carnaval Moisés da Rocha, do programa “O Samba pede passagem”, há 40 anos no ar. Nossa porta estandarte e rainha da Banda é a bailarina Dan Sonora e nosso mestre Sala é o passista Marron. Mais informações e histórico abaixo. Visite e curta nossa página no facebook: https://www.facebook.com/bandaredondaoficial. Vídeos:https://www.youtube.com/watch?v=IQILMxfNkGc / https://www.youtube.com/watch?v=3cf-KVo5gek. Veja no final a letra do hino da Banda Redonda.

“Nossa gente é essa aí: atores, jornalistas, boêmios, artistas do cinema, televisão sambistas, pintores, gente da noite, do dia, da madrugada e de todas as horas, enfim, gente que cultua a nossa cultura popular”, diz Carlão, o eterno General da Banda.

SERVIÇO:

BANDA REDONDA 2018 – RESISTÊNCIA POPULAR.

Dia 05 de fevereiro, segunda-feira. Concentração em frente ao Teatro de Arena Eugênio Kusnet – Rua Teodoro Baima, 94 – Consolação.

Concentração19h Entrega dos troféus: 19h30h Saída: 20h30 – Grátis.

Trajeto: Ruas Theodoro Baima, da Consolação, Xavier de Toledo, Teatro Municipal, Rua Cons. Crispiniano, Largo do Paiçandu, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República, regressando ao ponto da concentração na Rua Teodoro Baima, em frente ao Teatro de Arena, encerrando o desfile com o clássico de carnaval: “Tá chegando a hora”.

Sobre a Associação Ilú Obá De Min – Educação, Cultura e Arte Negra é uma associação paulistana, sem fins lucrativos, que tem como base o trabalho com as culturas de matriz africana e afro-brasileira e a mulher.  Foi fundado em novembro de 2004 pelas percussionistas  Beth Beli, Girlei Miranda e Adriana Aragão, hoje a instituição tem a direção geral de Beth Beli e divide a direção musical do Bloco Afro Ilú Obá De Min com Mazé Cintra. O objetivo da associação é preservar e divulgar a cultura negra no Brasil, mantendo diálogo cultural constante com o continente africano através dos instrumentos, dos cânticos, dos toques, da corporeidade, além de abrir espaço para ideias que visem o fortalecimento individual e coletivo das mulheres na sociedade. http://iluobademin.com.br/site.

Sobre Marika Gidali – Nasceu em Budapeste, na Hungria, em 29 de abril de 1937. Bailarina, coreógrafa, professora, diretora artística, e fundadora do Ballet Stagium, o trabalho de Márika Gidali é considerado de vital importância para o desenvolvimento da dança e da educação no Brasil. No Brasil, iniciou seus estudos de dança em São Paulo, com o professor Serge Murchatovsky, na escola Carmem Brandão. Atuou como bailarina no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet do Teatro Cultura Artística e Ballet IV Centenário. Na área da educação e inclusão social está à frente de projetos sociais com grande repercussão, tendo coordenado as atividades de dança nas unidades da FEBEM, a convite do governador Mário Covas, coordenando o Projeto Joaninha – que hoje conta com 250 crianças e adolescentes, o Dança a Serviço da Educação- Stagium vai às Escolas e Escolas Vão ao Teatro, e o Professor Criativo – curso dirigido a professores da rede pública de ensino do Estado de São Paulo. Trabalhou em espetáculos teatrais como coreógrafa e assistente de direção, atuando ao lado de importantes nomes da cena brasileira: Ademar Guerra Flávio Rangel, Silney Siqueira e Oswaldo Mendes. Fundadora, junto com Decio Otero, do Ballet Stagium, que em 2016, comemorou 45 anos de existência. Sua vida e obra estão registradas no livro “Marika Gidali, Singular e Plural”, escrito por Decio Otero. Já recebeu inúmeros prêmios por sua atuação como bailarina e educadora, destacando-se: Prêmio Cultural Blue Life, como uma das mulheres destaque, por sua área de atuação; Medalha de Ordem do Mérito Cultural/República Federativa do Brasil, por sua relevante contribuição à cultura brasileira; Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura e Arte (Edição 2005/Dança); Prêmio “Mulheres do Mercado”; Prêmio Moinho Santista-Bunge (pela 1ª vez concedido a uma personalidade da dança brasileira; Ilanud-Unicef (Prêmio Sócio-Educando); Prêmio UNESCO (Mérito Artístico) e Mérito Cultural – Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. (Site Ballet Stagium).

Sobre Oswaldo Faustino – Jornalista desde 1976, com atuação em jornais, revistas, rádio e TV. Editor, repórter, locutor, contador de histórias e autor de 11 livros – com mais dois a serem lançados este ano – e histórias em quadrinhos que refletem investigação sobre as relações étnicas e raciais, entre eles: A Legião Negra, Luana. Participou do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre o Negro Brasileiro (USP) e foi colaborador fixo da revista Raça Brasil desde as primeiras edições. Membro da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, a COJIRA Saiba mais sobre Oswaldo Faustino: http://flinksampa.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Oswaldo-Faustino.pdf.

Sobre a peça “Navalha na Carne e Cia. Teatro Garagem – A CIA. e o TEATRO brotaram de um desejo imprescindível e urgente de ser livre para criar. Criar com tempo, com o nosso tempo, sem limites burocráticos pré-estabelecidos, e neste meu tempo e espaço próprios, através da magia do teatro, poder como testemunha, dar o meu depoimento. Hoje é a literatura no palco que toma forma e dá o seu recado, a nossa mensagem é um teatro aberto a novas experimentações, investigações, a todos os artistas que queiram compartilhar desse microcosmo que surge dentro da garagem da casa da atriz, e como em tantas outras, arsenal de ideias, trouxeram para muitos a possibilidade da experiência viva do encontro do ser humano com a sua parte mais divina, através da arte. (Anette Naiman – Atriz e idealizadora do TEATRO GARAGEM). Esta montagem da peça “Navalha na Carne” celebra os 50 anos de sua 1ª apresentação, com estreia simultânea no Rio de Janeiro e São Paulo em 1967 e integra a “Ocupação Plínio Marcos” no Teatro Garagem, que já teve a montagem de “O Bote da Loba”, também de Plínio. Saiba mais: http://www.teatrogaragem.com.br.

HISTÓRIA

A Banda Redonda substituiu a Banda Bandalha, criada no auge da repressão militar pelo dramaturgo e ator Plinio Marcos em 1972.  Plínio gravava a novela Bandeira Dois, no Rio de Janeiro e não aguentava mais as piadas e provocações dos cariocas, dizendo que: bloco de paulista é bloco de concreto armado, que cordão de paulista é cordão de isolamento, que São Paulo é o túmulo do samba, como dizia Vinícius de Moraes. Descontente com tantas brincadeiras, Plínio chamou seu colega de teatro, Carlos Costa, o Carlão, que já era frequentador do mundo do samba paulista desde que aqui chegou em 1945, mas ganhava a vida no teatro, Carlão foi bilheteiro, contrarregra e ator, atuou no teatro de Arena, no cinema e foi um grande parceiro do Plínio, atuando em várias peças e ao seu lado em vários momentos na luta. Então, Plínio Marcos se autoproclamou presidente da Banda Bandalha e convidou Carlão para ser o vice-presidente.

Em 1972 e 1973, a banda sempre saindo da frente do Teatro de Arena e percorrendo o centro, foi sucesso de cara, tendo no primeiro desfile como Porta Estandarte a atriz Etty Fraser e mestre sala o ator Toni Ramos. Também contou com ilustres participantes, como a atriz Walderez de Barros, o dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, a atriz Eva Vilma, o ator John Herbert, Pepita e Lolita Rodrigues, os jornalistas Arley Pereira, José Ramos Tinhorão, o ator e artista plástico Luiz Carlos Parreira. Claro que não podiam faltar os sambistas famosos das escolas de samba e parceiros de Plínio e Carlão: Geraldo Filme, Jangada, Jorge Costa, Silvio Modesto, Talismã, Toniquinho Batuqueiro, Zé Keti, Zeca da Casa Verde, além da turma da boate “Vagão” e redondeza, entre tantos outros atores, jornalistas e foliões. A Bandalha durou dois anos, depois de brigas com a prefeitura, Plínio se injuriou e falou que não tinha mais Bandalha. Com o fim da Bandalha, seus remanescentes, encabeçados por Carlão, formaram a Banda Redonda, que desfilou pela primeira vez em 74.

A Banda Redonda foi fundada em 12/01/1974 por atores e profissionais de teatro, cinema, artistas plásticos e jornalistas e desfila todas as segundas-feiras antes do carnaval, pelas principais avenidas e ruas centrais da cidade, cantando seu hino “Marcha Redonda”, marchas, frevos, sambas de velhos e tradicionais Reinados de Momo. Com a inspiração do Artista plástico Luis Carlos Parreira a “Redonda” adotou a pomba como símbolo e as cores azul, ouro e branco.

Atualmente, os desfiles da banda são acompanhados por cerca de quinze mil pessoas e já faz parte do calendário oficial do carnaval de São Paulo, sendo filiada à ABASP – Associação de Bandas de Carnavalescas de São Paulo. Carlão, quando assumiu a banda em 1974, transformou-se no “General da Banda” de São Paulo, lembrando Black-Out, o “General da Banda” no Brasil: diz um dos foliões: quando o Carlão sobe ao palco as pessoas cantam… “Chegou o General da Banda…”

Sobre o novo nome da banda: Redonda, Carlão conta um pouco da história: “A gente frequentava um Bar e Restaurante em frente ao Teatro de Arena chamado Redondo. Havia uma gíria na época que dizia que as pessoas inteligentes tinham a testa redonda. Daí, a partir de algumas sugestões: ARENA, pelo teatro (ora veja, naquela época, o partido da ditadura tinha a sigla de ARENA), Carlos Gomes, Roosevelt (nome de gringo não), Consolação e Vila Buarque, (‘não são nomes para uma banda’). Prevaleceu a ideia da cabeça inteligente: Redonda, ainda sugeriram Redondo, para obter algum patrocínio do dono do bar, mas alguém lembrou: “o portuga sequer pendura uma cerveja pra gente”, daí ficou simplesmente Redonda mesmo, pela ideia do Parreira, ainda hoje há quem confunda o nome da banda com o nome do bar.

Várias personalidades do meio cultural, artístico e esportivo já receberam o Troféu Banda Redonda, entre elas: Adriano Diogo, Ari Toledo, Audálio Dantas, Bárbara Bruno, Carlos Cortez, Chico de Assis, Chico Pinheiro, Claudia Mello, Dona Inah, Dona Maria Esther, Doutor Sócrates, Dráuzio Varella, Dulce Muniz, Esther Góes, Etty Frazer, Helena Ignez, Ítalo Cardoso, Ivan Giannini, João Acaiabe, João Batista de Andrade, João Borba, Julio Calasso, Lauro César Muniz, Leci Brandão, Ligia Cortez, Luiz Galvão, Maria Alcina, Marilu Cabañas, Maurício Pestana, Osmar Santos, Oswaldo Mendes, Paulo Goulart, Paulo Vanzolini, Peça “Insubmissas”, Peça Noel Rosa, o poeta da Vila e seus amores, Plínio Marcos, Raquel Trindade – A Kambinda, Regina Braga, Regina Echeverria, Renato Consorte, Roger Avanzi (Palhaço Picolino), Sérgio Mamberti, Silvia Vinhas, Sindicato dos jornalistas Profissionais do Estado de SP, Tadeu di Pietro, Téo Azevedo, Tonia Carrero, Umberto Magnani, Walderez de Barros.

Artistas consagrados de teatro, cinema e televisão, se misturam com o povão, no embalo dos músicos e puxadores tradicionais: Aldo Bueno, Germano Mathias, Jandir, João Pedro, Mazinho do Salgueiro e Silvio Modesto; entre os artistas: Renato Borghi, Analy Alvarez, Antonio Petrin, Cris Fontana, Gésio Amadeu, Graça Berman, João Acaiabe, Luiz Serra, Paulo Hesse, Regina Braga, Tadeu Di Pietro. Castor Fernandez (Fotógrafo e amigo do Plínio), Oswaldo Mendes (jornalista, ator, diretor de teatro e autor do livro “Bendito Maldito – Uma biografia de Plínio Marcos”).

A Banda Redonda sai do Arena com 3.000 foliões e chega a aproximadamente 10.000 foliões no final do desfile, durante o percurso as pessoas vão se juntando a folia, já se tornou uma tradição, um grupo de foliões esperam a Banda passar nas escadarias do Teatro Municipal, para cair na folia.

 

HINO DA BANDA REDONDA (Miguel de Deus e Orlando)

REDONDA, REDONDA, REDONDA,

ESTA QUE É A NOSSA BANDA!

QUANDO CHEGA FEVEREIRO,

ELA É QUE SAI, DANDO INÍCIO AO CARNAVAL!

(Repete)

DESCE A CONSOLAÇÃO,

PASSA PELO MUNICIPAL,

CAI NA SÃO JOÃO, LEVANDO A MULTIDÃO,

QUE SE MISTURA, NUM TREMENDO CARNAVAL!

(Volta ao começo)

REDONDA, REDONDA, REDONDA,

ESTA QUE É A NOSSA BANDA!

QUANDO CHEGA FEVEREIRO,

ELA É QUE SAI, DANDO INÍCIO AO CARNAVAL.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP) e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG responsável pela maior Parada LGBT do mundo. Mais informações sobre Viana, aqui.


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