terça-feira, maio 23, 2017

LGBTs representam grande parte da sociedade, ocupando cargos e sendo referência para muitos. Esse é o caso do professor Luis Lima, que foi dar aula montado de drag queen, na última quarta (17), para promover a reflexão sobre a importância do combate à LGBTfobia.

Foto: Friday Manson/Arquivo pessoal

No dia que é celebrado o dia internacional de combate à LGBTfobia, os alunos de uma escola pública de João Pessoa tiveram aula com Friday Manson, nome usado por Luis no meio artístico.
Ele tem 25 anos, licenciatura e mestrado no ensino de Química, e ressalta a importância dessa representatividade para os alunos LGBTs.

“Desde que comecei a ensinar, há 7 anos, eu sou o professor que eu queria ter tido, principalmente como LGBT. Enquanto estudante, eu achava que eu não podia ocupar alguns espaços e trilhar alguns caminhos porque a sociedade me dizia que aquele espaço não era próprio para quem é homossexual… Não quero que meus alunos se sintam como eu me senti há muitos anos”, disse o professor.

Quanto a se montar de drag queen, ele recebeu a permissão da diretora para fazer a intervenção, que foi colocada em prática com os alunos do Ensino Médio, pautando que o ambiente escolar não deve ser um espaço para o reforçar as diferenças, e sim celebrar a diversidade.

Professor Luis/Arquivo Pessoal

Embora os estudantes já soubessem do lado artístico do professor, essa foi a primeira vez que Luis foi visto de drag pela turma. Ele afirma que os alunos tiveram uma aceitação muito positiva da situação, e que alguns, ao final da aula, foram declarar a admiração e o quanto aquilo foi importante para a composição de um futuro melhor.

“Um aluno disse que a perspectiva dele mudou muito, enquanto LGBT. Disse que eu sou um referencial positivo. Eu até chorei, porque a intenção é essa. Representatividade importa”, afirma.

Na próxima segunda-feira, 22/05, começa o 16º Ciclo de Debates promovido pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT SP). O evento, aberto ao público e organizado por Willian Salvador Martins, tem como finalidade desenvolver o diálogo em função da realidade vivida por lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros visando o compartilhamento de experiências, visibilidade e luta da comunidade LGBT.

PROGRAMAÇÃO:

– 22/05 – Segunda-feira
Tema da Parada – “Estado Laico”
Palestrantes: Secretário Márcio Fernandes Elias Rosa, Gedeon Freire Alencar e Orlanda Araújo.

– 23/05 – Terça-feira
Violência contra a mulher LBTT
Mulheres vítimas de intolerância religiosa, racismo, misoginia, bullying e machismo
Palestrantes: Soninha Francine, Viviany Beleboni, Coletiva Luana Barbosa e Fernanda Yonomiris.

– 24/05 – Quarta-feira
Jovens; Sexualidade e Prevenção
Palestrantes: Marcos Blumenfeld Deorato, Ivone de Paula, Fabiola Santos Lopes e Revista Viração.

– 25/05 – Quinta-feira
Família, crianças transgêneros, adoção e terceira idade
Palestrantes: Hellen Lanhellas, Tom Cordeiro, Angela Fontes e Alexya Salvador.

– 26/05 – Sexta-feira                                                                                                                             Empregabilidade e empoderamento LGBT da Pessoa com Deficiência (PCD).
Palestrantes: Ivone Oliveira, Silvana Pereira Gimenes, Junior Nascimento e Leandra Du Art.

Os debates ocorrerão do dia 22/05 até o dia 26/05 (sexta-feira), das 19h às 21h, na Secretaria da Justiça – Pátio do Colégio, nº 184. A entrada é gratuita e não é necessário inscrição. Basta comparecer.

SERVIÇO:

16º Ciclo de Debates – APOGLBT SP
– Data: 22 a 26/05 – Horário: das 19h às 21h – Entrada gratuita.
– Local: Secretaria da Justiça – Pátio do Colégio, 184 (ao lado do metrô Sé). São Paulo / SP
– Realização: APOGLBT
– Apoio: Ibis Budget Frei Caneca, Ibis Paulista, e Ibis Budget Paulista
– Apoio Institucional: Secretaria de Saúde, Secretaria de Justiça e Secretaria de Direitos Humanos
– Patrocinadores: Skol e Uber
– Site da APOGLBT: http://www.paradasp.org.br
– Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1825505277774197

Hoje, dia 17 de Maio, dia Internacional de Combate à LGBTfobia, a Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT-SP) realizou na Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo sua primeira coletiva de imprensa para apresentar o 21º Mês do Orgulho LGBT 2017.

A Mestre de Cerimônia, a drag queen Tchaka, fez suas considerações e destacou a importância do tema deste ano na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo que é “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”. Em seguida, abriu falas para as autoridades presentes e para Claudia Regina, presidente da APOGLBT.

Claudia destacou a importância do tema “Estado Laico” e reforçou que todas as ações são planejadas ao longo do ano e que a escolha envolveu mais de 150 militantes, incluindo ONGs e coletivos, para que, juntos, decidam quais ações devem ser priorizadas.

Estavam presentes no Cerimonial, o Sr. Marcio Elias Rosa (Secretario de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo), Thiago Amparo (Secretário Adjunto de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo), Leonardo de Morais Barros (Chefe de Gabinete da Secretaria de Justiça), Maria Clara Gianna (Diretora do Centro de Prevenção DRT/Aids) e os representantes das empresas patrocinadoras Skol e Uber.

Letícia Mazon (Gerente de Comunicação) da Uber, ressaltou que a Uber já realizou diversas ações de inclusão da diversidade no Brasil e no mundo, já Maria Fernanda, Diretora da Ambev, reforçou que este é o segundo ano que a marca Skol patrocina o evento, e que este ano a empresa produziu uma edição/tiragem especial de latas da cerveja Skol com as cores da bandeira LGBT.

Ambas empresas demonstraram estar animadas e acreditando no projeto Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

O 21º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo 2017, tem em sua programação os seguintes eventos: Ciclo de Debates LGBT, Ciclo de Leituras Dramáticas, Campanhas de Saúde, Mostra de Cinema, Em Memória, Feira Cultural LGBT, Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, Jogos da Diversidade e a 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (com seu show de encerramento) que ainda é considerada o maior evento de visibilidade da comunidade LGBT do mundo.

Para acessar a agenda completa, o link é http://paradasp.org.br/agenda2017

A segunda Coletiva de Imprensa está prevista para acontecer no dia 13/06/2017.

 

Foi no dia 17 de Maio de 1990 que ocorreu a exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa foi uma importante vitória para o movimento LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) comemorada por pessoas e ONGs de vários países.

diainternacionalcontraahomofobia

“O mundo inteiro comemora esta data. Foi quando a homossexualidade deixou de ser uma doença pela ciência e se torna, finalmente, o que ela sempre foi: apenas uma expressão saudável da sexualidade humana! Todos, LGBTs e simpatizantes pela causa, temos que comemorar!”, diz Nelson Matias Pereira, sócio fundador e diretor da APOGLBT (ONG responsável pela Parada do Orgulho LGBT de São Paulo).

No Brasil, somente aos 04 de Junho de 2010, por meio do Decreto do Presidente da República, o Dia Nacional de Combate à Homofobia foi oficialmente instituído.

Para Diego Oliveira, que organiza o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade:

A luta pelos direitos dos LGBTs é uma luta de todos. Por isso o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade contempla pessoas e empresas que, de uma forma ou de outra, contribuem por um mundo melhor para todos. Não precisa ser militante LGBT para fazer algo em benefício aos LGBTs.“, enfatiza Diego.

Nas redes sociais, pessoas e organizações do mundo inteiro celebram esta data. Em 2017, por exemplo, esta é a data oficial para a abertura do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo promovido pela APOGLBT SP. O vídeo do Mês do Orgulho 2016 é este aqui:

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Que tal, no meio do agito do Parque Ibirapuera, em pleno domingo, discutir questões importantes para gays e homens bissexuais? O convite para essa conversa é da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.
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No domingo, 21, a partir de 14h, na marquise, será realizada a roda de conversa Identidades e Vivências de Gays e Homens Bissexuais. O evento é promovido pelo grupo de trabalho desses segmentos que atua na organização da 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.
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A proposta é que gays e homens bissexuais expressem sua diversidade. Para tal, vão falar convidados representantes de ursos e leathers, gay jovem, bissexual ativista, gay com filho, pessoa com HIV e homossexual, transexual masculino e todas as nuances desta grande diversidade.
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Após as contribuições, o debate será aberto a todos os presentes.
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A roda de conversa integra a programação da 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Para participar, basta comparecer. Participação gratuita.

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Serviço:
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Roda de Conversa Identidades e Vivências de Gays e Homens Bissexuais
Dia 21 as 14h no Parque do Ibirapuera / São Paulo
Local do encontro: Marquise do Ibirapuera
Participação gratuita. Chegue cedo e convide os amigos!
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/191842994670351/
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Quando falamos sobre cultura, o Brasil é um dos países mais ricos do mundo. Sendo um dos setores mais explorados, a música está presente na vida da maioria da população, que é composta por diferentes pessoas, de diferentes gêneros, cores e classes sociais.

Apesar dessa diversidade, os “fabricantes” de cultura, atualmente, são majoritariamente heterossexuais. Para para que essa cultura da diversidade possa refletir a realidade e sentimentos de todos, uma coisa é essencial: a representatividade.

Por isso, listamos abaixo 15 artistas LGBTs que estão dominando o mercado sonoro brasileiro. Confira:

– Jhonny Hooker

Com mais de 10 anos de carreira, o cantor e ator nascido em Recife é assumidamente Gay, e já recebeu diversos prêmios por seu trabalho. O visual performático e maquiagens fortes lembram Ney Matogrosso, mas isso não torna Hooker menos autêntico.

Multimídia, o artista já fez novela na Globo (“Geração Brasil”), e já teve suas canções na trilha sonora de outras produções.

– Gloria Groove

Nascida na zona leste de São Paulo, Gloria Groove é profissional quando o assunto é empoderamento. Seu maior sucesso, “Império”, já conta com quase 2 milhões de visualizações no Youtube.

O pouco tempo de carreira não impediu a Drag Queen Rapper de conquistar seu espaço. Negra e periférica, Groove é uma voz LGBT num meio totalmente machista e homofóbico.

– Daniela Mercury

Já consagrada no cenário musical do Brasil, Daniela se assumiu lésbica recentemente e desde então, luta publicamente pela igualdade de gêneros.

A cantora foi abraçada rapidamente por toda a comunidade LGBT, e se considera uma “diva gay”.
Mercury é a prova de qualquer pessoa pode ser “o canto dessa cidade”. E continuar incrível.

– Rico Dalasam

Gay, negro e periférico, o rapper que une o movimento negro e o LGBT tem uma forte voz. Dalasam tem um discurso militante e de aceitação, além de roupas e acessórios que fazem qualquer um repensar as questões de gêneros atuais.

Sua música , “Aceite-c”, imprime com exatidão a imagem do artista, que merece bastante atenção do público.

– Mulher Pepita

Hey Pepitaaaaa!

Facilmente associada ao ativismo LGBT, Pepita é uma das primeiras funkeiras transexuais do Brasil. Moradora da cidade do Rio de Janeiro, ela é sucesso nas noites cariocas.

A cantora voltou aos holofotes depois da participação na música “Chifrudo”, de Lia Clark.

– Aretuza Lovi


Aretuza é uma Drag Queen que canta, dança, faz humor e tudo mais que uma boa drag faz. Ela é reconhecida por muitos como um dos ícones LGBT de Brasília, participando de paradas e campanhas contra Homofobia.

Seu trabalho mais famoso, “Catuaba”, é uma parceria com Gloria Groove e conta, atualmente, com quase 2,5 milhões de visualizações no Youtube.

– Mc Linn da Quebrada


Um dos discursos mais fortes, politizados e militantes do mercado sonoro, Linn da quebrada sabe passar sua mensagem.

Seu single, “Bixa Preta”, é um hino de aceitação e empoderamento. “Bixa estranha, louca, preta e da favela”. Ela é referencia de resistência.

Você PRE-CI-SA conhecer essa mulher!

– Banda Uó


Formada em 2010, a Banda Uó é sucesso desde sempre. Com quase 3 milhões de visualizações, a paródia de “Whip My Hair”, intitulada “Shake de Amor”, arremessou a banda aos holofotes.

Composta por Candy Mel (Mulher trans), Davi Sabbag e Matheus Carrilho, a banda faz até o mais tímido da roda de amigos cair na dança.

– Mc Trans


“Mc Trans” é como é conhecida Camilla Monforte, uma cantora e compositora trans de funk.

Conhecida por alguns como “Transanitta” (Porque fazia cover da Anitta), ela já morou na rua por não ser aceita por sua família, e hoje, usa a voz que tem para transmitir mensagens de igualdade e empoderamento LGBT.

Seu clipe, “Lacração”, já tem mais de 2 milhões de reproduções. É impossível não dançar ao som de Mc Trans.

– Silva


Cantor, compositor e produtor musical, Silva é assumidamente bissexual. Em “Feliz e ponto”, o artista nascido no Espírito Santo aparece celebrando todas as formas de amor. A produção conta com quase 2,5 milhões de visualizações.

Com sonoridade bastante agradável, Silva conquistou rapidamente o público.

– Mc Xuxu


Mc Xuxu é travesti, funkeira e está conquistando seu espaço no mercado musical. Ela quer passar a diversidade em suas letras com alegria e animação.

“Um beijo” foi o primeiro sucesso da cantora, e hoje, conta com quase 2,5 milhões de visualizações.

Xuxu é um verdadeiro poço de militância e resistência. “As gay, as bi, as trans e as sapatão, o clã tá formado pra fazer revolução”.

– Jaloo


Inventivo e lúdico, Jaloo é um cantor e compositor nascido no Pará, que se declara uma pessoa não-Binária.

Os clipes são sempre uma obra de arte, e o estilo de Jaloo é um caso a parte: Ele é um verdadeiro quebrador de regras.

Um verdadeiro exemplo de resistência.

– Liniker


Com uma voz de arrepiar, Liniker é gay, negro e periférico. Sente na pele o que é fazer parte de vários segmentos que sofrem preconceito em nossa sociedade, mas converte esse preconceito em força para disseminar sua mensagem.

Elx é vocalista da banda “Liniker e os Caramelows”, e sua imagem é marcada por quebrar todas as regras de gênero estabelecidos. Brinco, maquiagem, turbante e vestidos são peças essenciais na criação de Liniker.

– Lia Clark


É isso mesmo, hein!

Lia Clark é uma das mais famosas drag queens do Brasil. Cantora e compositora de pop e funk, ela é dona de alguns hits que são obrigatórios nas baladas do país.

A drag de 25 anos ficou nacionalmente conhecida com a música intitulada “Trava Trava”, que, hoje, conta com mais de 3 milhões de visualizações.

Além disso, a diva arrastou milhares de fãs durante os blocos de carnaval de 2017.

– Pabllo Vittar


Pabllo Vittar é uma drag, cantora e compositora nascida no maranhão. A diva foi introduzida na mídia com “Open Bar”. Depois disso, só sucesso compõe a carreira de Vittar.

Em Janeiro de 2016, ela foi anunciada como a vocalista da banda do programa “Amor e Sexo”. E em 2017 lançou seu primeiro álbum, “Vai passar mal”.

Presente no álbum, está o hit “Todo dia”. A parceria com Rico Dalasam foi eleita a música do ano no carnaval e, hoje, com quase 13 milhões de visualizações é o vídeo de drag queen mais popular do mundo, ultrapassando a drag americana, Rupaul.

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Em São Carlos (SP), Leona Zanforlin, uma mulher transexual, foi impedida de abrir um crediário utilizando seu nome social em uma loja de departamento da cidade, mesmo apresentando o RG na hora do cadastro. Segundo uma das funcionárias da loja, o sistema não aceitava o nome feminino da assinatura do documento e, no verso, o nome masculino.

A jovem de 24 anos contou que foi até Pernambucanas com sua mãe, a fim de comprar roupões. Tudo estava indo bem, até que chegou a hora do pagamento, quando uma das atendentes ofereceu que a compra fosse efetuada via crediário. Para o cadastro, Leona precisou entregar um documento oficial com foto.

“Depois que pegou meu documento, ela alegou que não poderia ser feito o crediário pela questão da minha assinatura estar com o nome feminino e na frente, e o masculino atrás. Só que meu RG foi emitido pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), e ela disse que é sistêmico, que o sistema da loja recusa”.

Leona conta que gravou o áudio da discussão e logo em seguida acionou a polícia para oficializar a denúncia por Transfobia. Quando a viatura chegou na loja, a própria atendente disse que daria pra fazer o cadastro manualmente, só que iria demorar um pouco mais, mas Leona não aceitou.

“Me senti humilhada”, disse ela.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), constando preconceito e homofobia como itens da denúncia. Segundo Leona, a funcionária duvidou que ela fosse realmente chamar a polícia, e em nenhum momento ofereceu que o cadastro fosse feito manualmente.

Em nota, a Loja Pernambucanas afirmou que houve um erro no sistema, já que a loja permite nome social nos cartões de crédito, e que apesar do ocorrido, defende a diversidade e a inclusão, inclusive no quadro de colaboradores.

No texto, a loja ainda revelou que irá reforçar internamente as orientações sobre questões de gênero.

Existe o consenso popular de que depois que morremos, encontramos o descanso e a paz eterna. Esse não é o caso de Robert Huskey e John Zawadski, um casal americano vítima de homofobia “póstuma” nos Estados Unidos: uma funerária se recusou a cremar o corpo de Robert ao descobrir que ele era marido de John, o contratante dos serviços.

Robert Huskey e John Zawadski

John Zawadski está processando a funerária “Picayune” por danos morais e quebra de contrato. De acordo com o processo registrado por John e seu sobrinho, a empresa teria se recusado a executar os serviços contratados por “não lidar com o tipo dele”. Zawadski está sendo representado pela Lambda Legal, um ONG que luta pelos direitos LGBT.

A funerária fechou um acordo com o sobrinho de Zawadski, afirmando que o corpo seria buscado e cremado, e que a documentação seria entregue após o procedimento. Mas foi quando John preencheu o formulário se identificando como o viúvo que a empresa cancelou o contrato.

A ação potencializou o sofrimento da família, que precisou encontrar outra empresa de última hora. John havia planejado um memorial ao marido, mas teve que ser cancelado devido a logística, já que o novo crematório ficava 90 Km de distância do atual.

“Eu senti como se o ar tivesse sido tirado de mim. Bob (apelido de Robert) foi a minha vida, e nós sempre nos sentimos tão bem-vindos nessa comunidade. E agora, num momento de tanta perda e dor, alguém fazer o que eles fizeram comigo, conosco, com o Bob, eu não consigo acreditar”, lamenta o viúvo.

A família quer ser indenizada por danos morais e quebra de contrato. Nos Estados Unidos não existe uma lei para auxiliar esse tipo de caso.

Em nota, a funerária nega as acusações.

Foto: Gabriel Nogueira/Catraca Livre

Muitos acreditam que o cristianismo é uma religião impossível para pessoas LGBTs, mas isso não é verdade. Alexya Salvador é prova disso. Ela é pastora na Igreja da Comunidade Metropolitana, mãe de dois filhos, e Trans!

Foto: Gabriel Nogueira/Catraca Livre

Ela é a primeira entrevistada da série de reportagens “Mãe que TRANSformam” , produzida pelo portal “Catraca Livre”. Durante a conversa, Alexya conta como é ser mãe, passando por temas como transexualidade, preconceito, criação dos filhos e dificuldades da maternidade.

A pastora afirma que o desejo de ser mãe surgiu na infância, ao observar a maneira como sua mãe a criava. Segundo Alexya, sua mãe era super rígida, mas que agora percebe que isso foi uma coisa necessária e primordial na composição da pessoa que ela é hoje, e que agora era ela quem era rígida com os filhos. “É igualzinho. Tal mãe, tal filha mesmo!”.

Por ter um filho com necessidades especiais e uma filha trans, ela afirma que suas lutas são várias. Gabriel (filho) precisa de uma atenção maior quando se trata de aprendizagem, já com Ana Clara, o problema ainda é mais intenso, pois ela tenta preparar a filha para uma sociedade transfóbica.

“E ela deve crescer sabendo que o mundo não vai aceitá-la da forma que ela é, mas que ela tem que aceitar o mundo como ele é, pra ela mesma ser feliz.”

Para ela, a maternidade ensinou a se cobrar mais, para que possa ser um exemplo bom para seus filhos. Tornando-a uma pessoa melhor a cada dia.

Quando perguntada a dar um conselhos às outras mães, Alexya disse que as dificuldades virão, mas que a resposta para lidar com elas é, e sempre será o amor.

“Eu digo para todas as mães, e não apenas as de crianças transgêneras ou homossexuais, que o melhor é o amor incondicional. Se houver um amor incondicional, ele é capaz de romper toda e qualquer barreira, esteja esta pessoa onde ela estiver.”

Você pode acompanhar a reportagem na íntegra, na página do Catraca Livre

Como alguns sabem, Heitor Werneck foi escolhido para cuidar da parte artística de alguns eventos do Mês do Orgulho LGBT em 2017, como a Parada LGBT de São Paulo e a Feira Cultural LGBT.

Para isso, ele está cadastrando artistas dos mais variados ramos para uma possível contratação. Todxs serão bem-vindxs: cantores, drag queens, grupos de dança, shows diversos, grupo de teatro, etc.

O cadastro deverá ser feito até o dia 30 de Maio. Possivelmente os artistas terão que fazer uma performance para a seleção que ocorrerá em uma casa noturna no centro de São Paulo.

Todos os detalhes serão informados as pessoas cadastradas pela assistente do Werneck. Após o cadastro, é necessário aguardar o contato dela.

Boa sorte!