quinta-feira, julho 20, 2017
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Não é a primeira e nem será última vez que acontece algo parecido: um pastor homofóbico é preso por pedofilia. Claro que, nem todos os pastores – ou religiosos em geral – são homofóbicos ou pedófilos. Muitos deles respeitam e entendem a diversidade humana. Mas quando alguém luta ferozmente contra a homossexualidade, que nada mais é que uma vertente saudável da sexualidade humana, alguma coisa tá errada.

Foi isso que aconteceu com o pastor Ken Adkins (foto acima), da Geórgia, condenado por molestar crianças. O mesmo pastor que, meses atrás, disse que “Os gays tem o que merecem!” quando um atirador matou 49 pessoas – a maioria LGBT – em Orlando na Boate Pulse.

Segundo o Daily Beast, os casos de abuso infantil aconteceram em 2010, dentro da igreja, no veículo do pastor e também na casa das vítimas. Kenneth Glough, seu advogado, disse que as acusações são antigas e ele acredita que seu cliente será exonerado. “Não sei porque estão desenterrando isso agora”, disse ele a imprensa americana.

Inês Brasil vem fazendo sucesso na web com seus jargões e, graças a isso, é presença marcante em shows por todo o Brasil. Qual a relação dela com a militância LGBT? Até então, nenhuma. Porém, alguns dos seus fans produziram uma história em quadrinhos e a colocaram na rede onde Inês luta contra homofóbicos.

O resultado? Divertido e super do bem.

Vamos assistir?

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Para curtir a página no Facebook do projeto, o link é este aqui:

https://www.facebook.com/inesbrasilquadrinhos

Se conhecer algum outro vídeo legal, escreva para a nossa redação. Vamos amar compartilhar. Militância, cidadania, respeito e as vezes, entretenimento, faz bem aos nossos corações. Somos diversos. Somos únicos. Somos humanos. E, “se me atacar, vou atacar…” (outra frase famosa de Inês Brasil) 🙂

A escritora J.K. Rowling, da saga Harry Potter, usou o Twitter no último fim de semana para defender o atleta Tom Daley de ofensas homofóbicas feitas por um “cristão”. Segundo o NewNowNext, Daley competiu na modalidade de saltos ornamentais na plataforma de 10 metros, mas apesar de ter ficado em primeiro lugar nas preliminares, acabou terminando em último nas semifinais.

Entre algumas críticas no Twitter, J.K. Rowling ficou indignada com o comentário homofóbico do perfil “Voz Cristã”, que disse que a homossexualidade do garoto foi o principal motivo dele não ter ficado em primeiro lugar:

“Ter virado gay não ajudou Tom Daley nas Olímpíadas Rio 2016.”

Daley se assumiu homossexual em 2013, um ano após os Jogos de Londres. A conta “Voz Cristã” disse que ele “se tornou gay” graças ao seu noivo, o cineasta Dustin Lance Black:

“E precisamos lembrar que Tom Daley só virou gay porque foi seduzido por um homem mais velho.”

E, para os fans em todo o planeta, J.K. Rowling viu o Twitter e não deixou barato, defendendo Tom nas redes sociais:

“Não consigo decidir o que é mais ofensivo nesse tuíte, a estupidez ou a maldade.”

Alguns usuários disseram a Rowling para não alimentar uma discussão desnecessária, mas ela nem se importou e continuou:

“Falando como uma pessoa que já passou por isso: quando outras pessoas chamam a atenção para o que está acontecendo, isso te faz sentir bem menos solitário.”

 

“É um ponto válido, mas acho que é estranho isso focar em como o praticamente de bullying/troll se sente.”

“E por causa desse veneno, as vítimas são excluídas de lugares que deveriam ser seguros. Se todos nós desafiássemos o ódio, as redes sociais poderiam ser locais muito melhores para minorias, mulheres e gays.”

Pois é, preconceito e homofobia não estão com nada. Parabéns a J.K. Rowling!

Desde sábado a estudante M. L., de 18 anos, sofre com ameaças e é perseguida de forma assustadora: recebe ligações e até visitas em sua casa. Tudo porque ela esteve no 4º Batalhão de Infantaria Leve, em Osasco, para se alistar no serviço militar e alguém a fotografou dentro do quartel e espalhou a imagem nas redes sociais, assim como sua ficha de inscrição com seu nome de registro (que ela não usa).

 M. L., em reportagem para o Jornal Extra, disse que soube que suas fotos estavam sendo espalhadas pela internet por uma amiga. Logo em seguida começou a receber ofensas, ligações pedindo para sair e ameaças de morte. Assustada, foi procurar amigo na casa de parentes. Ela disse que, naquele dia, lembra de um soldado apontando o celular para ela, mas não imaginava o motivo.

Segundo a advogada Patrícia Gorich, presidente da Comissão Nacional de Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito da Família, que ajuda M. L. no caso:

“Ela viu um soldado com um celular no segundo andar do quartel, em um vão, mas não deu tanta atenção, pois não desconfiava que tamanho absurdo poderia acontecer. Ficou surpresa quando, no sábado, começaram a ligar para a casa dela e a mandar mensagem para o WhatsApp, o dia inteiro. Mandaram tanto mensagens de ódio quanto chamando para sair, chamando pelo nome de registro. Quando entrou no Facebook, viu que já tinha muita gente comentando que todos os dados dela estavam na internet: endereço, telefone, nome do pai e da mãe. A vida dela virou um caos”

Segundo M. L., ela publicou em seu perfil que foi conversar com o capitão do batalhão e contou o que aconteceu. Ele pediu desculpas e pediu para que ela aguardasse as coisas se acalmarem, sugeriu até trocar o telefone de sua casa, como se isso fosse resolver os dados causados. Foi então que ela registrou boletim de ocorrência e, depois que a história de tornou pública, a Coordenadoria da Presidência da República entrou em contato pedindo que a denúncia fosse formalizada.

Segundo a advogada, “Ela está com medo. E seu medo é legítimo. Ela foi exposta a uma situação vexatória. O nome e o rosto foram expostos, além de outros dados pessoais. E nenhum cidadão tem acesso à ficha pessoal de alistamento militar”.

Em comunicado, o Exército Brasileiro informou que teve conhecimento do fato e que já tomou as medidas administrativas necessárias para esclarecer o ocorrido. E que os envolvidos serão responsabilizados por suas ações, dentro do que prescreve a legislação vigente.

Ainda na nota, o Exército diz que não compactua com este tipo de procedimento e empenha-se, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta sejam corrigidos, dentro dos limites da lei. E que a instituição não discrimina qualquer pessoa, em razão de raça, credo, orientação sexual ou outro parâmetro.

Nota do editor/jornalista da APOGLBT: Diferente de outros veículos, borramos o rosto na imagem e não colocamos seu nome completo para evitar mais ainda sua exposição.

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Título e autor:

Theus: Do Fogo à Busca de Si Mesmo – Fabrício Viana

Sinopse:

A história narra a vida do jovem Junior, também conhecido como “Theus” por causa de seu estranho nome “Prometheus”, e a busca inconsciente por um grande amor. Começa exatamente em uma balada gay no centro da capital de São Paulo. Porém, não é de lá que vem toda a história. Junior passou por poucas e boas. Ele morava no Interior. Foi na roça que ele conheceu Ronaldo, começou a ter relações com ele e foi pego em flagrante por seu pai que, sem saber o que fazer, o internou em uma fazenda que prometia “curar homossexuais” em BH. Parece surreal? Não, estes lugares ainda existem! E são muitos! Junior ficou lá por vários meses seguindo uma rígida rotina religiosa. Mas algo estranho aconteceu. Algo tão estranho que fez Junior fugir desesperadamente, pegar a primeira carona na estrada e vim parar na capital paulista, bem na Praça da República. Sem ter para onde ir ou dormir, Junior conhece Gabriel, seu anjo, e sua namorada Michele. E é aqui que uma segunda história começa. Sua nova vida. Sua nova família. Junior, que desde o início buscava seu grande amor, até mesmo dos pais, finalmente o encontra. Talvez ele estivesse o tempo todo ao seu lado. Talvez não. O que aconteceu? Seria tarde demais? O que significavam aqueles códigos? Números aleatórios espalhados na capa e por todo o livro? A revelação é surpreendente e vai abalar as estruturas de qualquer leitor. Afinal, não tem como esquecer a mais bela, sensível e autêntica declaração de amor: “Te amo, Junior. Sempre te amarei!“.

 

“Ele disse sim”, frase publicada no Twitter de Tom Bosworth no início desta semana. E não é para menos, o Rio de Janeiro vem conquistando o coração de muitos atletas e como vocês puderam acompanhar em nosso portal, Isadora Cerullo beijou sua companheira e a pediu em casamento, sendo noticiado nos principais veículos de imprensa do Brasil e do mundo.

Imaginávamos que este seria o único caso de pedido de casamento homoafetivo nas Olimpíadas Rio 2016 mas, para a nossa surpresa e alegria, não.

O astro britânico da marcha atlética Tom Bosworth escolheu as areias da praia de Copacabana como cenário para pedir seu namorado Harry Dinley em casamento. Tom e Harry compartilharam o momento do pedido e uma foto do anel no Twitter.

Para quem não sabe, Tom Bosworth, de de 25 anos, assumiu sua homossexualidade no ano passado:

“Sair do armário não é surpresa para meus amigos, familiares e até colegas de equipe, mesmo para Mo Farah, que não se surpreendeu quando lhe disse que eu era gay”, disse, e acrescentou: “Eu estive confortável com minha sexualidade e em um relacionamento muito feliz nos últimos quatro anos”.

Esperamos ver outras demonstrações homoafetivas assim! Para o amor, tudo vale a pena, hoje e sempre!

A literatura homoerótica no Brasil tem vários livros com uma qualidade excelente. Um deles é o Ursos Perversos, um livro de contos eróticos gays escrito pelo jornalista, escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana.

Com 14 contos eróticos gays, dos quais a maioria foi escrito por Fabrício Viana, os contos narram cenas homoeróticas entre homens gays grandes, peludos e/ou barbados, chamados pela comunidade LGBT de “ursos”. Por isso o nome do livro “Ursos Perversos”.

Livro Contos Eróticos Gays – Ursos Perversos

Para Fabrício Viana, que tem um blog no endereço www.fabricioviana.com e é autor de vários livros com temática LGBT, entre romances, coletâneas premiadas e livros de não ficção, a literatura erótica é ótima para transportar o leitor para situações que ele, talvez, não viveria no dia a dia.

Além de Viana, Ursos Perversos tem vários outros escritores convidados como Tony Goes, Sérgio Viula e Vitor Paulino. Vale a leitura. A versão impressa do livro pode ser comprada no site da Bons Livros Editora Digital, no endereço www.bonslivroseditoradigital.com.br

E a versão digital, em ebook, do livro, pode ser comprada no site da Amazon pelo link:
https://www.amazon.com.br/dp/B00OB4ITMC

Para conhecer outros títulos de Fabrício Viana, seu site com a lista de seus livros pode ser acessada neste link: http://fabricioviana.com/livros/

Boa leitura!

O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) apresentou na Câmara dos Deputados a proposta da “escola livre”, contrapondo o projeto de lei que cria a “escola sem partido”, que tem como objetivo fixar um cartaz em todas as salas de aula do ensino fundamental e médio com algumas regras aos docentes.

Além de liberar as discussões de qualquer natureza nas salas de aulas, o PL 6005/16 prevê o respeito à liberdade religiosa e a educação contra o preconceito, violência e estigmatização de pessoas por questões de cor, condição social, deficiência, nacionalidade, identidade de gênero ou orientação sexual.

No projeto, Willys também prega a valorização permanente dos profissionais de educação e deixa claro que fica vedado qualquer tipo de censura. Porém, ressaltando que os princípios da lei não podem ser invocados para uma imposição autoritária aos estudantes por docentes e autoridades.

Também enfatiza a liberdade de manifestação de pensamento e de “aprender, ensinar, pesquisar, ler, publicar e divulgar por todos os meios a cultura, o conhecimento, o pensamento, as artes e o saber, sem qualquer tipo de censura ou repressão”.

“Uma escola para a democracia é uma escola com muitos partidos, com muitas ideias, com muito debate, com muita análise crítica do mundo. Uma escola para a democracia é uma escola sem ódio, sem autoritarismo e sem discriminação”, diz Wyllys.

No final do mês passado, o MFP (Ministério Público Federal) encaminhou ao Congresso Nacional uma nota técnica em que aponta a inconstitucionalidade do projeto de lei que inclui o Programa Escola sem Partido entre as diretrizes e bases da educação nacional. Deborah Dupra, procuradora federal dos Direitos do Cidadão, informa que o PL 867/2015 coloca professores em constante vigilância.

A APOGLBT SP, ONG responsável pela maior Parada do Orgulho LGBT do mundo e outros eventos de militância LGBT, a pedido de seu presidente, vem a público agradecer os serviços prestados de forma voluntária pelo Sr. Agripino Magalhães, como Relações Públicas, até o final do ano de 2015.

São de esforços assim que conseguiremos, não só a APOGLBT SP mas diversos movimentos sociais de luta por direitos humanos, construir juntos um mundo melhor para todos.

Portanto, desde o início deste ano, o Sr. Agripino Magalhães não tem mais nenhum vínculo com a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Aproveitando este momento, comunicados que para intermediar relações, a ONG APOGLBT SP firmou contrato com uma Assessoria de Comunicação que deve, sempre que solicitado, informar quais os porta-vozes que podem e devem falar em nome da APOGLBT SP.

Em casos de dúvidas, entre em contato com nossa Assessoria de Comunicação.

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Assumir-se “diferente” dos demais, seja por sua orientação sexual ou identidade de gênero, não é algo fácil para muita gente. Ainda mais para aqueles que sofrem pelo peso da religião (pois algumas, infelizmente, a condenam ferozmente). Quando você junta com o machismo social, muito presente nos esportes, a situação é ainda mais delicada.

Porém, assim como na sociedade, para a nossa alegria, encontramos pessoas que são assumidas e plenamente felizes com sua identidade de gênero ou orientação sexual. Pessoas que souberam escolher, trilhar caminhos (mesmo difíceis) e viver uma vida autêntica: não precisando esconder sua sexualidade/afetividade de famílias, amigos e colegas de trabalho.

Confira a lista dos esportistas das Olimpíadas Rio 2016 que, até o momento, são assumidamente gays, lésbicas, bissexuais e/ou pessoas trans. Em ordem alfabética:

Alexandra Lacrabère  (França, handebol)
Amini Fonua  (Tonga, natação)
Angel McCoughtry (EUA, basquete)
Ari-Pekka Liukkonen (Finlândia, natação)
Ashley Nee  (EUA, caiaque individual)
Brittney Griner (EUA, basquete)
Carl Hester (Reino Unido, hipismo)
Carlien Dirkse van den Heuvel (Países baixos, hockey)
Carolina Seger  (Suécia, futebol)
Caster Semenya (África do sul, atletismo)
Dutee Chand (India, track & field)
Edward Gal (Países Baixos, hipismo)
Hans Peter Minderhoud (Países baixos, hipismo)
Hedvig Lindahl (Suécia, futebol)
Helen Richardson-Walsh (Reino Unido, hockey)
Ian Matos (Brasil, saltos ornamentais)
Jeffrey Wammes  (Países Baixos, ginástica olímpica)
Jillion Potter  (EUA, rugby)
Julia Vasconcelos  (Brasil, taekowndo).
Kate Richardson-Walsh (Reino Unido, hockey)
Katie Duncan (Nova Zelândia, futebol)
Kelly Griffin  (EUA, rugby)
Larissa França (Brasil, vôlei de praia)
Lisa Dahlkvist (Suécia, futebol)
Maartje Paumen (Países Baixos, hockey)
Marie-Eve Nault (Canadá, futebol)
Martina Strut  (Alemanha, salto com vara)
Mayssa Pessoa (Brasil, handebol)
Megan Rapinoe (EUA, futebol)
Mélanie Henique  (França, natação)
Melissa Tancredi  (Canadá, futebol)
Michelle Heyman (Austrália, futebol)
Nadine Müller  (Alemanha, lançamento de disco)
Nicola Adams (Reino Unido, boxe)
Nilla Fisher (Suécia, futebol)
Robbie Manson (Nova Zelândia, remo)
Seimone Augustus (EUA, basquete)
Spencer Wilton  (Reino Unido, hipismo)
Stephanie Labbe  (Canadá, futebol)
Sunette Stella Viljoen  (África do Sul, lançamento de dardo)
Susannah Townsend  (Reino Unido, hockey)
Tom Bosworth (Reino Unido, atletismo)
Tom Daley (Reino Unido, saltos ornamentais)
Victor Guttiérez  (Espanha, pólo aquático)

Conhece mais alguém que não esta nesta na lista? Mande-nos um e-mail com o nome e a referência sobre o atleta (link de alguma publicação séria que fale sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero). Teremos o maior prazer em incluir na listagem.