Carnaval 2019: Banda Redonda – 45 anos de Folia Popular

A banda mais antiga e tradicional da cidade faz a abertura da semana carnavalesca em São Paulo. Fundada em1974, por Carlos Costa (Carlão), Plínio Marcos, Luiz Carlos Parreira, Aldo Bueno, Henrique Lisboa (Taubaté), atores do Teatro de Arena, jornalistas, músicos, artistas e boêmios que frequentavam o Bar e Restaurante Redondo. A Banda Redonda pede passagem, coloca os foliões e sambistas nas ruas no dia 25 de fevereiro, começa a se arrumar ou se desarrumar em frente ao TEATRO DE ARENA – Eugênio Kusnet, na Rua Dr. Theodoro Baima, 94, esquinas da Rua da Consolação com Av. Ipiranga. A concentração será 19h e a saída do desfile 20h. Na abertura será apresentada a música “General da Banda de Blackout”, como homenagem ao Carlão, nosso eterno General da Banda de SP, em seguida acontece à entrega do “Troféu Banda Redonda” para personalidades que fazem a diferença na cultura, artes, comunicação e no esporte, os homenageados deste ano são: a cantora e sambista Bernadete: A Tulipa Negra do Samba,  o músico e compositor Eduardo Gudin, o artista circense Bruno Edson, o grupo TUOV – Teatro Popular União e Olho Vivo. A apresentação fica por conta do grande defensor do samba, do carnaval e atual presidente da “Redonda”: Moisés da Rocha, do programa “O Samba pede passagem”, acompanhado pelo nosso grupo de cantores, liderados por Aldo Bueno, fundador da “Banda Bandalha” (1972/73) que depois virou a “Banda Redonda” (1974). Veja um vídeo da Banda: http://www.youtube.com/watch?v=bzy3sjZhcPk (Artver). Mais informações sobre os homenageados e história da “Redonda” abaixo.

 

Serviço:

Dia 25 de fevereiro em frente ao Teatro de Arena (Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Consolação).

19h00 – Concentração e entrega do Troféu Banda Redonda para os homenageados do ano: o músico e compositor Eduardo Gudin, o artista circense Bruno Edson e mais três a conformar.

20h00 – Saída da Banda.

 

Roteiro: Saindo do teatro de Arena, o desfile percorrerá a Rua da Consolação, seguindo pela Xavier de Toledo, parada em frente das escadarias do Teatro Municipal, onde um público aproximado de 3.000 pessoas aguarda pra se juntar a banda, segue pela Rua Cons. Crispiniano, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça de República, cruzando a Av. São Luís. Voltando ao ponto de partida na frente do Teatro de Arena, o desfile da Redonda se encerra com os músicos e foliões cantarem “Tá chegando a hora” de Henricão e Rubens Campos.

 

Apoio: FUNARTE-SP, O AUTOR NA PRAÇA, AEUSP – Associação dos Educadores da USP, “O Samba pede Passagem” e ABASP. Informações: Edson Lima: 95359 9913 / Adriano Vieira: 99632 4748 / Teatro de Arena 3256 9463. Ass. Imprensa: Edson Lima – 3733 2868 / 95359 9913.

Realização: Grêmio Recreativo, Carnavalesco e Cultural Arena do Samba.

Patrocínio: Prefeitura da cidade de São Paulo / SPTURIS – São Paulo Turismo / ABASP – Associação das Bandas Carnavalescas de São Paulo e AMBEV.

 

Vários artistas, jornalistas e convidados especiais sempre participam da concentração da Banda, entre eles: Analy Alvarez, Antonio Petrin, Castor Fernandez, César Vieira, Crys Fontana, Emilio Fontana, Gésio Amadeu, Graça Berman, João Acaiabe, José Ramos Tinhorão, Luiz Serra, Oswaldo Faustino, Oswaldo Mendes, Raimundo José, Regina Braga, Tadeu Di Pietro, entre outros.

 

Personalidades do meio cultural, artístico e esportivo, que já receberam o troféu Banda Redonda: Adriano Diogo, Alaíde Costa, Analy Alvarez, Ari Toledo, Bárbara Bruno, Associação Ilú Obá Di Min, Caco Velho, Caio Luiz de Carvalho, Carlos Cortez, Chico de Assis, Chico Pinheiro, Claudia Mello, Denis Derkian, Dona Inah (Ignez Francisca da Silva), Dona Maria Esther do Samba de Pirapora, Doutor Sócrates, Dr. Davi Serson, Dr. Demetrio Hossne, Dráuzio Varella, Dulce Muniz, Emilio Fontana, Esther Góes, Etty Frazer, Gabriela Rabello, Helena Ignez, Inezita Barroso, Ítalo Cardosio, Ivan Giannini, João Acaiabe, João Batista de Andrade, João Borba, José Renato Pécora, Juca Ferreira, Julio Calasso, Lauro César Muniz, Leci Brandão, Ligia Cortez, Maria Alcina, Marika Gidáli, Netinho de Paula, Osmar Santos, Osvaldinho da Cuíca, Oswaldo Faustino, Oswaldo Mendes, Paulo Goulart, Dr. Paulo Meneghini, Paulo Vanzolini, Peça “insubmissas” (Oswaldo Mendes e Carlos Palma), Peça Navalha na Carne (Cia. Teatro Garagem), Peça “Noel Rosa o Poeta da Vila e seus amores (Cia. Das Artes), Plínio Marcos, Raquel Trindade (A Kambinda), Regina Braga, Regina Echeverria, Renato Borghi, Renato Consorte, Roger Avanzi (Palhaço Picolino), Serafim Costa Almeida, Sérgio Mamberti, Silvia Vinhas, Sindicato dos Jornalistas Profissionais de SP (Audálio Dantas e José Augusto Camargo, o Guto), Sport Club Corinthians Paulista (Pelo centenário), Umberto Magnani, Tadeu di Pietro, Téo Azevedo, Walderez de Barros entre outros.

 

Sobre os Homenageados:

 

Bernadete: A Tulipa Negra do Samba – Começou como interprete da Escola de Samba IMPÉRIO LAPEANO, Em 1990 foi convidada pela diretoria da UNIDOS DO PERUCHE a fazer os ensaios no lugar de ELIANA DE LIMA interprete oficial (grávida), no carnaval de 1991 foi escolhida para interpretar o samba enredo da PERUCHE em virtude do nascimento de Monica, filha da ELIANA, no dia do desfile. Assumiu o lugar de interprete oficial até 1993. Em 1994 foi contratada pela BARROCA ZONA SUL e em 1995 pelo IMPÉRIO DE CASA VERDE, ficando como interprete das duas agremiações. Devido ao seu desempenho recebeu o convite de BENE ALVES E GLEIDES XAVIER para participar de duas coletâneas pela RGE, gravando as músicas FARSA DO AMOR no BAND BRASIL 3 e TUDO POR UMA CRIANÇA no BAND BRASIL 4. Gravou seu primeiro CD solo pela FIVER STAR – CHIC SHOW com o título JOGO DA VIDA. Atualmente faz parte da Ala Musical, Ala de Compositores, Intérprete da Ala Show da UNIDOS DO PERUCHE, Intérprete da Escola de Samba Império Lapeano e Prova de Fogo Vem participando de vários Shows em lugares como, abertura do Show de Martinho da Vila, com cartilha do Samba na Unidos do Peruche. Show com Orquestra Filarmônica de Santo Amaro com a Maestrina Silvia Luisada. Abertura do show do Carlinhos Brow. Participação no show do Martinho da Vila no Espaço Natura e Teatro Bradesco. Show Torcida Brasil, abertura do show com Samba do Sol, Zé Neto e Cristiano, Diogo Nogueira, Péricles Léo Santana e Alexandre Pires. Lançou recentemente seu novo CD “O Samba é a minha Verdade” pela gravadora Favela da Paz. Página no Facebook: https://www.facebook.com/bernadete.cantora.

 

Bruno Edson – Equilibrista e malabarista, também conhecido como “Homem Foca”, tem 70 anos de carreira, trabalhou em vários circos renomados, televisão, cinema e contínua fazendo shows por vários países. Com 78 anos de idade é o mais velho artista circense, ainda em atividade. Saiba mais no facebook: @homemfoca.

 

Eduardo dos Santos Gudin – Nasceu no dia 14 de outubro de 1950, na cidade de São Paulo. Compositor, cantor, instrumentista (violonista), arranjador, produtor musical, aprendeu a tocar violão aos 13 anos de idade. Iniciou a carreira em 1966, aos 16 anos, convidado por Elis Regina e Ronaldo Bôscoli para participar do programa “O Fino da Bossa”, quando participa como solista de violão, marcando sua estreia nos palcos. Saiba sobre os 53 anos de sua trajetória artística: http://dicionariompb.com.br/eduardo-gudin/dados-artisticos.

 

TUOV – O objetivo principal do Teatro Popular União e Olho Vivo, em 53 anos de existência, é a troca permanente de experiências culturais com as comunidades carentes da Grande São Paulo. Como disse Augusto Boal, o mais antigo grupo de teatro popular das Américas. Apresentou-se por mais de quatro mil vezes. Saiba Mais: http://tuov2010.blogspot.com.br e no facebook: @tuovivo.

 

HISTÓRICO DA BANDA – A “Redonda” substituiu a Banda Bandalha, criada no auge da repressão militar pelo dramaturgo e ator Plínio Marcos em 1972. Plínio gravava a novela Bandeira Dois, no Rio de Janeiro e não aguentava mais as piadas e provocações dos cariocas, dizendo que: bloco de paulista é bloco de concreto armado, que cordão de paulista é cordão de isolamento e, como se tudo isso, ainda, não bastasse, atormentavam, nosso tão amado Plínio Marcos, citando Vinicius de Moraes “São Paulo é o túmulo do samba”. Àquela altura a Banda de Ipanema já era famosa, trazendo como musas Leila Diniz e Odete Lara. Injuriado com tantas brincadeiras, Plínio chamou seu colega de teatro, Carlos Costa, o Carlão, que já era frequentador do mundo do samba paulista desde que aqui chegou em 1945, mas ganhava a vida no teatro, Carlão foi bilheteiro, contra-regra e ator, atuou no teatro de Arena, no cinema e foi um grande parceiro do Plínio, atuando em várias peças e ao seu lado em vários momentos na luta. Então, Plínio Marcos se autoproclamou presidente da Banda Bandalha e convidou Carlão para ser o vice-presidente.

 

Em 1972 e 1973, a banda sempre saindo da frente do Teatro de Arena e percorrendo o centro, foi sucesso de cara, tendo no primeiro desfile como Porta Estandarte a atriz Etty Frazer e mestre sala o ator Toni Ramos. Também contou com ilustres participantes, como a atriz Walderez de Barros, o dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, a atriz Eva Vilma, o ator John Herbert, Pepita e Lolita Rodrigues, os jornalistas Arley Pereira, José Ramos Tinhorão, o ator e artista plástico Luiz Carlos Parreira. Claro que não podiam faltar os sambistas famosos das escolas de samba e parceiros de Plínio e Carlão: Geraldo Filme, Jangada, Jorge Costa, Silvio Modesto, Talismã, Toniquinho Batuqueiro, Zé Ketti, Zeca da Casa Verde, além da turma da “Vagão” e redondeza, entre tantos outros atores, jornalistas e foliões. A Bandalha durou dois anos, depois de brigas com a prefeitura, Plínio se injuriou e falou que não tinha mais Bandalha. Com o fim da Bandalha, seus remanescentes, encabeçados por Carlão, formaram a Banda Redonda, que desfilou pela primeira vez em 74, naquela ocasião mudou a colocação da diretoria, ficando Carlos Costa na presidência e Plínio como vice, hoje Carlão continua dirigindo a “Redonda” e tem o China como secretário geral. Com a inspiração do Artista plástico Luis Carlos Parreira a “Redonda” adotou a pomba como símbolo e as cores azul, ouro e branco. Carlão, quando assumiu a banda em 1974, transformou-se no “General da Banda” de São Paulo (lembrando Black-Out, o “General da Banda” no Brasil): diz um dos foliões: quando o Carlão chega as pessoas cantam… “Chegou o General da Banda…” Sobre o novo nome da banda: Redonda, Carlão conta um pouco da história: “A gente frequentava um Bar e Restaurante em frente ao Teatro de Arena chamado Redondo. Tinha uma gíria na época que dizia que as pessoas inteligentes tinham a testa redonda. Daí, a partir de algumas sugestões: ARENA, pelo teatro (ora veja, naquela época, o partido da ditadura tinha a sigla de ARENA), Carlos Gomes, Roosevelt (nome de gringo não), Consolação e Vila Buarque, (“não são nomes para uma banda”). Prevaleceu a idéia da cabeça inteligente: Redonda, ainda sugeriram Redondo, para obter algum patrocínio do dono do bar, mas alguém lembrou: “o portuga sequer pendura uma cerveja pra gente”, daí ficou simplesmente Redonda mesmo, pela ideia do Parreira, ainda hoje há quem confunda o nome da banda com o nome do bar.

 

Atualmente, os desfiles da banda são acompanhados por cerca de 10 mil pessoas e faz parte do calendário oficial do carnaval de São Paulo. Além disso, a “Redonda” é fundadora e filiada à ABASP – Associação de Bandas de Carnaval de São Paulo.

 


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, coach, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Conheça Viana e seus livros aqui fabricioviana.com