quinta-feira, julho 20, 2017
APOGLBT

A bandeira arco-íris foi usada como símbolo de pacificação em 1960 na Itália, substituindo o “triângulo rosa”, símbolo usado até então para identificar homossexuais nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.

A partir de 1978, o artista Gilbert Baker (amigo de Harvey Milk, importante militante LGBT) inspirado na mensagem de paz, do movimento hippie e da diversidade da sociedade, criou a primeira bandeira arco-íris LGBT com 8 cores.

Na versão original, a bandeira têm as cores rosa, azul-turquesa e anil; mas como nos dias de hoje a bandeira é costurada e não estampada, a aquisição de tecidos com essas cores era muito complicada. Várias alterações ocorreram até chegarmos na atual bandeira com 6 cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo.

Veja o significado de cada cor:

Vermelho – fogo, vivacidade.
Laranja – cura, poder.
Amarelo – Sol, claridade da vida.
Verde – Natureza.
Azul – Arte, amor artístico.
Roxo – Espírito, vontade e luta.

Cores antigas da bandeira:
ROSA – Simboliza o sexo e o prazer carnal.
TURQUESA – Simboliza a harmonia e a pacificação.

Em todas as manifestações LGBTs as cores do arco-íris estão presentes, um símbolo internacional e universal da diversidade na luta pela equidade de direitos.

A Skol mais uma vez inova e mostra pessoas LGBT, negros e mulheres representados de forma positiva no comercial da cerveja.

Neste ano, a Skol foi a primeira marca oficial de cerveja da 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, onde já demostra sua atitude pró-respeito às minorias que a marca deve manter. Na fanpage oficial da Skol, as palavras:

“A estrada fica mais colorida quando não se está sozinho.
Cada passo é um avanço. Cada abraço, uma conquista.
Respeitar a diversidade é o caminho.
Dê o play e siga com orgulho.”

Assista ao vídeo:

orgulho lgbt
orgulho lgbt

Em 28 de Junho de 1969, nas primeiras horas da manhã, a polícia de Nova Iorque entrou no bar chamado Stonewall Inn, frequentado por LGBTs e, sob a alegação de irregularidades no local, prenderam diversas travestis. Não era a primeira vez que os policiais invadiam o local com essa desculpa. Mas foi a primeira vez que gays e lésbicas reagiram. E foram dois dias de confrontos intensos.

Essa batalha, de luta, ficou marcada na história do movimento LGBT do mundo todo. Por isso se comemora o dia mundial do Orgulho LGBT: pela primeira vez lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros deixaram de ser vítimas passando a lutar por respeito e direitos.

Nosso presidente, o advogado Fernando Quaresma, à frente da ONG APOGBLT (responsável pela maior parada LGBT do mundo), gravou um vídeo com um recado para todas as pessoas, movimentos sociais e interessados pela luta LGBT.

Assista agora mesmo:

Por Fabrício Viana

Drag Queen Tchaka, a “Rainha das Festas”, como ela mesma se vende (e muito bem, obrigado!), é uma mistura gostosa de arte com militância. Arte porque, para ser uma drag queen, tem que ter seus talentos artísticos (aprendidos ou inatos) e militante porque, ao contrário de outros artistas, é participante ativa da militância LGBT há anos. Conseguimos uma entrevista exclusiva com essa menina.

Vamos ler, comentar e compartilhar?

1) Qual seu nome e sua formação? Pode falar?
Meu nome é Valder Bastos Santos, sou formado em direito pela Universidade Brás Cubas e tenho o curso profissionalizante de ator na Escola de Teatro Macunaíma.

2) Quando a personagem Drag Queen Tchaka surgiu em sua vida? Há quanto tempo você trabalha com ela?
Em meados dos anos 2000 um grupo de amigos resolveu que no revellion desse mesmo ano alguém se ‘montaria’ de Drag Queen e eu fui o escolhido por ser ‘a mais pintosa’, espalhafatosa e engraçada. Então em 2016, faço 16 anos de carreira na arte de encantar através do lúdico e estou na marca de mais de 4 mil eventos, shows, palestras, feiras, congressos, participações em programa de TV, teatro e cinema por todo Brasil.

3) Porque o slongan “Tchaka, a rainha das festas”?
O título de “TchaKa, a rainha das festas” surgiu de um convite do jornalista Maurício Coutinho que, no ano de 2010, fez uma exposição “InformaSamba 2010” no Shopping Ligth e me coroou como a rainha das festas da cidade de São Paulo. Teve faixa e tudo. Adorei a brincadeira e comecei a usar positivamente ao meu favor.

4) Além de toda a alegria, simpatia e irreverência, a Tchaka é uma boa “marqueteira”. Você fez algum curso ou aprendeu tudo com a vida?
Adoro a arte de vender, fiz diversos cursos no Sebrae sobre empreendedorismo, mesmo na época da faculdade eu já vendia cestas de café da manhã para ajudar a pagar a mensalidade. Hoje faço workshop e apresentação de novas drag queens, como por exemplo, o projeto “Drag Contest” que é patrocinado pela Prefeitura de São Paulo. Acredito que todos profissionais, independente de sua área, deveriam fazer um curso de como vender suas habilidades profissionais. Digo sempre o seguinte: quanto deveria ganhar um advogado com 16 anos de carreira? É exatamente ou até mais o que devo ganhar na profissão de ator performático, temos que aprender que ser ator além de ‘vocação’ (que é questionável) também e fazer um planejamento estratégico de carreira.

5) Quais os trabalhos que a Tchaka realiza no dia a dia? Festas infantis? Eventos corporativos?
Hoje a Tchaka é multimídia: realizo diversos atividades, sou uma drag queen do dia (risos). Durante o dia fico no escritório da “Agência de Animação Tchaka Eventos”, somos 16 atores e atrizes como anões, DJs, recepcionistas, bartenders e drag queens: todas no estilo Tchaka de ser. Gravo o programa Okay Pessoal no SBT, estou em cartaz no teatro, também ministro “Palestra Motivacional Lúdica” para grandes empresas e faço as tradicionais festas sociais, como por exemplo aniversário surpresa, chá de cozinha, chá de bebê, chá de casa nova, chá-bar, festas de formatura, festa de casamento, bodas, festa de debutantes, etc

6) Diferente de alguns artistas, você se preocupa muito com a militância LGBT. Da onde vem este sentimento de querer fazer algo por um mundo melhor?
O sentimento que me motiva vem de minha mãe, que é uma mulher de 82 anos e que sempre lutou por dias melhores, envolvida com política na adolescência, lá na época da ditadura, ela lutava pelos direito da mulheres, etc. A faculdade de direito me deu base para falar corretamente, ser bom na oratória e entender o que sou e devo fazer nesse mundo. O envolvimento com as questões dos direitos dos LGBTTs vem dessa época, e do enfrentamento direto. Uso minha imagem, arte, força e voz para tentar por meio do lúdico despertar outras cabeças pensantes.

7) A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, o maior evento de visibilidade LGBT do mundo, é promovido pela APOGLBT há 20 anos. Você tem acompanhado esta evolução? Se sim, o que mudou na sociedade graças a Parada?
O trabalho desses 20 anos da APOGLBT é essencial para que hoje possamos ser o que somos, com a visibilidade e sensibilização da população. O respeito para os LGBTTs que até então é renegada, começou a ser vista, sentida e vivenciada de forma mais tranquila. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo beneficia à todos os lgbtts do Brasil por ser politizada. Precisamos continuar na luta para que chegue um domingo, na Avenida Paulista, e realmente tenha só a festa de todas as vitórias que conquistamos anteriormente. Enquanto isso não acontece, precisamos ter consciência que #FervoTambemÉLuta

8) Há 3 anos, você apresenta, junto com outros artistas, a Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista. Como é esta experiência?
Drag Queen Tchaka ser a apresentadora da parada LGBTT de São Paulo é um mix de dever social e responsabilidade em se comunicar com 3 milhões de cabeças pensantes, é me fazer ser a voz daqueles que o ano inteiro não tem.

9) Tem algum fato que te marcou, durante alguma Parada do Orgulho LGBT de São Paulo?
Vários momentos me marcaram durante esses anos. Sempre venho no chão (exceto esses 3 últimos anos que apresentei no primeiro trio) e um determinado ano, vendo os trios passarem, ouvi de longe o Hino Nacional Brasileiro cantado brilhantemente pela travesti e cantora Renata Peron. Foi muito emocionante. E esse ano, em especial, ver à frente do primeiro carro o grupo “Mães Pela Diversidade”.

10) Sabemos que famílias e crianças também participam da Parada. Como elas encaram a personagem Tchaka. Ou outros artistas?
A cada ano o número de famílias com crianças vem aumentando e isso é deliciosamente positivo para o movimento. Devemos grande parte desse processo às drag queens que nesses 20 anos transformaram à Avenida Paulista e a Avenida da Consolação num tapete arco-íris, com todas as suas cores, alegria, militância, excentricidade e exuberância. A figura da drag Queen no universo heteronormativo é visto como deve ser: de artistas. E dessa forma ajudam comunicando as mensagens políticas, durante à manifestação, para todas as pessoas.

11) Tchaka também pode ser vista no teatro? Tem alguma peça em cartaz neste momento?
Esse ano me permiti brincar, brilhar e entreter almas também nos palcos do Teatro Brigadeiro aos domingos com a comédia “As Vizinhas”. Compartilho o palco com os atores Carri Costa, Solange Teixeira, Thiago Cavalcante e Valder Bastos.

12) Para finalizar, o que você diria para todas as pessoas LGBTs que estão lendo, neste momento, esta entrevista?
Muitas pessoas, por ver a Tchaka correndo, trabalhando, realizada no casamento de 16 anos com maridão Chefe Carlito, feliz da vida, etc me veem como exemplo positivo. Sempre falo o seguinte: ter estudado me deu liberdade de fazer as escolhas certas, então LGBTTs de nosso gigante país, vamos estudar, ler muito e assim termos a consciência que temos que fazer nossa parte nessa transformação, afinal, o mundo que queremos só será possível se todos e todas formos respeitados e respeitadas pelo que somos.

13) Pode deixar seu site e contatos? Muito obrigado pela entrevista!
O site é www.tchaka.com.br. WhatsApp 11 991327750 e o instagram @TchaKaDragQueen

Por Fabrício Viana.

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Iran Giusti. Foto: Arquivo Pessoal

Muita gente critica a Parada do Orgulho LGBT, independente do lugar e da ONG que a administra. A principal reclamação? Que falta política. Falta protesto. Que tudo virou um grande “carnaval” a céu aberto. Claro que em um evento social deste porte, alegria e militância tem que caminhar juntos sempre. E que até a alegria gerada pelas pessoas que se fantasiam e vão apenas para se divertir, sem medo de serem o que são, também é um ato político. Agora, se falta mais política, mais atos políticos, não adianta só criticar. Como diz o artigo (um dos mais lidos em nosso portal) “Antes de criticar a Parada, leia este texto”, a responsabilidade de uma manifestação mais politizada tem que ser de tod@s. Não só dos organizadores. E é justamente isso que Iran Giusti fez, no dia 29 de Maio, na Avenida Paulista, durante a 20ª Parada do Orgulho LGBT.

E o que o jovem Iran fez? Ele comprou cartolina, escreveu frases de protesto e militância e começou a distribuir gratuitamente para todas as pessoas que se interessavam não só em participar da Parada, mas também fazer a diferença. Lindo isso, não? Tanto que fizemos questão de entrevistá-lo em nosso portal e pedimos que todos compartilhem, o máximo que puderem, esta entrevista. Que a atitude dele sirva de exemplo para tod@s. Sempre!

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Iran Giusti criando e distribuindo gratuitamente cartazes de militância durante a 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

Vamos à entrevista?

1) Qual seu nome e formação?
Iran: Iran Giusti, sou formado em Relações Públicas e jornalista de profissão.

2) Na 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, você estava distribuindo gratuitamente cartazes de militância LGBT, de quem foi esta ideia?
Iran:
Minha mesmo 🙂

3) Você teve apoio ou financiamento, para produzir estes cartazes, de alguma empresa ou ONG?
Iran: Não tive não, foi tudo do meu bolso mesmo.

4) Amigos ou parentes te ajudaram nesta empreitada?
Iran: No dia alguns amigos foram à Parada e ajudaram na distribuição. Foi bem lindo.

5) Entre as frases dos cartazes, poderia citar algumas pra gente?
Iran: Eu optei por misturar bastante, inserindo frases divertidas com mais políticas: “Vote LGBT“, “Nome Social é Direito“, “Aprovação Lei João Nery já“, “Aprovação Lei 7852 já” e “Meu cu é laico“, “Vamos ser viado pra sempre” (frase do personagem “bicha bichérrima” do Paulo Gustavo), “Cada dia mais bicha, um level a mais, igual um pokemom” (Do documentário Bichas), “Hétero só serve pra fazer mais bicha” (meme popular na internet). Entre outros.

6) Quantos cartazes você produziu e foram distribuídos durante a Parada neste ano? Tem ideia aproximada?
Iran: Foram aproximadamente 120 cartazes. 80 produzidos por mim e o restante por quem passava e escolhia fazer o seu.

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7) Além de você, teve outras pessoas com a mesma atitude? Ou com algum trabalho de militância deste tipo?
Iran:  Acho que com esse propósito não teve ninguém não, mas como fiquei em um único ponto da Paulista não consigo te precisar.

8) Há quanto tempo você participa da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo? Percebeu alguma mudança na sociedade ao longo dos anos, graças a visibilidade da Parada?
Iran:  Essa foi a minha décima edição. Eu sinto que a Parada está cada vez mais organizada, porém, o evento é na verdade formado de pessoas e são elas que devem fazer o que acham certo. Sinto que ela tem sido mais política e isso é muito importante, em especial em um país onde a política é tão contrária aos direitos LGBT.

9) Muitos criticam a Parada como um enorme carnaval. Dizem que precisa de mais militância e empoderamento, mas não fazem nada para mudar isso. Você fez. Acha que as pessoas deveriam reclamar menos e também colocar a mão na massa? Concorda que a militância tem que ser de todos e não só da ONG APOGLBT, responsável pela Parada do Orgulho LGBT de São Paulo?
Iran:  Eu amo o fato da Parada ser um enorme carnaval, isso é Brasil. A gente tem como característica essa alegria, esse animo, esse amor e é muito importante a gente lembrar que se divertir, beber, beijar na boca é sim um ato político e de resistência, principalmente em uma sociedade homofóbica quanto a nossa. Vale lembrar também que uma coisa não exclue a outra.

10) Para os próximos anos, você pretende fazer a mesma coisa? Tem outras ideias ou projetos para a Parada?
Iran:  Ano que vem vão ser 500 cartazes e por enquanto é só isso, porém, participo de vários projetos e faço matérias de temática LGBT, então, quem sabe não surge uma nova ideia?

11) Para finalizar, gostaria de deixar um recado para todos os leitores e amigos do nosso portal?
Iran:  Queria repetir uma coisa que faço constantemente: se um dia eu for agredido, espancado ou morto por homofobia eu não quero absolutamente ninguém usando camiseta com a minha cara se manifestando ou rezando. Pra mim, a luta é agora, enquanto eu tô vivo.

Iran, obrigado pela entrevista e, novamente, parabéns por sua criatividade, militância e atitude. Que ela realmente sirva de exemplo para muitas pessoas!

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo vem manifestar às famílias, amigos e companheiros das vítimas do atentado na boate Pulse, em Orlando, Flórida, nosso mais profundo pesar pela tragédia que resultou na morte de tantos LGBT nesta madrugada de domingo, 12/06.

É inconcebível e inaceitável a perda sofrida. A morte é um fenômeno natural, mas por terrorismo e LGBTFobia, não.

Neste momento, alguns integrantes da APOLGBT, junto com outros movimentos de direitos humanos LGBT, estão em vigília no vão do MASP, em São Paulo.

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Aos sobreviventes e aos familiares dos atingidos, nossos votos de solidariedade.

Fernando Quaresma
Presidente da APOGLBT

Entrevista com Willian S. Martins, um dos organizadores do GT de Juventude LGBT

1) Willian, o que é o GT da Juventude LGBT?
Willian:
O GT (Grupo de Trabalho) da juventude é um núcleo organizado por jovens e afins, em cooperação com a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT SP), que visa promover o incentivo de jovens para a militância política e ideológica do segmento LGBT.

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Willian S. Martins

2) Quando que o GT da Juventude foi criado?
Willian:
GT da Juventude LGBT foi criado no meio do ano de 2015. Entretanto, podemos considerar que o GT da Juventude foi reativado, tendo em vista que a Secretaria de Jovens da Associação deu início em 2001, onde, desde essa época, alguns jovens veem colaborando e abraçando a causa da APOGLBT-SP.

3) Qual seu principal objetivo?
Willian:
Promover ações e incentivar o interesse de jovens na militância LGBT, empoderando e trazendo-os para a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Jovens possuem energia, garra e muita força de vontade. E não só podem como devem fazer a diferença.

4) O GT da Juventude é um grupo fechado? Válido apenas para os associados da APOGLBT?
Willian: Não. O GT existe graças a pró atividade dos jovens na militância LGBT em São Paulo, não faz sentido ser um grupo fechado. Mesmo porque nós buscamos novas opiniões e ideias. Quem tiver interesse de fazer parte, é só entrar em contato com a gente. Estamos sempre de portas abertas.

5) Como um grupo de jovens, há ordens estabelecidas pela diretoria da APOGLBT?
Willian: O importante é o respeito pelas diretrizes pré estabelecidas para o GT da Juventude não perder o foco e planejar as ações sempre com autonomia e respeito entre seus colegas. A direção da APOLGBT acompanha todas as ações, como a recente “marque-se contra a transfobia”, que resultou, inclusive, no início da campanha #ChegaDeTransfobia. Campanha esta que veio de encontro com o tema da Parada do Orgulho LGBT de 2016 “Lei de Identidade de Gênero, Já! Todas as pessoas juntas contra a transfobia”. Somos um grupo de jovens, apoiados pela APOGLBT e por isso também carregamos responsabilidades.

6) Jovens de outras ONGs, coletivos ou independentes, interessados no GT, também podem participar?
Willian: A união dos jovens na militância LGBT é importante, independente se já atuam em coletivos e outras ONGs. Até militantes independentes, todos ganham e somam vozes com a gente. Juntos, somos sempre mais fortes! Todos são bem vindos.

7) Tem algum exemplo? De como conquistam mais jovens para as ações do GT?
Willian: Sim, temos muitos exemplos! O mais recente, como dito anteriormente, foi o vídeo que tem mais de 34 mil visualizações em nossa fanpage sobre as ações transfóbicas que deixam marcas para sempre, já que o Brasil é o país que mais mata travestis, mulheres transexuais e homens trans no mundo! Quatro vezes mais que o México. Um teste foi realizado com um resultado surpreendente no dia 14 de fevereiro, no Bloco da Diversidade em São Paulo, onde 10 mil participantes aderiram a ação e a uma festa temática no mês passado. Todos os convidados se marcaram com as cores azul, branco e rosa. Tiraram fotos, compartilharam nas redes sociais e foi um sucesso! Fruto da campanha que entrou no ar, o que usa a hashtag #ChegaDeTransfobia. Estamos muito orgulhosos de termos começado este movimento. Sabemos da nossa importância.

8) Então é verdade? As redes sociais ajudaram neste trabalho de jovens na militância LGBT?
Willian: Muito, porque recebemos respostas e publicações das pessoas que também se marcaram com as cores da militância T. E não somente no dia 29 de Maio. Todos os dias ainda temos estas publicações. Essas manifestações estiveram ainda no Ciclo de Debates, Feira Cultural LGBT e Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade. Além da própria Parada do Orgulho LGBT.  O empoderamento dos jovens, que em sua maioria moram em periferias invisíveis aos olhos da gestão pública na luta contra o preconceito é muito importante:  basta dar espaço, voz e reconhecimento ao esforço de cada um.

9) Para fazer parte, entrar em contato? Qual o e-mail?
Willian: Pode escrever para o meu e-mail que eu respondo, passo informações e também faço a ponte com o GT Juventude LGBT. Meu e-mail, da APOGLBT, onde também sou um dos diretores, é willianmartins@paradasp.org.br

10) O grupo é assistido por adultos? Outros profissionais?
Willian: Sim, por se tratar de um grupo de jovens, tem o apoio do presidente da APOGLBT e também advogado Fernando Quaresma. Nosso sócio-diretor, Nelson Matias Pereira, recentemente publicou uma nota sobre o GT da Juventude, nele, diz:

“Para a APOGLBT a juventude é de fundamental importância para qualquer país, para qualquer organização. Ainda que  a juventude não tenha grandes experiências, mas a juventude é o grupo que renova que questiona; é a juventude que capta as mudanças com mais facilidade. Estas mudanças que estão acontecendo na cultura, sociedade, na política. Sem esquecer que para concretizarmos essa mudança, cabe ao próprio jovem reivindicar e assumir seu papel na participação de movimentos sociais e políticos. Afinal, eles representam quase 20% dos eleitores e qualquer mudança na história, na política e no desenvolvimento econômico deste país passa pela participação ativa da Juventude. Qualquer país que não invista na juventude, não tem futuro. A ideia de trazer os jovens é primeiro dar empoderamento a essa juventude, e compor  a experiência dos mais experientes com o vigor e ousadia e força da juventude.”

11) Obrigado pela breve entrevista. Para finalizar, é possível mostrarmos algumas fotos do grupo? Do último evento, por exemplo?
Willian: Sim, claro. Temos muitas. As fotos foram tiradas pelo Rodrigo Ferreira na Avenida Paulista, durante a ação “Marque-se #ChegaDeTransfobia”, no último dia 29 de Maio.

Quem participou das atividades do Mês do Orgulho LGBT promovido pela APOGLBT, sabe que a ONG lançou a campanha nas redes sociais “Marque-se #ChegaDeTransfobia” e que, felizmente, teve muitos adeptos! O que poucos sabem é que a campanha continua nas redes sociais fazendo muito barulho!

Quer participar? É muito fácil. Basta marcar o rosto com as cores da bandeira trans, tirar uma foto e publicar com a hashtag #ChegaDeTransfobia. Vale também marcar as mãos, alterar o fundo da imagem, tudo o que leve as cores da bandeira trans e principalmente a ideia do tema da 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo deste ano: “Lei de Identidade de Gênero, Já! Todas as pessoas juntas contra a transfobia“.

Veja agora alguns dos posts que encontramos na rede:

#ChegaDeTransfobia

Uma foto publicada por Alex Viana (@fracasilva) em

Lei de identidade de gênero já! #chegadetransfobia

Uma foto publicada por Rafael Arrais (@rafaarrais) a

foi lindo, com muito amor e muita luta #ChegaDeTransfobia

Uma foto publicada por Bruno Arrais (@brunurbano) em

@ Colher foi presença na 16ª Feira Cultural LGBT de SP, em comemoração ao mês do Orgulho LGBT ?? #chegadetransfobia #feiralgbt #paradagay

Uma foto publicada por Colher de Sopa Filmes (@colherdesopafilmes) em

#chegadetransfobia #avenidapaulista #lgbt #trans #luta #paradalgbt #militancialgbt

Uma foto publicada por Raquel (@riaquel) em

#chegadetransfobia

Uma foto publicada por laila (@lailasouzaphoto) em

#chegadetransfobia #paradalgbt2016 #euapoioessacausa @paradasp

Uma foto publicada por The Life Is Made Of Choices.. (@amandaa_fs) em

#DireitoTrans #Trans #Transgênero #Travesti #Transexual #NomeSocialÉDireito #ChegaDeTransfobia

Uma foto publicada por ObyZarling (@obyzarling) em

#chegadetransfobia

Uma foto publicada por laila (@lailasouzaphoto) em

Marque-se ??? #ChegaDeTransfobia

Uma foto publicada por Brends (@brendslima_) em

Nossa 20º Parada do Orgulho LGBT de São Paulo foi linda. Como em todos os anos, uniu alegria e militância. Alegria pela fantasia e sorriso das pessoas em não ter medo de serem quem são. E militância pois, todas as pessoas juntas, focadas no tema “Lei de Identidade de Gênero, Já! Todas as pessoas juntas contra a transfobia.

Para marcar em nossas memórias este momento incrível de visibilidade LGBT, afinal, ainda somos a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, segue algumas fotos clicadas por nosso fotógrafo. Você pode copiar e publicar em suas redes sociais.

Não esqueça de ver também o comunicado de agradecimento do nosso presidente Fernando Quaresma. E também de nos seguir no Instagram, Twitter e Facebook.

A 16ª edição do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade foi realizada na Academia Paulista de Letras na sexta passada e contou com várias personalidades, ONGs e empresas que promovem a cidadania em respeito à diversidade. Segue a lista dos homenageados e, logo em seguida, as fotos! São mais de 150! Como já estão marcadas, você pode salvar e publicar também nas suas redes sociais!

Categoria / Homenageado

Ação Social- Cultural: A Revolta da Lâmpada
Artes Cênicas: BR – Trans
Cinema Internacional: A Garota Dinamarquesa
Cinema Nacional: As Bodas do Diabo
Direitos Humanos: Comissão da Diversidade da OAB
Documentário: Bichas
Educação: ⁠⁠⁠Luíza Coppieters
Educação: Roberto Muniz Dias
Especial: Lady Gaga – Ativismo pró LGBT
Esporte: Adidas
Esporte: Técnica de Futebol Gretchen Silva
Imprensa: Carteira assinada para Transexuais
Internacional: França – Doação de Sangue
Internet: Facebook – Campanha Casamento Igualitário
Jovens: Matheus Emílio
Literatura: A Princesa e a Costureira
Memória: Márcia Gianete
Memória: Phedra de Cordoba
Memória: Vitor Angelo
Memória: Welclegno Araújo
Militância: André Pomba
Militância: Fábio de Jesus – Arco-Íris
Militância: Luiz Uchoa
Música: Luana Hansen
Publicidade: L’Oréal Paris
Saúde: Ministério da Saúde – Campanhas LGBT
Trabalho: Site TRANSEmpregos
TV: Amor e Sexo – Fernanda Lima