quarta-feira, março 29, 2017
APOGLBT

Após a diretoria da APOGLBT SP detectar um perfil fake da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo no Facebook com mais de 25 mil curtidas, Fabrício Viana, que é jornalista e assessor de comunicação da ONG, entrou em contato com o Facebook para que a página fake fosse excluída e o perfil oficial da Parada fosse autenticado.

“Apesar de ser um evento público de luta pelos direitos LGBTs, hoje considerado a maior manifestação LGBT do mundo, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo tem um responsável, que é a ONG APOGLBT SP. Caso ocorra algo durante a Parada, por exemplo, a única responsável é a ONG. Logo, não podemos deixar que perfis nas redes sociais se passem por nós. Inclusive se comunicando com uma linguagem não apropriada.”, ressalta Viana.

O perfil fake foi deletado pela equipe do Facebook e a página oficial da Parada do Orgulho LGBT de SP foi finalmente autenticada. Ela ganhou um “selo azul” ao lado do nome. O endereço da página é:
http://facebook.com/paradasp

Com relação as outras redes sociais, o link do perfil da Parada LGBT de SP é:
Twitter: http://twitter.com/paradasp
Instagram: http://instagram.com/paradasp

Desde 2016 a APOLGBT SP aumentou seus esforços para atualizar constantemente seu portal http://www.paradasp.org.br e suas redes sociais, garantindo assim uma presença digital mais forte: levando informações sobre a comunidade LGBT, sobre a ONG APOGLBT SP e sua atuação que, ao contrário do que muitos imaginam, ocorre ao longo do ano (e não somente na época da Parada).

Aliás, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo já tem tema, data e slogan neste ano. Será no dia 18/06/2017 a partir das 10h na Avenida Paulista.

O evento oficial da Parada LGBT no Facebook (diferente da página) é:
https://www.facebook.com/events/105978123240834/

Tema de 2017:
Estado Laico
“Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico.”

Dia 10 de Fevereiro, Luiz Fernando Prado Uchôa, homem trans graduado em comunicação social com habilitação em jornalismo, apresentará seu trabalho acadêmico intitulado “Simplesmente Homem: relatos sobre a experiência cotidiana de homens trans” na Câmara Municipal de São Paulo.

A obra acadêmica tem como objetivo tornar acessível a população leiga em assuntos de transexualidade, o que seria transmasculinidade e, por meio de relatos de pessoas que vivenciam esta realidade para desta forma, criar pontes de aproximação entre familiares, conhecidos, amigos e agentes sociais com os homens trans, que necessitam ser parte integrante da sociedade com todos os direitos assegurados e também, difundir o universo transmasculino para a vida cotidiana.

Por meio de relatos, o trabalho também mostra que a transfobia em relação ao segmento de homem trans, muitas vezes, acontece por desconhecimento das pessoas em relação a diferença entre orientação sexual e identidade de gênero, e que existem muitas masculinidades existentes além da tida como heteronormativacisgênera apresentada socialmente.

Também é objetivo salientar que os principais fatores responsáveis por agressões físicas e/ou verbais sofridas por homens trans são provenientes do machismo e da misoginia existentes no patriarcado. Por isso, muitos deles ao se assumirem são expulsos de casa, impossibilitados de seguir com os estudos, de terem acesso á saúde e até de ingressarem no mercado de trabalho.

Luiz Fernando Prado Uchôa, autor, é graduado em comunicação social – habilitação em jornalismo – pela Universidade Guarulhos (UNG), professor de inglês e espanhol, colunista dos sites Pau Pra Qualquer Obra e Babado POP, administrador da página Você não é estranho e membro do coletivo Família Stronger.

Serviço:

Apresentação do trabalho acadêmico:
“Simplesmente Homem: relatos sobre a experiência cotidiana de homens trans!”
Autor Luiz Fernando Prado Uchôa
Data: 10/02/2017
Horário: 18h30 ás 21h00.
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Sala: Sérgio Vieira
Endereço: Palácio Anchieta / Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
São Paulo – SP
Ponto de referência: próximo a saída do Terminal Bandeira – Metrô Anhangabaú

Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/233673930417598/

Como sempre iremos repetir, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, apesar de ser organizada pela ONG APOLGBT SP (www.paradasp.org.br) há 21 anos (aliás, pouca gente sabe que a Parada tem uma ONG que é sua única responsável legal), todo o trabalho é sempre criado de forma democrática em conversas com outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes ao longo do ano (e não somente na época da Parada!). Isso inclui também a criação da Arte da Parada: o cartaz oficial que leva a data, tema e slogan do evento.

No dia 21/11/16 publicamos em nosso portal uma chamada para designers, ilustradores e desenhistas enviarem sugestões para a Arte da Parada 2017. No dia 17/12/16 em reunião com outras ONGs, coletivos e militantes independentes, foi escolhido duas artes e que deveriam ser mesclada. As artes foram enviadas pelo Getúlio Lima (SP) e Pedro Castro (AM) que, logo após aviso, concordaram nesta mesclagem.

O trabalho final (aprovado por todxs) é este cartaz:

Mas, quem seriam estes dois? Getúlio Lima e Pedro Castro?

Justamente por isso resolvemos fazer uma entrevista e conhecer um pouco mais destes dois rapazes.

Vamos lá?

1) Em que estado você mora? Idade, estuda e trabalha com o que?
Getúlio: Sou de São Paulo Capital, tenho 31 anos e trabalho como designer de apps e games, e apresentador da Rádio Geek. Redes sociais: @Getz9 / Snapchat Getz9
Pedro: Eu nasci em Manaus, capital do estado do Amazonas. Tenho 23 anos, sou designer gráfico e tenho uma marca de Moda Praia de Rios chamada Chillique River Wear, um moda voltada inicialmente para a região amazônica, preservando a essência e transformando-as em tendências. Inclusive eu e meu sócio vamos lançar nossa terceira coleção esse ano, com uma pegada voltada para a diversidade de gênero, provavelmente na III Semana de Moda do Amazonas. Minhas redes sociais: @pedrocastros / FB: Pedro Castro

2) Como ficou sabendo sobre a Arte da Parada 2017? E o que te motivou a participar?
Getúlio: Estava eu, em uma semana super atarefada, final de ano, quando vi o post do Fabricio Viana no grupo Design Gráfico. Fiquei super curioso sobre o assunto e na mesma madrugada comecei a rascunhar o cartaz. Então depois de dois dias testando tipografias, cores, peso de fontes cheguei na solução. O que mais me motivou foi poder ajudar a comunidade e perceber que independente de qualquer partido, a religião deve ser neutra e não ser usada para tomar providencias políticas.
Pedro: Eu e uns amigos fomos para a 21ª Parada Gay do Rio de Janeiro no ano passado, e ficamos encantados com a grandiosidade da manifestação, uma coisa é você assistir pela TV outra coisa é você presenciar. Quando retornei à Manaus, fiquei muito interessado sobre a Parada Gay de São Paulo, então fui pesquisar e foi daí que encontrei sobre o concurso no site e decidi participar. A minha decisão em participar foi de mostrar para as pessoas do meu convívio e da minha região que luto por uma classe muito injustiçada e que somos rodeados de preconceito e desrespeitados por todos os lados, inclusive com outros LGBT. Penso eu não vou mudar mundo, mas posso fazer um mundo melhor, um futuro melhor com menos ódio.

3) O que você achou do tema de 2017? “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”?
Getúlio: Eu acredito que o estado não pode privilegiar nenhuma religião com isenção de impostos e outras legarias. O ensino religioso também deveria estar fora da sala de aula. É por essas e outras que a educação gera pessoas incapazes de respeitar a sexualidade e o comportamento de outros.
Pedro: Um tema extremamente essencial para ser discutido. O Brasil é o país das manifestações culturais com origens em diversos outras regiões. O nosso país é o encontro de todas elas. Sim, é um Estado Laico, ninguém precisa impor uma religião a ninguém, a religião que toca o seu coração. Costumes existem, tradições também, todavia não é uma regra que se nasci numa família protestante ou espírita, por exemplo, que eu preciso necessariamente seguir a ideologia. A partir de um certo momento na vida somos capazes de escolher qual concepção seguir, e isso não pode ser de nenhum forma forçada, precisa ser espontaneamente.

4) Você já tinha conhecimento dos outros temas da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo? Se sim, qual o mais significativo pra você?
Getúlio: O tema que mais falou comigo foi o da 19 edição: “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim. Respeite-me!” Para mim, esse tema é como a voz de todos que não conseguem se expressar devido a sociedade controladora e preconceituosa que vivemos. Ninguém vira gay ou trans, nascemos assim e gostaríamos de ser respeitados.
Pedro: Eu sempre tinha conhecimento apenas pela internet e/ou televisão. E um tema que me chamou bastante atenção foi a do ano de 2013, que falava sobre “voltar para o armário, nunca mais”, porque o quanto sofremos por conta disso, é como se precisássemos nos assumir, como se estivéssemos cometidos um crime. É um tema que mexe muito com o coração e cabeça de vários LGBTs.

5) Você já participou da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo? Hoje considerado o maior evento de visibilidade LGBT do mundo?
Getúlio: Quase todos os anos eu participo, vou com amigos e família. A abertura é emocionante. Fora os carros de som, drags e todos personagens e artistas que podemos encontrar. Teve um ano que fui de marinheiro sex, heheh. Foi muito divertido.
Pedro: Não, infelizmente ainda não. Essa será minha primeira e será uma estreia cheia de responsabilidade. Eu não estou apenas ansioso para que chegue logo junho, tenho consciência da grande dimensão que o evento possui, e justamente por isso que fico mais nervoso e apreensivo, porém são sentimento de plena felicidade. É a maior janela LGBT para o mundo.

6) Neste ano, tivemos dois contemplados para a Arte da Parda, como foi receber esta notícia e ter que trabalhar em conjunto?
Getúlio:
O resultado saiu no aniversário da minha mãe, foi um presente para ela! Fiquei ainda mais feliz quando descobri que ganhei junto com outro designer, e que iríamos trabalhar em um só projeto, e de quebra ganhei um amigo de Manaus <3
Pedro: Foi maravilhoso, a comunicação é a área que eu escolhi como profissional, logo um bom diálogo é imprescindível seja qual for a situação. Eu e o Getúlio entramos em contato logo depois de sabermos o resultado, e conseguimos mesclar as nossas artes super tranquilo. Ele é um cara muito talentoso, divertido e inteligente.

7) Na sua opinião, o que falta ainda na sociedade para combater o preconceito e a homofobia?
Getúlio:
A educação nas escolas ainda é muito machista, e muito concentrada no poder de quem dirige. Já vi reportagens que diretores não aceitavam meninos trans usarem banheiro feminino. A educação é a base de tudo, constrói pessoas melhores para a sociedade. Já trabalhei em empresas que um funcionário não foi contratado porque acharam que ele sofreria Bullying por ser afeminado. Sendo que quem não contratou, não fez nada para ir contra o preconceito. Fiquei tão indignado que logo saí dessa empresa, cheguei a alertar o RH, mas não adiantou.
Pedro: A sociedade precisa entender que se todos nós fôssemos iguais o mundo seria uma “deprê” total, Deus nos fez diferentes para mostrar e fazer a diferença no mundo. Mas infelizmente muita gente não sabe lidar com as diferenças, o mundo está em constante evolução. Conseguimos várias conquistas de lá até aqui, mas precisamos continuar lutando. Penso eu que o preconceito nunca vai acabar, ele mudará de garras, máscaras e armaduras. Cabe a nós mostrar que sabemos muito bem viver com as diferenças e harmonia através do amor.

8) Obrigado pela entrevista! Podemos contar com sua presença na 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo?
Pedro: Com certeza! Apesar de morar um pouco longe de vocês, já comecei a me programar para estar presente com vocês em junho. Espero conhecer todos e ver o quanto uma produção minha e do Getúlio será propagada na Parada Gay esse ano. Pretendo causar muito com todos e todas vocês.
Getúlio: Pode contar, pois eu estarei lá lutando com todos para um Brasil melhor, com menos preconceito e mais amor!

Lembrando que a 21ª Parada do Orgulho LGBT já tem data marcada. Será realizada no dia 18/06/2017. Aproveite e confirme sua presença (e convide xs amigxs) no link oficial do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/105978123240834/

O ministro do Turismo Marx Beltrão (PMDB) recebeu nesta terça (10) em Brasília o presidente da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, o advogado Fernando Quaresma, junto com ativistas e empresários LGBTs para discutir ações de interesse da comunidade LGBT.

Na reunião, também estiveram presentes Welton Trindade, sócio-proprietário da Guiya Editora, Michel Platini e Rafael Lira, da Associação da Parada do Orgulho LGBT de Brasília, Maria do Céu, representante do Ministério da Cultura no Nordeste e empresária LGBT, Nildo Correia, presidente do Grupo Gay de Alagoas, Tuca Sutanum, organizador do festival LGBT Love Noronha, Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI e Thiago Malva, sócio-proprietário do clube Victoria Haus.

O coletivo entregou ao ministro o documento “Turismo LGBT: Cidadania, Diversidade e Desenvolvimento Econômico”, com propostas para o setor.

Marx Beltrão disse que atenderá às seis demandas apresentadas:

– Criação de Comitê pelo Desenvolvimento do Tursimo LGBT;
– Inclusão de homossexuais em campanhas de mídia feitas pelo órgão;
– Divulgação no exterior do Brasil como destino turístico LGBT;
– Envio de carta ao Congresso Nacional com pedido para apoio da aprovação da Lei João W. Nery;
– Realização de oficina de capacitação em turismo para as Paradas;
– Apoio financeiro aos eventos de grande potencial de atração de viajantes por todo o País.

Para Fernando Quaresma, advogado e presidente da APOGLBT SP, esse encontro significa o início de uma grande parceria uma vez que a Parada LGBT de São Paulo traz um grande número de turistas, gerando renda para diversos segmentos.

O psicólogo Pedro Sammarco e o advogado Bryan W. Suárez criaram um grupo no Facebook onde discutem e ajudam, na medida do possível, homossexuais que possuem homofobia internalizada.

Para quem não sabe, a grosso modo, quando um homossexual nasce, ele (ou ela) – durante toda a sua vida – acaba escutando da sociedade que a homossexualidade é algo ruim (em vários sentidos). Mesmo que ele se assuma e seja “resolvido”, saindo inclusive do armário, é comum que ele ainda tenha resíduos desta homofobia em seu inconsciente: condenando, inclusive, beijo gay em público ou coisas que não deveriam incomodar.

Então, se você conhece alguém que “tem homofobia contra si”, indique o grupo para esta pessoa.

O endereço é:

https://www.facebook.com/groups/autopreconceito/

E ajude a divulgar este conceito “homofobia internalizada”. Afinal, muitos homossexuais, inclusive “assumidos” tem e precisam eliminar de sua vida.

Por um mundo mais saudável. Sempre!

Créditos da imagem: www.tortadeclimao.com.br e krisbarz.squarespace.com

A intolerância existente nos casos de homofobia (ligados a orientação sexual) ou transfobia (ligados a identidade de gênero) não atingem apenas pessoas LGBTs, atingem também familiares, amigos ou conhecidos.

Foi o que aconteceu domingo (25) com o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas na estação de metrô Pedro II em São Paulo. Segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso, a briga começou do lado de fora da estação, quando a travesti Raissa chamou a atenção de dois rapazes que urinavam na rua. Irritados, começaram a agredi-la.

Raissa tentou escapar e, na fuga, já dentro do terminal, foi socorrida por Ruas que tentou defende-la. Ela escapou, mas ele, não. Pelas imagens gravadas pelas câmeras de segurança do metrô, ele caiu e os dois desferiram vários socos e chutes na cabeça do ambulante. Depois de alguns segundos, sem reação da vítima, eles pararam e foram embora. Não satisfeitos, voltaram e desferiram mais socos.

Identificados como Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins, os agressores, segundo Gonçalves, são primos e moram próximos. Um deles teria brigado com a esposa, bebido muito na ceia de Natal e se irritou com a travesti e também com morador de rua e carroceiro José Vieira Filho que, em entrevista ao G1, disse que é homossexual.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) há suspeita de um possível envolvimento de um grupo de intolerância na autoria do crime.

O ambulante foi socorrido por funcionários do metrô, mas não resistiu e morreu no hospital Municipal Vergueiro.

Na Internet, grupos e militantes independentes estão organizando um Ato em Memória de Luiz Carlos Ruas, em forma de agradecimento ao ambulante por sua coragem e apoio à sua família. Quem puder comparecer, será no dia 30 as 15h na estação Dom Pedro II. Até o momento, mais de 1.300 pessoas confirmaram presença. O link é:

https://www.facebook.com/events/1422719047761053/

George Michael, cantor inglês, ícone gay do seu tempo e um dos maiores cantores pops do mundo morre aos 53 anos em Londres.

Vítima de uma parada cardíaca no domingo (25), a notícia foi confirmada por sua assessoria de imprensa ao site da BBC.

Michael, que assumiu sua homossexualidade logo após ser preso por atentado ao pudor fazendo sexo com um homem em um banheiro público de um parque nos anos 90, teve várias músicas de sucesso, entre elas estão “Wake me up before you go-go”, “Faith”, “One more try” e “Freedom”.

Uma legião de fãs chora por sua perda, inclusive famosos demonstraram sua tristeza por meio das redes sociais:

“Adeus, meu amigo! Outro grande artista nos deixa. 2016 já pode dar o fora agora?” (Madonna, cantora)

“Já sinto sua falta! Obrigada por todo o ativismo radical na comunidade LGBT! Te amo para sempre.” (Miley Cyrus, cantora e atriz)

“Mais dor e saudade prum coração… que ano”, disse Maria Rita em seu Twitter (Maria Rita, cantora)

“Você vai ser sempre meu artista masculino favorito. Meu coração é só tristeza. Descanse em paz, incrível George Michael. Não consigo acreditar”. (Laura Pausini, cantora)

“Tão triste de ouvir sobre a morte de George Michael. Minhas orações e condolências vão para a família, amigos e fãs”. (Gloria Gaynor, cantora)

“George Michael divou no mundo pop e eu tive o prazer de tocar um de seus grandes sucessos junto com meu filhote Bento no show do nosso grande amigo Edgar Duvivier. Cause we gotta have faith!” (Lúcio Mauro Filho, ator)

“RIP George Michael. Eu não posso acreditar. Um incrível cantor e encantador ser humano, muito jovem para nos deixar”, desabafou o músico no Twitter. (Bryan Adams, músico)

“2016 – perdemos mais uma alma talentosa. Todo nosso amor e simpatia à família de George Michael”, disse a banda no Twitter. (Duran Duran, banda)

“Estou muito triste. George Michel tinha um talento brilhante”. (Ellen DeGeneres, apresentadora)

 

Muitos imaginam que a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, hoje a maior Parada LGBT do mundo, é realizada “de um dia para o outro”. Mas não, por isso sempre que podemos, passamos esta informação aqui no site ou nas redes sociais: a Parada é construída ao longo dos anos e envolve não só o trabalho da APOGBLT SP (www.paradasp.org.br), única ONG responsável por sua realização, como também coletivos e militantes independentes que auxiliam em seu trabalho.

Por isso, ao longo do ano, são realizadas várias reuniões para definir, junto da comunidade LGBT, o caminho que a Parada deverá seguir. Recentemente, conseguimos, e em conjunto, definir o tema e o slogan da Parada LGBT de 2017:

Tema: Estado Laico
Slogan: Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico.

E ainda uma justificativa para estes dois, que pode ser lida integralmente aqui

Com a definição do tema e slogan concluído. O próximo passo foi abrir a seleção da Arte da Parada 2017, que também fizemos por meio do nosso site e redes sociais, que podem ser visualizadas aqui.

Felizmente, a repercussão desta seleção foi grande e recebemos um número significativo de trabalhos realizados por ilustradorxs, desenhistas e designers.

Em nossa reunião, realizada dia 17/12/2016, em comum acordo, a diretoria da APOGLBT SP, juntamente com os coletivos e militantes independentes, decidiram premiar duas pessoas, ao invés de apenas uma. E assim, unir parte da arte de um e parte da arte do outro, resultando em uma arte unificada.

Os contemplados foram o Pedro Castro e o Getúlio Lima. Ambos tiveram suas artes aprovadas e receberão dois convites cada para o trio da APOGLBT SP durante a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo em 2017.

Por este mesmo motivo, demoramos para divulgar a arte escolhida: tivemos que agradecer aos dois e pedir, encarecidamente, que eles mesclassem suas artes em uma só (sem alterar os conteúdos individuais aprovados). O que foi feito na semana seguinte.

Após a mesclagem, em reunião da diretoria da APOGLBT SP, firmando o acordo e votação realizado com os coletivos e militantes independentes, finalmente temos a Arte da Parada LGBT de 2017:

Em nome da diretoria da APOLGBT SP, militantes e coletivos, agradecemos a participação de todxs xs envolvidxs e lembramos que a construção deste movimento político, mas que também carrega alegria, é feito em conjunto e por isso conta com todxs.

Nosso trabalho? Está só começando!

O grupo Rainbow Cities Network (RCN), que até o momento integrava 29 cidades mundiais que possuem políticas públicas LGBTs, agora tem mais dois municípios em sua lista: São Paulo e a Cidade do México, no México.

Totalizando agora 31 cidades, o grupo RCN busca promover o intercâmbio de experiências, intervenções e iniciativas em políticas LGBTs, facilitando assim o aprendizado nas melhorias sociais para esta comunidade.

A adesão da cidade de São Paulo à RCN não é a primeira atividade internacional LGBT paulista. Em 2014, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) lançou no Brasil, em parceria com a SMDHC, a campanha Livres e Iguais, para aumentar a conscientização sobre a violência e a discriminação a população LGBT.

Recentemente, o Programa Transcidadania foi selecionado para se apresentar no Congresso da Associação Internacional de Cidades Educadores (AICE) em Rosário (Argentina), integrando também seu banco online de melhores experiências.

As políticas LGBTs do município já tiveram repercussão internacional por meio de diferentes canais de notícias como o El Pais e o The Guardian.

Vale dizer, também, que a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, é realizada em São Paulo, tendo como única e responsável a ONG APOGLBT SP, que pode ser acessada pelo site www.paradasp.org.br

 

Em 2015, o colunista da Veja Reinaldo Azevedo atacou moralmente a cartunista Laerte Coutinho. Na charge que ele publicou, ironizou todas as pessoas que apoiaram o golpe vestidas com a camisa da CBF enquanto abraçavam policiais. Ao fundo? Sangue atribuído a chacina em outra cidade pela PM segundo a mídia.

Até ai, tudo bem. Liberdade de expressão. O problema foi, de fato, o apelo as ofensas e ataques morais à Laerte. Ele a chamou de “baranga moral”, “fraude de gênero” e outros adjetivos pejorativos.

Laerte então resolveu processar Azevedo, a rádio Jovem Pan e a Veja, por danos morais, no valor de R$ 100 mil. E a justiça foi feita. Laerte ganhou a ação e doará o valor para o movimento social LGBT chamado de Mães Pela Diversidade, um coletivo de mães de homossexuais.

Parabéns à Laerte e a todxs as pessoas que não se calam!