sábado, junho 24, 2017
APOGLBT

Exposição “Avenida Paulista” começou dia 17/02 e vai até 28/05/2017

Com esta exposição, o MASP volta a atenção para seu entorno, compreendendo a avenida Paulista não apenas como local onde o Museu está inserido, mas também como objeto de consideração e reflexão.

Trata-se de uma atenção significativa no contexto dos 70 anos do Museu (inaugurado em 1947 num edifício da rua 7 de Abril no centro de São Paulo e transferido para este edifício em 1968): a mostra representa um olhar para este local icônico da cidade, que é ao mesmo tempo cartão-postal e palco de embates e disputas de muitas ordens.

Quais são os temas que atravessam a avenida Paulista, com seus mais de 120 anos e 2.800 metros de extensão? Os contrastes econômicos e sociais, o capital financeiro e o comércio informal, o capital simbólico e as instituições culturais, as manifestações políticas e as questões de sexualidade (com uma das maiores paradas LGBT do mundo). Símbolo de São Paulo, a avenida Paulista carrega também as contradições, fricções e tensões de uma cidade rica, complexa e desigual.

A exposição é dividida em dois grandes segmentos. O primeiro segmento, na parede da esquerda e do fundo da galeria do 1o andar, inclui representações da avenida Paulista, com fotografias, documentos, pinturas, registros de ações performáticas, objetos e cartazes históricos de 38 autores, de 1891 a 2016, organizados cronologicamente. O segundo segmento é composto por 14 novos projetos comissionados para a exposição, que ocupam a entrada, o meio e o lado direito da galeria do 1o andar (André Komatsu, Cinthia Marcelle, Graziela Kunsch, Ibã Huni Kuin com Bane e Mana Huni Kuin, Lais Myrrha, Marcelo Cidade, Mauro Restiffe e Rochelle Costi com Renato Firmino), a galeria do 1o subsolo (Daniel de Paula), a sala de vídeo no 2o subsolo (Luiz Roque), o Vão Livre (Marcius Galan), e por uma intervenção na pinacoteca do 2o andar (Dora Longo Bahia), além de projetos não realizados de Ana Dias Batista e Renata Lucas reproduzidos no catálogo da exposição.

Como parte de Avenida Paulista, ocorre uma programação semanal de 13 oficinas e 8 sessões de filmes. As oficinas—propostas por companhias de teatro, coletivos, arquitetos e artistas—utilizam a avenida como palco e espaço criativo, ativando suas histórias e seus espaços de memória. As sessões de filmes—organizadas por Dora Longo Bahia com o grupo de estudos Depois do Fim da Arte—acontecem no pequeno auditório do Museu no 1o subsolo e refletem sobre o lugar do artista na cidade.

É importante pensar esta exposição como um desdobramento da vocação arquitetônica e urbanística do próprio edifício de Lina Bo Bardi (1914-1992), tendo em vista suas características fundamentais—a transparência, a permeabilidade, a abundância no uso do vidro, as plantas livres e a suspensão do volume de concreto—que permitem que o olhar e a cidade atravessem o Museu. Nesse sentido, pensar o MASP é debruçar-se sobre as questões da cidade e, sobretudo, sobre o local onde está instalado desde 1968.

Serviço:

Exposição AVENIDA PAULISTA
Local: MASP
Data: 17.02.2017 a 28.05.2017
Mais informações:
http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=286&periodo_menu=

0 644

Até o dia 21/02/2017, o Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria da Cultura, por meio da APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte) irão receber propostas para todos os seus programas, projetos e equipamentos simultaneamente, entre eles a Virada Cultural Paulista, o Circuito Cultural Paulista, o Teatro Sérgio Cardoso e o Festival Paulista de Circo.

Os projetos serão avaliados conforme demanda anual, seguindo o cronograma de projetos, programas e equipamentos. A seleção será feita por especialistas de cada área e não terá lista de aprovados.

O envio das propostas deverá ser feita por meio de formulário online

Artistas LGBTs, projetos ligados a Diversidade Sexual e afins também podem participar.

Outras informações podem ser obtidas aqui.

Folia começa no Largo do Arouche, tem Drag Queen Tchaka como apresentadora e a trans Carla Rangell como Madrinha.

Em sua quarta edição, o Bloco da Diversidade da APOGLBT, ONG responsável pela maior Parada LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) do mundo, vai às ruas do centro de São Paulo levar alegria, diversão e muita música com Alinne Rosa e diversas atrações logo após a quarta-feira de cinzas.

O Bloco da Diversidade tem como tradição divulgar a cultura do carnaval por meio de samba de raiz, samba enredo, axé e marchinhas para relembrar os bailes carnavalescos LGBT que aconteciam na capital paulista. Trata-se de uma série de ações da ONG para começar a divulgar o tema da Parada do Orgulho de 2017 que ocorrerá no dia 18 de Junho: “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”

Dentre as atrações do bloco estão a cantora Alinne Rosa e o DJ Adipe Neto. A folia, que tem concentração as 15h, terá apresentação da Rainha das Festas Tchaka e a participação da madrinha trans Carla Rangell.

“Todas as pessoas, de todas as orientações sexuais e identidade de gênero são bem-vindas. Não por acaso somos o Bloco da Diversidade! Nosso objetivo é unir pessoas, sem preconceito, em uma grande festa cultural que reúne alegria, diversão e respeito!”, enfatiza Fernando Quaresma, presidente da APOGLBT.

Com concentração no Largo do Arouche as 15h, o Bloco da Diversidade começa seu trajeto entre 16h e 18h, passando pela Avenida São João, Avenida Ipiranga, Praça da República/Avenida São Luis/Praça da República, Rua Vieira de Carvalho e Largo do Arouche.

A marca de cerveja Skol, mais uma vez, demonstra sua atitude pró-respeito às minorias e também confirma sua presença no Bloco da Diversidade. É o #CarnavalRedondo. Para facilitar a lembrança da data, a APOLGBT criou o link http://paradasp.org.br/blocodadiversidade e sugere que as pessoas também confirmem a participação no evento do Facebook.

SERVIÇO:

Bloco da Diversidade da Parada LGBT de São Paulo
– Data: 05 de março de 2017
– Horário: concentração as 15h, início do percurso entre 16h e 18h
– Local: Largo do Arouche – Ao lado do metrô República
– Realização: APOGLBT (http://paradasp.org.br)
– Evento no Facebook: http://paradasp.org.br/blocodadiversidade

Em entrevista ao Guia Gay São Paulo, um dos veículos LGBTs mais atuantes da comunidade, Ivan Batista, 46 anos, disse que irá priorizar o projeto Transcidadania, criar capacitação para o respeito LGBT, estabelecer parcerias com empresas e trabalhar junto com a APOLGBT SP para a realização da 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e outros trabalhos da comunidade.

Para quem não conhece, Iva Batista sempre foi um nome conhecido dentro do movimento social LGBT. Isso porque ele já trabalhou no órgão municipal de ações pró-LGBT do município paulista. O convite, para retornar como coordenador, partiu da secretária de Direitos Humanos Patrícia Bezerra.

Segundo Ivan, ainda em nota ao Guia Gay, o convite só foi aceito por conta de sua atuação em programas como o Programa Operação Trabalho (POT), hoje chamado de “Transcidadania”.

Com uma personalidade impar, Ivan não comenta sobre a administração passada, diz apenas que irá aproveitar todas iniciativas positivas, ampliar e melhorar.

Ontem mesmo, Ivan recebeu a diretoria da APOGLBT SP, Ong responsável pela Parada LGBT de São Paulo, para conversar sobre possíveis projetos e trabalhos em conjunto. Reunião, inclusive, publicada no Instagram oficial da APOGLBT.

O que todxs esperamos, e torcemos, é que Ivan realize um ótimo trabalho. Competência ele sempre teve. Vamos aguardar.

Idealizado por Isadora Fraga, 23 anos, e Vicky Fechine, 25 anos, o objetivo do canal no Youtube é falar sobre o “mundo das lésbicas”.

Com o nome de “Vlog Censuradas”, Fraga e Fechine contam que falar sobre o “mundo das lésbicas” é desmistificar a imagem criada pela sociedade sobre a comunidade LGBT, mostrando seu estilo de vida que, se formos observar, não é tão diferente da maioria.

Com atualizações frequentes, o canal tem fanpage no Facebook e conta no Instagram. Só o perfil no Youtube já conta com mais de 3 mil pessoas inscritas totalizando mais de 170 mil visualizações.

Entre os vídeos mais acessados, estão:

5 apps de paquera lésbica

10 séries para Lésbicas

5 filmes de Comédia Lésbica

Para conhecer outros vídeos, acesse o canal:
https://www.youtube.com/CensuradasVlog

E se tiver mais canais interessantes, de gays, lésbicas, bissexuais ou pessoas trans, indique pra gente! 🙂

Publicação alterada em 26/01: Devido a “II Caminhada Pela Paz” que irá acontecer neste sábado (e que estaremos presentes!), o dia da reunião da APOGLBT SP foi alterada: do dia 28/01 para o dia 04/02. Estaremos comunicando todxs xs inscritxs.

CONVITE:

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião de avaliação e organização dos grupos de trabalho para o Mês do Orgulho LGBT em 2017.

A reunião será dia 04/02, às 13h30, no Sindicato dos Comerciários que fica na Rua Formosa, 99 (ao lado do metrô Anhangabaú)

Ao contrário dos outros encontros, pedimos a gentileza de todos confirmarem a presença pelo formulário abaixo (IMPORTANTE: Caso você já tenha se cadastrado para a reunião que iria acontecer dia 28/01, ignore o formulário abaixo):

A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT SP) tomou conhecimento do trágico acidente aéreo desta quinta-feira (19) no mar próximo a Paraty (RJ), que vitimou o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Teori Albino Zavascki e lamenta profundamente o ocorrido.

Teori Zavascki exercia o cargo de ministro substituto no TSE desde março de 2014. Antes, em 2011, na época em que o STF decidia igualar a união estável LGBT ao casamento civil, Teori se declarou favorável aos direitos da união homoafetiva ao dizer “Há aqui um tratamento discriminatório em relação a esta entidade familiar decorrente da união estável”.

A diretoria da APOGLBT SP está profundamente abalada com a triste notícia e se solidariza com os familiares do Ministro Teori neste momento de pesar.

Os LGBTs têm conseguido todas suas vitórias e avanços através do Poder Judiciário para garantir a igualdade entre os iguais. Infelizmente no dia 19/02/2017 tivemos uma grande perda na nossa luta com o falecimento do Ministro Teori Zavascki, o qual apresentou brilhante voto na questão da união estável entre LGBTs e grande jurista que sempre defendeu bandeiras de direitos humanos. Solidarizamo-nos com a dor da família Zavascki e os Ministros do STF que perderam um grande membro e jurista.” (Fernando Quaresma, advogado e presidente da APOGLBT SP)

Após a diretoria da APOGLBT SP detectar um perfil fake da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo no Facebook com mais de 25 mil curtidas, Fabrício Viana, que é jornalista e assessor de comunicação da ONG, entrou em contato com o Facebook para que a página fake fosse excluída e o perfil oficial da Parada fosse autenticado.

“Apesar de ser um evento público de luta pelos direitos LGBTs, hoje considerado a maior manifestação LGBT do mundo, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo tem um responsável, que é a ONG APOGLBT SP. Caso ocorra algo durante a Parada, por exemplo, a única responsável é a ONG. Logo, não podemos deixar que perfis nas redes sociais se passem por nós. Inclusive se comunicando com uma linguagem não apropriada.”, ressalta Viana.

O perfil fake foi deletado pela equipe do Facebook e a página oficial da Parada do Orgulho LGBT de SP foi finalmente autenticada. Ela ganhou um “selo azul” ao lado do nome. O endereço da página é:
http://facebook.com/paradasp

Com relação as outras redes sociais, o link do perfil da Parada LGBT de SP é:
Twitter: http://twitter.com/paradasp
Instagram: http://instagram.com/paradasp

Desde 2016 a APOLGBT SP aumentou seus esforços para atualizar constantemente seu portal http://www.paradasp.org.br e suas redes sociais, garantindo assim uma presença digital mais forte: levando informações sobre a comunidade LGBT, sobre a ONG APOGLBT SP e sua atuação que, ao contrário do que muitos imaginam, ocorre ao longo do ano (e não somente na época da Parada).

Aliás, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo já tem tema, data e slogan neste ano. Será no dia 18/06/2017 a partir das 10h na Avenida Paulista.

O evento oficial da Parada LGBT no Facebook (diferente da página) é:
https://www.facebook.com/events/105978123240834/

Tema de 2017:
Estado Laico
“Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico.”

Dia 10 de Fevereiro, Luiz Fernando Prado Uchôa, homem trans graduado em comunicação social com habilitação em jornalismo, apresentará seu trabalho acadêmico intitulado “Simplesmente Homem: relatos sobre a experiência cotidiana de homens trans” na Câmara Municipal de São Paulo.

A obra acadêmica tem como objetivo tornar acessível a população leiga em assuntos de transexualidade, o que seria transmasculinidade e, por meio de relatos de pessoas que vivenciam esta realidade para desta forma, criar pontes de aproximação entre familiares, conhecidos, amigos e agentes sociais com os homens trans, que necessitam ser parte integrante da sociedade com todos os direitos assegurados e também, difundir o universo transmasculino para a vida cotidiana.

Por meio de relatos, o trabalho também mostra que a transfobia em relação ao segmento de homem trans, muitas vezes, acontece por desconhecimento das pessoas em relação a diferença entre orientação sexual e identidade de gênero, e que existem muitas masculinidades existentes além da tida como heteronormativacisgênera apresentada socialmente.

Também é objetivo salientar que os principais fatores responsáveis por agressões físicas e/ou verbais sofridas por homens trans são provenientes do machismo e da misoginia existentes no patriarcado. Por isso, muitos deles ao se assumirem são expulsos de casa, impossibilitados de seguir com os estudos, de terem acesso á saúde e até de ingressarem no mercado de trabalho.

Luiz Fernando Prado Uchôa, autor, é graduado em comunicação social – habilitação em jornalismo – pela Universidade Guarulhos (UNG), professor de inglês e espanhol, colunista dos sites Pau Pra Qualquer Obra e Babado POP, administrador da página Você não é estranho e membro do coletivo Família Stronger.

Serviço:

Apresentação do trabalho acadêmico:
“Simplesmente Homem: relatos sobre a experiência cotidiana de homens trans!”
Autor Luiz Fernando Prado Uchôa
Data: 10/02/2017
Horário: 18h30 ás 21h00.
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Sala: Sérgio Vieira
Endereço: Palácio Anchieta / Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
São Paulo – SP
Ponto de referência: próximo a saída do Terminal Bandeira – Metrô Anhangabaú

Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/233673930417598/

Como sempre iremos repetir, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, apesar de ser organizada pela ONG APOLGBT SP (www.paradasp.org.br) há 21 anos (aliás, pouca gente sabe que a Parada tem uma ONG que é sua única responsável legal), todo o trabalho é sempre criado de forma democrática em conversas com outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes ao longo do ano (e não somente na época da Parada!). Isso inclui também a criação da Arte da Parada: o cartaz oficial que leva a data, tema e slogan do evento.

No dia 21/11/16 publicamos em nosso portal uma chamada para designers, ilustradores e desenhistas enviarem sugestões para a Arte da Parada 2017. No dia 17/12/16 em reunião com outras ONGs, coletivos e militantes independentes, foi escolhido duas artes e que deveriam ser mesclada. As artes foram enviadas pelo Getúlio Lima (SP) e Pedro Castro (AM) que, logo após aviso, concordaram nesta mesclagem.

O trabalho final (aprovado por todxs) é este cartaz:

Mas, quem seriam estes dois? Getúlio Lima e Pedro Castro?

Justamente por isso resolvemos fazer uma entrevista e conhecer um pouco mais destes dois rapazes.

Vamos lá?

1) Em que estado você mora? Idade, estuda e trabalha com o que?
Getúlio: Sou de São Paulo Capital, tenho 31 anos e trabalho como designer de apps e games, e apresentador da Rádio Geek. Redes sociais: @Getz9 / Snapchat Getz9
Pedro: Eu nasci em Manaus, capital do estado do Amazonas. Tenho 23 anos, sou designer gráfico e tenho uma marca de Moda Praia de Rios chamada Chillique River Wear, um moda voltada inicialmente para a região amazônica, preservando a essência e transformando-as em tendências. Inclusive eu e meu sócio vamos lançar nossa terceira coleção esse ano, com uma pegada voltada para a diversidade de gênero, provavelmente na III Semana de Moda do Amazonas. Minhas redes sociais: @pedrocastros / FB: Pedro Castro

2) Como ficou sabendo sobre a Arte da Parada 2017? E o que te motivou a participar?
Getúlio: Estava eu, em uma semana super atarefada, final de ano, quando vi o post do Fabricio Viana no grupo Design Gráfico. Fiquei super curioso sobre o assunto e na mesma madrugada comecei a rascunhar o cartaz. Então depois de dois dias testando tipografias, cores, peso de fontes cheguei na solução. O que mais me motivou foi poder ajudar a comunidade e perceber que independente de qualquer partido, a religião deve ser neutra e não ser usada para tomar providencias políticas.
Pedro: Eu e uns amigos fomos para a 21ª Parada Gay do Rio de Janeiro no ano passado, e ficamos encantados com a grandiosidade da manifestação, uma coisa é você assistir pela TV outra coisa é você presenciar. Quando retornei à Manaus, fiquei muito interessado sobre a Parada Gay de São Paulo, então fui pesquisar e foi daí que encontrei sobre o concurso no site e decidi participar. A minha decisão em participar foi de mostrar para as pessoas do meu convívio e da minha região que luto por uma classe muito injustiçada e que somos rodeados de preconceito e desrespeitados por todos os lados, inclusive com outros LGBT. Penso eu não vou mudar mundo, mas posso fazer um mundo melhor, um futuro melhor com menos ódio.

3) O que você achou do tema de 2017? “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”?
Getúlio: Eu acredito que o estado não pode privilegiar nenhuma religião com isenção de impostos e outras legarias. O ensino religioso também deveria estar fora da sala de aula. É por essas e outras que a educação gera pessoas incapazes de respeitar a sexualidade e o comportamento de outros.
Pedro: Um tema extremamente essencial para ser discutido. O Brasil é o país das manifestações culturais com origens em diversos outras regiões. O nosso país é o encontro de todas elas. Sim, é um Estado Laico, ninguém precisa impor uma religião a ninguém, a religião que toca o seu coração. Costumes existem, tradições também, todavia não é uma regra que se nasci numa família protestante ou espírita, por exemplo, que eu preciso necessariamente seguir a ideologia. A partir de um certo momento na vida somos capazes de escolher qual concepção seguir, e isso não pode ser de nenhum forma forçada, precisa ser espontaneamente.

4) Você já tinha conhecimento dos outros temas da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo? Se sim, qual o mais significativo pra você?
Getúlio: O tema que mais falou comigo foi o da 19 edição: “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim. Respeite-me!” Para mim, esse tema é como a voz de todos que não conseguem se expressar devido a sociedade controladora e preconceituosa que vivemos. Ninguém vira gay ou trans, nascemos assim e gostaríamos de ser respeitados.
Pedro: Eu sempre tinha conhecimento apenas pela internet e/ou televisão. E um tema que me chamou bastante atenção foi a do ano de 2013, que falava sobre “voltar para o armário, nunca mais”, porque o quanto sofremos por conta disso, é como se precisássemos nos assumir, como se estivéssemos cometidos um crime. É um tema que mexe muito com o coração e cabeça de vários LGBTs.

5) Você já participou da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo? Hoje considerado o maior evento de visibilidade LGBT do mundo?
Getúlio: Quase todos os anos eu participo, vou com amigos e família. A abertura é emocionante. Fora os carros de som, drags e todos personagens e artistas que podemos encontrar. Teve um ano que fui de marinheiro sex, heheh. Foi muito divertido.
Pedro: Não, infelizmente ainda não. Essa será minha primeira e será uma estreia cheia de responsabilidade. Eu não estou apenas ansioso para que chegue logo junho, tenho consciência da grande dimensão que o evento possui, e justamente por isso que fico mais nervoso e apreensivo, porém são sentimento de plena felicidade. É a maior janela LGBT para o mundo.

6) Neste ano, tivemos dois contemplados para a Arte da Parda, como foi receber esta notícia e ter que trabalhar em conjunto?
Getúlio:
O resultado saiu no aniversário da minha mãe, foi um presente para ela! Fiquei ainda mais feliz quando descobri que ganhei junto com outro designer, e que iríamos trabalhar em um só projeto, e de quebra ganhei um amigo de Manaus <3
Pedro: Foi maravilhoso, a comunicação é a área que eu escolhi como profissional, logo um bom diálogo é imprescindível seja qual for a situação. Eu e o Getúlio entramos em contato logo depois de sabermos o resultado, e conseguimos mesclar as nossas artes super tranquilo. Ele é um cara muito talentoso, divertido e inteligente.

7) Na sua opinião, o que falta ainda na sociedade para combater o preconceito e a homofobia?
Getúlio:
A educação nas escolas ainda é muito machista, e muito concentrada no poder de quem dirige. Já vi reportagens que diretores não aceitavam meninos trans usarem banheiro feminino. A educação é a base de tudo, constrói pessoas melhores para a sociedade. Já trabalhei em empresas que um funcionário não foi contratado porque acharam que ele sofreria Bullying por ser afeminado. Sendo que quem não contratou, não fez nada para ir contra o preconceito. Fiquei tão indignado que logo saí dessa empresa, cheguei a alertar o RH, mas não adiantou.
Pedro: A sociedade precisa entender que se todos nós fôssemos iguais o mundo seria uma “deprê” total, Deus nos fez diferentes para mostrar e fazer a diferença no mundo. Mas infelizmente muita gente não sabe lidar com as diferenças, o mundo está em constante evolução. Conseguimos várias conquistas de lá até aqui, mas precisamos continuar lutando. Penso eu que o preconceito nunca vai acabar, ele mudará de garras, máscaras e armaduras. Cabe a nós mostrar que sabemos muito bem viver com as diferenças e harmonia através do amor.

8) Obrigado pela entrevista! Podemos contar com sua presença na 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo?
Pedro: Com certeza! Apesar de morar um pouco longe de vocês, já comecei a me programar para estar presente com vocês em junho. Espero conhecer todos e ver o quanto uma produção minha e do Getúlio será propagada na Parada Gay esse ano. Pretendo causar muito com todos e todas vocês.
Getúlio: Pode contar, pois eu estarei lá lutando com todos para um Brasil melhor, com menos preconceito e mais amor!

Lembrando que a 21ª Parada do Orgulho LGBT já tem data marcada. Será realizada no dia 18/06/2017. Aproveite e confirme sua presença (e convide xs amigxs) no link oficial do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/105978123240834/