terça-feira, maio 23, 2017
Cultura LGBT
Informações e notícias sobre a Cultura LGBT no Brasil e no mundo.

Como parte da ação #PrideForEveryone (#OrgulhoParaTodos), o Google lançou um vídeo ontem que faz o internauta participar, digitalmente, de várias Paradas do Orgulho LGBT no mundo dentro de uma experiência curiosa: 360º

Com imagens gravadas nas Paradas do Orgulho LGBT do Brasil, Estados Unidos, Colômbia, Índia, Austrália, Reino Unido, Irlanda e Itália, o usuário pode, com um click do mouse, mudar a câmera para todos os lados e “sentir” como se estivesse participando daquele momento:

O projeto tem o objetivo de trazer a sensação de empolgação ao fazer parte da celebração pelo respeito à diversidade, pois ”Há pessoas que infelizmente não podem participar por conta de leis que criminalizam pessoas LGBTs ou por medo de serem discriminados pela família e amigos”, segundo pesquisa da empresa Engadget.

Na 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, funcionários do Google com seus parentes e amigos na marcha registraram com a câmera 360° graus alguns momentos com vista para a gigante bandeira da visibilidade trans, além dos 3 milhões de participantes.

Precisamos lutar por nossos direitos! Sempre! Mas também precisamos de diversão. Por isso selecionamos para vocês seis rádios e programas on-line LGBTs com muita música para você curtir sozinhx ou com xs amigxs! Se joga!

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1 – Freedom 97 – O único programa LGBT online e streaming da rádio brasileira, acontece aos domingos a partir das 18h com participação dos djs famosos na cena LGBT que apresentam sets para esquentar, ferver o seu final de semana. A apresentadora é a Gabrielle Sant’Anna.
http://www.97fm.com.br

2– Lado Bi – ” Cultura e cidadania, na real e com local”. Este é o bordão do talk show comando por James Cimino e Marcio Caparica a página oficial é um espaço de notícias e acervo de podcats das edições anteriores. O programa online tem edições disponíveis no Soundcloud, ITunes e Uol Deezer.
http://ladobi.uol.com.br

3– Vibe Hitz
A rádio nasceu em 2004 e tem um portal de notícias e espaço cultural LGBT. Acesse o site e tem área para ouvir pelo tunein e extensões como Real Player, Winamp, Windows Media Player… Ah! Tem a fanpage para você compartilhar as novidades ”casamigas”.
http://www.vibehitz.com.br

4 – Omega Hitz
Ela existe há quase 7 anos, hoje é uma rádio online e possui um acesso de set mix dos djs referências na cena LGBT brasileira e internacional. O site tem espaço para você assistir os clipes das estrelas pop e acessar o espaço da rádio no ITunes.
http://omegahitz.com.br

5 – GayFM
A rádio alemã nasceu ano passado, possui um nome que claro reforça sua referência quando buscamos novidades em streaming LGBT, clique aqui e conheça o site, aproveite e tenha a GayFM em seu Android ou acesse o ITunes.
http://www.gayfm.de

6– Rádio Circuito Mix
A Circuito Mix existe há 12 anos, a rádio é destinado ao público jovem fãs de pop, rock e R&B e nunca para! Funciona 24 horas/dia. 🙂 Acesse a página oficial e divirta-se.
http://www.circuitomix.com.br

Usuários do YouTube nestes últimos dias, em todas as regiões do planeta, perceberam que ao lado do logo do site existe um pequeno coração com as cores do arco-íris.

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Trata-se da campanha #ProudToBe (#OrgulhoDeSer, usada no Brasil), lançada pelo Google (empresa detentora do Youtube e que sempre foi pró-LGBT) nesta terça, dia 21. Como divulgado oficialmente em seu blog, usuários da plataforma de vídeo “podem se expressar, começar novas conversas e gerar solidariedade ao redor do globo“.

Um vídeo reúne inúmeros depoimentos e resume o sentimento: “Quando sua identidade for questionada, responda com orgulho“. Assista agora (em inglês):

No Brasil, vários Youtubers criaram vídeos em comemoração ao #OrgulhoDeSer, confira alguns aqui:
https://www.youtube.com/Busca=OrgulhoDeSer

Chandelly Kidman, personagem drag queen de Dackson Mikael de Sousa Rodrigues, 24 anos, resolveu conciliar suas performances nos palcos da noite LGBT com animações para crianças que fazem tratamento de câncer.

Em entrevista dada ao portal G1, Dackson disse que estes projetos sociais o alimentam como ser humano. Seu trabalho, que é realizado uma vez por mês no Hospital São Marcos, clinica referência no tratamento do câncer no Piauí, diverte não só as crianças mas também pais, mães e até mesmo os profissionais de saúde do local.

“Esse projeto significa muito tanto para mim quanto para as crianças porque isso acaba sendo uma extensão do tratamento que elas fazem no hospital. Era um desejo pessoal e eu não tinha noção do quanto era importante. Estou fazendo parte da vida dessas crianças e de alguma forma ajudo no tratamento. Com o projeto, eu reflito mais sobre o mundo por conta do poder dessa sutiliza”, disse.

Dackson Mikael de Sousa Rodrigues
Chandelly Kidman, que existe há 4 anos, nasceu de um concurso chamado Brasilian Drag. Depois disso, ela já se apresentou em São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e Pará.

“Esse projeto (com as crianças) me dá um gás e me dá uma noção do que é o mundo humano. A gente vê e percebe o poder da gentileza. Me alimenta como pessoa, como artista. É uma troca de energias”

Lista com 8 títulos que definem a diversidade entre elas. Nossa sugestão conta com 8 filmes sensacionais. Esperamos que gostem! Se você assistiu algum e quiser recomendar, registre sua opinião nos comentários!

1 – Assunto de Meninas (Lost & Delirious).

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A produção canadense aborda a auto descoberta das internas no colégio ”Perkins Girls” Paulie e Tory ( Piper Perado e Jéssica Paré) são as protagonistas da trama.

2 – As Horas (The Hours).

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O filme foi baseado no livro com o mesmo título escrito por Michel Cunningham, conta a história das personagens Virginia Woolf ( Nicole Kidman), Laura Brown (Julianne Moore) e Clarissa Vaughn ( Meryl Streep).

3 – A Garota dos Meus Sonhos ( Gray Matters).

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A comédia romântica é sobre a Gray Baldwin (Heather Graham) que mora com o seu irmão Sam (Tom Cavanagh), ela se apaixona pela noiva dele mas ao durante o longa alguns segredos serão compartilhados.

4 – Flores Raras (Reaching for The Moon).

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Durante a transição de governos no Brasil, entre décadas de 50 e 60, no Rio de Janeiro é  conhecemos a história entre a arquiteta brasileira Lota de M. Soares e a poetisa americana Elizabeth Bishop ( Miranda Otto).

5 – Carol.

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O filme saiu em cartaz ano passado, conta a história da Therese Belivet, uma jovem que trabalha em uma de departamentos e conhece Carol Aid, a mulher linda e atraente presa em um casamento fracassado. O longa ganhou indicações e prêmios como Globo de Ouro, Oscar, BRAFTA Awards, Queer Palm (Palma de Ouro, categoria Queer),  Screen Actors Guild Award, Independent Spirit Awards.

6 – Azul é cor mais quente (La Vie d’ Adéle).

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A produção inspirada em um HQ recebeu críticas sobre a exploração nas cenas quentes entre as personagens Adèle (Adèle Exarchopoulos) e Emma (Léa Seydoux), porém retratou a descoberta do verdadeiro amor aos 15 anos.

7 – Imagine Eu & Você ( Imagine Me & You ).

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O filme conta a história de Rachel (Piper Perabo), noiva que, no dia de seu casamento com Heck (Mattew Goode), conhece a florista Luce (Lena Headey) e a partir desse encontro elas se tornam inseparáveis.

8 – Amor por Direito (Freeheld).

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Laurel Hester (Julianne Moore) é uma policial de New Jersey que namora a mecânica Stacie Andree (Ellen Page), o filme reforça a importância de leis que protegem os direitos civis aos LGBTs.

A edição deste ano da mostra Todos os Gêneros toma todas as salas do instituto abertas ao público para a arte e a diversidade com peças de teatro, mostras de filmes, música, debates, gravação de depoimentos do público e as atividades do Fim de Semana em Família; elas revelam a produção e a reflexão sobre a transgeneridade e os conflitos de gênero no mundo contemporâneo que passam pela afirmação da multiplicidade infinita do sexo

Durante nove dias, de 25 de junho a 3 de julho, o Itaú Cultural abre o seu espaço para a arte e a diversidade com a totalidade da programação voltada para a mostra Todos os Gêneros – com exceção da exposição Arquivo Ex Machina – Identidade e Conflito na América Latina, em cartaz no instituto, e o Espaço Olavo Setúbal que expõe permanentemente as coleções Brasiliana e de Numismática do Itaú. A casa torna-se uma espécie de palco giratório para apresentar não somente a produção originada na multiplicidade de gêneros em diferentes segmentos artísticos – teatro, performance, cinema – como também é fórum para o debate, a reflexão e a compreensão, desde cedo, das diferenças do outro.

A mostra tem curadoria compartilhada entre diferentes núcleos do instituto – Cênicas, Música, Audiovisual e Literatura, Comunicação, Produção, além do Educativo e do CMDR que prepararam as atividades do Fim de Semana em Família, voltadas para as crianças, dentro deste universo. Assim, a programação traz seis dias de teatro e um de performance, dois ciclos de filmes, três mesas para debate, oficinas e contação de histórias para o público infantil e o show de Jaloo. Toda a programação tem interpretação em Libras.

A atriz cubana trans Phedra de Córdoba (1938-2016) seria uma das participantes nesta programação. Com a sua recente morte, no entanto, o Itaú Cultural a homenageia na publicação que traz a programação, com textos sobre o tema, e um escrito em especial para ela por Dyl Pires, ator do grupo os Satyros, com quem trabalhou por muitos anos, e uma ilustração da Laerte também em sua homenagem. A publicação é disponibilizada para o público. O visitante pode contribuir, ainda, com a reflexão sobre o conceito de gênero e o que pode definir o ser homem e o ser mulher na sociedade contemporânea respondendo a diferentes perguntas a cada dia do evento, com exceção da segunda-feira. Elas serão gravadas e, com autorização, divulgadas no CANAL do site do instituto (www.itaucultural.org.br).

Teatro

De 25 a 29 de junho (sábado a quarta-feira) e em 2 de julho, o último sábado, o palco do Itaú Cultural apresenta a reestreia do documentário cênico Luiz Antonio – Gabriela, com a Cia. Mungunza de Teatro. A direção é de Nelson Baskerville, que coloca em cena uma parte da sua própria história, na qual o seu irmão mais velho, homossexual, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960 e parte para a Espanha sob o nome de Gabriela.

O Território Sirius Teatro traz Joelma, com a história da inadequação de uma pessoa por 30 anos até realizar a cirurgia de redesignação sexual e mudar completamente o rumo de sua vida. O homossexual ou a dificuldade de se expressar, é a peça do Teatro dos Extremos com duas personagens exiladas na Sibéria, como castigo por terem mudado de sexo, em uma narrativa que gira em torno do melodrama e do absurdo. Por fim, Noite bizarra, recalcada e bipolar é uma performance-celebração em clima de cabaré com Princesa Ricardo, Dalvinha Brandão e Darlene LePetit. Veja aqui mais informações sobre a programação e fotos para download.

Cinema

Entre obras documentais, experimentais, de ficção e de animação, A Mostra Audiovisual de Curtas-Metragem exibe 10 obras que falam das diferentes questões que permeiam o universo da diversidade de gêneros. Todas as sessões são seguidas de debate com os realizadores dos curtas. Para chegar a estas obras, o Núcleo de Audiovisual do instituto assistiu a mais de 80 filmes em busca de vozes ainda pouco ouvidas dentro dessa temática – como o protagonismo de mulheres trans ou lésbicas, animações, filmes voltados para o público infantil. A grade exibida em 30 de junho e 1 de julho (quinta-feira e sexta-feira), sempre às 20h, trata de todas essas questões por meio de filmes experimentais, documentários, animação e ficção.

Outra mostra, SSEX BBOX, apresenta no dia 26 (domingo), às 11h, três filmes documentais de Priscilla Bertucci, fundador do coletivo que dá nome à série e curador deste ciclo de cinema. O personagem do primeiro é a cartunista Laerte, o do segundo é o artista e antropólogo queer Pedro Costa, que vive em Berlim e o terceiro cujos principais reflete sobre a sexualidade na infância, religião, preconceito, identidade de gênero, orientação afetivo-sexual. Veja aqui mais informações sobre todos filmes em cartaz e fotos para download.

Debates

No dia 25 (sábado), às 15h, o Circuito [SSEX BBOX], a programação de Todos os Gêneros promove a mesa Roda de partilha: feminismo interseccional [atividade vivencial]. Um dia depois, no mesmo horário, é reeditada a mesa realizada na 1ª Conferencia Internacional [SSEX BBOX]& Mix Brasil Pingos nos is: A inclusão radical e a comunicação não violenta.

Na terça-feira, dia 28, às 15h o tema é Copi: transgressão e teatralidade, em mesa organizada pelo Núcleo de Cênicas do Itaú Cultural.  Ela trata da importância artística de Copi, pseudônimo do desenhista de comics, dramaturgo e escritor argentino Raúl Damonte Botana (1939-1987), radicado pelo exílio em Paris. Ator-travesti, homossexual e uma das primeiras vítimas da aids, a sua ampla produção, é reconhecida em países como França, na Itália e na Espanha. Veja aqui mais informações sobre as mesas e fotos para download.

Música

Acabando de voltar da Europa depois de se apresentar no festival espanhol Primavera Sound. E antes de lançar o seu primeiro álbum autoral, #1, Jaloo faz o show de encerramento da mostra Todos os Gêneros. Nos dias 1 e 2 de julho, à noite, ele leva ao palco da Sala Itaú Cultural a sua homenagem à dança e à boa música. No repertório, traz músicas do novos disco, como Odoia, Ah! Dor! Pa PararaLeia mais sobre o músico e encontre fotos aqui.

Fim de Semana em Família

Em 25 e 26 de junho (sábado e domingo), sempre às 14h, o coletivo As Rutes, que desde 2007 realiza intervenções artísticas que abram espaço para o Encantamento do Mundo, ministra a Oficina dos Princípiosa fantasia da mistura. Em seguida, às 16h, o mesmo grupo faz a contação de história O jogo de você: contos ancestrais sobre a fantasia de ser o que se é.

Também encerrando a programação da mostra Todos os Gêneros, mas à tarde e para o público mirim, nos dias 2 e 3 de julho (sábado e domingo), às 14h, Gustavo Silvestre, designer-artesão e estilista de Recife, conduz a Oficina de flores em crochê. Às 16h, a ilustradora Marcia Misawa com Thiago Minamisawa e Bruno Castro ministra a Oficina AMAR de leitura, diálogo e artes.

Como em todos os Fim de Semana em Família, o público conta com o Cantinho da Leitura, instalado no Piso Paulista, térreo do Itaú Cultural, onde estão disponíveis 30 publicações do acervo infantojuvenil da biblioteca do instituto. Na Feirinha de Troca de Livros, Gibis e DVDs, no mesmo andar, as crianças podem conhecer e levar para casa uma nova história trocando uma obra de sua biblioteca por outra, escolhida entre os materiais disponibilizados pelo instituto, que, especialmente para esta mostra, adquiriu novos títulos que abordam a questão de gênero. Mais informações e fotos para donwload, aqui.

Da Organização do Pride London à todos os militantes LGBTs para o dia 25

Uma tag muito utilizada em fotografias sem edições nas redes sociais, em especial no Instagram, recentemente ganhou um significado motivador à tod@s LGBTs. A campanha #NoFilter tem como objetivo inspirar quem está em momento de descoberta, quer ser feliz com a própria identidade e deseja amar sem medo.

O vídeo divulgado pela prideinlondon.org (acima) tem vários destaques como o ator mundialmente conhecido Sir Ian McKellen apresentando o novo significado ”A partir de agora #SemFiltro vai significar algo muito maior!” Diversas personalidades pedem à todos os LGBTs que compartilhem seus momentos como se todos os dias se fosse Pride in London.

            Leia o texto traduzido na íntegra:

“A partir de agora #SemFiltro vai significar algo muito maior.
Não é mais apenas uma hashtag, é uma filosofia.

É hora de parar de ser o que outra pessoa pensa que você deveria ser. 
É hora de parar de viver pelo código de vida do outro. 
De parar de tentar se enquadrar no modo de ser do outro. 
É hora de ser confiante! Apaixonado, criativo, honesto, verdadeiro e LIVRE.

É hora de dizer não quando duvidar de si mesmo. 
Não pra autocensura. 
Não para o sacrifício de si mesmo.

É hora de ser a pessoa que você é no espaço privado e no espaço público.

O mundo precisa de nós
Porque nós somos as pessoas que mudam as regras do jogo e empurram as barreiras. 
Nós desafiamos, 
Subvertemos, 
Esmagamos as norma, 
Libertamos!
Porque se nós não tivermos mudanças nas regras do jogo, como nós teremos progresso?

25 de junho é o dia da Parada do Orgulho LGBT em Londres. 
Compartilhe seus momentos #SemFiltro 
E viva todos os dias como se fosse o dia do Orgulho LGBT em Londres.

O amor não tem nenhum filtro.
A vida não tem nenhum filtro.
Família não tem nenhum filtro.
Identidade não tem nenhum filtro.
Autoestima não tem nenhum filtro.
Amizade não tem nenhum filtro.
Orgulho não tem nenhum filtro.”

O Pride in London é uma celebração que ocorre durante esse mês e culmina no dia 25, na mesma data acontecerá aqui no Brasil a Parada do Orgulho LGBT de Londrina/PR.

Vamos compartilhar e fortalecer as vozes de nossos irmãos de luta? Acesse
http://prideinlondon.org/campaigns/nofilter

Por Fabrício Viana

Drag Queen Tchaka, a “Rainha das Festas”, como ela mesma se vende (e muito bem, obrigado!), é uma mistura gostosa de arte com militância. Arte porque, para ser uma drag queen, tem que ter seus talentos artísticos (aprendidos ou inatos) e militante porque, ao contrário de outros artistas, é participante ativa da militância LGBT há anos. Conseguimos uma entrevista exclusiva com essa menina.

Vamos ler, comentar e compartilhar?

1) Qual seu nome e sua formação? Pode falar?
Meu nome é Valder Bastos Santos, sou formado em direito pela Universidade Brás Cubas e tenho o curso profissionalizante de ator na Escola de Teatro Macunaíma.

2) Quando a personagem Drag Queen Tchaka surgiu em sua vida? Há quanto tempo você trabalha com ela?
Em meados dos anos 2000 um grupo de amigos resolveu que no revellion desse mesmo ano alguém se ‘montaria’ de Drag Queen e eu fui o escolhido por ser ‘a mais pintosa’, espalhafatosa e engraçada. Então em 2016, faço 16 anos de carreira na arte de encantar através do lúdico e estou na marca de mais de 4 mil eventos, shows, palestras, feiras, congressos, participações em programa de TV, teatro e cinema por todo Brasil.

3) Porque o slongan “Tchaka, a rainha das festas”?
O título de “TchaKa, a rainha das festas” surgiu de um convite do jornalista Maurício Coutinho que, no ano de 2010, fez uma exposição “InformaSamba 2010” no Shopping Ligth e me coroou como a rainha das festas da cidade de São Paulo. Teve faixa e tudo. Adorei a brincadeira e comecei a usar positivamente ao meu favor.

4) Além de toda a alegria, simpatia e irreverência, a Tchaka é uma boa “marqueteira”. Você fez algum curso ou aprendeu tudo com a vida?
Adoro a arte de vender, fiz diversos cursos no Sebrae sobre empreendedorismo, mesmo na época da faculdade eu já vendia cestas de café da manhã para ajudar a pagar a mensalidade. Hoje faço workshop e apresentação de novas drag queens, como por exemplo, o projeto “Drag Contest” que é patrocinado pela Prefeitura de São Paulo. Acredito que todos profissionais, independente de sua área, deveriam fazer um curso de como vender suas habilidades profissionais. Digo sempre o seguinte: quanto deveria ganhar um advogado com 16 anos de carreira? É exatamente ou até mais o que devo ganhar na profissão de ator performático, temos que aprender que ser ator além de ‘vocação’ (que é questionável) também e fazer um planejamento estratégico de carreira.

5) Quais os trabalhos que a Tchaka realiza no dia a dia? Festas infantis? Eventos corporativos?
Hoje a Tchaka é multimídia: realizo diversos atividades, sou uma drag queen do dia (risos). Durante o dia fico no escritório da “Agência de Animação Tchaka Eventos”, somos 16 atores e atrizes como anões, DJs, recepcionistas, bartenders e drag queens: todas no estilo Tchaka de ser. Gravo o programa Okay Pessoal no SBT, estou em cartaz no teatro, também ministro “Palestra Motivacional Lúdica” para grandes empresas e faço as tradicionais festas sociais, como por exemplo aniversário surpresa, chá de cozinha, chá de bebê, chá de casa nova, chá-bar, festas de formatura, festa de casamento, bodas, festa de debutantes, etc

6) Diferente de alguns artistas, você se preocupa muito com a militância LGBT. Da onde vem este sentimento de querer fazer algo por um mundo melhor?
O sentimento que me motiva vem de minha mãe, que é uma mulher de 82 anos e que sempre lutou por dias melhores, envolvida com política na adolescência, lá na época da ditadura, ela lutava pelos direito da mulheres, etc. A faculdade de direito me deu base para falar corretamente, ser bom na oratória e entender o que sou e devo fazer nesse mundo. O envolvimento com as questões dos direitos dos LGBTTs vem dessa época, e do enfrentamento direto. Uso minha imagem, arte, força e voz para tentar por meio do lúdico despertar outras cabeças pensantes.

7) A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, o maior evento de visibilidade LGBT do mundo, é promovido pela APOGLBT há 20 anos. Você tem acompanhado esta evolução? Se sim, o que mudou na sociedade graças a Parada?
O trabalho desses 20 anos da APOGLBT é essencial para que hoje possamos ser o que somos, com a visibilidade e sensibilização da população. O respeito para os LGBTTs que até então é renegada, começou a ser vista, sentida e vivenciada de forma mais tranquila. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo beneficia à todos os lgbtts do Brasil por ser politizada. Precisamos continuar na luta para que chegue um domingo, na Avenida Paulista, e realmente tenha só a festa de todas as vitórias que conquistamos anteriormente. Enquanto isso não acontece, precisamos ter consciência que #FervoTambemÉLuta

8) Há 3 anos, você apresenta, junto com outros artistas, a Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista. Como é esta experiência?
Drag Queen Tchaka ser a apresentadora da parada LGBTT de São Paulo é um mix de dever social e responsabilidade em se comunicar com 3 milhões de cabeças pensantes, é me fazer ser a voz daqueles que o ano inteiro não tem.

9) Tem algum fato que te marcou, durante alguma Parada do Orgulho LGBT de São Paulo?
Vários momentos me marcaram durante esses anos. Sempre venho no chão (exceto esses 3 últimos anos que apresentei no primeiro trio) e um determinado ano, vendo os trios passarem, ouvi de longe o Hino Nacional Brasileiro cantado brilhantemente pela travesti e cantora Renata Peron. Foi muito emocionante. E esse ano, em especial, ver à frente do primeiro carro o grupo “Mães Pela Diversidade”.

10) Sabemos que famílias e crianças também participam da Parada. Como elas encaram a personagem Tchaka. Ou outros artistas?
A cada ano o número de famílias com crianças vem aumentando e isso é deliciosamente positivo para o movimento. Devemos grande parte desse processo às drag queens que nesses 20 anos transformaram à Avenida Paulista e a Avenida da Consolação num tapete arco-íris, com todas as suas cores, alegria, militância, excentricidade e exuberância. A figura da drag Queen no universo heteronormativo é visto como deve ser: de artistas. E dessa forma ajudam comunicando as mensagens políticas, durante à manifestação, para todas as pessoas.

11) Tchaka também pode ser vista no teatro? Tem alguma peça em cartaz neste momento?
Esse ano me permiti brincar, brilhar e entreter almas também nos palcos do Teatro Brigadeiro aos domingos com a comédia “As Vizinhas”. Compartilho o palco com os atores Carri Costa, Solange Teixeira, Thiago Cavalcante e Valder Bastos.

12) Para finalizar, o que você diria para todas as pessoas LGBTs que estão lendo, neste momento, esta entrevista?
Muitas pessoas, por ver a Tchaka correndo, trabalhando, realizada no casamento de 16 anos com maridão Chefe Carlito, feliz da vida, etc me veem como exemplo positivo. Sempre falo o seguinte: ter estudado me deu liberdade de fazer as escolhas certas, então LGBTTs de nosso gigante país, vamos estudar, ler muito e assim termos a consciência que temos que fazer nossa parte nessa transformação, afinal, o mundo que queremos só será possível se todos e todas formos respeitados e respeitadas pelo que somos.

13) Pode deixar seu site e contatos? Muito obrigado pela entrevista!
O site é www.tchaka.com.br. WhatsApp 11 991327750 e o instagram @TchaKaDragQueen

Em entrevista coletiva, Ellen DeGeneres e equipe do filme contaram as novidades

A dubladora da protagonista e simpática Dory, Ellen DeGeneneres, disse que terá personagem trans no filme.

“Há uma arraia que se tornará ‘Sting-Rhonda’, então há uma arraia trans no filme”, disse. (“Sting”, em inglês, corresponde a “arraia”.)

Durante a entrevista coletiva, realizada dia 9, a equipe do filme ”Procurando Dory” enfatizou a importância do respeito à diversidade independente da sexualidade e responderam sobre a presença do primeiro casal lésbico em um filme da Disney/Pixar:

“Não sabemos se elas são. Não perguntamos para elas, assim como não perguntamos para as pessoas sobre sua sexualidade.”, disse Lindsey Collins, produtora do filme. Porém, na cena, mostra as duas juntas e com uma criança.

A ideia de inclusão da diversidade humana no “Procurando Dory” é tão bacana que Dory terá amigos como um tubarão-baleia míope, uma baleia-branca que tem problemas com seu sonar e o Hank, o polvo que possui sete tentáculos.

“Adoramos o fato de esses personagens terem suas pequenas deficiências. No fim das contas, isso ajuda na identificação com o público, porque eles são como todos nós. Todos temos falhas e defeitos. Essa é uma mensagem importante”, completou Lindsey.

O filme estará em cartaz nos cinemas brasileiros dia 30 de junho.

A primeira ação para a Campanha #VoteLGBT de 2016 foi realizar uma pesquisa sobre o perfil político das pessoas que frequentaram a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais e a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Nos dias 28 e 29 de maio, cerca de 60 voluntárias e voluntários realizaram entrevistas com 1.122 pessoas, perguntando sobre suas opiniões com relação ao movimento LGBT, às eleições municipais e à conjuntura política nacional. A elaboração dos questionários e a interpretação dos resultados contou com a colaboração de pesquisadores da USP, Unifesp e Cebrap. A seguir, apresentamos uma síntese dos principais resultados dessa pesquisa.

Atos LGBT são atos políticos

Há uma discussão muito grande sobre se as Paradas LGBT são manifestações políticas ou se são apenas festas, carnavais fora de época. Essa discussão passa, inclusive, pela problematização do conceito de política: ele deve ou não incluir a diversão? No caso da população LGBT, que muitas vezes precisa se restringir aos guetos e à noite para não ser vítima de agressão, o simples fato de se expor à luz do dia numa grande via pública não seria um ato político?

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A Pesquisa #VoteLGBT mostra que, mesmo sem essa problematização, a Parada de São Paulo se alinha ao conceito mais tradicional de manifestação política. Das pessoas entrevistadas, 47,8% disseram ter ido à avenida Paulista por motivações políticas. A importância da visibilidade, a afirmação identitária, a luta por novos direitos, a defesa dos já conquistados e até mesmo o protesto em relação à conjuntura política nacional foram alguns dos motivos mais frequentemente mencionados para a ida à Parada. Para 37,4% dos entrevistados, a diversão era o motivo de ir ao evento.

A Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, por sua vez, manifesta ainda mais claramente sua motivação política por parte de 83,9% das participantes, em contraposição a apenas 7,1% que disseram ter ido para se divertir. A maior politização da Caminhada com relação à Parada foi inclusive um dos motivos mencionados pelas entrevistadas para ter comparecido ao evento.

Concordância com reivindicações do movimento LGBT

Listamos seis das principais reivindicações do movimento LGBT e perguntamos qual era o grau de concordância dos entrevistados com relação a elas. Todas receberam alto grau de aceitação, pelo menos acima de 70%.

Considerando a margem de erro das pesquisas, podemos dizer que o casamento igualitário, o direito de LGBTs adotarem filhos e o direito de travestis e transexuais adequarem seus documentos a sua identidade de gênero tiveram a mesma aceitação total na Caminhada (por volta de 96%) e na Parada (por volta de 92%).

A bolsa de estudos para travestis e transexuais em situação de pobreza, por sua vez, contou com 75,4% de aprovação na Parada. Em todos os outros casos, a concordância total fica acima de 80% e, na Caminhada, nenhuma reivindicação tem mais de 3% de discordância.

LGBTs não se sentem representados pelos políticos

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Apenas 2,7% da Parada e 0,7% da Caminhada concordam totalmente que os políticos representam a população LGBT.

Essa desconfiança se reflete na avaliação de políticos específicos. Jair Bolsonaro (PSC-RJ), deputado abertamente LGBT-fóbico, é o mais mal avaliado, com a reprovação de 96,8% das entrevistadas da Caminhada e 84,1% da Parada. Ele é seguido por José Serra (PSDB-SP): 71% da Parada e 91,2% da Caminhada não confiam no compromisso do senador com a população LGBT.

Histórica aliada do movimento LGBT, a senadora Marta Suplicy teve expressiva rejeição, entre 41,5% dos entrevistados da Parada e 61,6% da Caminhada.

O político com maior grau de confiança é o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), único congressista assumidamente LGBT e autor do projeto de lei que regulariza o casamento igualitário: 52,3% da Caminhada e 43,3% da Parada declararam confiar muito em Wyllys.

Rejeição a Michel Temer, apoio a Dilma Rousseff e posicionamento sobre novas eleições

A rejeição a Michel Temer na presidência da República foi explícita nas duas manifestações: apenas 7% da Parada e 0,7% da Caminhada desejam que o vice se mantenha à frente do governo federal. A percepção de que o governo Temer não é favorável a LGBTs é ampla: 56,5% da Parada e 87,3% da Caminhada concordam totalmente que Temer representa um retrocesso nos direitos LGBTs.

Na Parada, 53,7% são a favor de novas eleições e 32,2% querem Dilma Rousseff na presidência. Na Caminhada, os números se invertem: 57,9% são a favor de Dilma e 36,3% querem novas eleições presidenciais. O apoio a Dilma é ainda mais explícito na Caminhada, se considerarmos que 61,3% das entrevistadas foram a alguma manifestação contrária ao impeachment da presidenta (na Parada, esse número é de 29%).

Ainda assim, a avaliação das políticas LGBTs do governo da presidenta Dilma é baixa. 47,5% da Parada e 54,3% da Caminhada declararam-se insatisfeitos.

 

Relatório Completo

Os resultados finais da pesquisa estão disponíveis nos seguintes links:
http://votelgbt.com/pesquisa/Caminhada2016
http://votelgbt.com/pesquisa/Parada2016

Para saber mais sobre a VoteLGBT, visite:
https://www.facebook.com/votelgbt