quarta-feira, agosto 23, 2017
Cultura LGBT
Informações e notícias sobre a Cultura LGBT no Brasil e no mundo.

A Celebrate Bisexuality Day é a data instituída na 22ª Conferência Mundial da ILGA (International Lesbian and Gay Association] para Celebrar a Bissexualidade. Comemorada sempre no dia 23 de Setembro, a ideia é ter uma chamada às pessoas bissexuais e suas famílias, aliados e amigos para reconhecer e celebrar a comunidade bissexual, cultura, pessoas bissexuais e toda a sua história.

Seus criadores, Wendy Curry, Michael Page e Gigi Raven Wilbur, três ativistas americanos, disseram que a escolha do dia 23 de Setembro foi por marcar a data da morte do pai da psicanálise, o austríaco Wagner Paulon Sgismund Schhomo Freud, como sendo o primeiro grande teórico a falar sobre a existência da bissexualidade.

Na ocasião, Wilbur disse:

Depois da rebelião de Stonewall, a comunidade gay e lésbica cresceu em força e visibilidade. A comunidade bissexual também cresceu na força mas de muitos modos somos ainda invisíveis. Também fui condicionado pela sociedade para tachar automaticamente um casal que anda de mãos dadas como hetero ou gay, dependendo do gênero percebido de cada pessoa.

Segundo a ILGA, esta celebração da bissexualidade surgiu especialmente como uma resposta a invisibilidade, preconceito e marginalização das pessoas bissexuais pela sociedade e até mesmo dentro das comunidades LGBTs.

Integrante da família real britânica, o lord Ivar Mountbatten, de 53 anos e primo da Rainha Elizabeth II, revelou ao jornal The Telegraph que passou toda a sua vida lutando contra sua orientação sexual.

“Ser um Mountbatten nunca foi o problema, foi a geração que nasci. Quando eu cresci, era conhecido como ‘o amor que não ousa dizer seu nome’, mas o que é incrível agora é o quão longe nós chegamos em termos de aceitação”, revelou ao jornal.

Pai de três filhas, divorciado de Penelope Thompson com quem foi casado por 17 anos, Mountbatten não só se assumiu publicamente mas também apresentou seu companheiro, James Coyle, de 54 anos. Ele diz que ter encontrado Coyle foi uma dádiva, pois não irá envelhecer sozinho e nem terá que esconder sua homossexualidade para mais ninguém.

Para Fabrício Viana, autor do livro sobre a “saída do armário” chamado O Armário:

“Muita gente acha que este tipo de notícia não é importante para a sociedade. Mas é sim. Sempre que um famoso se assume publicamente, essa ‘visibilidade’ mostra a muitos homossexuais que ainda sofrem ‘dentro do armário’ que viver bem com sua orientação sexual é algo possível, saudável e muito comum. Falo isso no meu livro e as paradas do orgulho LGBT são outro exemplo vivo disso”, diz Viana.

Viana, que gravou recentemente um vídeo contando sua “saída do armário“, completa:

“E não existe idade para sair do armário.
Nem precisa ser rico ou famoso. Nunca é tarde para ser feliz!”

Linda, talentosa e com uma carreira brilhante, esta é a Maria Clara Spinelli, mulher transexual que irá estrear, nesta terça-feria (20/09), a série Supermax, da Globo.

Na trama, Spinelli é uma mulher que perdeu tudo e “decide entrar no reality para tentar ganhar o prêmio e resgatar o que tinha”, disse a atriz em entrevista ao O Globo. “O ambiente era muito real e sombrio. Foi desgastante física e emocionalmente para nós. A personagem me desafiou e fiquei realizada”, explica ela, que não revela se a personagem na novela é ou não transexual. “Se ela for, isso só vai ser descoberto ao longo dos episódios. Essa não é a grande questão de Janete”, conta ela, que disse ainda que não teme ficar conhecida apenas por papeis de transexuais.

A atriz, muito confiante, disse ainda que no começo de sua carreira existia esse medo. De ser vista apenas com papéis de personagens trans. Mas, com o tempo, percebeu que este receio não era algo exclusivo dela, muitos profissionais também tem receio de ficarem fixados em características de seus personagens: alguns fazem só comédia, outros só dramas, outros só papeis com personagens de sotaque, gagos, e por aí vai indo.

Ela diz que, se oferecerem um trabalho a ela, seja de uma personagem trans ou não, irá fazer com o maior prazer. Para quem não lembra, em 2013, ela teve uma participação na novela Salve Jorge, de Gloria Perez, onde representava Anita, uma personagem trans traficada por Wanda (atriz Totia Meirelles).

Para acompanhar Spinelli no seu Twitter oficial, segue o link:
https://twitter.com/mariaclaraspine

O Museu da Diversidade Sexual inaugura neste domingo (11), às 15h, a exposição Caio Mon Amour, uma homenagem à vida e obra do autor Caio Fernando Abreu que faz parte da Semana Mon Amour, série de espetáculos de diferentes linguagens em homenagem ao escritor gaúcho.

Com curadoria de Paula Dip, a mostra que fica em cartaz até 28 de janeiro de 2017, conta com uma série de atividades interativas: poemas destacáveis para os visitantes levarem de recordação, mimeógrafo onde poderão ser impressos seus textos, máquina de escrever onde o público poderá criar seus próprios poemas e uma parede com palavra em ímãs.

Serviço:

Exposição: CAIO mon amour – amor e sexualidade na obra de Caio Fernando Abreu
Curadoria de Paulo Dip. Projeto expográfico Zol Design.
De 11 de setembro de 2016 a 28 de janeiro de 2017.
Local: Estação República do Metrô – Piso Mezanino – São Paulo / SP
Abertura da exposição – horário: 16h
A entrada é gratuita.

Além de escrever e dirigir o seriado, Desiree Akhavan, norte-americana e bissexual assumida, viverá a protagonista Leila, que se muda para Londres e está recém-separada da namorada Sadie.

No novo apartamento, convive com Gabe, um homem heterossexual que não sabe viver bem com lésbicas. No entrosamento dos dois, Gabe ajuda Leila a conhecer outros homens e é aí que as coisas esquentam. Com o título de “The Bissexual”, a série será exibida no canal britânico Channel 4 e, segundo Desiree, este é um “olhar honesto sobre a bissexualidade”.

Até o momento, o canal não informou quando será a estreia e nem quantos episódios já foram gravados. Porém, segundo sua produtora executiva, Naomi de Pear, “The Bissexual será um olhar descaradamente cru, questionando a forma como as pessoas estão expostas por meio dos seus sexos e relacionamentos e suas regras, armadilhas e preconceitos em torno disso”.

Agora vamos aguardar!

O seminário Histórias da sexualidade é a primeira parte de um projeto de longo prazo do MASP, que incluirá uma exposição a ser inaugurada em outubro de 2017.

O Brasil tem sido lugar de intensos debates sobre temas relacionados à identidade de gênero, educação sexual e violência contra as mulheres. Embora haja uma forte presença de mulheres artistas no cânone histórico da arte brasileira – de Tarsila do Amaral (1886-1973) a Anita Malfatti (1889-1964), de Lygia Clark (1920-1988) a Lygia Pape (1927-2004), e inúmeras outras – e uma produção artística significante que aborda questões de sexualidade – incluindo os trabalhos de Leonilson (1957-1993), Hudinilson Jr (1957-2013) e Marcia X (1959-2005), ou a performance de Flávio de Carvalho (1899-1973) –, os debates sobre gênero, feminismo e sexualidade, sejam na crítica de arte ou na academia, permanecem ainda bastante incipientes. Nesse contexto, o seminário pretende não apenas tratar de tópicos que têm sido mais predominantes nos debates internacionais, mas também gerar novas reflexões, estimulando as discussões que formarão o projeto de Histórias da sexualidade nos próximos anos.

Apesar da coincidência com o título de obra de Michel Foucault, História da sexualidade (1976), o projeto do MASP tem um título plural e está relacionado a um longo programa do museu em relação à abordagem de diversas histórias: abertas, plurais, inacabadas e não totalizantes, abrangendo não só relatos históricos de caráter político, econômico e social, mas também narrativas pessoais e fictícias.

A discussão do seminário de dois dias está planejada ao redor dos circuitos e territórios da sexualidade no espaço urbano, abrangendo temas como ativismo e esfera pública, feminismos, queer e movimento LGBT, assim como prostituição e performatividade de gênero, todos em conexão com a cultura visual e a prática artística.

Programa

Sexta, 16 de setembro

9h30-10h30
Credenciamento

10h30-11h
Introdução

11h-13h
Luciano Migliaccio
Passeio ao crepúsculo. Nu e erotismo no acervo do MASP
A apresentação fará um panorama das diversas representações do erotismo na cultura ocidental por meio de obras escolhidas do acervo do MASP. O tema aparece dentro de contextos religiosos ou moralizantes, como tentação ou loucura. Na arte renascentista há a retomada do nu greco-romano para representar santos ou heróis. Contudo, em narrativas mitológicas, a sensualidade é também celebrada como força renovadora da harmonia da natureza; desejo de prazer e de paz em contraste com a dura realidade da história, até se afirmar como ideal de vida nas imagens pastorais e galantes da época das Luzes. A partir desses antecedentes, a modernidade revela na representação do erotismo a busca da liberdade e do contato com a natureza no mundo desumanizado e racional da técnica.

Cecilia Fajardo-Hill
A emancipação do corpo feminino, 1960-1985
A exposição Radical Women: Latin American Art, 1960-1985 [Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985] será inaugurada no Museu Hammer, em Los Angeles, em 2017. O longo projeto de sete anos de pesquisa pretende demonstrar que, entre 1960 e meados dos anos 1980, artistas mulheres na América Latina e de ascendência latina e chicana nos Estados Unidos empreenderam uma pesquisa radical e experimental que gerou uma nova área de investigação focada na politização do corpo. Como um locus de exploração e redescoberta, o corpo articula uma nova iconografia radical e uma linguagem que desafia os nossos meios de compreender o mundo. A apresentação terá como foco as maneiras como a sexualidade é explorada no contexto da exposição Radical Women. Ao examinarem tópicos relacionados à sexualidade – o erótico, a maternidade e a anatomia feminina –, as artistas de Radical Women propõem uma emancipação do corpo que rejeita qualquer sentido de ordem ou papel estabelecido.

Richard Meyer
Extravagância queer
Ao adotar a carreira de Robert Mapplethorpe como caso de estudo, será proposta a ideia de “extravagância queer” como um modo visual que combina decoração com sexualidade ousada e cosmopolita. Assim, reflete os exuberantes prazeres visuais das revistas de nu masculino em que Mapplethorpe se inspirou, as fotografias que ele fez de estilistas de moda e dos leathermen no final dos anos 1970 e o interior refinado de seu apartamento em Manhattan.

14h30-16h30
Nina Power
Feminismo e o público
Com o crescente desgaste da esfera pública como espaço de discurso e circulação, que se dá pelas forças aliadas da securitização e do neoliberalismo, qual seria o lugar para pensar a relação entre feminismo e público? Por um lado, temos uma espécie de feminismo “divertido”, que vê pouca incompatibilidade entre reivindicações de empoderamento e defesa de mercado. Por outro, vemos o surgimento de ações feministas – como as da Sisters Uncut, no Reino Unido – que procuram intervir diretamente no papel do Estado por ele não proteger as vítimas da violência doméstica, e, assim, chamam atenção para uma imagem muito diferente da relação entre o Estado e a esfera pública. A apresentação examinará a crescente lacuna entre vários tipos de feminismos em relação ao desaparecimento do Estado de bem-estar social e a ascensão do Estado securitário, propondo como resposta um modelo de “feminismo público”.

Daniela Andrade
Identidades sexo-gênero diversas e direitos
O Brasil é o país campeão mundial de assassinato de travestis e transexuais, onde a expectativa de vida dessa população é de apenas 30 anos. Noventa por cento das travestis e mulheres transexuais estão na prostituição. É com base nesses dados que partimos na busca de respostas e soluções para a problemática que envolve a total falta de direitos mais básicos dessa população. O que é orientação sexual? O que é identidade de gênero? O que é gênero? O que é ser travesti e transexual no Brasil? Quem são os sujeitos de direitos no Brasil? A quem a humanidade é atribuída? Quem tem direito aos direitos humanos? Pretende-se encontrar possíveis caminhos para essas discussões.

Renan Quinalha
Da repressão ao reconhecimento precário: desafios do movimento LGBT no Brasil
A luta de homossexuais e pessoas trans começou a se organizar no Brasil sob intensa repressão estatal, ainda durante a ditadura civil-militar (1964-1985). Batidas policiais, perseguições ilegais, prisões arbitrárias, censuras e processos judiciais atrasaram a emergência de um movimento social pela diversidade sexual e de gênero para o final da década de 1970. Quase quarenta anos depois desses primeiros passos, apesar de ostentar a maior parada do orgulho LGBT do mundo, o Brasil ainda vive índices alarmantes de violências contra esses segmentos. Como garantir direitos nesse contexto agravado pelo crescente conservadorismo? Quais os desafios do movimento LGBT hoje?

Sábado, 17 de setembro

10h – 11h
Credenciamento

11h – 13h
Amara Moira
A travesti e a prostituta, escritoras: o mundo que só nós vemos
O mundo a que temos acesso segue subrepresentado nas literaturas em geral. Quem conta as histórias do que é vivido na rua quase nunca é quem sentiu na pele a experiência delas: a coisificação que a prostituta vive, os papéis de gênero, o retirar das máscaras, o despir-se, o homem antes e depois de gozar. A alegação de que a prostituta (em especial se travesti) não domina o instrumental da língua literária é nada mais do que corroborar com o sequestro que a academia vem fazendo com a literatura, cada vez mais incapaz de se comunicar com quem não faça parte de sua trupe de iniciados. O código das ruas, seu vocabulário e leis próprias, o tilt que a oralidade impõe ao texto escrito, a língua que não se quer registrar, mutante, aglutinante, o mundo que só nós mesmas para ver, a potência que isso tudo assume.

Laura Moutinho
Reflexões sobre raça, gênero, sexualidade e identidade nacional no Brasil
A apresentação visará reconstruir o percurso histórico da produção de certas representações sociais relativas a miscigenação e identidade nacional. Serão colocados em perspectiva escritos de autores clássicos da historiografia, da sociologia e da literatura brasileira privilegiando na leitura a inter-relação entre raça, gênero, sexualidade e erotismo. Essas representações serão, em seguida, cotejadas com o trabalho de campo realizado em diferentes contextos com casais inter-raciais e em locais onde se privilegiava a mestiçagem. Desejo e mobilidade social constituem os operadores lógicos pelos quais se podem organizar não somente a produção acadêmica e literária sobre o tema como também as narrativas colhidas no trabalho de campo.

Sérgio Luís Carrara
A contribuição da antropologia para os estudos sobre a “homossexualidade” no Brasil
A partir da segunda metade dos anos 1970, a antropologia brasileira inicia a abordagem mais sistemática do universo da homossexualidade. O mesmo período é marcado pela emergência do hoje chamado movimento LGBT e pela luta pelos direitos civis das então chamadas “minorias sexuais”, com as quais os/as antropólogos/as se verão profundamente implicados. A apresentação buscará refletir sobre como os/as antropólogos/as participam do processo de cidadanização da homossexualidade no Brasil, transitando pelas fluidas fronteiras entre o ativismo LGBT e a reflexão acadêmica; e, como, nesse trânsito, estarão em jogo conflitos cruciais em relação à “natureza” da homossexualidade, da cultura sexual brasileira e do próprio fazer antropológico.

14h30-16h30
Cornelia Butler
Feminismo Facebook: arte, feminismo e prática curatorial atual
A exposição WACK! Art and the Feminist Revolution [Arte e revolução feminista] foi inaugurada em Los Angeles em 2007 e encerrou sua itinerância em Vancouver em 2009. Desde então, foram realizadas inúmeras mostras internacionais que abordam as histórias da arte das mulheres, a arte feminista, temas de gênero e sexualidade e histórias da arte queer e lésbica. A apresentação discute o legado dessas exposições em relação à prática curatorial e o estado atual do ativismo feminista dentro do espaço institucional da arte.

Fernanda Carvajal
Ofensa, animalidade e vergonha: políticas sexo-dissidentes em contextos de violência no Cone Sul
A apresentação abordará uma série de práticas sexo-políticas que ocupam o espaço público a partir dos anos 1980 em diferentes contextos latino-americanos marcados pela violência política e expansão da Aids. Práticas que interrogam os regimes dominantes do visível e do dizível a partir da contraprodutivização da ofensa, propondo cruzes entre dissidência sexual e animalidade, explorando a vergonha tanto como situação social de abjeção como possível início de uma ação política. O que implica historicizar experiências sexo-dissidentes que em muitas ocasiões têm sido marcadas por violência, silêncio, invisibilidade e exclusão sem que isso implique simplesmente preencher um vazio ou produzir um alívio diante da ausência?

Övül Durmuşoğlu
Um futuro queer
Quando lhe pediram para trazer um objeto pessoal a ser incorporado na exposição Future Queer (Futuro Queer), Seda e Tuna, dois artistas-acadêmicos que criaram o coletivo Istanbul Queer Art, trouxeram da casa deles um espelho que fora da avó de Seda. O espelho foi colocado na escadaria da vila onde foi realizada a exposição e provocava desconforto em todos que passavam, ao se verem refletidos no continuum de Future Queer. O espelho específico incorporou as reflexões e memórias de muitos personagens queer em Istambul. Future Queer foi resultado de um processo iniciado pela Kaos GL, a primeira organização de direitos LGBT na Turquia, para refletir sobre os vinte anos de ativismo de base, que começou com pequenas reuniões e publicação de mesmo nome. Ela apontou para o queer como tensão que vai além do binário de gênero, um lugar que não está coberto pelas operadoras de telefonia 4G, um desejo ainda não realizado.

Palestrantes (clique para mostrar/ocultar)

Amara Moira
Travesti, prostituta, doutoranda em Teoria e Crítica Literária pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), feminista e militante dos direitos de LGBTs e de profissionais do sexo. É autora do livro E se eu fosse puta (hoo editora, 2016), em que fala da experiência como prostituta de uma perspectiva literária ao mesmo tempo que feminista, tentando apresentar ao leitor em detalhe como seria a vida que o mundo reserva a travestis e prostitutas.

Cecilia Fajardo-Hill
Historiadora da arte e curadora em arte moderna e contemporânea, especializada em arte latino-americana. É doutora em História da Arte pela Universidade de Essex, Inglaterra. Atualmente é curadora convidada do Museu Hammer, em Los Angeles, como co-curadora da exposição The Political Body: Radical Women in Latin American Art, 1960-1985, a ser inaugurada em 2017 com apoio da iniciativa Pacific Standard Time: LA/LA, do Instituto Getty. É também curadora-chefe da plataforma Space Collection e de sua iniciativa Abstraction in Action, projeto sobre abstração contemporânea na América Latina.

Cornelia Butler
Curadora-chefe do Museu Hammer, em Los Angeles, onde tem organizado diversas exposições, como Mark Bradford: Scorched Earth (2015) e Marisa Merz: The Sky Is a Great Space (2017). Butler foi curadora-chefe de desenhos da Fundação Robert Lehman no Museu de Arte Moderna em Nova York, onde montou a primeira grande retrospectiva de Lygia Clark nos Estados Unidos em 2014 e foi co-curadora da exposição On Line: Drawing Through the Twentieth Century (2010). Como curadora do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, Butler organizou a exposição WACK! Art and the Feminist Revolution (2007).

Daniela Andrade
Militante e ativista trans, busca em sua luta a atenção para a causa dos direitos humanos no Brasil. É membro do Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADVS), formada em Letras e Análise de Sistemas. É co-criadora dos sites Transempregos e Transerviços e atua ativamente na promoção dos direitos das pessoas transexuais e travestis.

Fernanda Carvajal
Socióloga, pesquisadora e professora. Atualmente é doutoranda em Ciências Sociais na Universidade de Buenos Aires. É co-autora do livro Nomadismos y Ensamblajes. Compañías teatrales en Chile 1990-2008 (Cuarto Próprio, 2009), com artigos publicados sobre arte contemporânea. É integrante da Rede Conceitualismos do Sul e da equipe de coordenação do livro e da exposição Perder La Forma Humana. Una Imagen Sísmica de los Años Ochenta en América Latina (Museu Reina Sofía, 2012). Seu campo de investigação inclui os cruzamentos entre arte, sexualidade e política no Cone Sul a partir dos anos 1970.

Laura Moutinho
Professora do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (PPGAS-USP) e doutora em Antropologia Cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou pós-doutorado na Universidade de Princeton e é bolsista produtividade do CNPq. Foi pesquisadora visitante no Instituto Africano de Gênero da Universidade da Cidade do Cabo e professora visitante de Relações Públicas e Internacionais na Universidade de Princeton. Publicou o livro Razão, cor e desejo: uma análise dos relacionamentos afetivo-sexuais inter-raciais no Brasil e África do Sul (Unesp, 2004).

Luciano Migliaccio
Curador-adjunto de arte europeia do MASP e professor doutor de História da Arte no Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). É formado em História da Crítica de Arte pela Escola Normal Superior de Pisa, Itália. Foi bolsista da Fundação Roberto Longhi em Florença. Obteve doutorado em História da Arte Medieval e Moderna pela Universidade de Pisa em 1990.

Nina Powe
r
Professora titular em Filosofia na Universidade de Roehampton e mestre em Escrita Crítica em Arte e Design pelo Royal College of Art, em Londres. Power escreve sobre filosofia, política, protesto e feminismo. É membro-fundadora do grupo da campanha Defend the Right to Protest e autora do livro One Dimensional Woman (Zero Books, 2009).

Övül Durmuşoğlu

Curadora e escritora baseada em Berlim e Istambul. Diretora e curadora do YAMA Screen em Istambul. Recentemente foi curadora de Future Queer, exposição de aniversário de vinte anos da mostra realizada pela associação Kaos GL em Istambul. Durmuşoğlu organizou diversos programas públicos para a dOCUMENTA13, com apoio do Instituto Goethe. É colaboradora de diversas publicações impressas e on-line, como WdW Review, Frieze d/e, Art Agenda, Istanbul Art News e Art Unlimited.

Renan Quinalha
Advogado e ativista de direitos humanos. Tem formação em Direito e Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), onde fez mestrado em Sociologia Jurídica e atualmente cursa doutorado em Relações Internacionais. Trabalhou na Comissão da Verdade e foi pesquisador visitante na Universidade Brown (Estados Unidos). É autor de Justiça de transição: contornos do conceito (Expressão Popular, 2013) e co-organizador de Ditadura e homossexualidades: repressão, resistência e a busca da verdade (EdUFSCar, 2014).

Richard Meyer
Professor de História da Arte da Fundação Robert e Ruth Halperin na Universidade de Stanford, onde leciona cursos sobre arte americana no século 20, estudos de gênero e sexualidade, censura às artes e história da fotografia. É autor de What Was Contemporary Art? (MIT Press, 2013) e Art and Queer Culture (Phaidon, 2013), com Catherine Lord. Seu primeiro livro, Outlaw Representation: Censorship and Homosexuality in Twentieth-Century American Art (2002), recebeu o Prêmio de Excelência Charles C. Eldredge do Museu Smithsonian American Art e será relançado em 2017 pela editora Echo Point.

Sérgio Luís Carrara

Doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ. Desde finais dos anos 1980, tem trabalhado de um ponto de vista histórico e/ou etnográfico com questões relativas à sexualidade – doenças sexualmente transmissíveis, sexologia, violência homofóbica e política sexual. Atualmente, é professor do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Para participar:

– Inscrições limitadas online a partir de 6.9, pelo site: http://goo.gl/ORfsXm

– Inscrições presenciais a partir de 1 hora antes do início do evento, nos dias do seminário (16 e 17.9)

Haverá tradução simultânea em inglês/português e em libras.

O Auditório MASP Unilever, em São Paulo, tem capacidade máxima de 374 lugares; reservamos 10% dos lugares para atendimento preferencial (idosos, gestantes e portadores de deficiência) e 10% para AMIGO MASP.

Serviço:

16 a 17 de Setembro de 2016

Seminário Histórias da Sexualidade
MASP – São Paulo

Telefone: +55 11 3149-5959
E-mail: escola@masp.org.br

Lembra da obra prima de Jorge Amado? Dona Flor e Seus Dois Maridos? Imagine uma história parecida, mas com temática homoafetiva? Essa é a proposta da Cia. Marujo de Teatro composta por três formandos do Estúdio de Treinamento Artístico (ETA).

A peça começa com o blogueiro de culinária Floriano imerso em uma vida monótona após ter perdido seu marido Vadinho. Para apimentar as coisas, chega Gabriela, uma prostituta fugida de Santana do Agreste dizendo que está grávida do falecido.

Mas Vadinho não está tão “falecido assim”, seu espírito entra em cena e a bagunça está armada!

O texto é incrível e faz referência a outros textos de Jorge Amado, porém, sempre discutindo as questões de gênero, aceitação e feminismo.

O espetáculo começa em 24 de Setembro e vai até final de Outubro no Teatro ETA, em São Paulo.

Assista ao teaser em vídeo:

Serviço:

Teatro do ETA
Telefone (confirme valores e horários antes):  (11) 2615-6257
R$ 15 no site Eventick.
24/09 a 29/10
Sábado – 19h

chega de transfobia - governador valadaresA 4º Semana da Diversidade na cidade Governador Valadares foi um sucesso. Prova disso é o vídeo disponibilizado pelo cineasta Daniel Sellos e pela fotografa e designer Mariana Braz, com exclusividade, aqui em nosso portal.

O evento ocorreu no final de Junho deste ano, e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Juventude (SMCELJ) e com o Núcleo de Debates Sobre Diversidade e Identidade (NUDIs).

Entre as atividades do festival, a tenda ”PAZ #ChegaDeTransfobia” deu continuidade e divulgou o projeto da APOGLBT SP no interior de Minas Gerais.

É isso mesmo. A campanha criada na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo neste ano, a #ChegaDeTransfobia, também foi divulgada lá: pintando rostos, criando arte e mostrando a diversidade!

Vamos ver o vídeo?

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Inês Brasil vem fazendo sucesso na web com seus jargões e, graças a isso, é presença marcante em shows por todo o Brasil. Qual a relação dela com a militância LGBT? Até então, nenhuma. Porém, alguns dos seus fans produziram uma história em quadrinhos e a colocaram na rede onde Inês luta contra homofóbicos.

O resultado? Divertido e super do bem.

Vamos assistir?

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Para curtir a página no Facebook do projeto, o link é este aqui:

https://www.facebook.com/inesbrasilquadrinhos

Se conhecer algum outro vídeo legal, escreva para a nossa redação. Vamos amar compartilhar. Militância, cidadania, respeito e as vezes, entretenimento, faz bem aos nossos corações. Somos diversos. Somos únicos. Somos humanos. E, “se me atacar, vou atacar…” (outra frase famosa de Inês Brasil) 🙂

A literatura homoerótica no Brasil tem vários livros com uma qualidade excelente. Um deles é o Ursos Perversos, um livro de contos eróticos gays escrito pelo jornalista, escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana.

Com 14 contos eróticos gays, dos quais a maioria foi escrito por Fabrício Viana, os contos narram cenas homoeróticas entre homens gays grandes, peludos e/ou barbados, chamados pela comunidade LGBT de “ursos”. Por isso o nome do livro “Ursos Perversos”.

Livro Contos Eróticos Gays – Ursos Perversos

Para Fabrício Viana, que tem um blog no endereço www.fabricioviana.com e é autor de vários livros com temática LGBT, entre romances, coletâneas premiadas e livros de não ficção, a literatura erótica é ótima para transportar o leitor para situações que ele, talvez, não viveria no dia a dia.

Além de Viana, Ursos Perversos tem vários outros escritores convidados como Tony Goes, Sérgio Viula e Vitor Paulino. Vale a leitura. A versão impressa do livro pode ser comprada no site da Bons Livros Editora Digital, no endereço www.bonslivroseditoradigital.com.br

E a versão digital, em ebook, do livro, pode ser comprada no site da Amazon pelo link:
https://www.amazon.com.br/dp/B00OB4ITMC

Para conhecer outros títulos de Fabrício Viana, seu site com a lista de seus livros pode ser acessada neste link: http://fabricioviana.com/livros/

Boa leitura!