sábado, abril 29, 2017
Cultura LGBT
Informações e notícias sobre a Cultura LGBT no Brasil e no mundo.

Inédito, o documentário Ingrid apresenta as memórias de uma mulher transexual, sua busca por autoconhecimento e a luta pela igualdade de direitos

Ganhador do Prêmio Aquisição SescTV, na categoria Melhor Filme, durante a 16ª edição do Goiânia Mostra Curtas, realizada no ano passado, o documentário Ingrid (2016, 6’45”, MG), dirigido por Maick Hannder, traz depoimentos de Ingrid Leão, uma jovem que nasceu em um corpo masculino. Ela relembra a infância, a adolescência e o dia em que se tornou mulher. O curta, filmado em preto e branco, será exibido pela primeira vez no SescTV, no dia 20/4, quinta, às 21h (assista também em sesctv.org.br/avivo).

Ingrid recorda seu sofrimento, quando ainda era criança, ao se descobrir em um corpo que, segundo ela, não a pertencia. Sem entender o que estava acontecendo, a menina só queria ter cabelos longos. “Minha mãe sempre me obrigava a cortá-lo e aquilo me machucava de certa forma”, relata. Ela conta que o que mais marcou a sua infância foi ter que ir ao barbeiro, local frequentado apenas por homens. “Eu não me sentia à vontade”.

Com um corpo que não retratava o que se passava em sua cabeça, Ingrid rememora quando começou a entrar em conflitos consigo mesma. “Eu sabia que não ia ter seios, não ia ter quadril largo, não ia ter pernas torneadas. Eu sabia que minha voz não seria delicada”, fala. “Mas uma coisa eu sabia que poderia ser minha, meu cabelo grande, e sempre me tiravam isso”, completa. Ingrid diz que sentiu medo ao pensar sobre as transformações que viriam na puberdade e, na adolescência, começou sua busca por um corpo feminino. Ela também comenta sobre os problemas que devido ao uso de hormônios e sobre o dia em que se tornou mulher. “Ali é onde eu comecei a sentir a verdadeira pessoa que eu sou”.

O filme surgiu da necessidade do diretor de falar sobre a autoimagem, mas por tratar de questões sobre sexualidade e gênero, acabou ganhando um contexto social importante, ao representar minorias invisíveis. “Para um diretor, isso significa uma responsabilidade a mais. Aprendi muito com todo o processo e fico muito grato pela Ingrid ter confiado em mim para contar sua história”, comenta Hannder.

Sobre o SescTV:

SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua grade de programação é permeada por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com grandes nomes da música e da dança. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.

SERVIÇO:

Prêmio Aquisição SescTV, na categoria Melhor Filme, na Goiânia Mostra Curtas 2016
Ingrid
Direção: Maick Hannder
Duração: 6’45”
Ano: 2016

Estreia: 20/4, quinta, às 21h
Reapresentações: 22/4, sábado, às 20h; 23/4, domingo, às 6h30; 24/4, segunda, às 22h; e 26/4, quarta, às 6h30.. Classificação indicativa: 14 anos

Para sintonizar o SescTV:
Canal 128, da Oi TV
Ou consulte sua operadora
Assista também online em sesctv.org.br/aovivo
Siga o SescTV no twitter: http://twitter.com/sesctv
E no facebook: https: facebook.com/sesctv

A GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) é um das maiores e mais respeitadas organizações de pesquisas dos EUA. Entre seus trabalhos conhecidos, ela orienta jornalistas e profissionais da mídia a retratar de forma não estereotipada gays e lésbicas. E mais, anualmente, premia atores, personalidades e profissionais que fazem um bom trabalho ligados à diversidade sexual. Esta premiação deles é semelhante ao nosso Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade.

Recentemente, a GLAAD publicou uma pesquisa onde mostra que, 20% da chamada Geração Y, se identificam com uma das siglas LGBT. Para quem não sabe, dentro da sociologia, o conceito “Geração Y”, para alguns autores são pessoas que nasceram após 1980 ou segundo outros, pessoas que nasceram entre 1970 e 1990: em outras palavras, que possuem mais afinidade com a Internet.

A pesquisa foi realizada com mais de 200 adultos em novembro/16 para o estudo chamado “Aceleração e Aceitação 2017”. O resultado analisado demonstrou que, aqueles que tinha entre 18 e 34 anos, são mais sucetíveis a se identificarem com as identidades LGBTs.

Segundo Sarah Kate Ellis, presidente da GLAAD, disse que “Esse estudo mostra que uma maravilhosa era de entendimento e tolerância entre as pessoas mais jovens – um sinal inspirador de esperança para o futuro”.

A pesquisa completa (em inglês) pode ser consultada aqui:
http://www.glaad.org/publications/accelerating-acceptance-2017

Embora acostumados com Facebook e outras redes, precisamos entender que tudo não passa de aplicações fechadas que promovem o contato social de seus membros. Tanto que, se alguém publica algo dentro destas redes e é replicado sem autorização em outra, pode ser processado pelo autor.

Claro que não é disso que iremos falar aqui. Mas sim, da quantidade de aplicações de comunidades existentes atualmente. E, em específico, comunidades LGBTs. Por isso apresentamos hoje uma delas: o AMINO APP.

Para quem não conhece, o aplicativo AMINO, que pode ser instalado em smartphones, tablets ou outros dispositivos com Android ou iOS gratuitamente, nada mais é que uma rede de blogs, links e perfis criados, em um sistema fechado (mas que pode ser compartilhado) sobre diferentes temas: esportes, animes, geeks, estilos de vida e, claro, LGBTs.

Tanto que o aplicativo AMINO ganhou uma versão exclusiva LGBT para Android.

Ao instalar, você cria um perfil, inclui fotos e lê notícias e publicações de outros usuários cadastrados. Quanto mais você interage, mais seu nível nele aumenta. E os níveis de interação são bem fofos e criativos:

Lv1: Novo Arco-íris
Lv2: Unicórnio
Lv3: Fada Arco-íris
Lv4: Ninfa Arco-íris
Lv5: Membro Purpurina
Lv6: Brilho LGBT
Lv7: Estrela LGBT
Lv8: Magia LGBT
Lv9: Reluzente LGBT
Lv10: Orgulho LGBT

E assim vai indo até o Lv20. Passando pelos nomes “Celebridade”, “Monas Amadas”, “Mona Lendária” e o “LGBT Forever”.

Gostou? Então corre lá e instala. O aplicativo é gratuito e, pelo que observamos nas publicações, os membros se ajudam muito nas questões de aceitação, encontros, humor, vida sentimental, cultura e, até mesmo, militância.

APP AMINO LGBT para Android:
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.narvii.amino.x228302996

APP AMINO para iOS (dentro da aplicação, pesquise a comunidade LGBT):
https://itunes.apple.com/app/id1115565187

Conhece outros aplicativos? Deixe o nome nos comentários! 🙂

Há quase um ano, a partir de uma roda de conversa feita durante a ocupação do prédio da faculdade de Letras na USP, foi formado um grupo de estudos de Literatura LGBT. O sentimento do grupo é de que autores e obras LGBT sempre foram negligenciados no curso e, por isso, decidiram estudar por conta própria. Desde então, foram realizadas reuniões para discutir autores, poemas, contos, romances e filmes para pensar em como as questões LGBT aparecem neles e os fazem tão importantes enquanto resistência política e retrato de uma realidade marginalizada.

Este sarau, que acontecerá em dois períodos, é uma forma de apresentar o grupo a todas as pessoas que quiserem participar das discussões. Durante o evento, terão microfone aberto para que os participantes possam ler trechos de obras LGBT e compartilhar o que pensam delas.

Em um objetivo futuro, o grupo pensa em levar estas discussões além da universidade, participando de diversos saraus e convidando pessoas para a faculdade. A ideia é o trânsito destes saberes e a construção de um conhecimento não só acadêmico.

Neste I Sarau de Literatura LGBT, terá a presença confirmada da Editora Malagueta e dos autores Hugo Guimarães e Fabricio Viana, divulgando suas obras. Além disso, o Centro de Cidadania LGBT Arouche levará sua unidade móvel para a realização de testes de HIV e distribuição de preservativos gratuitos e esclarecimento de dúvidas. O evento é gratuito. E, claro, cervejas serão vendidos no local pelos organizadores, para ajudar no clima de descontração.

Serviço:

I Sarau de Literatura LGBT – Letras USP
Horário: das 11:40 às 14:00 e das 17:30 às 19:20.
Local: Quadrado da Letras – Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/
Realização: Grupo de Estudos Literatura LGBT – Letras USP
Apoio: Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários “Oswald de Andrade” – CAELL USP; e Centro de Cidadania LGBT Arouche.
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 – Cidade Universitária, São Paulo, SP.

A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo – APOGLBT, por meio de uma Petição Online, vêm publicamente solicitar ao nosso Governador do Estado de São Paulo, que dê continuidade ao processo de transferência do Museu da Diversidade Sexual (MDS), da sua atual sede, no Piso Mezanino da Estação República do Metrô de São Paulo, para a sua sede definitiva, na Avenida Paulista, nº 1.919, no Palacete Franco de Mello.
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Para isso, solicita a todas as pessoas interessadas neste processo, a assinar a Petição Online abaixo:
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http://paradasp.org.br/peticaomds

 

A 17ª Feira Cultural LGBT, promovido pela ONG APOGLBT, será realizada dia 15 de Junho (feriado), três dias antes da 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Como tradição, a APOGLBT abre inscrições para todas as pessoas interessadas em ter uma TENDA de produtos, bebidas e/ou serviços no dia do evento.

Caso não conheça a Feira Cultural LGBT, veja fotos do ano passado aqui.

Para se inscrever e iniciar o processo formal, por favor, enviei por e-mail os seguintes dados:

Nome completo
Endereço completo
CEP
CNPJ o CPF
Fone fixo (com DDD)
Celular (com DDD)
E-mail
Cópia de todos os documentos e comprovante de endereço (pessoal e da empresa ou da ONG). Estes podem ser enviados por e-mail ou entregues pessoal em nossa sede.
Tipo de produto que irá comercializar (comida, bebidas, roupas, etc). No caso de ONG, que tipo de trabalho será desenvolvido.

Enviar tudo para o e-mail: neusamaria@paradasp.org.br
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A cidade de Lins, no interior de São Paulo, tornou-se a primeira cidade brasileira a ter um prefeito assumidamente gay e casado. Neste sábado (4), o prefeito Edgar de Souza (PSDB) se casou com o empresário Alexsandro Luciano Trindade, com quem mantinha uma união estável há 13 anos.

Edgar começou na política em 2000 e foi eleito vereador. Em 2012, antes de ser eleito prefeito, ele decidiu assumir sua homossexualidade durante a campanha: ˜Falei no palanque: eu não tenho que esconder com quem vivo e quem eu amo. Se esconder não mereço ser prefeito de vocês.”

A declaração foi ótima para a oposição que disse que ele tornaria o “mundo gay” caso fosse eleito. A repercussão ficou tão grande que distribuíram cartazes pela cidade com ele e seu companheiro abraçados e os dizeres “Se votar no 45, essa família vai governar a sua”.

Porém, nada disso resolveu. Por mais que o meio político seja homofóbico, Edgard foi eleito e esta fazendo um bom trabalho. Em várias entrevistas, ele sempre disse que ele se propôs a ter uma vida aberta para que as pessoas pudessem ver que os homossexuais não são diferentes dos heterossexuais. E que política e ser um bom prefeito não tem relação com orientação sexual.

O casamento, com presença de familiares, pajens, daminhas de honra e integrantes da Diversidade Tucana contou até com a presença do governador Geraldo Alckmin.

Vida longa ao casal. E que mais políticos tomem isso como exemplo: saiam do armário e lutem por uma sociedade mais diversa para todos.

Nos dias 21 e 22 de abril, as 19h, o NPP dará início a IV Jornada de Pesquisas em Psicanálise, sob o tema: A família pós-moderna e as novas patologias. O objetivo deste evento é a apresentação de palestras e trabalhos de estudantes de psicanálise.

Este ano o evento contará com a participação especial do homem trans João W. Nery e da travesti Amara Moira, que farão parte da Mesa Redonda de abertura e falarão de suas vivências, conquistas e trajetória de vida.

João W. Nery é psicólogo, consultor em gênero e sexualidade, escritor, ativista dos direitos humanos e primeiro transhomem operado no Brasil. Amara Moira é doutoranda em teoria literária pela Unicamp, feminista, militante dos direitos de LGBTs e de profissionais do sexo. Também é autora do livro “E se eu fosse puta”.

A Jornada será realizada na Rua Morgado de Mateus, 127- Vila Mariana – SP. O número de inscrições é limitado a 100 pessoas. O valor da inscrição é de R$ 30.

Serviço:

Mesa Redonda no NPP – A família pós-moderna e as novas patologias
Dia 21 de Abril de 2017
Horário: as 19h
Rua Morgado de Mateus, 127 – Vila Mariana – São Paulo / SP
Inscrição R$ 30.
Telefones 11 5082-4044 ou 5083-1456
E-mail para contato: atendimento@nucleodepesquisas.com.br

Segundo a Revista Attitude, a Disney Channel exibiu nos EUA o primeiro beijo gay em um desenho animado produzido pela Disney. O episódio da animação “Star vs. as Forças do Mal”, teve beijo entre dois homens, beijo entre duas mulheres e beijo entre casais formados por um homem e uma mulher.

Os beijos fazem parte de um número musical chamado “Apenas Amigos” (Just Friends) onde Star está com seu melhor amigo em um show quando todos os casais que estão no público começam a se beijar.

A cena dura poucos segundos e, segundo a mesma revista, o episódio causou controvérsia entre os jovens americanos, principalmente porque Star e Marco não ficaram juntos no final.

Nas redes sociais a polêmica gerada por grupos anti-LGBTs é com o envolvimento das crianças que assistem. Por outro lado, especialistas da área de edução e psicologia deixam claro que é só um beijo. E que ninguém é influenciado por isso. Se assim fosse, não existiriam gays, visto que todos eles cresceram vendo beijos heterossexuais nas novelas, filmes e TVs e nem por isso ˜se tornam heterossexuais˜.

Assista ao trecho aqui: