sábado, junho 24, 2017
Direitos LGBT
Diretos LGBTs no Brasil e no mundo.

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Thiago Aranha, diretor-presidente da ONG

A Casa de Apoio Brenda Lee reabriu em março, acolhe travestis e transexuais portadores de HIV, após cinco anos de atendimentos suspensos, o renascimento do legado de Brenda Lee é representado pelo Thiago Aranha diretor-presidente da ONG.

Em 1985, um ano depois de ter comprado o imóvel no bairro da Bela Vista, aconteceu uma série de assassinatos de travestis em São Paulo, Brenda, então, acolheu um número maior de meninas e, assim, a pensão recebeu o nome de Palácio das Princesas. Com o tempo, algumas de suas amigas começaram a aparecer doentes e ela as acolhia também. Até que recebeu o primeiro paciente portador do vírus HIV, em 1986, e virou casa de apoio.

Em entrevista ao Agência Aids, Thiago explica sobre o fechamento da casa entre 2011 e 2015:

“As atividades de acolhimento foram encerradas porque a diretoria não sabia mais lidar com o novo perfil das acolhidas. Na época da Brenda, a maioria dos usuários era de travestis que vinham da Europa doentes de aids. Em 2011, já eram travestis mais jovens, usuárias de drogas, que precisam até de reabilitação. Por falta de estrutura para lidar com o novo perfil, a procura também foi diminuindo.”

Outro motivo que contribuiu no encerramento das atividades desse período, e causou muitos problemas entre as usuárias, foi a antiga regra de quarentena, pois como elas chegavam com a saúde muito debilitada pelo HIV de hospitais especializados como Emílio Ribas, elas precisavam ficar 40 dias confinadas na casa. Com o avanço e inovações no tratamento do HIV, essa regra perdeu sentido.

”Uma das primeiras mudanças que fiz, foi extinguir essa regra.” conta Thiago.

Em 2013 a Casa de Apoio Brenda Lee foi reestruturada para retornar ao serviço de acolhimento, revendo documentos, conforme Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), adaptações e promoção de rodas de conversa aos interessados.

A casa possui 4 andares, 6 quartos ocupados, sala de estar, sala de TV, cozinha, banheiros, recepção e laje com varanda; funciona 24 horas e por mais que a casa tenha foco em pessoas travestis e transexuais, jovens gays também são acolhidos.

“A Brenda dizia que tudo o que a sociedade rejeitava, ela acolhia. Se um homossexual estava com AIDS e todo mundo dava as costas para ele, ela ia atrás, trazia pra cá e cuidava. Buscamos trazer sempre esse exemplo para o nosso dia a dia. Ela ajudou as pessoas num momento que ninguém sabia nada sobre a aids. Recebeu e cuidou dos primeiros casos da doença e também tinha uma ala para cuidar das que estavam com tuberculose”, continua Thiago, que, antes de ser diretor-presidente da ONG, era voluntário.

Após seu assassinato, a família de Brenda Lee não quis assumir a casa, que foi comprada, virou ONG para que sua memória fosse mantida e seu trabalho também, comenta ainda Thiago Aranha.

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Para ajudar a Casa de Apoio Brenda Lee, basta entrar em contato no telefone (11) 3112-1384 ou no endereço Rua Major Diogo, 779, Bela Vista, São Paulo – SP.

Serviço

Casa de Apoio Brenda Lee
Tel.: (11) 3112-1384
Rua Major Diogo, 779, Bela Vista, São Paulo – SP

Para quem não sabe, o Centro de Referência e Treinamento-DST/AIDS-SP (CRT-DST/AIDS) é uma unidade de referência normativa, de avaliação e de coordenação do Programa Estadual para Prevenção, Controle, Diagnóstico e Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) no Estado de São Paulo.

Além de coordenar o Programa Estadual de DST/AIDS-SP, o CRT-DST/AIDS tem por finalidade: elaborar e implantar normas relativas às DST/AIDS, no âmbito do SUS/SP; elaborar propostas de prevenção; prestar assistência médico-hospitalar, ambulatorial e domiciliar a pacientes com DST/AIDS; propor e executar ações de vigilância epidemiológica e controle das DST/AIDS; desenvolver programas de formação, treinamento e aperfeiçoamento, como também desenvolver e apoiar pesquisa científica em seu campo de atuação e promover o intercâmbio técnico-científico com outras instituições nacionais e internacionais.

Localizado no bairro Vila Mariana, São Paulo, o Centro de Referência e Treinamento-DST/AIDS, é um complexo ambulatorial e hospitalar de 6.189.91 metros quadrados. Conta ainda com diversos funcionários e colaboradores em três turnos, fazendo parte da equipe médicos sanitaristas, infectologistas, ginecologistas, pediatras, neurologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, dermatologistas, proctologistas, pneumologistas, urologistas, enfermeiros, dentistas, farmacêuticos, biologistas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de laboratório e de enfermagem e oficiais administrativos.

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Trabalho voluntariado

O trabalho voluntário funciona no CRT de 2ª a 6ª feira, em horário comercial. O voluntário pode atuar em um de projetos uma ou duas vezes por semana.

Atualmente, o CRT tem voluntários que atuam na internação realizando visitas, ajudando no fluxo interno encaminhando as pessoas para as recepções ou demais locais de atendimento, há voluntários que também desenvolvem atividades de Heiki, arteterapia, dança e outros que atuam em um Projeto de Leitura em salas de espera. O CRT também está aberto para novas propostas de trabalho voluntariado.

As pessoas interessadas deverão preencher ficha de interesse no link abaixo:
http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=3144

Aqueles com dificuldade de acesso à Internet poderão ligar para agendar o preenchimento da ficha no Núcleo de Desenvolvimento do CRT DST/AIDS localizado à Rua Santa Cruz, 81 –  Vila Mariana, próximo ao metrô Santa Cruz.

Mais informações com Tânia pelo telefone: 11-5087-9858 ou e-mail taniacnn@crt.saude.sp.gov.br

Serviço:

Seja voluntário no Centro de Referência e Treinamento-DST/AIDS-SP
Rua Santa Cruz, 81 – Vila Mariana – SP
CEP: 04121-000 – Tel: 11 5087-9911
contato@crt.saude.sp.gov.br

Celebração, resistência e muito amor marcaram esse final de semana em Campinas/SP, Brasília/DF, Nova Iorque e Londres.

Vamos começar a semana com ótimas imagens?

Pedido de casamento ontem, durante a NYC Pride, pela Juliana Arroyo a sua namorada Erika Marrero, as duas são paramédicas do Corpo de Bombeiros/FDNY. Assista:

Ao Buzzfeed, Juliana justificou o porquê a NYC Pride foi o cenário desse momento:

”Eu queria no desfile homenagear as 49 vítimas do ataque em Orlando, e ao mesmo tempo dar a Erika algo positivo para lembrar do desfile.”

E não para por aqui, anteontem, durante a Pride London, dois casais de pombinhos da policia londrina protagonizaram pedidos de casamento e muito amor:

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Lindos, não?

E tem muito mais! Aqui no Brasil, ontem, aconteceu a 16ª Parada do Orgulho LGBT de Campinas com o tema ”Diga sim à educação, e não a transfobia. Intolerância : o vírus mais assassino, contra qualquer forma de opressão.” A marcha reuniu 40 mil participantes durante 3km de trajeto:

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Não dissemos que havia mais? Olha que legal. A 19ª Parada do Orgulho LGBT de Brasília aconteceu na tarde deste domingo. O Eixo Monumental foi o cenário para o ato que reuniu, segundo a organização, 50 mil pessoas.

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As 49 vítimas do ataque terrorista e homofóbico em Orlando (12/06) foram lembradas por tod@s presentes, a concentração ocorreu em frente ao Congresso.

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Foi um final de semana muito lindo. E com todas as cores da nossa bandeira. Mais uma vez, alegria e militância fizeram parte dos LGBTs em um mundo onde ainda precisamos desta visibilidade, leis e direitos. Parabéns a todas as pessoas envolvidas, participantes, familiares e amigos!

Como parte da ação #PrideForEveryone (#OrgulhoParaTodos), o Google lançou um vídeo ontem que faz o internauta participar, digitalmente, de várias Paradas do Orgulho LGBT no mundo dentro de uma experiência curiosa: 360º

Com imagens gravadas nas Paradas do Orgulho LGBT do Brasil, Estados Unidos, Colômbia, Índia, Austrália, Reino Unido, Irlanda e Itália, o usuário pode, com um click do mouse, mudar a câmera para todos os lados e “sentir” como se estivesse participando daquele momento:

O projeto tem o objetivo de trazer a sensação de empolgação ao fazer parte da celebração pelo respeito à diversidade, pois ”Há pessoas que infelizmente não podem participar por conta de leis que criminalizam pessoas LGBTs ou por medo de serem discriminados pela família e amigos”, segundo pesquisa da empresa Engadget.

Na 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, funcionários do Google com seus parentes e amigos na marcha registraram com a câmera 360° graus alguns momentos com vista para a gigante bandeira da visibilidade trans, além dos 3 milhões de participantes.

Usuários do YouTube nestes últimos dias, em todas as regiões do planeta, perceberam que ao lado do logo do site existe um pequeno coração com as cores do arco-íris.

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Trata-se da campanha #ProudToBe (#OrgulhoDeSer, usada no Brasil), lançada pelo Google (empresa detentora do Youtube e que sempre foi pró-LGBT) nesta terça, dia 21. Como divulgado oficialmente em seu blog, usuários da plataforma de vídeo “podem se expressar, começar novas conversas e gerar solidariedade ao redor do globo“.

Um vídeo reúne inúmeros depoimentos e resume o sentimento: “Quando sua identidade for questionada, responda com orgulho“. Assista agora (em inglês):

No Brasil, vários Youtubers criaram vídeos em comemoração ao #OrgulhoDeSer, confira alguns aqui:
https://www.youtube.com/Busca=OrgulhoDeSer

Sexta passada, 17,  alunos e voluntários da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cobriram pichações homofóbicas feitas em um dos banheiros. A estudante de jornalismo Ivone Pita foi a idealizadora da ação.

Mensagens como ”Jesus cura o lesbianismo” foram cobertas com as cores do arco-íris graças a uma ação coletiva. Pita, em entrevista ao site Catraca Livre, explicou a importância desta iniciativa:

“A ideia surgindo, o apoio, a união para fazer acontecer, a gente pintando as portas, mais gente chegando para participar, depois tanta gente entrando nos banheiros para fazer a foto junto às portas e as comemorações, os comentários todos, tanta gente vindo falar comigo para dizer que nunca ficou tão feliz na ECO, que aquele se tornou outro lugar, que ao entrar no banheiro e ver cores tão familiares sentiram acolhimento!”

Essa ação, realizada em uma das dependências do campus, deu voz à todos os LGBTs que responderam com cartazes as ofensas denunciadas ao Centro Acadêmico.

“Vamos disputando espaços, significados e sentidos. Nós vamos dizendo que estamos aqui, sim, que esse mundo também é nosso, para nós e feito por nós. Eu queria abraçar cada pessoa que se sente contemplada pela ação. Quero caminhar com elas e que a gente faça muitas outras ações“, finalizou Ivone.

Veja as fotografias da ação compartilhadas por Ivone Pita:

Roger Jimenez, pastor da Igreja Batista da Verdade em Sacramento, Califórnia, qualificou como “ótimo” o massacre na boate gay Pulse, em Orlando, no domingo do dia 12.

O discurso foi divulgado no canal da igreja, dentro do Youtube, e acabou sendo excluído após inúmeras denúncias da comunidade LGBT mundial. Na pregação, Jimenez chamou os gays de “sodomitas” e compara eles aos pedófilos. Segundo ele, Orlando estará um pouco mais segura após esse massacre.

Em outro trecho do vídeo, o pastor se diz favorável ao assassinato de gays.

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Pastor Roger Jimenez – Foto Divulgação

“Se vivêssemos em um governo direito, deveriam reunir todos eles em um paredão de fuzilamento e estourar seus miolos”.

Como acontece com alguns religiosos homofóbicos também no Brasil, e nem precisamos citar nomes, pois já são bem conhecidos por aqui, Jimenez disse nas redes sociais que a negação de suas frases foi um ataque à sua “liberdade de expressão e culto”. Disse ainda que estava “apenas citando a Bíblia durante seu sermão”.

Embora falemos mais sobre o tema, a homossexualidade continua sendo algo abominável para muitas pessoas e, algumas delas (as mais doentias), querem nos ver realmente mortos: apenas por termos uma orientação sexual diferente.

A pergunta que fazemos é, até quando?

Da Organização do Pride London à todos os militantes LGBTs para o dia 25

Uma tag muito utilizada em fotografias sem edições nas redes sociais, em especial no Instagram, recentemente ganhou um significado motivador à tod@s LGBTs. A campanha #NoFilter tem como objetivo inspirar quem está em momento de descoberta, quer ser feliz com a própria identidade e deseja amar sem medo.

O vídeo divulgado pela prideinlondon.org (acima) tem vários destaques como o ator mundialmente conhecido Sir Ian McKellen apresentando o novo significado ”A partir de agora #SemFiltro vai significar algo muito maior!” Diversas personalidades pedem à todos os LGBTs que compartilhem seus momentos como se todos os dias se fosse Pride in London.

            Leia o texto traduzido na íntegra:

“A partir de agora #SemFiltro vai significar algo muito maior.
Não é mais apenas uma hashtag, é uma filosofia.

É hora de parar de ser o que outra pessoa pensa que você deveria ser. 
É hora de parar de viver pelo código de vida do outro. 
De parar de tentar se enquadrar no modo de ser do outro. 
É hora de ser confiante! Apaixonado, criativo, honesto, verdadeiro e LIVRE.

É hora de dizer não quando duvidar de si mesmo. 
Não pra autocensura. 
Não para o sacrifício de si mesmo.

É hora de ser a pessoa que você é no espaço privado e no espaço público.

O mundo precisa de nós
Porque nós somos as pessoas que mudam as regras do jogo e empurram as barreiras. 
Nós desafiamos, 
Subvertemos, 
Esmagamos as norma, 
Libertamos!
Porque se nós não tivermos mudanças nas regras do jogo, como nós teremos progresso?

25 de junho é o dia da Parada do Orgulho LGBT em Londres. 
Compartilhe seus momentos #SemFiltro 
E viva todos os dias como se fosse o dia do Orgulho LGBT em Londres.

O amor não tem nenhum filtro.
A vida não tem nenhum filtro.
Família não tem nenhum filtro.
Identidade não tem nenhum filtro.
Autoestima não tem nenhum filtro.
Amizade não tem nenhum filtro.
Orgulho não tem nenhum filtro.”

O Pride in London é uma celebração que ocorre durante esse mês e culmina no dia 25, na mesma data acontecerá aqui no Brasil a Parada do Orgulho LGBT de Londrina/PR.

Vamos compartilhar e fortalecer as vozes de nossos irmãos de luta? Acesse
http://prideinlondon.org/campaigns/nofilter

Um grupo de taxistas em Nova Lima/MG gravou e publicou nas redes sociais um vídeo onde cantam uma paródia homofóbica contra um passageiro da Uber.

“Quem pega Uber é veado, quem pega Uber é veado, quem pega Uber é veado, e pode ter certeza que está dando o rabo”, diz a letra de música.

A lamentável atitude veio à tona por meio da matéria do jornal mineiro O Tempo.

“Conforme relatado pelo jornal O Tempo , o sindicato vê com muita cautela e com uma tristeza essa história, que é preocupante. Somos contrários à violência e descriminação. Isso é um fato isolado. Diante de tal fato, o sindicato que representa a categoria afirma que sempre vai pautar as reivindicações e os direitos da classe, dentro da democracia e respeito ao próximo. Diante do vídeo, peço desculpas à sociedade”, afirmou Ricardo Luiz Faedda, que é presidente do Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir).

Já a Uber, por meio de nota direcionada a imprensa, também se posicionou sobre o caso:

“A Uber se orgulha de oferecer, com um toque de um botão, transporte acessível e confiável para todos, independente de raça, gênero, religião ou orientação sexual. Em pleno séc. XXI, consideramos inapropriado e inadmissível qualquer tipo de preconceito.”

Segundo Sérgio Riani, que é coordenador do Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT, o vídeo não mostra claramente o rosto dos suspeitos. Mas todas as informações e denúncias, que levem as pessoas, devem ser feitas para que a homofobia seja punida.

A APOLGBT, por meio de sua Assessoria de Comunicação, reforça que todo ato discriminatório deve ser combatido sempre! Machismo e homofobia não devem ser tolerados em hipótese alguma.

Por Fabrício Viana

Drag Queen Tchaka, a “Rainha das Festas”, como ela mesma se vende (e muito bem, obrigado!), é uma mistura gostosa de arte com militância. Arte porque, para ser uma drag queen, tem que ter seus talentos artísticos (aprendidos ou inatos) e militante porque, ao contrário de outros artistas, é participante ativa da militância LGBT há anos. Conseguimos uma entrevista exclusiva com essa menina.

Vamos ler, comentar e compartilhar?

1) Qual seu nome e sua formação? Pode falar?
Meu nome é Valder Bastos Santos, sou formado em direito pela Universidade Brás Cubas e tenho o curso profissionalizante de ator na Escola de Teatro Macunaíma.

2) Quando a personagem Drag Queen Tchaka surgiu em sua vida? Há quanto tempo você trabalha com ela?
Em meados dos anos 2000 um grupo de amigos resolveu que no revellion desse mesmo ano alguém se ‘montaria’ de Drag Queen e eu fui o escolhido por ser ‘a mais pintosa’, espalhafatosa e engraçada. Então em 2016, faço 16 anos de carreira na arte de encantar através do lúdico e estou na marca de mais de 4 mil eventos, shows, palestras, feiras, congressos, participações em programa de TV, teatro e cinema por todo Brasil.

3) Porque o slongan “Tchaka, a rainha das festas”?
O título de “TchaKa, a rainha das festas” surgiu de um convite do jornalista Maurício Coutinho que, no ano de 2010, fez uma exposição “InformaSamba 2010” no Shopping Ligth e me coroou como a rainha das festas da cidade de São Paulo. Teve faixa e tudo. Adorei a brincadeira e comecei a usar positivamente ao meu favor.

4) Além de toda a alegria, simpatia e irreverência, a Tchaka é uma boa “marqueteira”. Você fez algum curso ou aprendeu tudo com a vida?
Adoro a arte de vender, fiz diversos cursos no Sebrae sobre empreendedorismo, mesmo na época da faculdade eu já vendia cestas de café da manhã para ajudar a pagar a mensalidade. Hoje faço workshop e apresentação de novas drag queens, como por exemplo, o projeto “Drag Contest” que é patrocinado pela Prefeitura de São Paulo. Acredito que todos profissionais, independente de sua área, deveriam fazer um curso de como vender suas habilidades profissionais. Digo sempre o seguinte: quanto deveria ganhar um advogado com 16 anos de carreira? É exatamente ou até mais o que devo ganhar na profissão de ator performático, temos que aprender que ser ator além de ‘vocação’ (que é questionável) também e fazer um planejamento estratégico de carreira.

5) Quais os trabalhos que a Tchaka realiza no dia a dia? Festas infantis? Eventos corporativos?
Hoje a Tchaka é multimídia: realizo diversos atividades, sou uma drag queen do dia (risos). Durante o dia fico no escritório da “Agência de Animação Tchaka Eventos”, somos 16 atores e atrizes como anões, DJs, recepcionistas, bartenders e drag queens: todas no estilo Tchaka de ser. Gravo o programa Okay Pessoal no SBT, estou em cartaz no teatro, também ministro “Palestra Motivacional Lúdica” para grandes empresas e faço as tradicionais festas sociais, como por exemplo aniversário surpresa, chá de cozinha, chá de bebê, chá de casa nova, chá-bar, festas de formatura, festa de casamento, bodas, festa de debutantes, etc

6) Diferente de alguns artistas, você se preocupa muito com a militância LGBT. Da onde vem este sentimento de querer fazer algo por um mundo melhor?
O sentimento que me motiva vem de minha mãe, que é uma mulher de 82 anos e que sempre lutou por dias melhores, envolvida com política na adolescência, lá na época da ditadura, ela lutava pelos direito da mulheres, etc. A faculdade de direito me deu base para falar corretamente, ser bom na oratória e entender o que sou e devo fazer nesse mundo. O envolvimento com as questões dos direitos dos LGBTTs vem dessa época, e do enfrentamento direto. Uso minha imagem, arte, força e voz para tentar por meio do lúdico despertar outras cabeças pensantes.

7) A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, o maior evento de visibilidade LGBT do mundo, é promovido pela APOGLBT há 20 anos. Você tem acompanhado esta evolução? Se sim, o que mudou na sociedade graças a Parada?
O trabalho desses 20 anos da APOGLBT é essencial para que hoje possamos ser o que somos, com a visibilidade e sensibilização da população. O respeito para os LGBTTs que até então é renegada, começou a ser vista, sentida e vivenciada de forma mais tranquila. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo beneficia à todos os lgbtts do Brasil por ser politizada. Precisamos continuar na luta para que chegue um domingo, na Avenida Paulista, e realmente tenha só a festa de todas as vitórias que conquistamos anteriormente. Enquanto isso não acontece, precisamos ter consciência que #FervoTambemÉLuta

8) Há 3 anos, você apresenta, junto com outros artistas, a Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista. Como é esta experiência?
Drag Queen Tchaka ser a apresentadora da parada LGBTT de São Paulo é um mix de dever social e responsabilidade em se comunicar com 3 milhões de cabeças pensantes, é me fazer ser a voz daqueles que o ano inteiro não tem.

9) Tem algum fato que te marcou, durante alguma Parada do Orgulho LGBT de São Paulo?
Vários momentos me marcaram durante esses anos. Sempre venho no chão (exceto esses 3 últimos anos que apresentei no primeiro trio) e um determinado ano, vendo os trios passarem, ouvi de longe o Hino Nacional Brasileiro cantado brilhantemente pela travesti e cantora Renata Peron. Foi muito emocionante. E esse ano, em especial, ver à frente do primeiro carro o grupo “Mães Pela Diversidade”.

10) Sabemos que famílias e crianças também participam da Parada. Como elas encaram a personagem Tchaka. Ou outros artistas?
A cada ano o número de famílias com crianças vem aumentando e isso é deliciosamente positivo para o movimento. Devemos grande parte desse processo às drag queens que nesses 20 anos transformaram à Avenida Paulista e a Avenida da Consolação num tapete arco-íris, com todas as suas cores, alegria, militância, excentricidade e exuberância. A figura da drag Queen no universo heteronormativo é visto como deve ser: de artistas. E dessa forma ajudam comunicando as mensagens políticas, durante à manifestação, para todas as pessoas.

11) Tchaka também pode ser vista no teatro? Tem alguma peça em cartaz neste momento?
Esse ano me permiti brincar, brilhar e entreter almas também nos palcos do Teatro Brigadeiro aos domingos com a comédia “As Vizinhas”. Compartilho o palco com os atores Carri Costa, Solange Teixeira, Thiago Cavalcante e Valder Bastos.

12) Para finalizar, o que você diria para todas as pessoas LGBTs que estão lendo, neste momento, esta entrevista?
Muitas pessoas, por ver a Tchaka correndo, trabalhando, realizada no casamento de 16 anos com maridão Chefe Carlito, feliz da vida, etc me veem como exemplo positivo. Sempre falo o seguinte: ter estudado me deu liberdade de fazer as escolhas certas, então LGBTTs de nosso gigante país, vamos estudar, ler muito e assim termos a consciência que temos que fazer nossa parte nessa transformação, afinal, o mundo que queremos só será possível se todos e todas formos respeitados e respeitadas pelo que somos.

13) Pode deixar seu site e contatos? Muito obrigado pela entrevista!
O site é www.tchaka.com.br. WhatsApp 11 991327750 e o instagram @TchaKaDragQueen