sábado, junho 24, 2017
Direitos LGBT
Diretos LGBTs no Brasil e no mundo.

Em São Carlos (SP), Leona Zanforlin, uma mulher transexual, foi impedida de abrir um crediário utilizando seu nome social em uma loja de departamento da cidade, mesmo apresentando o RG na hora do cadastro. Segundo uma das funcionárias da loja, o sistema não aceitava o nome feminino da assinatura do documento e, no verso, o nome masculino.

A jovem de 24 anos contou que foi até Pernambucanas com sua mãe, a fim de comprar roupões. Tudo estava indo bem, até que chegou a hora do pagamento, quando uma das atendentes ofereceu que a compra fosse efetuada via crediário. Para o cadastro, Leona precisou entregar um documento oficial com foto.

“Depois que pegou meu documento, ela alegou que não poderia ser feito o crediário pela questão da minha assinatura estar com o nome feminino e na frente, e o masculino atrás. Só que meu RG foi emitido pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), e ela disse que é sistêmico, que o sistema da loja recusa”.

Leona conta que gravou o áudio da discussão e logo em seguida acionou a polícia para oficializar a denúncia por Transfobia. Quando a viatura chegou na loja, a própria atendente disse que daria pra fazer o cadastro manualmente, só que iria demorar um pouco mais, mas Leona não aceitou.

“Me senti humilhada”, disse ela.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), constando preconceito e homofobia como itens da denúncia. Segundo Leona, a funcionária duvidou que ela fosse realmente chamar a polícia, e em nenhum momento ofereceu que o cadastro fosse feito manualmente.

Em nota, a Loja Pernambucanas afirmou que houve um erro no sistema, já que a loja permite nome social nos cartões de crédito, e que apesar do ocorrido, defende a diversidade e a inclusão, inclusive no quadro de colaboradores.

No texto, a loja ainda revelou que irá reforçar internamente as orientações sobre questões de gênero.

Existe o consenso popular de que depois que morremos, encontramos o descanso e a paz eterna. Esse não é o caso de Robert Huskey e John Zawadski, um casal americano vítima de homofobia “póstuma” nos Estados Unidos: uma funerária se recusou a cremar o corpo de Robert ao descobrir que ele era marido de John, o contratante dos serviços.

Robert Huskey e John Zawadski

John Zawadski está processando a funerária “Picayune” por danos morais e quebra de contrato. De acordo com o processo registrado por John e seu sobrinho, a empresa teria se recusado a executar os serviços contratados por “não lidar com o tipo dele”. Zawadski está sendo representado pela Lambda Legal, um ONG que luta pelos direitos LGBT.

A funerária fechou um acordo com o sobrinho de Zawadski, afirmando que o corpo seria buscado e cremado, e que a documentação seria entregue após o procedimento. Mas foi quando John preencheu o formulário se identificando como o viúvo que a empresa cancelou o contrato.

A ação potencializou o sofrimento da família, que precisou encontrar outra empresa de última hora. John havia planejado um memorial ao marido, mas teve que ser cancelado devido a logística, já que o novo crematório ficava 90 Km de distância do atual.

“Eu senti como se o ar tivesse sido tirado de mim. Bob (apelido de Robert) foi a minha vida, e nós sempre nos sentimos tão bem-vindos nessa comunidade. E agora, num momento de tanta perda e dor, alguém fazer o que eles fizeram comigo, conosco, com o Bob, eu não consigo acreditar”, lamenta o viúvo.

A família quer ser indenizada por danos morais e quebra de contrato. Nos Estados Unidos não existe uma lei para auxiliar esse tipo de caso.

Em nota, a funerária nega as acusações.

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião dos GTs (Grupos de Trabalho) para o Mês do Orgulho LGBT em 2017.

A reunião será neste sábado, 13/05, às 13h30, no UGT (Rua Aguiar de Barros, 144)

Pedimos a gentileza para que, todas as pessoas interessadas, cadastre seus dados abaixo (caso já tenha se cadastrado em outro momento, não é necessário cadastrar-se novamente!):

Direcionada para jornalistas e veículos de comunicação, a 1ª Coletiva de Imprensa da Parada LGBT de São Paulo será realizada na próxima quarta (17) no auditório Franco Montoro da Secretaria de Justiça (Pátio do Colégio, 184) a partir das 10h.

Estarão presentes Claudia Regina (presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), representantes do governo municipal e estadual, secretário de justiça, Skol e Uber (patrocinadores).

Para participar, jornalistas e veículos de imprensa deverão fazer seu cadastro no link abaixo até o dia 15/05:
http://paradasp.org.br/convite2017

Após o cadastro, a confirmação será feita dia 15 e 16/05 por telefone ou e-mail.

Dúvidas e outras informações podem ser sanadas pelo telefone 11 3335-1040 com Fabrício Viana ou Leonan Oliveira.

Vídeo do Mês do Orgulho 2016:

Aproveitando, para o credenciamento de imprensa, veículos deverão se cadastrar em outra lista:
http://paradasp.org.br/credenciamento2017

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT SP), em parceria com a Evnts, disponibiliza diversos pacotes de hospedagem com preços promocionais para todas as pessoas que virão à Parada do Orgulho LGBT de São Paulo dia 18/06 ou em alguns dos eventos que fazem parte da Agenda 2017 do Mês do Orgulho LGBT.

Para escolher sua hospedagem, basta entrar no link abaixo e seguir todos os procedimentos no site parceiro:

https://hoteis.evnts.rocks/sp/21-parada-orgulho-lgbt-sp

Caso tenha algum dificuldade ou dúvida sobre a página acima, escreva para o atendimento da Evnts com seu telefone e aguarde o contato: paradasp@evnts.com.br

Organizado pelos coletivos Revista Alternativa L, Natus F.C., Gaymada São Paulo e Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo – APOGLBT SP, neste sábado (6) terá o evento República LGBT na Zona Leste de São Paulo.

A programação inclui vôlei, futebol, gaymada, tira dúvidas jurídicas, roda de conversa e diversas atividades dentro do Programa Escola da Família, na Escola Estadual República da Nicarágua.

Segue a programação:

Área Externa:

Quadra

– Das 11h às 13h
– Futebol com Natus F.C..

– Das 13h30 às 15h30
– Gaymada SP (Queimada)

Quadra de cima

– Das 11h às 15h
– Vôlei com o CDG Brasil – Comitê Desportivo LGBT

Área Interna:

Biblioteca

– A partir das 13h
– Exibição do documentário “Eu Sou a Próxima”, do Coletivo Luana Barbosa, seguido da roda de conversa sobre a representatividade da mulher negra e lésbica na sociedade.

Participam da roda: Micheli Moreira, do Coletivo Luana Barbosa; Mayra Moraes, da Gaymada São Paulo; Majú Giorgi, do Mães pela Diversidade; e Simone Almeida, do Revista Alternativa L.

Sala 2, primeiro andar

– Das 14h às 15h
– Plantão jurídico sobre questões LGBTTs com a advogada e palestrante Amanda da Mata, da Galvão da Mata Advogados.

Sala 3, primeiro andar

– A partir das 15h
– Roda de Conversa “O Academicismo Exclui a Periferia das Pautas LGBTTs?”.

Participam da Roda: Lucas Galdino, da Gaymada São Paulo; Murilo Gaulês, da Cia Dxs Terroristas; Thales Coimbra, Mestre em filosofia e teoria geral do direito (FDUSP) e pesquisador do Supremo em Pauta (GV Law); Bruno Oliveira, coordenador de programação e de atendimento de trabalhos acadêmicos da Casa 1

Durante todo o evento, regado a muita música, é possível jogar xadrez, pingue-pongue e também curtir um dia de beleza com os voluntários do Programa Escola da Família. Também somam ao evento os coletivos Família Stronger, Canal diz aí, minas e Meninos bons de bola

Entrada gratuita. Para confirmar sua presença no evento oficial do Facebook, o link é:
https://www.facebook.com/events/124490744764831

Serviço:

República LGBT
Entrada Gratuita
Dia 06 de Maio a partir das 11h as 16h
Local: E.E. República da Nicaragua – R. Augustin Luberti, s/n – São Paulo / SP

Para conscientizar a população sobre Estado laico, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo fará ação nas ruas da cidade e necessita de voluntariado.

O tema do evento este ano é “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado laico”.

As pessoas interessadas devem participar de oficina sobre o tema no sábado, 6 de maio, entre 14h e 17h, no Sindicato dos Comerciários (Rua Formosa, 99, ao lado da estação Anhangabaú do metrô).

Capacitado por essa oficina e munido de material impresso, o voluntariado ficará em estandes em ruas de grande circulação de pessoas às vésperas da próxima edição da parada, a ser feita em 18 de junho.

O objetivo é, em contato com o público, explicar a importância da separação de religião e Estado e quanto a democracia corre risco quando isso não acontece.

Para se inscrever para a oficina e se capacitar a falar com o público, preencha o formulário abaixo:

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião de continuação dos trabalhos dos GTs (Grupos de Trabalho) para o Mês do Orgulho LGBT em 2017.

A reunião será neste sábado, 29/04, às 13h30, no Sindicato dos Comerciários de SP (Rua formosa, 99 – 12 andar)

Pedimos a gentileza para que, todas as pessoas interessadas, cadastre seus dados abaixo (caso já tenha se cadastrado em outro momento, não é necessário cadastrar-se novamente!):

Para algumas pessoas do meio LGBT o cristianismo parece ser uma religião impossível, mas isso não é um problema para Toni Reis e David Harrad. O casal, que mora em Curitiba, teve seus três filhos batizados na igreja católica na manhã do último domingo (23).

Juntos há 27 anos, o casal afirma que passou por mais quatro igrejas paranaenses, mas não conseguiu agendar o batismo por “questões democráticas”. Foi então que, ao falar com o arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, o casal ouviu o “sim” imediatamente.

Dom José, além de autorizar o batismo, pediu para que o padre Élio Dall’Agnol realizasse o sacramento de Alyson (16), Jéssica (14) e Filipe (12), na Catedral de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Toni, que é uma das lideranças da militância LGBT, foi criado nos princípios da igreja católica e disse ter chorado ao menos três vezes durante a cerimônia. “Foi muito emocionante”, conta ele.

Os cinco membros da família vão, pelo menos um domingo do mês, à missa. Após o batismo, os três recém batizados disseram sentir-se incluídos e “purificados”.

A cerimônia durou 1h15 e reuniu cerca de 40 pessoas. Mas, para a família, foi resultado de um longo processo que envolveu diversos procedimentos burocráticos, tal qual a alteração nos documentos das crianças que agora são registradas no nome dos dois pais.

Você já imaginou viver correndo o risco de ser agredido apenas por existir? Então, a comunidade LGBT não apenas imagina, como vive essa realidade. A LGBTfobia é um caso sério no Brasil: a cada dia, cinco novas denúncias são registradas pelo Ministério da Justiça e Cidadania.

No ultimo ano, foram registrados 1.876 queixas de agressão pelo Disque 100 (Sendo 96 apenas em Minas Gerais). Apesar desses números serem graves, eles não nos dão a real dimensão do problema, pois não existe uma estatística oficial para contabilizar as ocorrências de violência causados por homofobia e questões de gênero.

O antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, afirma que embora os números sejam imprecisos, o Brasil é campeão mundial quando o assunto é o assassinato de LGBTs. Segundo ele, pessoas Trans são as mais afetadas porque vivem, em sua maioria, da prostituição, uma das profissões mais perigosas do mundo.

Baseado em informações divulgadas pela imprensa, o levantamento feito pelo GGB estima que cerca de 343 LGBTs Brasileiros foram assassinados no ano passado. Esse é o maior número desde o início das medições. Em 47% dos casos (144), as vítimas eram transexuais e travestis.

Tiffany Maria tem 27 anos, é trans e conhece bem essa realidade. “Quando eu me assumi, só a prostituição me acolheu. As pessoas não sabiam lidar, queriam me agredir. Não consegui continuar na escola e nem em um emprego formal.”

Segundo a jovem, desde os 13 anos ela sentia que o corpo no qual vivia não condizia com a pessoa que ela era, e que isso já a fez ser agredida diversas vezes ao longo da vida. “Já teve caso de homem que apontou arma para mim. Nem sei dizer quantas vezes eu fui agredida”. Apesar disso, Tiffany nunca denunciou nenhum dos agressores por não acreditar que isso traria algum resultado.

Muitos dos casos não chegam à delegacia, afirma a delegada do Coordenação de Direitos Humanos da Polícia Civil, Elizabeth Martins, mas garante que todo caso denunciado é apurado com rigor e seriedade. “Muitas não nos procuram por vergonha”.

Engano é pensar que só aqueles que vivem da prostituição são vítimas da transfobia. Naomi Savage, de 35 anos, é modelo e foi brutalmente agredida por um homem às vésperas do carnaval do Rio. Ela afirma que não conhecia o agressor e que não existiu um motivo aparente para o ato.

“Foi a pior coisa que já me aconteceu. Depois de muito apanhar consegui entrar em um taxi, Mas o meu agressor disse que foi roubado por mim e o taxista me retirou do carro à força.” Seguindo a sensação de medo e vergonha, Naomi não denunciou a agressão.

Esses casos não foram os primeiros e nem serão os últimos a acontecer, mas precisamos denunciar. Só assim poderemos combater a intolerância.