sábado, abril 29, 2017
Militância LGBT

Foto: Kevin Gallagher

A intolerância religiosa, infelizmente, ainda é uma das maiores causadoras de violência no mundo. Algumas pessoas tentam, de maneira autoritária, impor sua religião ao resto da sociedade, que nem sempre rebate o ódio com mais ódio. Os moradores da “Rua Gay”, em Nova York, são exemplo disso. Depois de receber uma cruz de madeira misteriosamente acorrentada à rua, algo inesperado aconteceu: transformaram o fanatismo em amor.

Tudo começou no início da sexta-feira santa (14/04), quando uma enorme cruz de madeira apareceu acorrentada à um portão de um dos apartamentos da rua. A cruz em questão era “viajante”, porque todos os dias aparecia em um lugar diferente, presa à algum ponto fixo, impossibilitando que ela fosse removida.

Os moradores receberam o ato ofensivo e decidiram que aquilo não poderia permanecer daquele jeito. “Para ser sincera, eu sou cristã, e a cruz significa amor, paz e esperança. E, claramente, o dono dela não compartilha esses valores” disse Micah Latter, uma das moradoras da rua ao portal Huffpost.

De acordo com Micah, foram feitas várias denúncias para que as autoridades removessem a cruz da rua, mas não houve nenhuma resposta. Foi então que ela teve uma idéia: porque não pegar esse símbolo de intolerância e transformar em um símbolo de amor e aceitação?

No Domingo, a moradora e mais 10 vizinhos se reuniram ao redor da cruz e a pintaram com as cores da bandeira LGBT. Foi um momento bastante feliz, onde eles beberam champagne e no final trocaram os cadeados que prendiam a cruz, para que assim, o dono original não conseguisse mais retirá-la.

Foto: Kevin Gallagher

A cruz serviu para aproximar os vizinhos, que na correria do dia a dia não dedicavam tempo para essa troca de experiência.

Uma mensagem ainda foi deixada junto à cruz: “Desculpa, mas você não pode mais mover a cruz. Nós colocamos nosso próprio cadeado de amor em suas correntes e tampamos o buraco da fechadura. A cruz do amor pertence à rua agora, então, muito obrigado!”

Mais fotos:

A luta contra a imposição religiosa é uma guerra de longa data, que terá outro ato no dia 18/06, pois é tema da Parada LGBT de São Paulo deste ano que tem como tema “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico.” Saiba mais AQUI

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião de continuação dos trabalhos dos GTs (Grupos de Trabalho) para o Mês do Orgulho LGBT em 2017.

A reunião será neste sábado, 29/04, às 13h30, no Sindicato dos Comerciários de SP (Rua formosa, 99 – 12 andar)

Pedimos a gentileza para que, todas as pessoas interessadas, cadastre seus dados abaixo (caso já tenha se cadastrado em outro momento, não é necessário cadastrar-se novamente!):

Você já imaginou viver correndo o risco de ser agredido apenas por existir? Então, a comunidade LGBT não apenas imagina, como vive essa realidade. A LGBTfobia é um caso sério no Brasil: a cada dia, cinco novas denúncias são registradas pelo Ministério da Justiça e Cidadania.

No ultimo ano, foram registrados 1.876 queixas de agressão pelo Disque 100 (Sendo 96 apenas em Minas Gerais). Apesar desses números serem graves, eles não nos dão a real dimensão do problema, pois não existe uma estatística oficial para contabilizar as ocorrências de violência causados por homofobia e questões de gênero.

O antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, afirma que embora os números sejam imprecisos, o Brasil é campeão mundial quando o assunto é o assassinato de LGBTs. Segundo ele, pessoas Trans são as mais afetadas porque vivem, em sua maioria, da prostituição, uma das profissões mais perigosas do mundo.

Baseado em informações divulgadas pela imprensa, o levantamento feito pelo GGB estima que cerca de 343 LGBTs Brasileiros foram assassinados no ano passado. Esse é o maior número desde o início das medições. Em 47% dos casos (144), as vítimas eram transexuais e travestis.

Tiffany Maria tem 27 anos, é trans e conhece bem essa realidade. “Quando eu me assumi, só a prostituição me acolheu. As pessoas não sabiam lidar, queriam me agredir. Não consegui continuar na escola e nem em um emprego formal.”

Segundo a jovem, desde os 13 anos ela sentia que o corpo no qual vivia não condizia com a pessoa que ela era, e que isso já a fez ser agredida diversas vezes ao longo da vida. “Já teve caso de homem que apontou arma para mim. Nem sei dizer quantas vezes eu fui agredida”. Apesar disso, Tiffany nunca denunciou nenhum dos agressores por não acreditar que isso traria algum resultado.

Muitos dos casos não chegam à delegacia, afirma a delegada do Coordenação de Direitos Humanos da Polícia Civil, Elizabeth Martins, mas garante que todo caso denunciado é apurado com rigor e seriedade. “Muitas não nos procuram por vergonha”.

Engano é pensar que só aqueles que vivem da prostituição são vítimas da transfobia. Naomi Savage, de 35 anos, é modelo e foi brutalmente agredida por um homem às vésperas do carnaval do Rio. Ela afirma que não conhecia o agressor e que não existiu um motivo aparente para o ato.

“Foi a pior coisa que já me aconteceu. Depois de muito apanhar consegui entrar em um taxi, Mas o meu agressor disse que foi roubado por mim e o taxista me retirou do carro à força.” Seguindo a sensação de medo e vergonha, Naomi não denunciou a agressão.

Esses casos não foram os primeiros e nem serão os últimos a acontecer, mas precisamos denunciar. Só assim poderemos combater a intolerância.

A família Stronger – coletivo de jovens LGBT da capital paulista – e o Instituto Awuré promovem o I Congresso Diversas Vozes será realizado no dia 17 de maio, visando celebrar a data de combate nacional a LGBTfobia, a partir das 18h, na Câmara Municipal de São Paulo para LGBTs, integrantes de movimentos sociais, religiosos de matrizes africanas, jovens e demais interessados nas temáticas gênero, sexualidade, religiosidade, raça e etnia.

De acordo com a organização, o objetivo é divulgar informações sobre a história do movimento LGBT, promover reflexões sobre questões de gênero e sexualidade aos jovens e, com isso, despertar o desejo de militarem pelos direitos humanos e consequentemente pela comunidade LGBT.

O evento será composto de uma mesa em que os debatedores abordarão temáticas relacionadas à orientação sexual, identidade de gênero, religiosidade, racismo, machismo e misoginia.

Dentre os debatedores estão a professora Sheila Farias Costa, que é pós graduada na UNICAMP em ensino de história e editora executiva da revista Alternativa L (revista voltada para o público LGBT de São Paulo), Micheli Moreira, graduada em administração de empresas, membro do coletiva Luana Barbosa, do coletivo Periferia Preta e da caminhada de mulheres lésbicas e bissexuais, Thiago Oliveira Dias Muniz, graduando em matemática no Instituto Federal de SP e parceiro do Centro de Cidadania LGBT – Zona Sul na região de santo Amaro auxiliando nos encontros de homens Trans na instituição, Amanda Marfree, uma das cem primeiras alunas a concluir ensino médio via programa TRANSCIDADANIA, militante e ativista do movimento trans e Priscila Valentina, conselheira do Instituto Nice, ex-articuladora do Centro de Cidadania LGBT Arouche, frequentadora do candomblé a mais de 20 anos.

Na mediação da mesa estará presente Claudia Rosa, yalorixá, educadora social, ex- técnica de coordenadoria de participação popular e atualmente está envolvida em projetos sociais envolvendo mulheres e pessoas de baixa renda na periferia de São Paulo. Também estará o membro do coletivo família Stronger, Elvis Justino Souza, graduando em Gestão de Políticas Públicas – Universidade Nove de Julho e representante político do grupo. E o convidado Marcelo Monteiro, presidente Nacional do PPLE – Partido Popular da Livre Expressão.

SERVIÇO:

1º Congresso Diversas Vozes
Endereço: Palácio Anchieta – Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
São Paulo – SP – CEP: 01319-900 – Salão Nobre – 8º andar.
Link do evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/42722720430686

A entrevista concedida pelo novo diretor artístico, Heitor Werneck, sobre a Parada LGBT 2017 com o tema – Independente de nossas crenças nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico, para o colunista João Batista Jr da revista Veja SP em 20 de abril de 2017, não é confirmada e nem retrata a opinião da APOGLBT (Associação da Parada LGBT de São Paulo) e nem de sua Presidência e Diretoria.

Atenciosamente,

Presidência e Diretoria
Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

Após ter o pedido de alteração de gênero em seus documentos oficiais negado, uma mulher transsexual abriu um processo contra o estado de Idaho (EUA) na última terça (18), afirmando que agentes policiais haviam a humilhado com termos pejorativos como “traveco” e “bicha” dentro de um dos escritórios de segurança do estado.

A cidadã afirma não sentir-se confortável com o gênero identificado em seus documentos oficiais e que isso está fazendo com que ela sofra discriminação.

A vítima, de 28 anos, que é identificada apenas pelas iniciais “F.V.”, pediu para que seu documento – onde diz que ela é homem – fosse alterado. Mas os oficiais, além de negar o pedido, foram extremamente preconceituosos.

“O gênero incorreto nos documentos de F.V. a expôs à hostilidade quando ela visitou o escritório de segurança social”, relata o processo. Depois de ver o documento, funcionários do escritório se referiram a ela como “traveco”. O texto afirma ainda que um deles a chamou de “bicha” enquanto a vítima deixava o local.

Muitos estados americanos permitem que indivíduos transsexuais alterem o gênero e o nome em seus documentos, mas Idaho ainda não é um deles.

Infelizmente, ainda vivemos numa sociedade bastante opressora e a chave para combater esse sistema é a resistência. Ou seja, RESISTA. A luta LGBT por igualdade de direitos civis é uma só. Ela não enxerga fronteiras ou barreiras físicas. É uma guerra constante e histórica.

Desde Março de 2016, o jornalista (MTB 80753/SP), escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana é a pessoa responsável pela assessoria de imprensa e comunicação da APOGLBT SP (ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo e outros eventos do Mês do Orgulho).

Fabrício Viana é um nome conhecido dentro da comunidade LGBT. Além de ter idealizado alguns projetos sociais para a comunidade no passado (ver Wikipédia), ele também escreve Literatura LGBT tendo, até o momento, publicado de forma independente quatro livros: O Armário (sobre a homossexualidade e os processos psíquicos que envolvem a “entrada e saída do armário”), Ursos Perversos (contos homoeróticos), Orgias Literárias da Tribo (coletânea LGBT) e seu mais recente sucesso chamado Theus: do fogo à busca de si mesmo (romance homoafetivo). Todos os seus livros podem ser comprados na versão impressa ou digital por meio do seu site pessoal http://fabricioviana.com/livros

Profissionalmente, Viana já trabalhou na ABN AMRO Bank, na multinacional Inter.Net, Catho, EmpregosComBr, Porto Seguro e DigiPronto, ocupando diversos cargos como gerente de negócios digitais e de comunicação e marketing.

Além de cuidar da assessoria de imprensa e comunicação da APOLGBT, ele também é responsável pelas mídias e redes sociais digitais. Todos os assuntos referentes a comunicação, produção de matérias para o site da Parada SP e redes passa por sua análise em conjunto com a diretoria.

Seu perfil no Facebook é:
http://facebook.com/fabricioviana.escritor

Caso você tenha um veículo de comunicação e quiser cadastrar no mailing da Parada SP, o link é:
http://paradasp.org.br/imprensa

Para conhecer todos os eventos/ações da APOGLBT SP de 2017, visite nossa agenda:
http://paradasp.org.br/agenda2017 

 

 

Durante a CCXP Tour Nordeste, que aconteceu entre os dias 13 e 16 de Abril, a Netflix apresentou os três primeiros minutos da segunda temporada de Sense8 onde cenas da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo aparecem.

No primeiro trecho, Will Gorski (Brian J. Smith) aparece dormindo do lado de Riley (Tuppence Middleton) e tendo um pesadelo. Ele acorda e vê Nomi (Jamie Clayton). Ela ira passar por um estranho experimento e pede ajuda. Nesta hora Nomi some do quarto de Will, que acorda em transe assustado.

No segundo trecho, Will e Riley saem de um museu. Seguranças estão escoltando as pessoas de um ataque terrorista. Lito (Mighel Ángel Silvestre) toma o controle do corpo da Riley e eles passam ser serem vistos.

Já no terceiro trecho mostra Lito na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Ele é chamado no palco do trio na Parada e diz que está muito assustado. Ele comenta que sempre teve que esconder sua sexualidade mas agora declara ao mundo que é gay. O pessoal vai a loucura e chama seu namorado Hernando (Afonso Herrera) para o palco. Os dois se beijam em grande festa. Outros protagonistas da série aparecem.

Durante a parada, nós registramos algumas imagens das gravações, publicadas em nosso Instagram e Facebook, confira:

A segunda temporada de Sense8 começa a ser exibida na Netflix dia 5 de Maio.

Para ver outras fotos, acesse:
http://paradasp.org.br/veja-as-fotos-da-nossa-20o-parada-do-orgulho-lgbt-de-sao-paulo

Neste ano, a diretoria da APOLGBT SP selecionou algumas propostas e escolheu a do Heitor Werneck para comandar a direção artística da 17ª Feira Cultural LGBT e do show de encerramento da 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Heitor Werneck é estilista, produtor cultural, figurinista e criador da marca Escola de Divinos.

Como figurinista fez diversos trabalhos para a Rede Globo (VAMP, Pecado Capital, A Viagem, Malhação, Sai de Baixo, Chico Anysio Show, Casseta & Planeta), assina minisséries, comerciais e videoclipes de artistas como Rita Lee, RPM, J. Quest, Exalta Samba, Banda Rouge, O Rappa, entre outros.

Como Produtor de Eventos é criador do Pulgueiro – um evento multimídia multicultural realizado em parceria com o munícipio e o estado de São Paulo. Participou de diversas edições da Virada Cultura SP, produzindo palcos com o tema Cabaré. Criou as casas noturnas Limelight, Constantine Club e o Clube Luxúria. Ao lado de Bia Guedes produziu o filme “Freak Gallery” e criou o zoológico humano onde vários artistas realizavam performances de arte corporal.

Há mais de vinte anos desenvolve uma vasta pesquisa sobre os temas cabaret e o burlesco. É caracterizador das dragqueens Dimmy Kier, Paulete Pink e Normanda Bastos, além de ser idealizador de eventos de dragqueens e gays.

Seu Facebook:
https://www.facebook.com/heitor.werneck

 

A APOGLBT SP, ONG responsável pela maior parada LGBT do mundo e outros eventos que compreendem o Mês do Orgulho (agenda aqui http://paradasp.org.br/agenda2017) abre uma vaga de estágio na área de jornalismo/assessoria de imprensa para o mês de Abril, Maio e Junho.

Perfil que buscamos:

– Boa redação;
– Vivência em redes sociais/hootsuite;
– Conhecimento/contato com veículos de imprensa;
– Conhecimentos sobre os movimentos sociais LGBTs (história, termos utilizados, vivência, etc);
– Estar devidamente matriculadx (a partir do quarto semestre) no curso de jornalismo ou comunicação social com habilitação em jornalismo;

Sobre o estágio:

O estágio será de segunda a sexta, das 10h as 17h30, com horário de almoço e ajuda de custos. A ONG está localizada na Praça da República em São Paulo (precisa ter fácil acesso ao local).

Envio de currículos:

Os currículos devem ser enviados para o e-mail fabricio.viana@paradasp.org.br até 13/04. Todxs xs candidatxs precisam ter disponibilidade para início imediato. Dúvidas? Apenas por e-mail.