sábado, junho 24, 2017
Militância LGBT

A OAB SP realiza no final de agosto e início de setembro o “VI Congresso Nacional e II Internacional de Direito Homoafetivo”. Serão três dias (31/08, 01 e 02/09) de discussões em painéis como: “A construção jurídica da pessoa: uma reflexão sobre desafios contemporâneos para a afirmação dos direitos LGBTI”; “Entre o Direito e a ética: os avanços da ciência, reprodução assistida e proteção à pessoa humana”; “Direito Civil, pluralidade de famílias, diversidade sexual e de gênero”; “Multiparentalidade e parentalidade socioafetiva”, e “Direitos sociais, mercado de trabalho e diversidade de gênero”.

Com o objetivo fortalecer o debate em torno da diversidade e combater a “homotransfobia”, o evento terá característica interdisciplinar como explica a presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB SP, Adriana Galvão Moura Abílio. “A programação é bastante acessível para várias áreas, por isso, as pessoas que têm interesse em conversar sobre o assunto podem participar. Até porque, quanto maior for o envolvimento da sociedade nas discussões, mais conhecimentos e argumentos serão replicados, o que nos ajuda a combater a atual cultura do desrespeito”, pontua.

Na oportunidade, será lançada ainda a campanha institucional da OAB SP, que neste ano é também uma comemoração dos 15 anos da Lei Estadual 10.948/01. A norma dispõe sobre as penalidades administrativas aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual. Entre as punições previstas, estão: multa, suspensão e cassação da licença estadual para funcionamento. “Essa lei está à disposição da sociedade e de pessoas que se sentirem agredidas e discriminadas. É uma obrigação, enquanto Comissão da Diversidade Sexual, divulgar essa lei para que as pessoas tenham conhecimento de que aqui em São Paulo nós temos uma legislação no âmbito administrativo”, reforça.

Eleição entre as Secionais

A escolha da Seção de São Paulo para sediar o evento anual foi uma demonstração de confiança no trabalho desenvolvido no estado. Essa é a conclusão de Adriana Galvão Moura Abílio. “A decisão foi uma vitória. Os presidentes das comissões das Secionais de todo o país elegeram a OAB SP para a realização desta edição”, comemora a advogada que lembra outra recente conquista: a aprovação do uso do nome social na carteira profissional de advogados e advogadas travestis e transexuais. A iniciativa nasceu na Secional paulista e teve intensa atuação da Comissão para que fosse levada a Brasília para análise do Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil. “A OAB SP foi pioneira em propor essa discussão em relação ao nome social e o Conselho Federal entendeu a necessidade de garantir esse direito aos profissionais”, comenta.

As inscrições para o congresso estão abertas e devem ser feitas no atendimento, ou por meio do link abaixo, e mediante a doação de duas latas ou pacotes de leite em pó e um brinquedo novo: http://www2.oabsp.org.br/asp/cultura/cultura05.asp?pgv=a&id_cultural=18692.

Confira, a seguir, a programação completa:

31 de agosto (quarta-feira)

Abertura
Dr. Marcos da Costa
Presidente da OAB SP

Dra. Márcia Regina Machado Melaré
Conselheira Federal Da Oab

Dra. Adriana Galvão Moura Abílio
Conselheira Seccional e Presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB SP

19h – Lançamento Da Campanha Institucional da OAB SP em Comemoração aos 15 Anos da Lei Estadual Nº 10.948/01

19h30 – Entrega do Prêmio Empresa Amiga da Diversidade

20h – Conferência de Abertura

A Construção Jurídica da Pessoa: Uma Reflexão Sobre Desafios Contemporâneos para a Afirmação Dos Direitos LGBTI

– Maria Berenice Dias
Advogada; Especialista em Direito Homoafetivo: Direito das Famílias e Sucessões; Vice-Presidente Nacional do IBDFAM e Presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual da OAB.

1º de setembro (quinta-feira)

8h30 – Conferência I
A Defesa dos Direitos LGBTI nas Cortes Internacionais

Oscar Vilhena Vieira
Advogado; Pós-Doutor pelo Centre for Brazilian Studies – St. Antonies College, Universidade de Oxford; Doutor e Mestre em Ciência Política pela USP; Mestre em Direito pela Universidade de Columbia – Nova York; Graduado em Direito pela PUC SP; Diretor da FGV DIREITO SP e Fundador/Diretor da organização Conectas Direitos Humanos.

9h30 – Painel I
Direitos, Diversidade Sexual e de Gênero

Entre o Direito e Ética: Avanços da Ciência, Reprodução Assistida e Proteção à Pessoa Humana

– Frederico Dos Santos Messias
Juiz de Direito da 4ª Vara Cível da Comarca de Santos/SP; Graduado pela Faculdade Católica de Santos/SP; Pós-Graduado em Direito Público, Coordenador do Núcleo Regional da Escola Paulista da Magistratura e Professor Universitário.

Direito Civil, Pluralidade de Famílias e Diversidade Sexual e de Gênero

– Viviane Girardi
Advogada; Pós-Graduanda na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco; Especialista em Direito Civil pela Faculdade de Jurisprudência da Universidade de Camerino – Italia; Mestre em Direito das Relações Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná e Diretora Cultural da AASP.

Multiparentalidade e Parentalidade Socioafetiva: Efeitos Jurídicos

Christiano Cassettari
Advogado; Doutor em Direito Civil pela Universidade de São Paulo – USP; Mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP; Especialista em Direito Notarial e Registral pela PUC/MG; Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação em Direito Imobiliário da ESA/SP; Diretor do Instituto Brasileiro de Direito de Família São Paulo – IBDFAM SP e Autor de diversos livros e obras jurídicas.

12h30 – Intervalo

14h – Painel II
Travestilidade e Transexualidade: Reconhecimento do Direito à Identidade e Direitos Humanos

Poder Judiciário e Identidade de Gênero: Competências, Jurisprudência e Reconhecimento Jurídico das Identidades Sociais

– Guilherme Madeira
Juiz de Direito da 44ª Vara Cível do Fórum João Mendes SP; Graduado, Mestre e Doutor em Direito na Faculdade de Direito pela USP; Professor do curso de Graduação e Pós-Graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Transfeminismo, Sociedade e Direito: Rupturase Construção de Novas Relações Sociais

– Jaqueline Gomes De Jesus
Professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro – IFRJ; Doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília – UnB; Pós-Doutora pela Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas – FGV – Rio de Janeiro e Autora e organizadora do livro “Transfeminismo: Teorias e Práticas”.

Autonomia, Direito à Saúde e Reconhecimento Jurídico das Identidades de Gênero: Análise Crítica a Luz do Poder Judiciário Brasileiro

– Miriam Ventura
Graduada em Direito, Mestre e Doutora em Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz; Professora Adjunta do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Integra o corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva do IESC e Faculdade Medicina da UFRJ, e do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva PPGBIOS.

16h – Painel III
Direitos Sociais, Mercado de Trabalho e Diversidade de Gênero

Assédio Moral e Dignidade Humana: Violências, Identidade de Gênero e Proteção Jurídica

– Fabíola Marques
Advogada; Mestre e Doutora em Direito pela PUC; Professora de Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho da PUC SP nos cursos de Graduação e Pós-Graduação; Membro efetivo da Comissão da Diversidade Sexual e da Comissão da Mulher Advogada da OAB SP.

Mercado de Trabalho e Políticas de Afirmação das Diferenças Sexuais

– Esabela Cruz
Coordenadora do Programa de Diversidade e Inclusão da Hewlett Packard Enterprise; Psicóloga; Especialista em gestão de Recursos Humanos e Mestre em Diversidade Cultural e Inclusão Social. Tradutora/Interprete da Língua Brasileira de Sinais e Moderadora da página HPECareers na rede social.

A Valorização e o Compromisso das Empresas com a Diversidade Sexual e de Gênero

– Jorgete Leite Lemos
Diretora de Diversidade da Associação Brasileira de Recursos Humanos ABRH – Nacional; Membro do Comitê de Responsabilidade Social da FIESP (Cores); Consultora e Docente em Cursos de Pós-Graduação e MBA em diversas organizações de treinamento e Conferencista Nacional na área de Gestão Corporativa.

17h – Conferência Internacional

Direitos Sexuais: Sexualidade, Gênero e Direitos Reprodutivos

– Eszter Kismodi
Advogada; Especialista em Direitos Humanos;, Master of Laws (LLM) pela Universidade de Toronto Law School e licenciatura em Direito (JD) pela Universidade de Direito, Pécs , Hungria e Assessora de Direitos Humanos na Organização Mundial da Saúde, Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa (2002-2012), Orientadora da rede de pesquisa e educação em saúde sexual e reprodutiva da OMS.

2 de setembro (sexta-feira)

8h30 – Conferência III
Sexualidade e Constituição Federal: Afirmação Democrática e Reconhecimento dos Direitos LGBTI

– Debora Duprat
Curso de Mestrado Direito e Estado – UnB, nomeada para o cargo de Procurador da República de 2ª categoria; Designação para compor Comissão Permanente de atuação na Defesa dos Interesses Indígenas; Designação para o exercício da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente e dos Direitos do Consumidor; Coordenadora da Coordenadoria de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos; Membro da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão (consumidor e minorias); Membro da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (populações indígenas e minorias étnicas); Promovida, por merecimento, ao cargo de Subprocurador-Geral da República.

9h30 – Painel IV
Proteção Constitucional da Diversidade Sexual – Diálogos Brasil e Argentina

– Flávia Piovesan
Secretária de Direitos Humanos do Ministério da Justiça; Graduada , Mestre e Doutora em Direito pela PUC SP; Professora Doutora da PUC nos programas de Graduação e Pós Graduação em Direito; Visiting fellow do Human Rights Program da Harvard Law School; Visiting fellow do Centre for Brazilian Studies da University of Oxford; Visiting fellow do Max-Planck-Institute for Comparative Public Law and International Law e Humboldt Foundation Georg Forster Research Fellow no Max-Planck-Institute for Comparative Public Law and International Law e Membro Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da UN High Level Task Force on the implementation of the right to development e do OAS Working Group para o monitoramento do Protocolo de San Salvador em matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.

– Dimitri Sales
Advogado; Mestre e Doutor em Direito Constitucional pela PUC SP; Membro da Comissão Diversidade Sexual da OAB SP; Professor Visitante da Faculdad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires (Argentina), do Curso de Graduação em Direito da Universidade Paulista e do Curso de Pós-Graduação em Direito da Escola Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo; Presidente do Instituto Latino Americano de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos (ILADH); Ex-Coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo.

– Andres Gil Domingues
Advogado, graduado em Direito pela Universidade de Buenos Aires; Doutor em Direito pela Universidade de Buenos Aires; Conselheiro Constitucional – Área de Direito; Diretor-geral da AGD Consultant; Membro Associado da Associação Argentina de Direito Constitucional; Professor Adjunto de Elementos questão de Direito Constitucional da Faculdade de Direito e Ciências Sociais (UBA), Professor Titular regular do Campo Direito Estudantes de Direito Constitucional pela Faculdade de Economia e Direito da Universidade Nacional de La Pampa e do Mestrado em Estudos latino-americanos da Universidade de Salamanca (Espanha) e do Mestrado em Direito da Família da Faculdade de direito da Universidade de Buenos Aires e Ph.D.

12h – Intervalo

14h – Painel V
Versos Diversos: Diferentes Olhares para a Proteção da Diversidade Sexual e de Gênero

Sexualidade e Sociedade: A Construção do Sujeito Contemporâneo

– João Silvério Trevisan
Romancista; Contista; Ensaísta; Roteirista; Cineasta; Tradutor e Autor dos livros “Em Nome do Desejo e Vagas Notícias de Melinha Marchiotti”.

Responsabilidade Pública e Sociedade: Entre Moral e Direito

– Roberto Romano
Graduado em Filosofia pela USP; Doutorado em Filosofia pela L´École des Hautes Études en Sciences Sociales na França e Professor titular do instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP.

16h – Conferência de encerramento
Humanismo, Direito e Diversidade Sexual e de Gênero

– Nancy Andrighi
Graduada em Direito pela PUC do Rio Grande do Sul; Pós-graduação lato sensu, pela Universidade do Vale dos Sinos/RS; Curso de Pós-Graduação e Especialização de Professores pelo Centro Unificado de Brasília – CEUB, com defesa de tese; Pós-graduada em Direito Privado pela Universidade Católica de Brasília; Ministra do Superior Tribunal de Justiça; Membro da Corte Especial, do Conselho de Administração e Corregedora Nacional de Justiça.

Serviço:

Evento: “VI Congresso Nacional e II Internacional de Direito Homoafetivo”
Datas: 31/08 – às 18h30, 01 e 02/09 – das 08h30 às 19h00
Local: Novo Hotel Jaraguá – Rua Martins Fontes, 71 – Centro

Além de atividade física, grupos promovem visibilidade e protesto contra todos os tipos de preconceito!

Os encontros são organizados em São Paulo e no Rio de Janeiro por dois grupos distintos, e que fazem a diferença:

Gay Bikers

Em São Paulo, o “SP Gay Bikers” é o primeiro grupo de amantes LGBT de bicicletas do Brasil. Promovem os encontros e passeios há quase 7 anos passando por vários lugares da capital paulista. Inclusive em cidades próximas. As regras para fazer parte do grupo são: ser maior de idade (+18), ter uma bicicleta e usar capacete e outros acessórios de segurança durante os passeios. Os organizadores não cobram taxas e o grupo não tem filiação-partidária. Neste domingo, 9, por exemplo, eles se reunirão na Rua São Carlos do Pinhal, 451, próximo da Avenida Paulista. Para mais informações, eles possuem uma fanpage no endereço: https://www.facebook.com/SPGAYBIKERS

BiciQueer

Na capital carioca, o grupo BiciQueer Rio tem projeto semelhante. Eles já estão organizando o próximo encontro acontecerá dia 24, penúltimo domingo de julho, a partir das 13h na Praça Cinelândia. Algumas das regras são: usar protetor solar, utilizar equipamentos de segurança e, quem desejar, pode ir de patins, patinete, triciclo, skate ou outro meio de locomoção sem motor.

Segundo Aurora Black, 21 anos, assistente de edição:

“A BiciQueer Rio é a filha mais nova do BiciQueer Recife. A nossa ideia é juntar LGBTQs e protestar por lugares seguros para nós mesmas na cidade. A BiciQueer é coletiva. Pra fazer parte, basta chegar (e você nem precisa ter uma bike pra isso). Esse é um serviço pra comunidade, e de forma alguma queremos lucrar com isso. A ideia de usar locomoção que dependa da propulsão humana tem a ver com um alinhamento da comunidade com a vontade de ser cidadão e se sentir mais pertencente a cidade, que é uma coisa que tem sido cada vez mais difícil diante dos dados assustadores de assassinatos que temos sofrido. Essa será nossa primeira edição aqui no Rio, criamos o evento ontem e já temos mais de 640 pessoas interessadas. Isso mostra que realmente queremos e precisamos ir pras ruas. Lá em Recife, a primeira edição aconteceu em 24 de Agosto e rola semanalmente, aqui será mensal.”, conta com exclusividade ao ParadaSP.org.br.

Mais detalhes na página:https://www.facebook.com/biciqueerrio

Segundo nota do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 406 candidatxs utilizarão o nome social na realização do Exame Nacional do Ensino Médio nos dias 5 e 6 de novembro deste ano.

O Instituto recebeu 842 solicitações, destas, 432 foram reprovadas porque não foram encaminhados os documentos necessários dentro das regras publicadas no edital do exame. A opção do nome social foi usado pela primeira vez em 2014 e teve 104 pessoas transgêneros inscritxs.

Veja no quadro abaixo as inscrições confirmadas de 2015 e 2016:

transgêneros-enem

Fonte: inep.gov.br

Qualquer informação sobre o cartão de inscrição, local de prova e outras dúvidas, acesse a página do(a) participante www.enem.inep.gov.br/participante

Foi a primeira vez na história que um primeiro-ministro canadense em exercício participou da marcha do “Dia do Orgulho Gay” em Toronto que reuniu, neste final de semana, com mais de 1 milhão de participantes; a sua presença foi confirmada e compartilhada no Twitter oficial @PrideToronto:

Ele dividiu logo com todos sua ansiedade da primeira participação como primeiro-ministro:

Tradução: “Muito ansioso para estar lá outra vez, dessa vez como primeiro-ministro.”

Além de Troudeau, participaram do evento o ministro das Finanças, Bill Morneau, o prefeito de Toronto, John Tory e Kathleen Wynne, primeira mulher a assumir o cargo de premiê de Ontário.

Notícias como estas são muito importantes. É primordial que políticos e demais personalidades participem das Paradas do Orgulho LGBT ao redor do mundo e mostrem seu respeito à diversidade humana. Parabéns Justin Trudeau!

Embora falemos mais sobre a homossexualidade e diversidade sexual, o preconceito, a discriminação e os crimes de homofobia ainda são muito recorrentes. Nesta sexta-feira (1), em Montes Claros (MG), o jovem André Felipe Vieira Colares, de 24 anos, foi encontrado com um corte profundo no pescoço e teve seus dois olhos perfurados com palitos.

Mestre em Administração, pesquisador e professor, André foi assassinado por um adolescente de 17 anos apreendido pela PM no mesmo dia. O menor contou a polícia que foi com André ao banheiro e, após um desentendimento, acabou matando o professor.

O crime, que aconteceu durante uma festa de formandos do curso de medicina da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), tem motivação homofóbica segundo as investigações. Porém, o menor, orientado por um advogado, disse que só daria mais detalhes em juízo.

Até quando crimes como este continuarão? Precisamos sim de mais educação. Mais visibilidade. Mais luta pelos direitos LGBTs. E, como disse nosso presidente Fernando Quaresma (ONG APOGLBT) de leis que punam severamente crimes de homofobia.

Nesta sexta o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vetou o projeto de lei 306/2015 do vereador Eduardo Tuma que criaria em 25 de dezembro o “Dia de Combate à Cristofobia”. O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal dia 8 e precisaria da sanção do prefeito para virar lei.

Segundo entrevista dada ao portal G1, Haddad justifica o veto:

“O projeto em questão, na verdade, estimula a separação entre religiões cristãs e outras religiões, além da população LGBT, prestando desserviço aos esforços que o conjunto do Município de São Paulo tem feito em prol da convivência pacífica com a pluralidade democrática”, justifica Haddad.

O prefeito de São Paulo diz ainda que essa proposta não contribui para o avanço do diálogo mais fraterno entre cristãos, população LGBT e demais religiões, da mesma forma como não prestigia a primazia dos direitos humanos consagrada na Constituição Federal de 1988. Tuma, autor do projeto, diz que se a homofobia é um crime, devendo ser punida, a cristofobia também deveria ser.

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Nelson Matias Pereira, sócio-fundador da APOGBT

Segundo Nelson Matias Pereira, sócio fundador da APOGBT, ONG responsável pela maior Parada do Orgulho LGBT do Mundo:

“Como bem definido pelo Prefeito, o papel do Poder Público é adotar providências de conscientização quanto ao combate à intolerância religiosa. Tanto é assim que consta do referido calendário, desde 2009, o ‘Dia de Combate à Intolerância Religiosa’. O projeto aprovado pela Câmara Municipal é uma afronta ao Estado Laico e nos deixa o alerta do perigo que traz projetos como esse. Ele deixa clara a intenção da bancada evangélica de dar cabo no estado democrático de direito. A intenção dessa gente é instalar um Estado Teocrático neste país, e ter privilégios em detrimento das demais, o que afronta a Carta Magna. Ao Prefeito Haddad, nosso parabéns e apoio por não sancionar tal lei.”

Militância é mostrar quem somos, é expressar sentimentos, alegrias e motivações que todos nós, seres humanos, possuímos. E mostrar com orgulho. Com orgulho LGBT. Sem medo, sem sofrimento e da forma como desejamos: livres e felizes.

Pensando nisso, escolhemos algumas tatuagens inspiradoras de pessoas que, com esse mesmo sentimento, registraram na pele seu Orgulho LGBT. Registraram seu amor ao igual.

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E você? Também tem uma tatuagem? Conta pra gente! Utilize o formulário abaixo!

Nesta tarde no Pentágono, o secretário de Defesa dos EUA, Asthon Carter, anunciou a retirada da proibição de pessoas transgêneros dentro das Forças Armadas americana.

Com a regra ”Don’t ask, don’t tell” (não pergunte, não conte), a omissão da orientação sexual sempre foi muito comum por lá. Em 2010, o presidente Barack Obama derrubou o veto para que gays assumidos se alistassem livremente e assumissem as forças armadas se assim desejassem. Segundo ele, orientação sexual não deveria ser motivo para o não alistamento.

Mesmo porque, como já sabemos, orientação sexual não tem relação alguma com caráter ou competências.

Após seis anos, agora, vem a notícia que além de gays, as Forças Armadas também aceitarão pessoas transgêneros. Respeitando, assim, a identidade de gênero de cada indivíduo: indiferente de sua orientação sexual.

Segundo pesquisa do Departamento de Defesa em nota publicada na CNN, por ano, aproximadamente 65 militares buscam a redesignação sexual conforme sua identidade de gênero e, também aproximadamente, 2.450 se identificam com o gênero diferente que possui na certidão de nascimento. Um número bem expressivo e que ajudou na tomada de decisão.

Grupos, militantes e ONGs do mundo inteiro comemoram esta grande notícia pelos direitos LGBTs. Esperando que decisões como esta se espalhem pelo mundo.

A bandeira arco-íris foi usada como símbolo de pacificação em 1960 na Itália, substituindo o “triângulo rosa”, símbolo usado até então para identificar homossexuais nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.

A partir de 1978, o artista Gilbert Baker (amigo de Harvey Milk, importante militante LGBT) inspirado na mensagem de paz, do movimento hippie e da diversidade da sociedade, criou a primeira bandeira arco-íris LGBT com 8 cores.

Na versão original, a bandeira têm as cores rosa, azul-turquesa e anil; mas como nos dias de hoje a bandeira é costurada e não estampada, a aquisição de tecidos com essas cores era muito complicada. Várias alterações ocorreram até chegarmos na atual bandeira com 6 cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo.

Veja o significado de cada cor:

Vermelho – fogo, vivacidade.
Laranja – cura, poder.
Amarelo – Sol, claridade da vida.
Verde – Natureza.
Azul – Arte, amor artístico.
Roxo – Espírito, vontade e luta.

Cores antigas da bandeira:
ROSA – Simboliza o sexo e o prazer carnal.
TURQUESA – Simboliza a harmonia e a pacificação.

Em todas as manifestações LGBTs as cores do arco-íris estão presentes, um símbolo internacional e universal da diversidade na luta pela equidade de direitos.

A Skol mais uma vez inova e mostra pessoas LGBT, negros e mulheres representados de forma positiva no comercial da cerveja.

Neste ano, a Skol foi a primeira marca oficial de cerveja da 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, onde já demostra sua atitude pró-respeito às minorias que a marca deve manter. Na fanpage oficial da Skol, as palavras:

“A estrada fica mais colorida quando não se está sozinho.
Cada passo é um avanço. Cada abraço, uma conquista.
Respeitar a diversidade é o caminho.
Dê o play e siga com orgulho.”

Assista ao vídeo: