quarta-feira, agosto 23, 2017
Militância LGBT

O grupo de jovens LGBT Família Stronger realizará, dia 24 (sábado), na Casa de Cultura Raul Seixas (próximo a estação Dom Bosco – CPTM, em São Paulo) o III Curso de Formação Política LGBT.

familia-lgbt

Com certificado aos participantes, o curso será ministrado por Matheus Emílio, Jefferson Ferreira, Bruna Wandergueld, Elvis Stronger e membros do SAJU USP.

O objetivo do curso, realizado das 12h até as 17h, é empoderar jovens – e demais interessadxs, na luta por direito e visibilidade da comunidade LGBT.

A Casa de Cultura Raul Seixas fica na Rua Urmúrios da Tarde, 211 – Conj José Bonifácio (próximo a estação Dom Bosco). As inscrições devem ser feitas on-line por meio do link:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdRPITd8BQJLBsKhYQ-c0DJY7bYoPF_C8OvSw4Qp-fXPJ7Z4w/viewform?c=0&w=1

Para confirmar presença também no evento do Facebook (porém, a inscrição só será aceita pelo link acima), o endereço é: https://www.facebook.com/events/1619019461729378/

Warren Hall, reverendo que assumiu sua homossexualidade em 2015, foi demitido pela Arquidiocese de Newark, em Nova Jersey nos Estados Unidos, após defender a técnica de basquete Kate Drumgoole.

Drumgoole, que também assumiu sua orientação sexual publicamente, está processando a Paramus Catholic Hight School, alegando que foi demitida por conta de sua orientação sexual. A Paramus, por sua vez, deixa claro que a demissão realmente ocorreu por ela ter se casado recentemente com outra mulher.

Hall, em solidariedade, a defendeu nas redes sociais e em seguida, também foi demitido.

“O problema é que temos um arcebispo que não acredita que você pode ser gay e católico”, disse Warren Hall se referindo a John Myers.

Ainda em 2015, Hall demonstrou apoio a uma campanha que promove o casamento entre pessoas do mesmo sexo e por isso foi transferido para uma paróquia no Norte do Estado. Até então, seu trabalho estava indo muito bem segundo a comunidade local.

Com a demissão, Hall não poderá mais celebrar missa em público, nem apresentar-se como sacerdote ou trabalhar em qualquer outra paróquia.

A pergunta que fazemos é, até quando o preconceito continuará firme dentro das religiões? Mesmo a ciência deixando comprovado que a orientação sexual não interfere em nada nas questões profissionais de um indivíduo, seja trabalhos religiosos ou não.

A ação do Ministério Público Federal, ajuizada em 2003 por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, buscou ampliar a interpretação da Lei 8.441/92 que determina o pagamento de indenização ao conjugue sobrevivente, equiparando o mesmo ao esposo ou esposa quando a união homoafetiva ultrapassar cinco anos e nos casos admitidos pela lei previdenciária.

Isso significa que casais gays terão os mesmos direitos já garantidos aos casais heterossexuais nos casos de morte cobertos pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).

“A interpretação buscada é absolutamente correta, eis que as uniões homoafetivas, por interpretação inclusive das cortes federais e do próprio STF, tem reconhecidos direitos a tais situações na órbita da legislação previdenciária. O INSS reconhece formalmente tais direitos ao companheiro homossexual tanto no que pertine à pensão por morte, quanto no que concerne ao auxílio-reclusão”, disse  a desembargadora federal Marli Ferreira.

Qualquer notícia de descumprimento da decisão judicial deve ser comunicada ao Ministério Publico Federal por meio do site http://cidadao.mpf.mp.br

chega de transfobia - governador valadaresA 4º Semana da Diversidade na cidade Governador Valadares foi um sucesso. Prova disso é o vídeo disponibilizado pelo cineasta Daniel Sellos e pela fotografa e designer Mariana Braz, com exclusividade, aqui em nosso portal.

O evento ocorreu no final de Junho deste ano, e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Juventude (SMCELJ) e com o Núcleo de Debates Sobre Diversidade e Identidade (NUDIs).

Entre as atividades do festival, a tenda ”PAZ #ChegaDeTransfobia” deu continuidade e divulgou o projeto da APOGLBT SP no interior de Minas Gerais.

É isso mesmo. A campanha criada na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo neste ano, a #ChegaDeTransfobia, também foi divulgada lá: pintando rostos, criando arte e mostrando a diversidade!

Vamos ver o vídeo?

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Por Tamara Smith*

23 anos depois, a luta continua diariamente contra o preconceito, a cultura do estupro e o machismo; com o tema ”Visibilidade, Saúde e Organização” aconteceu no Rio de Janeiro o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE).

Uma das mais importantes conquistas: um espaço de discussão voltado exclusivamente para lésbicas com o objetivo de fortalecer suas vozes a organização política e condição social; não esquecemos do ”Stonewall Brasileiro” que aconteceu dia 19 de agosto, de 1983 no Ferro’s Bar em São Paulo aonde Rosely Roth com outras integrantes do Grupo de Ação Lésbico-Feminista (GALF), reivindicaram com o apoio de aliados, de outros coletivos, representantes do poder público e judiciário, o direito de divulgar o jornal Chanacomchana escrito por ela e Miriam Martinho; pois como um local frequentado por lésbicas, recusou o apoio ao trabalho voltado para elas? A conquista repercutiu na imprensa que tratou com devido respeito a ação social de que todos os dias sofriam ameaças e a repressão da ditadura militar.

Os anos passaram, conquistas e visibilidade ganham espaço graças a rapidez para se comunicar e chegar ao inacessível, aos jovens e adultos que buscam ajuda sobre a descoberta de si mesmo(a) e dividem suas opiniões e experiências: fundação de coletivos, ações de militantes independentes sendo reconhecidos por pessoas próximas ou até mesmo de outros continentes.

A discriminação contra as mulheres no esporte, mercado de trabalho e na política vai acabar com a união, agora não é momento de dizer ”sou mais militante do que você…” ou ainda ”sofro mais racismo do que você…”, sem falar no ”sou mais discriminada do que você”.

Se queremos de fato equalidade de direitos e união, diremos:

” Estou com você na luta contra o machismo, a cultura do estupro e o preconceito.”

Dia 29 de agosto, dia da visibilidade lésbica.

 

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo e militante LGBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola

Não é a primeira e nem será última vez que acontece algo parecido: um pastor homofóbico é preso por pedofilia. Claro que, nem todos os pastores – ou religiosos em geral – são homofóbicos ou pedófilos. Muitos deles respeitam e entendem a diversidade humana. Mas quando alguém luta ferozmente contra a homossexualidade, que nada mais é que uma vertente saudável da sexualidade humana, alguma coisa tá errada.

Foi isso que aconteceu com o pastor Ken Adkins (foto acima), da Geórgia, condenado por molestar crianças. O mesmo pastor que, meses atrás, disse que “Os gays tem o que merecem!” quando um atirador matou 49 pessoas – a maioria LGBT – em Orlando na Boate Pulse.

Segundo o Daily Beast, os casos de abuso infantil aconteceram em 2010, dentro da igreja, no veículo do pastor e também na casa das vítimas. Kenneth Glough, seu advogado, disse que as acusações são antigas e ele acredita que seu cliente será exonerado. “Não sei porque estão desenterrando isso agora”, disse ele a imprensa americana.

Inês Brasil vem fazendo sucesso na web com seus jargões e, graças a isso, é presença marcante em shows por todo o Brasil. Qual a relação dela com a militância LGBT? Até então, nenhuma. Porém, alguns dos seus fans produziram uma história em quadrinhos e a colocaram na rede onde Inês luta contra homofóbicos.

O resultado? Divertido e super do bem.

Vamos assistir?

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Para curtir a página no Facebook do projeto, o link é este aqui:

https://www.facebook.com/inesbrasilquadrinhos

Se conhecer algum outro vídeo legal, escreva para a nossa redação. Vamos amar compartilhar. Militância, cidadania, respeito e as vezes, entretenimento, faz bem aos nossos corações. Somos diversos. Somos únicos. Somos humanos. E, “se me atacar, vou atacar…” (outra frase famosa de Inês Brasil) 🙂

A escritora J.K. Rowling, da saga Harry Potter, usou o Twitter no último fim de semana para defender o atleta Tom Daley de ofensas homofóbicas feitas por um “cristão”. Segundo o NewNowNext, Daley competiu na modalidade de saltos ornamentais na plataforma de 10 metros, mas apesar de ter ficado em primeiro lugar nas preliminares, acabou terminando em último nas semifinais.

Entre algumas críticas no Twitter, J.K. Rowling ficou indignada com o comentário homofóbico do perfil “Voz Cristã”, que disse que a homossexualidade do garoto foi o principal motivo dele não ter ficado em primeiro lugar:

“Ter virado gay não ajudou Tom Daley nas Olímpíadas Rio 2016.”

Daley se assumiu homossexual em 2013, um ano após os Jogos de Londres. A conta “Voz Cristã” disse que ele “se tornou gay” graças ao seu noivo, o cineasta Dustin Lance Black:

“E precisamos lembrar que Tom Daley só virou gay porque foi seduzido por um homem mais velho.”

E, para os fans em todo o planeta, J.K. Rowling viu o Twitter e não deixou barato, defendendo Tom nas redes sociais:

“Não consigo decidir o que é mais ofensivo nesse tuíte, a estupidez ou a maldade.”

Alguns usuários disseram a Rowling para não alimentar uma discussão desnecessária, mas ela nem se importou e continuou:

“Falando como uma pessoa que já passou por isso: quando outras pessoas chamam a atenção para o que está acontecendo, isso te faz sentir bem menos solitário.”

 

“É um ponto válido, mas acho que é estranho isso focar em como o praticamente de bullying/troll se sente.”

“E por causa desse veneno, as vítimas são excluídas de lugares que deveriam ser seguros. Se todos nós desafiássemos o ódio, as redes sociais poderiam ser locais muito melhores para minorias, mulheres e gays.”

Pois é, preconceito e homofobia não estão com nada. Parabéns a J.K. Rowling!

Desde sábado a estudante M. L., de 18 anos, sofre com ameaças e é perseguida de forma assustadora: recebe ligações e até visitas em sua casa. Tudo porque ela esteve no 4º Batalhão de Infantaria Leve, em Osasco, para se alistar no serviço militar e alguém a fotografou dentro do quartel e espalhou a imagem nas redes sociais, assim como sua ficha de inscrição com seu nome de registro (que ela não usa).

 M. L., em reportagem para o Jornal Extra, disse que soube que suas fotos estavam sendo espalhadas pela internet por uma amiga. Logo em seguida começou a receber ofensas, ligações pedindo para sair e ameaças de morte. Assustada, foi procurar amigo na casa de parentes. Ela disse que, naquele dia, lembra de um soldado apontando o celular para ela, mas não imaginava o motivo.

Segundo a advogada Patrícia Gorich, presidente da Comissão Nacional de Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito da Família, que ajuda M. L. no caso:

“Ela viu um soldado com um celular no segundo andar do quartel, em um vão, mas não deu tanta atenção, pois não desconfiava que tamanho absurdo poderia acontecer. Ficou surpresa quando, no sábado, começaram a ligar para a casa dela e a mandar mensagem para o WhatsApp, o dia inteiro. Mandaram tanto mensagens de ódio quanto chamando para sair, chamando pelo nome de registro. Quando entrou no Facebook, viu que já tinha muita gente comentando que todos os dados dela estavam na internet: endereço, telefone, nome do pai e da mãe. A vida dela virou um caos”

Segundo M. L., ela publicou em seu perfil que foi conversar com o capitão do batalhão e contou o que aconteceu. Ele pediu desculpas e pediu para que ela aguardasse as coisas se acalmarem, sugeriu até trocar o telefone de sua casa, como se isso fosse resolver os dados causados. Foi então que ela registrou boletim de ocorrência e, depois que a história de tornou pública, a Coordenadoria da Presidência da República entrou em contato pedindo que a denúncia fosse formalizada.

Segundo a advogada, “Ela está com medo. E seu medo é legítimo. Ela foi exposta a uma situação vexatória. O nome e o rosto foram expostos, além de outros dados pessoais. E nenhum cidadão tem acesso à ficha pessoal de alistamento militar”.

Em comunicado, o Exército Brasileiro informou que teve conhecimento do fato e que já tomou as medidas administrativas necessárias para esclarecer o ocorrido. E que os envolvidos serão responsabilizados por suas ações, dentro do que prescreve a legislação vigente.

Ainda na nota, o Exército diz que não compactua com este tipo de procedimento e empenha-se, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta sejam corrigidos, dentro dos limites da lei. E que a instituição não discrimina qualquer pessoa, em razão de raça, credo, orientação sexual ou outro parâmetro.

Nota do editor/jornalista da APOGLBT: Diferente de outros veículos, borramos o rosto na imagem e não colocamos seu nome completo para evitar mais ainda sua exposição.

“Ele disse sim”, frase publicada no Twitter de Tom Bosworth no início desta semana. E não é para menos, o Rio de Janeiro vem conquistando o coração de muitos atletas e como vocês puderam acompanhar em nosso portal, Isadora Cerullo beijou sua companheira e a pediu em casamento, sendo noticiado nos principais veículos de imprensa do Brasil e do mundo.

Imaginávamos que este seria o único caso de pedido de casamento homoafetivo nas Olimpíadas Rio 2016 mas, para a nossa surpresa e alegria, não.

O astro britânico da marcha atlética Tom Bosworth escolheu as areias da praia de Copacabana como cenário para pedir seu namorado Harry Dinley em casamento. Tom e Harry compartilharam o momento do pedido e uma foto do anel no Twitter.

Para quem não sabe, Tom Bosworth, de de 25 anos, assumiu sua homossexualidade no ano passado:

“Sair do armário não é surpresa para meus amigos, familiares e até colegas de equipe, mesmo para Mo Farah, que não se surpreendeu quando lhe disse que eu era gay”, disse, e acrescentou: “Eu estive confortável com minha sexualidade e em um relacionamento muito feliz nos últimos quatro anos”.

Esperamos ver outras demonstrações homoafetivas assim! Para o amor, tudo vale a pena, hoje e sempre!