quarta-feira, agosto 23, 2017
Militância LGBT

Assumir-se “diferente” dos demais, seja por sua orientação sexual ou identidade de gênero, não é algo fácil para muita gente. Ainda mais para aqueles que sofrem pelo peso da religião (pois algumas, infelizmente, a condenam ferozmente). Quando você junta com o machismo social, muito presente nos esportes, a situação é ainda mais delicada.

Porém, assim como na sociedade, para a nossa alegria, encontramos pessoas que são assumidas e plenamente felizes com sua identidade de gênero ou orientação sexual. Pessoas que souberam escolher, trilhar caminhos (mesmo difíceis) e viver uma vida autêntica: não precisando esconder sua sexualidade/afetividade de famílias, amigos e colegas de trabalho.

Confira a lista dos esportistas das Olimpíadas Rio 2016 que, até o momento, são assumidamente gays, lésbicas, bissexuais e/ou pessoas trans. Em ordem alfabética:

Alexandra Lacrabère  (França, handebol)
Amini Fonua  (Tonga, natação)
Angel McCoughtry (EUA, basquete)
Ari-Pekka Liukkonen (Finlândia, natação)
Ashley Nee  (EUA, caiaque individual)
Brittney Griner (EUA, basquete)
Carl Hester (Reino Unido, hipismo)
Carlien Dirkse van den Heuvel (Países baixos, hockey)
Carolina Seger  (Suécia, futebol)
Caster Semenya (África do sul, atletismo)
Dutee Chand (India, track & field)
Edward Gal (Países Baixos, hipismo)
Hans Peter Minderhoud (Países baixos, hipismo)
Hedvig Lindahl (Suécia, futebol)
Helen Richardson-Walsh (Reino Unido, hockey)
Ian Matos (Brasil, saltos ornamentais)
Jeffrey Wammes  (Países Baixos, ginástica olímpica)
Jillion Potter  (EUA, rugby)
Julia Vasconcelos  (Brasil, taekowndo).
Kate Richardson-Walsh (Reino Unido, hockey)
Katie Duncan (Nova Zelândia, futebol)
Kelly Griffin  (EUA, rugby)
Larissa França (Brasil, vôlei de praia)
Lisa Dahlkvist (Suécia, futebol)
Maartje Paumen (Países Baixos, hockey)
Marie-Eve Nault (Canadá, futebol)
Martina Strut  (Alemanha, salto com vara)
Mayssa Pessoa (Brasil, handebol)
Megan Rapinoe (EUA, futebol)
Mélanie Henique  (França, natação)
Melissa Tancredi  (Canadá, futebol)
Michelle Heyman (Austrália, futebol)
Nadine Müller  (Alemanha, lançamento de disco)
Nicola Adams (Reino Unido, boxe)
Nilla Fisher (Suécia, futebol)
Robbie Manson (Nova Zelândia, remo)
Seimone Augustus (EUA, basquete)
Spencer Wilton  (Reino Unido, hipismo)
Stephanie Labbe  (Canadá, futebol)
Sunette Stella Viljoen  (África do Sul, lançamento de dardo)
Susannah Townsend  (Reino Unido, hockey)
Tom Bosworth (Reino Unido, atletismo)
Tom Daley (Reino Unido, saltos ornamentais)
Victor Guttiérez  (Espanha, pólo aquático)

Conhece mais alguém que não esta nesta na lista? Mande-nos um e-mail com o nome e a referência sobre o atleta (link de alguma publicação séria que fale sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero). Teremos o maior prazer em incluir na listagem.

Nico Hines
Nico Hines – Foto Reprodução/Twitter

Nico Hines conseguiu “enfiar o pé na jaca”. Editor britânico do “The Daily Beast”, ele gerou um desconforto mundial ao “arrancar do armário” atletas das Olimpíadas Rio 2016. O que ele fez? Bom, como ele se diz heterossexual, criou um perfil em alguns aplicativos de encontros gays (como Grindr, Hornet, etc) e mapeou a Vila Olímpica, no Rio, para ver quais pessoas apareciam por lá.

Com o título “Consegui três encontros no Grindr em uma hora na Vila Olímpica”, Nico Hines disse no artigo o quanto era fácil não só encontrar homossexuais mas também marcar encontros reais de sexo. Segundo ele, “Um viveiro de atletas em festa, pegação, e sexo, sexo, sexo”, diz o jornalista.

E não parou por aí. Além de tudo, ele mencionou no artigo um atleta da Ásia Central, um país onde a homossexualidade é extremamente criminalizada fazendo com que LGBTs vivam em situação de risco extremo. Esse tipo de matéria e exposição vem gerando questionamentos por todo o planeta sobre a ética do jornalismo.

Amini Fonua, nadador que esta no Rio, publicou em seu Twitter um texto criticando Nico Hines. “Algumas dessas pessoas que você tirou do armário são meus amigos. Com família e vidas que serão afetadas para sempre”, disse Amini que é gay assumido.

Pedido de desculpas

O artigo, após inúmeras denúncias, foi retirado às pressas do site. No lugar, colocaram um texto pedindo desculpas:

“O artigo não teve a intenção de prejudicar ou degradar membros da comunidade LGBT, mas intenções não importam, os impactos, sim. Nossa esperança é que, ao remover o artigo que está em conflito com nossos valores bem como com aos quais aspiramos como jornalistas demonstre quão seriamente levamos nosso erro”

E você, o que pensa a respeito? Como pessoas, formadas, que trabalham em grandes veículos de comunicação conseguem pisar na bola deste jeito? Desrespeitando o outro? Sua orientação sexual? Até quando?

Do dia 01 ao dia 07/11/2016 acontece o 2º Congresso Nacional Online sobre Diversidade Sexual, evento organizado pelo advogado e defensor dos Direitos LGBTs William Bryan. E melhor, gratuito e por meio da internet.

O primeiro evento focou na conscientização do público geral e especializado para melhor lidarem com as diversidades sexuais e de gênero, e essas palestras serão retransmitidas no 2º evento, que terá seu foco na Orientação aos próprios LGBTs sobre longo processo de Aceitação, Superação e Conquistas pessoais. Aliás, esse é o foco do segundo encontro: diversos profissionais e estudiosos indicarão o caminho as pessoas LGBT para viver com felicidade de forma plena, com respeito, paz, amor próprio e compartilhado.

O projeto CONADS trata sobre a luta contra a discriminação, intolerância sexual e de gênero, e concepções ultrapassadas que pioram o setor cultural do nosso país. Até o momento, diversos profissionais já confirmaram suas palestras, entre eles:

Adriana Souza, Coach de Corpo e Alma, Especialista em Florais de Bach e Idealizadora do Hoje eu me sinto. Trabalha reconectando as pessoas às suas essências naturalmente perfeitas. Cada ser é único e especial, por isso o tratamento respeita o ritmo e objetivos particulares de cada indivíduo, trazendo de volta a plenitude, leveza e alegria, que é sua por direito. Abordará o tema da autoaceitação, e da percepção das nossas qualidades, independente do ponto de vista social, explorando a essência perfeita, nata em todos os seres humanos.

Anderson Schirmer é Professor Doutor em Psicologia Social pela PUC/SP e trabalha em consultório particular. Sua linha de pesquisa é Psicanálise, Políticas da Sexualidade e Homofobia.

Fabrício Viana, jornalista, escritor e bacharel em psicologia. Com mais de 20 mil leitores, Viana é autor do livro O Armário (sobre a homossexualidade), Ursos Perversos (literatura erótica), Orgias Literárias da Tribo (coletânea LGBT premiada), Theus: Do fogo à busca de si mesmo (romance com temática gay) e outras publicações. Entre seus projetos, destacam-se a “Criando Livros” e a “Bons Livros Editora Digital

Henrique Goetten, Mago, Sacerdote, Coach Transformacional e Palestrante de Ética e Diversidade Humana.
Estuda filosofia como autodidata desde os 16 anos na área de neurolinguística, ética, metafísica e física quântica voltadas à transcendência da matéria. Autor do Curso e Livro “Língua Solta” dedicado às pessoas que têm dificuldades de se comunicar interna e externamente. Atualmente dedica a vida a ajudar pessoas a se libertarem de seus paradigmas e descobrirem o EU verdadeiro, para que possam conquistar seus objetivos e realizar seus sonhos de maneira simples e definitiva

Marcos Lacerda, Psicólogo Mestre em Psicologia Social e Especialista em Psicologia Clínica e Teoria Psicanalítica pela UFPB. Autor do premiado Romance “Um Estranho em Mim”, e do Romance “Libélula” (Pontes Editores). Atua em clínica particular desde 1993, em que enfatiza, principalmente, os temas: saúde mental, vida cotidiana, preconceito e violência.

Além de muitos outros nomes:

congresso-nacional-diversidadesexual-genero

Para se inscrever e assistir a todas as palestras gratuitamente é simples, basta acessar o link abaixo e se cadastrar com nome e e-mail:
http://www.inads.com.br/conads

Não existem barreiras para o amor. Quando amamos, nada mais importa. E mostrar este amor ao mundo faz parte da maioria dos casais. Com Isadora Cerullo e Marjorie isso não poderia ser diferente.

Nas Olimpíadas 2016, Isadora beija Marjorie após ser pedida em casamento, na frente de todos. Veja o vídeo:

Jogadora da seleção brasileira de rúgbi, Izzy, como é conhecida, foi pedida em casamento por sua companheira após a cerimônia de entrega de medalhas. E viva o amor. O amor que envolve todas as pessoas, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Parabéns meninas! Vida longa ao casal.

Neste sábado, 06/08, a APOGLBT SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT) fará uma reunião de avaliação do XX mês do orgulho LGBT de São Paulo e, para isso, convida outras ONGs de direitos humanos LGBT, coletivos ou militantes autônomos para participar.

A reunião será realizada das 14h até as 17h no Sindicato dos Comerciários: na Rua Formosa nº 99.

Neste encontro também agendaremos as próximas reuniões para início dos trabalhos do XXI Mês do Orgulho LGBT, começando pela escolha do tema de 2017.

Contamos com a participação de todxs!

Para receber nossos informativos por e-mail, cadastre-se aqui.

Para mais informações, entre em contato com: assessoria.imprensa@paradasp.org.br

 

Com o tema “O amor transforma preconceitos”, o curta protagonizado por Laura Zanotti, maquiadora, mulher transexual e ativista LGBT, conta a história de uma tradicional família mineira que vive na zona rural.

Dirigido por Eduardo Zunza, no vídeo, a transexual sai de casa após rejeição e só volta na celebração dos 50 anos de casamento dos seus pais. Ela chega acompanhada pelo companheiro e pela filha.

Laura Zonetti diz que foi uma honra ter representado pessoas LGBTs, especialmente por ser uma mulher transexual, mostrando que todos existimos e estamos em todos os espaços.

O vídeo também faz parte da “Livres & Iguais”, campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pela igualdade LGBTI, com parceria da embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil.

Assista:

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A revelação foi noticiada pelo jornal australiano Herald Sun e, segundo o ator John Cho, a decisão foi tomada pelo escritor Simon Pegg e pelo diretor Justin Lin como uma forma de homenagear o ator George Takei, que hoje tem 79 anos e é um dos principais ativistas da causa LGBT nos Estados Unidos.

Alias, George Takei assumiu publicamente sua homossexualidade em 2005, mesmo ano que outro ator e governador da California, Arnold Schwarzenegger, vetou o projeto que legalizaria o casamento homoafetivo no estado; ele se casou em 2008 com Brad Altman.

Em “Star Trek: Sem Fronteiras” vai mostrar o Sulu com o seu marido e a filha, no momento em que ele sente saudade da família.

O filme estará em cartaz no dia 1º de setembro no Brasil, marcando os 50 anos da franquia: a série foi ao ar na TV americana em 8 de setembro de 1966. A notícia é sempre bem vista por ativistas do movimento LGBT, já que mostra personalidade e personagens importantes assumindo plenamente sua orientação sexual, sem medos ou receios.

Para quem não acompanhou, nesse final de semana em Las Vegas aconteceu o UFC 200. E não foi uma luta “qualquer”, a baiana Amanda Nunes ganhou da Miesha Tatecom ao finalizar a luta com um mata-leão no primeiro round. A comemoração foi em dobro: Amanda é brasileira e a primeira lésbica assumida a ganhar um título no Ultimate Fighter.

Na coletiva de imprensa ela agradeceu a namorada, Nina Ansaroff, companheira de luta na categoria peso-palha do American Top Team.

”É incrível, sou feliz comigo mesma. É isso o que importa. Nina é a melhor parceira de treinos da minha vida. Ela vai ser a próxima campeã dos palhas, podem ter certeza! Ela tem muito talento e significa tudo para mim. Me ajuda demais. Eu a amo. ”

A declaração de amor (que jamais deve ser escondido!) foi exemplar. Parabéns pela conquista, Amanda! Estamos todos orgulhosos! Que você sirva de exemplo para muitas outras meninas que estão no armário e precisam viver uma vida plena e satisfatória. E, de preferência, com grandes conquistas como a sua!

De 44, em 2015, agora subiu para 290 o número de estudantes travestis e transexuais que solicitam na secretaria da escola a vigência do seu direito pelo uso do nome social. É um direito respaldado pelo Decreto Estadual nº55.588, de 17 de março de 2010 que vale também para todos os órgãos de administração paulista, direta e indireta.

“Um dos propósitos dessa legislação é fortalecer, já na escola, a inclusão social desses cidadãos e assegurar-lhes desenvolvimento digno e respeitoso”, explica o professor Thiago Sabatine, responsável pela equipe técnica de Diversidade Sexual e de Gênero da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica (CEGB), da Secretaria da Educação do Estado, que levantou estes dados.

Ele explica que o nome social é ligado à identidade de gênero: “É a forma como o indivíduo se vê, o resultado da construção de sua identidade ao longo de sua vida”, afirma.

No levantamento realizado pela CEGB, no início do primeiro semestre de 2015, 44 alunos haviam requerido o nome social e, após seis meses, somavam 127. No final do ano, o crescimento continuou e o total chegou a 182 solicitantes. Hoje, encerrando o primeiro semestre, o nome social é uma realidade para 290 estudantes.

Do total de solicitações, 78% são adoção de nome social feminino; e os 22% restantes, masculino. Entre os solicitantes, 65%estão matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 35% no ensino fundamental e ensino médio regular. Destaca-se, ainda, que 26% têm menos de 18 anos, e 74%, 18 anos de idade ou mais.

Para reconhecimento às diferenças e prevenção de ações discriminatórias estão inclusas algumas regras como tratamento exclusivo pelo nome social e inclusão do mesmo em documentos internos como lista de chamada, carteirinha de estudante e boletim escolar; porém não é utilizado no histórico escolar, certificados e declarações.

Nos últimos dois anos a Secretaria da Educação promoveu videoconferências de capacitação aos professores e servidores das escolas em respeito ao tema. Os materiais foram ”Intitulados Travestis e Transexuais – O direito ao nome social e Tratamento nominal de discentes, travestis e transexuais, os mesmos estão disponíveis na Videoteca Rede do Saber, uma plataforma de ensino e capacitação à distância, acesse www.rededosaber.sp.gov.br

Em 2013 foram realizados capacitações presenciais, aonde 4 mil educadores foram contemplados nas 91 Diretorias de Ensino do Estado.

Você perdeu o 15º Ciclo de Debates realizado em São Paulo pela Associação da Parada LGBT? Mora em outra região e não pode comparecer? Não faz mal. Gravamos e disponibilizamos os vídeos para que você assista on-line.

Os temas deste ano são recorrentes e foram muito bem discutidos por excelentes profissionais. Aqui estão os vídeos de todos os dias. Assista e compartilhe!

Lei de Identidade de Gênero

Relação de trabalho X Relações Homoafetivas

LGBT em situação de Rua

Educação e Gênero

Saúde da Mulher, Cultura e Empoderamento Feminino.