quarta-feira, agosto 23, 2017
Militância LGBT

Uma pulseira do arco-íris adquirida no exterior e perdida aqui no Brasil deu origem à uma ideia. A dificuldade de encontrar produtos direcionados à comunidade LGBT fez com que a ideia se tornasse um projeto. Assim nasceu a Logay, uma loja online que acredita no sonho da inclusão, na igualdade e no respeito à diversidade.

Dedicada ao público que acredita que a vida é bonita demais para ficar dentro de um armário, a Logay aposta em sua Linha Pride, que conta com produtos exclusivos criados e elaborados para exaltar o orgulho e o jeito colorido de ser de cada um de nós. Dentre as opções, encontram-se peças de vestuário, acessórios, presentes e até itens de decoração, como almofadas e quadros. Essa demonstração de respeito e tolerância levaram, também, à escolha de produtos multimarcas que abraçam a causa.

A comunidade sempre procurou abraçar as tendências da moda e do bom gosto, e este fator contribuiu para moldar a Logay. Logar é o ato de se identificar. Partindo deste princípio, a loja quer que você se identifique com ela. Você que sempre veste as cores do arco-íris, seja diariamente ou através de pequenos – ou grandes –  gestos.

Recentemente, na última 17ª Feira Cultural LGBT de São Paulo, a Logay firmou uma parceria com a APOGLBT – Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, na qual um kit foi elaborado para comemorar a Parada Gay e o Mês do Orgulho. Parte das vendas foi revertida para a associação e foi um enorme sucesso!

Para conhecer a loja, basta acessar http://logay.com.br. A entrega é feita para todo o Brasil – frete grátis para as compras acima de R$190 – e é oferecido parcelamento em até 3x sem juros para parcelas mínimas de R$50. Você ainda pode contatá-los através do e-mail contato@logay.com.br e seguir a página no Instagram – @logaybr – e no Facebook – http://fb.com/logaybr.

O prefeito João Doria (PSDB) divulgou na semana passada, no seu Programa de Metas 2017-2020, diversas ações que serão realizadas até o final do seu mandato. Entre elas esta a ampliação e qualificação dos Centros de Cidadania LGBT.

O custo do projeto, junto com outros centros, está previsto em R$ 60,3 milhões. Um das ideias é integrar o programa Transcidadania aos centros que atualmente estão localizados nas zonas Norte, Central, Sul e Leste da capital.

De acordo com o programa, em 2016, foram encaminhadas apenas 75% das denúncias recebidas contra populações vulneráveis (LGBTs, negros, migrantes, população de rua, população indígena, jovens, idosos, dentre outros).

O principal desafio da meta é manter a qualidade do atendimento enquanto se amplia e o melhora significativamente.

Na madrugada desta quinta, 13/07, o estudante Andrei Apolônio dos Santos teve seu celular roubado dentro de um ônibus e foi imediatamente até a 81ª DP de Niterói registrar o boletim de ocorrência. O que ele não esperava é que o policial de plantão não gostou de ter sido incomodado naquele horário e, por perceber que ele era homossexual, acabou sendo agredido, tendo diversas escoriações pelo corpo, hematomas e três dentes quebrados.

Andrei conta que quando chegou, haviam dois policiais na delegacia, mas somente um deles agiu com as agressões. Segundo ele, o policial já começou com palavras homofóbicas e tapas no pé da orelha. Enquanto o outro assistia a tudo, sem reagir. O motivo da agressão era sua orientação sexual.

“Ele não quis fazer meu Boletim de Ocorrência e ficou muito invocado com meu jeito de ser. Dava para ver que ele estava incomodado com quem eu era, porque eu sou gay. Ele achou uma afronta eu ser gay e querer fazer ele trabalhar às 4h da manhã”, afirma o estudante ao site do G1.

Depois disso, Andrei procurou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói, onde ele recebeu apoio para ir à Coinpol e à Corregedoria Geral Unificada da Secretaria do Estado de Segurança, onde a ocorrência foi registrada. Para a assessora da comissão niteroiense Benny Briolli, o jovem foi torturado.

Andrei diz que, mesmo com as ameaças, ele vai até o fim da apuração da denúncia.

Alma Celeste exibiu bandeira de arco-íris no jogo contra o Santos, pela Copa do Brasil, dia 10 de maio (Foto: Cezar Magalhães/Agência Pará)

Nem tudo é um mar de rosas. Especialmente na luta contra a LGBTfobia. A Banda Alma Celeste, torcida organizada do Paysandu que aboliu o grito de “bicha” e estendeu a bandeira LGBT nas arquibancadas, sendo inclusive uma das homenageadas na 17ª edição do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, sofreu represálias e alguns membros foram agredidos na sexta-feira (30/06).

As agressões teriam sido vinculadas a outro grupo organizado pelo clube, a Terror Bicolor. Além do ato de violência, mensagens de áudio foram enviadas aos integrantes da Banda Alma Celeste.

Os caras do outro lado tão falando que a Terror já não é a mais a mesma. É só moleque criado pela avó, moleque ‘mamãezando’, que deixaram levantar uma bandeira e que agora está com fama de gay em todo o brasil porque já saiu até em um negócio de torcidas do Brasil. A GLBT, a torcida do Paysandu, diz que já saiu no Face de todo o Brasil: a primeira torcida que leva o GLBT para os estádios. Eu tô é doido. Isso é sacanagem. Putaria e tudo. Agora dizem que vão abrir uma torcida, com CNPJ e tudo: Gay Paysandu! Égua. Não boto fé, mano! Não boto fé, mano!“, diz um dos áudios.

Segundo nota no site da ESPN, a Banda Alma Celeste registrou dois boletins de ocorrência: um pelas agressões e outro pelo roubo de um instrumento musical.

Segundo o assessor jurídico do Paysandu, Alexandre Pires, tudo está sendo discutido com a Polícia Militar. Inclusive medidas para os próximos jogos. O clima foi realmente tenso e, se colocar a favor da luta contra a LGBTfobia não é e nunca será uma tarefa fácil: mas primordial para uma sociedade mais tolerante e humana.

Em nota recente, a Banda Alma Celeste divulgou em sua página que tudo foi conversado e apaziguado. Melhor. Assim, todos ganham (desde que atitudes assim não se repitam).

Não é muito difícil encontrar LGBTs em situações de abandono e rejeição. Para tentar tornar esses momentos menos difíceis, existem associações como a CASA1 – projeto de acolhimento de LGBTs em situações de risco.

A Casa 1 oferece abrigo, cursos, workshops e várias outras atividades promovendo o empoderamento LGBT+. Por ser uma instituição sem fins lucrativos, o lugar passa por algumas dificuldades financeiras, e agora, com “SwishSwishChallenge” ficou muito mais fácil colaborar com o projeto: Você só precisa dançar.

Desenvolvido por Federico Devito, a campanha consiste em gravar um vídeo dançando o novo single da Katy Perry, Swish Swish, no estilo da dança de Russell Got Barzz.

Russel ficou famoso por sua dança “desengonçada”, e viralizou depois que se apresentou com Perry em um programa de TV. Os movimentos do garoto viraram marca registrada da música, e muita gente começou a replicar o passo por toda a internet.

Durante um “surto de idéias durante a madrugada”, Devito resolveu que seria legal usar a popularidade da música (e da dança de Russell) para ajudar alguma causa da comunidade LGBT, e a primeira coisa que veio à sua cabeça foi a Casa1

Em entrevista concedida à APOGLBT, Federico contou que sempre quis ajudar o projeto, mas não sabia como, até ter essa idéia maluca. “A casa1 é muito importante pelo simples fato de saber que: você não está sozinho. Há um lugar que te acolha, que converse, que te abrigue”.

Com a campanha, Federico espera divulgar e ajudar projetos como a CASA1 e promover a união da comunidade LGBT. “Sempre achei que LGBT unido faz a diferença mais do que ficar discordando por bobagem”.

Para ele, a campanha destaca-se de outras por um motivo bem interessante: O humor. “O que torna diferente é o bom humor, é a brincadeira da dança, é mesmo você não sabendo fazer o passinho (é difícil, eu mesmo não consigo) participar e divulgar.”

Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Cada vídeo postado será convertido em uma quantia a ser doada para a Casa1, em São Paulo. Então, a brincadeira está lançada: O participante deve usar toda sua criatividade e refazer o passinho nos lugares mais inusitados, arrasar na originalidade, publicar nas redes sociais com a #SwishSwishChallenge para validar o vídeo e se divertir.

Quanto mais pessoas participarem, maior será a ajuda à CASA1. Mais informações podem ser encontradas no site do Federico Devito.

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião dos GTs (Grupos de Trabalho) para AVALIAÇÃO do Mês do Orgulho LGBT de 2017 e atividades do segundo semestre.

A reunião será neste sábado, 08/07, às 14h00, no espaço do Grupo Pela Vidda/SP – Rua General Jardim, 566 – Vila Buarque.

Pedimos a gentileza para que, todas as pessoas interessadas, cadastre seus dados abaixo (caso já tenha se cadastrado em outro momento, não é necessário cadastrar-se novamente!):

Apesar do voto contrário da chanceler Angela Merkel, o parlamento da Alemanha aprovou na última sexta-feira (30), um projeto de lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A alteração define que a partir de agora, o casamento pode acontecer entre “duas pessoas de sexo diferente ou do mesmo sexo”.

A nova lei, que ainda precisa ser ratificada pela Câmara Alta para entrar em vigor, o que deve acontecer até o final desse ano, irá conceder aos casais LGBTs o direito à adoção.

Foto: Tobias Schewarz/AFP

O projeto foi aprovado por 393 deputados dos partidos de esquerda e por parte da ala conservadora de Merkel, que teve a permissão para votar de acordo com suas crenças individuais.

Depois de votar “Não” ao projeto, Merkel se justificou: “Para mim, o casamento é, segundo nossa Constituição, uma união entre um homem e uma mulher. Por isso eu votei contra”, afirmou.

Agora, a Alemanha se une a outros 20 países ocidentais (sendo 13 europeus) que já legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Apesar desses grandes avanços, ainda precisamos lutar muito para que o direito igualitário seja comum em todo o mundo.

A Câmara Municipal de São Paulo vai realizar no dia 30 de junho de 2017, a sessão solene em comemoração ao Dia do Orgulho LGBT, por iniciativa da vereadora Adriana Ramalho.

Trata-se de um momento de reflexão sobre a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no município de São Paulo e uma homenagem às pessoas que trabalham pelo fim da discriminação LGBTfóbica.

Entre os homenageados, está a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT SP), ONG responsável pela maior parada LGBT do mundo e também por diversos eventos do Mês do Orgulho LGBT na capital paulista.

Serviço:

Sessão Solene – Dia do Orgulho LGBT
Dia 30/06 as 18h
Plenário – 1º andar da Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100)
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/245922512561383

Agência i7/Mineirão

Precisamos concordar, nunca antes o Mês do Orgulho LGBT, em especial, o Dia Internacional do Orgulho LGBT (28 de Junho) recebeu tanto apoio e demonstrações de empresas e instituições sobre a diversidade sexual.

Ações da Coca-cola (Essa coca é Fanta, e daí?), Shopping Light iluminado com as cores da bandeira LGBT, calçadas coloridas na Paulista, escadas do metrô em São Paulo, centenas de páginas oficiais no Facebook de empresas (talvez milhares, levando em conta também as pequenas e micro empresas) e por ai vai indo.

Mas nada tão significativo quanto o Mineirão todo iluminado com as cores do arco-íris ontem. Sim, significativo pois sabemos que o esporte, em especial o futebol, é quase a casa do machismo: bichas, viadinhos, boiolas e diversos termos difamatórios são desferidos a todo o momento nestes ambientes.

Mesmo assim, o Mineirão resolveu inovar e demonstrar todo o seu respeito à diversidade humana. A iniciativa veio da ação idealizada pela secretaria de estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Minas Gerais. Outros monumentos da cidade, como o auditório Juscelino Kubitschek e o Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade, também foram iluminados para chamar a atenção para a causa de um público que ainda sofre muito com a violência e intolerância.

Atitudes como esta demonstram que precisamos, realmente, ser mais tolerantes com o desconhecido. E que todo LGBT merece nosso respeito.

“O Mineirão tem uma relevância histórica por ser um monumento da cidade e principal casa do futebol mineiro. Quando fomos procurados pela Secretaria de Direitos Humanos entendemos a visibilidade que o estádio traria para uma ação tão respeitável e que precisa ser discutida”, disse a gerente de Relações Institucionais do Mineirão, Ludmila Ximenes.

Para Fabrício Viana, jornalista e autor do livro sobre a homossexualidade chamado O Armário, “São atitudes deste tipo que fazem a sociedade evoluir. Que ajuda, e muito, a militância LGBT se fortalecer e, com o tempo, demonstrar que independente do lugar, todos merecem o respeito a vida e a felicidade. Todos ganham. Ninguém perde”.

Esperamos que mais e mais empresas se unam e lutem, sem medo, pela diversidade sexual. Diversidade humana. Afinal, ela existe e só demonstrando sua existência a LGBTfobia começa a ser eliminada.

É normal que pessoas LGBT escutem um “É só uma fase” quando assumem para o mundo, ser quem realmente são. Com o passar o tempo, as pessoas percebem que aquilo que julgavam ser “uma fase” é, na verdade, muito mais que isso.

Este é o caso de Nick Cardello (54), e Kurt English (52). Acumulando 25 anos de relacionamento, eles se conheceram em 1992, e hoje, moram na Flórida.

Passar 25 anos ao lado de uma pessoa é viver uma vida inteira explorando o amor e a amizade, tendo um enorme significado para os envolvidos. Uma das maneiras que o casal encontrou para celebrar a data foi comparecendo à Parada do Orgulho LGBT de Washington, neste ano.

Na preparação da Parada, Nick contou ao Buzzfeed que começou a compartilhar fotos “mais carinhosas” do casal no Facebook. O que incluía uma foto antiga dele beijando Kurt durante a edição de 1993 da mesma Parada.

Segundo o casal, essa foto tem uma significado bem forte, porque ela foi “meio que uma segunda saída do armário” para eles. Pensando nisso, durante a edição de 2017 do evento, eles foram exatamente ao mesmo lugar, e recriaram a foto.

A ação viralizou em quase todas as plataformas online. Apesar de ter gostado do resultado, Cardello revelou que nunca imaginou que aquilo poderia impactar milhares de pessoas estranhas na internet e tomar as proporções que tomou.

De primeira, ele disse que ficaram assustados e felizes de presenciar suas vidas sendo celebradas daquele jeito. Eles perceberam que a foto tinha um significado muito mais profundo do que eles pensavam.
“Quando a gente começou a ler os comentários, percebemos o quanto aquela foto estava significando para as pessoas… foi bem comovente.”

Uma coisa que deixou os dois bastante surpreso, foi o envolvimento da juventude LGBT com a foto, e com o casal.

“O interessante de ver nas fotos são os comentários dos jovens. Eles não encontram muitas fotos de casais gays envelhecendo juntos”

Segundo Nick e Kurt, eles sentem que de alguma maneira, eles estão sendo exemplo e colaborando na criação da esperança de um futuro para jovens casais.

“Eles estão marcando os seus namorados dizendo que poderiam ser eles. Isso foi muito fofo.”