quinta-feira, junho 22, 2017
Militância LGBT

Release do patrocinador Uber:

A Uber acredita que todo mundo deve ter o direito de ser autêntico em sua individualidade, orientação sexual e identidade de gênero, e mais que isso, se sentir seguro e respeitado em qualquer ambiente. Pensando nisso, a Uber lança hoje uma ação direcionada aos mais de 50 mil motoristas parceiros no Brasil para conscientização e combate à homofobia. A ideia é criar um ambiente cada vez mais seguro e inclusivo para o público LGBTI nas viagens feitas pela plataforma Uber.

A primeira ação é o lançamento da Cartilha de Respeito LGBTI+, que pretende levar aos motoristas parceiros da Uber algumas das questões relacionadas ao público LGBTI, apresentando como lidar com situações do dia-a-dia de modo inclusivo e respeitoso, mantendo a plataforma da Uber livre de qualquer ato ou comentário discriminatório.

Além de uma versão on-line e do vídeo, cerca de 40.000 cópias da Cartilha serão distribuídas para os parceiros da Uber nos diversos postos de atendimento pelo Brasil ao longo do próximo mês. Junto com a Cartilha, a Uber disponibilizará adesivos “Carro livre de discriminação”, que parceiros poderão colar em seus carros. Serão feitas ainda sessões informativas nos centros de motorista da Uber para apresentar o conteúdo da Cartilha e criar uma oportunidade para debater estes temas.

Tão diversas quanto a própria Parada serão as atrações do Trio Uber neste domingo em São Paulo. Do pop ao sertanejo, do eletrônico ao Axé, a Uber promoverá um verdadeiro encontro colorido entre todas as tribos. Entre as atrações, a tradicional festa Chá da Alice, participações especiais das cantoras Anitta, Naiara Azevedo, Lorena Simpson e Márcia Freire (ex-Cheiro de Amor), além de uma atração musical surpresa. A Uber vai transportar a alegria para Avenida Paulista a partir do meio dia deste domingo, 18 de junho.


Gostou?

Confirme presença no evento oficial da Parada LGBT de São Paulo no Facebook:
https://www.facebook.com/events/105978123240834

O Twitter anuncia nesta segunda-feira (12) o lançamento de um emoji em homenagem à Parada do Orgulho LGBT de São Paulo que acontece na capital paulista no próximo domingo (18). Para utilizar o emoji, que traz a bandeira do arco-íris usada pelo movimento LGBT, basta publicar Tweets com a hashtag #ParadaSP. A imagem estará disponível até o dia 20 de junho.

Apenas nos primeiros cinco meses de 2017, foram feitas no Twitter mais de 30 milhões de menções a temas relacionados à comunidade LGBT.

“A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, considerado o maior evento de visibilidade LGBT do mundo, ganha um importante aliado com essa iniciativa do Twitter, rompendo fronteiras e expandindo nossa luta, orgulho e militância. Que muitas pessoas usem a #ParadaSP para mostrar ao mundo que estamos aqui.”, afirma Nelson Matias Pereira – sócio fundador da APOGLBT.

Aproveite e siga nossa conta no Twitter: http://twitter.com/paradasp

O Mês do Orgulho LGBT serve, acima de tudo, para gritarmos ao mundo o quanto somos felizes por sermos quem somos, inclusive nas redes sociais. Então, comemorando esse mês, o Facebook terá um botão especial onde poderá reagir com “Orgulho” nas publicações.

O ícone, que será uma bandeira LGBT (Bandeira Arco-íris) ficará entre os botões de “Amei” e “Haha”. Segundo o Facebook, a reação ficará disponível durante todo o mês de Junho.

Além disso, os usuários poderão adicionar filtros especiais, onde laços coloridos são adicionados à foto de perfil comemorando a diversidade e o orgulho LGBT.

Essa não é a primeira vez que a companhia faz um botão de comemoração. No dia das mães, uma flor roxa de “Gratidão” costuma aparecer, e domina toda o feed com florzinhas subindo pela tela.

E aproveitando que estamos falando do Facebook, vai lá agora e curta nossa página: http://facebook.com/paradasp 

A fim de promover o debate e a reflexão sobre a laicidade do Estado e o direito das mulheres, o GT Lésbicas e Bissexuais promoverá uma roda de conversa durante a 17ª Feira Cultural LGBT. O “Elas pelo Estado Laico” é o segundo evento promovido pelo coletivo, que pertence à Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Ao longo do encontro, além de muita reflexão, será sorteado 1 par de ingressos para o Milkshake Festival e 1 par de acessos ao trio elétrico da Visibilidade Lésbica e Bissexual.

Convidados:

  • Celine Ramos (site Sou Betina)
  • Gorete Silva (Casa de Apoio Brenda Lee)
  • Larissa Helena (Coletivo LGBT História/USP)
  • Ane Sarinara (Sarrada no Brejo)

Serviço:

Debate de GT Lésbicas e Bissexuais durante a 17ª Feira Cultural LGBT
Dia: 15/06                                                                                                                                                           Horário: 13h às 15h.                                                                                                                                             Local: Vale do Anhangabaú, São Paulo/SP
Link do evento da 17ª Feira Cultural LGBT no Facebook:
https://www.facebook.com/events/1113142945497908

Ato será realizado no Parque Vila do Rodeio na Zona Leste de São Paulo dia 11 de Junho as 9h

 Em parceria com a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Ultrafarma e a Associação da Parada do Orgulho LGBT (APOGLBT), ONG responsável pela maior Parada LGBT do mundo, o projeto Em Memória faz parte das atividades do Mês do Orgulho LGBT 2017.

Em Memória busca, por meio do plantio das árvores, transformar um fato triste em esperança por meio da natureza: o plantio de uma árvore simboliza a vida em sua forma mais plena, pois cada muda de árvore plantada representará uma vida ceifada de uma pessoa identificada como sendo LGBT; e a cada árvore plantada ficará como memória desta pessoa que não teve a chance de realizar seus sonhos.

As árvores são símbolo de vida e sabedoria, o Brasil possui uma flora e fauna riquíssima, mas da mesma forma há uma pobreza com as questões sociais e de direitos humanos para o cidadão LGBT, onde os agressores saem impunes.

O ato terá apresentação de Stella Windson,  participação musical da cantora Suellen Luz e da artista convidada Flavia Carvalhais. Além da presença de representantes do governo e parceiros da APOGLBTSP.

Serviço:

Em Memória: Homenagem às vítimas de LGBTfobia
Dia 11 de Junho às 9h
Local: Parque Vila do Rodeio. Rua Igarapé da Bela Aurora, 342 – Cidade Tiradentes / SP
Realização: APOGLBT SP, Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo e Ultrafama
Apoio: Microsoft
Patrocínio: Skol e Uber
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/207887943048106

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) precisa, todos os anos, de voluntários para os eventos do Mês do Orgulho LGBT (Ciclo de Debates, Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, Feira Cultural LGBT, Parada do Orgulho LGBT, entre outros).

Pessoas interessadas em fazer a diferença!

Se você tem um tempo disponível, e muita vontade de ser voluntário(a), cadastre-se abaixo. Assim que tiver alguma demanda, entraremos em contato com você!

O Museu da Diversidade Sexual (MDS) abre no próximo dia 13, a 2ª Mostra Diversa 2017. A exposição é uma coletiva com trabalhos de artistas que imprimem questões de diversidade, sexualidade e gênero em suas obras.

A mostra diversa acontece a cada dois anos, e esta em sua segunda edição. Com o objetivo de abrir espaço para novos artistas e visões, a mostra coloca em pauta o questionamento do binarismo de gênero, a descriminação e a violência sofrida pela comunidade LGBT, a transexualidade e a questão dos padrões impostos pela sociedade.

Foram inscritos 70 projetos, mas apenas 17 foram selecionados, contemplando diferentes técnicas artísticas como fotografia, colagem, desenho, aquarela e pintura.

Dentre os projetos, destaca-se “Adágio” de Rafael Roncato, “POSTALGBT” de Weio e “Luz dos Olhos Meus” de Victor Grizzo.

Com entrada gratuita, a exposição estréia às 17h do dia 13/06 e fica em cartaz até o dia 30 de setembro.

 

SERVIÇO:

Abertura: 13 de junho, terça-feira, das 17h00 às 20h00
Endereço: Estação República do Metrô – Piso Mezanino, loja 518
Entrada Sugerida: Rua do Arouche, 24, República – São Paulo

Em cartaz até 30 de setembro
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h00 às 20h00
Entrada gratuita

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião dos GTs (Grupos de Trabalho) para o Mês do Orgulho LGBT em 2017.

A reunião será neste sábado, 03/06, às 13h30, na UGT (Rua Aguiar de Barros, 144)

Pedimos a gentileza para que, todas as pessoas interessadas, cadastre seus dados abaixo (caso já tenha se cadastrado em outro momento, não é necessário cadastrar-se novamente!):

A Prefeitura de São Paulo e a Associação da Parada do Orgulho LGBT se reuniram nesta segunda-feira, dia 29 de maio, para alinhar e traçar o planejamento para que a 21ª edição do evento seja um marco para a cidade.

Com estimativa de receber 3 milhões de pessoas, Prefeitura e Associação trabalham juntas para arrecadar recursos junto à iniciativa privada. Diversas empresas de diferentes segmentos, como alimentos e bebidas, cuidados de higiene pessoal, companhias áreas, setor de tecnologia e telefonia estão sendo procuradas para demonstrar apoio e patrocinar a Parada, que contará com um investimento de R$ 1,5 milhão.

De acordo com pesquisa realizada em 2016, cada pessoa que participa da Parada gasta, em média, R$ 73 no evento. Unindo esforços, a Prefeitura de São Paulo e a Associação pretendem melhorar e otimizar a Parada do Orgulho LGBT e torná-la ainda mais a cara de São Paulo.

Publicado originalmente no portal da Prefeitura de São Paulo

Por Leonan Oliveira

Mulher transexual, fotógrafa, produtora e presidente da Associação de Pessoas Portadoras de Deficiência de Passos, essas são apenas algumas das diversas funções de Leandrinha Du Art. A mineira, de 22 anos, é referência de empoderamento, ativismo e resistência LGBT.

Durante uma viagem à São Paulo, onde participou do Ciclo de Debates, ela visitou a sede da Associação da Parada do Orgulho LGBT, e dividiu conosco suas idéias e crenças.

Leandrinha Du Art visita a sede da APOGLBT (26/05)

Confira abaixo nossa entrevista na íntegra:

APOGLBT – Você acredita que ser LGBT e ter alguma deficiência torna tudo mais complicado? Existe preconceito dentro do preconceito?

Leandrinha: Eu acredito que ser LGBT já é complicado… ser portadora de necessidades especiais já é complicado… Os dois juntos é o pacote da desgraça completo. São lutas diferentes, mas não deixa de ser. É mais um enfrentamento para as pessoas porque choca mais.

Existe muito muito preconceito dentro do preconceito. Eu acho que na classe LGBT é muito mais, nem é por conta da deficiência física, mas por conta de alguns pensamentos que você passa a ter, por conta de ser trans e não se importar de se intitular travesti…porque eu sou mulher transexual e a menina da esquina é travesti? Só porque a gente não teve as mesmas oportunidades? Só porque eu tô tendo um destaque maior? Então quando eu me intitulo travesti é para representar essas meninas, que na maioria das vezes não teve a oportunidade que eu tive para chegar onde eu cheguei.

APOGLBT – Como você se descobriu uma mulher transexual?

Leandrinha: É um passo a passo… Primeiro eu me assumi gay, e depois me descobri trans. Como eu me descobri? Eu acho que é não me identificando com o meu próprio corpo, e não ter ponto de referência, nem contato com o mundo LGBT, ficou bem mais difícil para saber o que eu era. Então eu não sabia o que eu era… eu era um menino, que não me identificava com o meu corpo, e mesmo assim ainda tentava entender aquele corpo, pra ver se alguma coisa estava errada.

Demorou… eu me assumi com 17 anos, hoje eu vejo o jovem se assumindo bem cedo e me dá uma alegria imensa, porque eu acho que quanto mais cedo, melhor. O impacto vai ser gerado do mesmo jeito… Eu entendo que a maioria demore pra se assumir pra família com medo de violência, na qual eu não sou apta a falar porque nunca sofri, mas mesmo assim eu falo por essas pessoas também. O tempo necessário pra se assumir é o tempo que você levar para se entender, se tiver que levar 20, 30 anos, leva… mas não fica a vida inteira tentando viver igual as outras pessoas.

APOGLBT – Quando começou a militar? Sentiu alguma dificuldade?

Leandrinha: Eu comecei a militar quando eu nasci, porque eu já nasci uma pessoas portadora de necessidades especiais…então eu tive que sobreviver para me destacar. A menos que eu quisesse ficar dentro de um quarto, isolada…longe de tudo e de todos.

Depois que eu conquisto o meu lugar no sol, é onde eu falo: “vamo comigo?”, e eu acho que é pra isso que eu sirvo. A minha militância é essa… arrastar essas pessoas, essas mulheres que têm a auto-estima baixíssima, os portadores de necessidades especiais que ainda estão dentro de casa, sentindo vergonha do seu corpo, de sua deficiência…os LGBTs que perderam o senso político da gravidade do momento em que nós estamos vivendo. Eu falo: “Vamo acordar?”.

Acho que nunca tive dificuldade pra militar, porque já nasci assim, né? Claro, é muito difícil, mas nunca tive um momento onde eu pensei em parar de fazer as coisas que eu faço… mas justamente por eu ser obrigada desde pequena a lutar pelo que acredito.

APOGLBT – Você se sente representada pelos movimentos sociais LGBT?

Leandrinha: Nessa hora, LGBTs me crucificam e me matam…Mas eu me sinto muito representada por alguns, outros, não. Porque eu acho que se perdeu o fio da meada política, sabe? Se perdeu o motivo de estarmos fazendo isso…porque da parada LGBT? Se perdeu isso. O que é uma pena, porque se você perguntar para as pessoas que vão na parada qual o tema desse ano, a maior parte não vai saber responder. Elas vão mais por uma boate a céu aberto do que pela causa em sí.

Claro que eu apoio a parada, porque a visibilidade é um passo dado… porque se você está na rua, mesmo que não sabendo direito a importância disso, alguém está te vendo.

APOGLBT – Atualmente, qual a maior importância do seu trabalho?

Leandrinha: Conscientizar as pessoas de que elas são capazes, que elas têm que ser empoderadas, e que de alguma forma estão sendo preconceituosas consigo mesmas.

Desconstruir pra construir de novo é o que eu faço, sabe? Quando uma pessoa me olha e vê todo esse todo meu, eu acho que ela para pra pensar e enxerga uma referência… e eu sinto muito orgulho de ser referência… Quando uma pessoa me elogia eu não fico falando: “Ai, magina…”… EU SOU MESMO! Eu trabalhei pra isso, eu sou boa no que eu faço, eu acredito no meu potencial, eu sou referência e meu trabalho é esse… levar as pessoas comigo.

APOGLBT – Hoje você serve de exemplo para muitas pessoas que compartilham das mesmas dificuldades. E você? Teve ou tem alguém como exemplo de superação?

Leandrinha: Eu tenho milhares de referências… tanto comunicadores como pessoas do meio LGBT. Eu sou comunicadora também, então eu acho que é importante se inspirar nos outros, mas sem perder sua própria identidade. Sempre manter sua essência mesmo.

APOGLBT – Que conselho você daria para quem é LGBT, tem alguma deficiência e se sente sozinha(o)?

Leandrinha: Se conheça, se permita dar o seu espaço, mas se conheça em primeiro lugar… o que mais pesou pra mim foi não me conhecer, então acredito que esse seja o primeiro passo pra você construir uma vida legal.

APOGLBT – Se você pudesse criar uma sociedade perfeita, como ela seria?

Leandrinha: Eu não acredito em uma sociedade perfeita… eu acredito em várias idéias, pontos de vista diferentes. Uma sociedade perfeita seria aquela onde todos nós nos respeitássemos e soubéssemos ouvir outras pessoas, mesmo que não compactuando as idéias… siga aquilo que você acredita, mas não impeça os outros de acreditar em suas idéias próprias. Respeito é a solução pra uma sociedade perfeita.

APOGLBT – Como as pessoas podem entrar em contato com você? Tem site, Facebook, Twitter?

Leandrinha: Eu tenho minha página no Facebook “Leandrinha Du Art”, meu Instagram LeandrinhaDu… Lá eu posto vários textos meus, vários eventos que eu participo e escrevo bastante matérias sobre determinados temas.

Eu converso muito com pessoas do Brasil todo, mulheres, portadores de deficiência de vários lugares… faço o possível pra responder todo mundo. É bastante prazeroso, sabe? Alcançar esse público que eu alcanço é um passo, e cada passo precisa ser valorizado.