segunda-feira, julho 24, 2017
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Câmara de Comércio LGBT Brasileira realiza evento internacional em São Paulo focado exclusivamente em negócios e turismo LGBT friendly, com debates, mesas redondas, painéis apresentação de destinos e questões pertinentes à diversidade para a economia.

Nos dias 25 e 26 de setembro de 2017 a CCLGBTB (Câmara de Comércio LGBT Brasileira) realizará a 1ª edição da Conferência Internacional da Diversidade e Turismo LGBT. O encontro irá reunir empresários, presidentes de Câmaras LGBTs Internacionais, gestores públicos, autoridades, empreendedores e investidores de todo o mundo no Teatro Sérgio Cardoso em São Paulo.

A Conferência é destinada às empresas, entidades, poder público e pessoas de todos os continentes que têm interesse em debater e pensar a diversidade em suas várias vertentes. Os conferencistas irão trocar experiências e juntos pensar novas práticas para que o respeito seja uma busca constante. O evento também pretende apresentar os cases de sucesso e práticas adotadas pelas empresas que têm um comprometimento com a eliminação da LGBTfobia dentro das suas organizações.

“Queremos que todos os setores encontrem neste evento a possibilidade real de negócios, por meio de network na conferência e nos debates. Esse é o momento ideal para divulgarmos efetivamente as ações já em andamento que buscam um mundo mais diverso” disse Ricardo Gomes, presidente da CCLGBTB.

No recorte do Turismo os representantes de Países, Estados e Cidades que se intitulem ou que queiram se tornar destinos LGBT friendly, além de empresas e profissionais do turismo que desejam atuar com o público LGBT e/ou ampliar o trabalho já existente, estarão reunidos em um mesmo local, prontos para trocar experiências e realizar negócios. Profissionais dos setores público e privado farão um debate profissional com o objetivo de fazer crescer ainda mais este nicho, um dos mais promissores mundialmente.

O formato da Conferência já é uma constante nas Câmaras de Comércio LGBTs em outros países das Américas, mas esta é a primeira vez que a CCLGBTB realiza tal ação. Já estão confirmadas as presenças do presidente e vice-presidente da CCGLAR (Câmara de Comércio Gay Lésbica Argentina), senhores Pablo de Luca e Gustavo Noguera e do CEO da NGLCC (Câmara de Comércio Nacional Gay e Lésbica, dos EUA), Chance Mitchel.

Organização e apoios

A co-organização do evento é em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado de São Paulo. Para Efrén Eduardo Colombani, Assessor de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo, o Evento é de suma importância e pretende ser um marco para o Brasil. “O Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, tem a grata satisfação de receber e apoiar esta importante iniciativa realizada pela CCLGBTB, que promove a diversidade, revelando a riqueza de nosso patrimônio histórico, cultural e natural e a dimensão humana de nosso povo, contribuindo com o desenvolvimento sustentável de negócios do setor, movimentando a economia, incentivando a qualificação de profissionais e o apoio à comercialização de produtos e serviços que ofereçam a possibilidade de vivência de novas experiências e a oferta de destinos preparados a receber esta grande comunidade, em busca de um Brasil plural e inclusivo”, disse.

Para Ivan Batista, Coordenador de Políticas para LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da cidade de São Paulo, tanto a cidade quanto o País precisavam de um evento que reunisse o poder público e a iniciativa privada para debater a geração de postos de trabalho e o incremento das empresas e dos negócios LGBT inclusivos. “Sendo a indústria do turismo relevante na nossa economia, faz todo sentido debater a inclusão da comunidade LGBT no setor, principalmente para melhorar o atendimento e por criar oportunidades de emprego”, finaliza o Coordenador.

Recursos

O evento terá como sede o Teatro Sérgio Cardoso, em local central de fácil acesso. Na sala destinada aos profissionais de turismo são esperados até 150 pessoas. Os outros temas acontecerão na Sala Principal do Teatro, com capacidade de até 500 conferencistas.

As inscrições para a Conferência Internacional da Diversidade e Turismo LGBT são gratuitas e poderão ser feitas a partir da segunda quinzena de agosto pelo site www.camaradecomerciolgbt.com.br.

AGENDA

1ª Conferência Internacional da Diversidade e Turismo LGBT
Promoção: CCLGBTB
Data: 25 e 26 de setembro
Horário: 8h30 às 19h
Local: Teatro Sérgio Cardoso
R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paul
Inscrições (a partir de 14 de agosto)
www.camaradecomerciolgbt.com.br

Desde o ano passado é permitido o uso do nome social no CPF – Cadastro de Pessoas Físicas. Porém, só nesta quinta-feira (20), foi publicada no Diário Oficial da União a Instrução Normativa número 1718/2017 que permite não só a inclusão como também a exclusão do nome social no cadastro.

Segundo a Receita Federal, a inclusão do nome social no CPF atende ao decreto número 8.727 de 28 de Abril de 2016, que reconhece a identidade de gênero de travestis e transexuais em âmbito nacional e que a mesma seja identificada em documentos oficiais e registros da administração pública.

Em Abril deste ano, o Banco Central publicou Instrução Normativa para que o nome social fosse incluído em cartões de contas bancárias, instrumentos de pagamento e em canais de relacionamento em todo o País.

Em nota, a Receita divulgou que os interessados em atualizar a titularidade do CPF devem procurar as unidades da Receita Federal Brasileira e fazer o requerimento para a inclusão do nome social em seu documento.

Segundo a Receita, a alteração é feita de imediato.

“É um grande passo, muito importante para travestis e transexuais”. Foi assim que a auxiliar de enfermagem Josyane Pinto de Souza Mello definiu a emissão de sua Carteira de Identidade Profissional pelo Coren-SP. Ela é a primeira profissional de enfermagem a utilizar o nome social no Brasil, conforme prevê a Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) nº 0537/2017.

A auxiliar de enfermagem Josyane Pinto de Souza Mello comemorou a emissão da primeira CIP com o nome social no estado de São Paulo / Foto Coren-SP

Josyane esteve no Coren-SP nesta terça-feira (18/7) para a emissão do documento, que ficou pronto na hora. Funcionária da Fundação Municipal de Saúde de São Caetano do Sul e militante dos direitos LGBT, a profissional foi recebida pela presidente do Coren-SP, Fabíola Campos:

“Essa conquista é fruto de uma construção contínua , na luta contra o preconceito. Parabenizo a Josyane pela conquista que representa um avanço não apenas para ela, mas para toda a enfermagem. É a conquista de um direito”, comemorou Fabíola.

A profissional, que aguarda laudo para a utilização do nome social também no RG, explicou que apresentará a Carteira de Identidade Profissional, que é um documento oficial, para pleitear a inclusão do nome social também no crachá profissional.

“Até lá, posso utilizar o documento do Coren-SP como documento de identidade , apresentando-o sempre que me solicitarem”, finalizou Josyane.

Uma pulseira do arco-íris adquirida no exterior e perdida aqui no Brasil deu origem à uma ideia. A dificuldade de encontrar produtos direcionados à comunidade LGBT fez com que a ideia se tornasse um projeto. Assim nasceu a Logay, uma loja online que acredita no sonho da inclusão, na igualdade e no respeito à diversidade.

Dedicada ao público que acredita que a vida é bonita demais para ficar dentro de um armário, a Logay aposta em sua Linha Pride, que conta com produtos exclusivos criados e elaborados para exaltar o orgulho e o jeito colorido de ser de cada um de nós. Dentre as opções, encontram-se peças de vestuário, acessórios, presentes e até itens de decoração, como almofadas e quadros. Essa demonstração de respeito e tolerância levaram, também, à escolha de produtos multimarcas que abraçam a causa.

A comunidade sempre procurou abraçar as tendências da moda e do bom gosto, e este fator contribuiu para moldar a Logay. Logar é o ato de se identificar. Partindo deste princípio, a loja quer que você se identifique com ela. Você que sempre veste as cores do arco-íris, seja diariamente ou através de pequenos – ou grandes –  gestos.

Recentemente, na última 17ª Feira Cultural LGBT de São Paulo, a Logay firmou uma parceria com a APOGLBT – Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, na qual um kit foi elaborado para comemorar a Parada Gay e o Mês do Orgulho. Parte das vendas foi revertida para a associação e foi um enorme sucesso!

Para conhecer a loja, basta acessar http://logay.com.br. A entrega é feita para todo o Brasil – frete grátis para as compras acima de R$190 – e é oferecido parcelamento em até 3x sem juros para parcelas mínimas de R$50. Você ainda pode contatá-los através do e-mail contato@logay.com.br e seguir a página no Instagram – @logaybr – e no Facebook – http://fb.com/logaybr.

O prefeito João Doria (PSDB) divulgou na semana passada, no seu Programa de Metas 2017-2020, diversas ações que serão realizadas até o final do seu mandato. Entre elas esta a ampliação e qualificação dos Centros de Cidadania LGBT.

O custo do projeto, junto com outros centros, está previsto em R$ 60,3 milhões. Um das ideias é integrar o programa Transcidadania aos centros que atualmente estão localizados nas zonas Norte, Central, Sul e Leste da capital.

De acordo com o programa, em 2016, foram encaminhadas apenas 75% das denúncias recebidas contra populações vulneráveis (LGBTs, negros, migrantes, população de rua, população indígena, jovens, idosos, dentre outros).

O principal desafio da meta é manter a qualidade do atendimento enquanto se amplia e o melhora significativamente.

Na madrugada desta quinta, 13/07, o estudante Andrei Apolônio dos Santos teve seu celular roubado dentro de um ônibus e foi imediatamente até a 81ª DP de Niterói registrar o boletim de ocorrência. O que ele não esperava é que o policial de plantão não gostou de ter sido incomodado naquele horário e, por perceber que ele era homossexual, acabou sendo agredido, tendo diversas escoriações pelo corpo, hematomas e três dentes quebrados.

Andrei conta que quando chegou, haviam dois policiais na delegacia, mas somente um deles agiu com as agressões. Segundo ele, o policial já começou com palavras homofóbicas e tapas no pé da orelha. Enquanto o outro assistia a tudo, sem reagir. O motivo da agressão era sua orientação sexual.

“Ele não quis fazer meu Boletim de Ocorrência e ficou muito invocado com meu jeito de ser. Dava para ver que ele estava incomodado com quem eu era, porque eu sou gay. Ele achou uma afronta eu ser gay e querer fazer ele trabalhar às 4h da manhã”, afirma o estudante ao site do G1.

Depois disso, Andrei procurou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói, onde ele recebeu apoio para ir à Coinpol e à Corregedoria Geral Unificada da Secretaria do Estado de Segurança, onde a ocorrência foi registrada. Para a assessora da comissão niteroiense Benny Briolli, o jovem foi torturado.

Andrei diz que, mesmo com as ameaças, ele vai até o fim da apuração da denúncia.

Parece que não, mas isso é algo muito comum: um garoto se apaixona por outro garoto na escola. Tema, inclusive, do livro infantojuvenil chamado Bem-Te-Vi da escritora brasileira Marli Porto. O que não é comum, são animações retratando essa fase da vida de muitos jovens que não sabem o que fazer nessa hora tão peculiar: a inexperiência é a principal delas, além do preconceito.

Segundo Esteban Bravo, cineasta idealizador de In a Heartbeat junto com Beth David, “Ser gay é um assunto que não tem sido amplamente explorado pela animação. Nove em cada dez jovens LGBT relataram incidência de bullying com base em suas orientações e identidades. Por isso o tema do filme”.

E o projeto não nasceu do dia para o outro. No ano passado eles lançaram uma campanha no Kickstarter para ajudar a angariar fundos para a finalização da produção. O objetivo era arrecadar $ 3.000 (aproximadamente R$ 10.000), mas as pessoas gostaram tanto da ideia que eles conseguiram mais de $ 14.000 (quase R$ 46.000).

O filme completo será lançado nos próximos meses. Mas o trailer nós podemos conferir agora (e ficou encantador):

Gostaram?

Espetáculo que aborda de forma poética temas como HIV/AIDS e identidade de gênero
fica em cartaz até o dia 31/07 no Teatro Sérgio Cardoso

Escrito por Brad Fraser, a história gira em torno de um grupo de amigos onde estão Shannon e David. David (Fernando Benicchio) é um artista plástico bem-sucedido em crise que decide retomar a profissão de garçom, já Shannon (Ricardo Almeida) é uma transexual com HIV que sonha em sua cirurgia de redesignação sexual.

Junto com os dois, estão diversos personagens que norteiam a vida em uma cidade grande, retratando a busca constante por transformações que tragam um novo sentido para suas vidas, tão demarcada pela virtualidade, solidão e caos.

Com 1h50 de duração, a peça é indicada para maiores de 18 anos. Ela entra em cartaz no dia 22 e fica até o dia 31/07. Moradores da Bela Vista/SP pagam meia-entrada.

Ficha técnica:

Texto: Brad Fraser. Direção e adaptação: Jean Mendonça. Assistência de direção: Denise Dietrich. Fotografia: André Martins, Carol Miniquelli e Gil Teles. Trilha sonora: Bruno Heitor. Iluminação: Osvaldo Herrero e Rodrigo Schorts. Figurino: Ingrid Menon. Caracterização: Ricardo Almeida. Operação de legendas: Filipe Miller. Operação de som: Luciano Ribeiro. Operação de luz: João Riddle. Design gráfico: Vinícius Lima. Produção executiva e tradução: Fernando Benicchio. Assessoria e comunicação: Sevilha Comunicação. Tradução de texto original: Fernando Benicchio. Produção: Felipe Lima, Fernando Benicchio, Keila Ribeiro e Luiza Lio.

Serviço:

Peça Pobre Super-Homem – Avesso do Herói
De 22 à 31/07/2017
Local Teatro Sérgio Cardoso
Valores R$ 30 (meia-entrada, R$ 15).
Moradores da Bela Vista (com comprovante de endereço) pagam R$ 15.
Sábado – 19h
Segunda e domingo – 20h

Alma Celeste exibiu bandeira de arco-íris no jogo contra o Santos, pela Copa do Brasil, dia 10 de maio (Foto: Cezar Magalhães/Agência Pará)

Nem tudo é um mar de rosas. Especialmente na luta contra a LGBTfobia. A Banda Alma Celeste, torcida organizada do Paysandu que aboliu o grito de “bicha” e estendeu a bandeira LGBT nas arquibancadas, sendo inclusive uma das homenageadas na 17ª edição do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, sofreu represálias e alguns membros foram agredidos na sexta-feira (30/06).

As agressões teriam sido vinculadas a outro grupo organizado pelo clube, a Terror Bicolor. Além do ato de violência, mensagens de áudio foram enviadas aos integrantes da Banda Alma Celeste.

Os caras do outro lado tão falando que a Terror já não é a mais a mesma. É só moleque criado pela avó, moleque ‘mamãezando’, que deixaram levantar uma bandeira e que agora está com fama de gay em todo o brasil porque já saiu até em um negócio de torcidas do Brasil. A GLBT, a torcida do Paysandu, diz que já saiu no Face de todo o Brasil: a primeira torcida que leva o GLBT para os estádios. Eu tô é doido. Isso é sacanagem. Putaria e tudo. Agora dizem que vão abrir uma torcida, com CNPJ e tudo: Gay Paysandu! Égua. Não boto fé, mano! Não boto fé, mano!“, diz um dos áudios.

Segundo nota no site da ESPN, a Banda Alma Celeste registrou dois boletins de ocorrência: um pelas agressões e outro pelo roubo de um instrumento musical.

Segundo o assessor jurídico do Paysandu, Alexandre Pires, tudo está sendo discutido com a Polícia Militar. Inclusive medidas para os próximos jogos. O clima foi realmente tenso e, se colocar a favor da luta contra a LGBTfobia não é e nunca será uma tarefa fácil: mas primordial para uma sociedade mais tolerante e humana.

Em nota recente, a Banda Alma Celeste divulgou em sua página que tudo foi conversado e apaziguado. Melhor. Assim, todos ganham (desde que atitudes assim não se repitam).

Nascido e crescido numa família cristã evangélica, Timothy Kurek é hetero e sempre estudou em escolas cristãs. Devido a essa base, Kurek tinha uma opinião muito bem formada a respeito da homossexualidade: relações que fugissem dos padrões heterossexuais tinham origens pecaminosas e só poderiam ser curadas através da igreja.

Esse posicionamento duro de Timothy começou a ser desconstruído depois que o jovem conheceu Liz, em 2008. O testemunho e a conversa com Liz transformou completamente a maneira como ele enxergava as questões de sexualidade e gênero.

Ao longo da conversa, Liz contou ao novo amigo que era lésbica, e que assim como ele, cresceu numa família religiosa. A família da garota não aceitava sua condição, que acabou sendo deserdada pelo pai e expulsa de casa, com a condição de retorno apenas depois da “cura gay”. Contando essa história, Liz começou a chorar, comovendo Timothy que rapidamente começou a pensar em um jeito de curar a homossexualidade da moça.

Kurek acreditava que esse era o papel de um cristão: ler os trechos da bíblia que condenava a homossexualidade e ajudar no encaminhamento de uma cura pela fé.

Antes do jovem começar a exercer seu  “papel de cristão”, Liz acabou indo embora, causando uma espécie de epifania na cabeça Kurek: Ele percebeu que seu papel de cristão não era o de propor uma cura ou forçar os estudos bíblicos, mas sim ter empatia e ser um ombro amigo. Ser um ponto de conforto num mundo onde todos estão transmitindo o ódio e o preconceito.

Depois de entender e definir seu verdadeiro papel, ele sentiu a necessidade de entender os conflitos internos e externos pelos quais aquela jovem estava passando. Sendo heterossexual, era impossível compreender esse processo. Então, Timothy resolveu, depois de muita reflexão, fingir sua sexualidade para tentar ser o mais empático possível. Ele contou à sua família, amigos e membros da igreja que ele, Timothy Kurek, era gay, mesmo não sendo.

Por um ano inteiro, ele viveu como se fosse gay. Depois de se assumir pra todo mundo, passou a frequentar espaços específicos da comunidade LGBT de sua cidade.

Segundo Kurek, depois do anúncio, houve um grande silêncio absoluto. Ninguém falava com ele, ninguém lembrava dele, ninguém convidava para festas. “Da noite para o dia eu deixei de existir.” As pessoas com quem ele sempre viveu, agora o trata como um completo desconhecido.

Ele sentiu na pele, o poder dos rótulos. Sendo ignorado pela família, amigos e igreja, ele procurou refúgio nos grupos LGBT, que o acolheu rapidamente. A partir daí, Kurek era do time de esportes para Gay, ajudou na arrecadação de dinheiro para ajudar portadores de HIV e participou de uma Parada do Orgulho LGBT.

Certo dia, ele resolveu ir em um Karaoke LGBT, e, segundo ele, teve a maior surpresa de toda a sua vida: no palco estava um homem com as mãos erguidas e olhos fechados, tendo a platéia toda sobre seu comando. Quando começou a cantar, a música atingiu Kurek como uma bala. “Então ele cantou o refrão e meu queixo caiu: ‘nosso Deus é um Deus maravilhoso que reina acima do céu com sabedoria, poder e amor”, conta.

Para ele, aquilo nunca iria acontecer, pois viveu a vida inteira sendo ensinado que LGBTs não acreditavam em Deus. Esse foi o ponto principal para auxiliar na destruição de mais um de todos os seus preconceitos: gay, lésbicas, bissexuais e transgêneros podem, sim, ter uma fé religiosa, da mesma maneira que os heterossexuais.

Conviver com as pessoas fez com que Kurek entendesse que a sexualidade não significa nada na composição do caráter e personalidade de alguém. Que não ser heterossexual não é ser pecador, e que a empatia deve, acima de tudo, ser frequente em nossa vida.

A experiência de Timothy Kurek acabou rendendo a publicação de um livro, onde ele relatada com detalhes todo o seu ano “sendo gay”. Aqui no Brasil, outros autores publicaram livros parecidos. Um deles é o romance chamado Theus, do autor Fabrício Viana.

Para conhecer mais o trabalho do Kurek, visite seu Facebook aqui.