quinta-feira, junho 22, 2017
Psicologia

Que tal, no meio do agito do Parque Ibirapuera, em pleno domingo, discutir questões importantes para gays e homens bissexuais? O convite para essa conversa é da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.
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No domingo, 21, a partir de 14h, na marquise, será realizada a roda de conversa Identidades e Vivências de Gays e Homens Bissexuais. O evento é promovido pelo grupo de trabalho desses segmentos que atua na organização da 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.
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A proposta é que gays e homens bissexuais expressem sua diversidade. Para tal, vão falar convidados representantes de ursos e leathers, gay jovem, bissexual ativista, gay com filho, pessoa com HIV e homossexual, transexual masculino e todas as nuances desta grande diversidade.
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Após as contribuições, o debate será aberto a todos os presentes.
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A roda de conversa integra a programação da 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Para participar, basta comparecer. Participação gratuita.

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Serviço:
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Roda de Conversa Identidades e Vivências de Gays e Homens Bissexuais
Dia 21 as 14h no Parque do Ibirapuera / São Paulo
Local do encontro: Marquise do Ibirapuera
Participação gratuita. Chegue cedo e convide os amigos!
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/191842994670351/
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Quando idealizamos uma vida profissional, determinamos que questões pessoais não irão interferir nas atividades que exercemos, mas as vezes não é isso que acontece. Esse é o caso do repórter Erick Krominski, que revelou ter perdido um trabalho na TV depois de se assumir homossexual.

Erick ficou conhecido por compor a equipe do CQC (Band) durante a última temporada do programa, que encerrou as atividades em 2015. No começo do ano, ele voltou a ser assunto depois que assumiu, nas redes sociais, o relacionamento com o preparador físico Pablo Soares.

Pablo Soares (esquerda) e Erick Krominski (direita)

Ele afirma que resolveu anunciar o relacionamento depois de perceber o quanto viver um amor “secreto” estava sendo um desconforto para Pablo.

“Tive uma conversa com o Pablo e ele me falou que achava chato ser casado com uma pessoa e não poder falar. Percebi o quanto estava sendo escroto com ele, e uma semana depois fiz a postagem”.

Para Erick, a repercussão não afetou sua carreira, mas revela que teve uma “coincidência suspeita”. Simultaneamente ao anúncio, ele estava negociando com um programa de TV, mas que sem motivo aparente teve as gravações canceladas.

A produção do programa nunca mais entrou com contato com ele, mas continuaram as gravações normalmente.

“Não vejo isso como uma coisa ruim, porque seria estranho no meio do processo descobrir que estava trabalhando com homofóbicos.”, conta.

Para Fabrício Viana, autor do livro sobre a homossexualidade chamado O Armário, “Quando assumimos a homossexualidade, portas se fecham e outras se abrem. Mas nada melhor do que viver nossa sexualidade da melhor forma possível, sendo transparente com os outros e consigo mesmo. É disso que falo no meu livro: uma vida mais autêntica para todos!

No Brasil, a homossexualidade foi considerada doença até 1990. Atualmente, campos de concentração para torturar e “curar” pessoas LGBT pode parecer algo distante, mas ainda é uma realidade que nos assombra. Paola Paredes é fotógrafa, lésbica e recentemente conseguiu entrar em um centro de cura gay, no Equador, e reproduziu tudo em imagens.

O projeto intitulado “Até que você mude”, nasceu depois de Paredes ouvir alguns relatos de pessoas que afirmaram ter passado por tratamento de cura gay em seu país. As “clínicas” onde acontece a ”cura” são ilegais, mas funcionam normalmente por estarem disfarçadas de centro de tratamento para alcoólatras e viciados em drogas.

A fotógrafa só teve acesso depois de fingir interesse no procedimento, e descobriu que lá, os pacientes eram sujeitos à tortura física e emocional, que incluía longos estudos bíblicos e estupro corretivo.

Portando uma câmera escondida, a fotógrafa conseguiu entrar no estabelecimento. A fim de proteger a identidade das vítimas, ela decidiu que não divulgaria as imagens, mas para que a denúncia não fosse perdida, recriaria as imagens, sendo ela mesmo a protagonista.

Segundo uma das entrevistadas era praticamente impossível dormir no local. Quando não era a insônia, o que as mantinham acordadas era a alta música católica colocada para abafar o barulho da tortura com outras mulheres.

Ao entrar em qualquer um dos cômodos, as mulheres encontram artefatos ou um altar para Jesus ou Maria

O momento de “diversão” das mulheres mantidas no local é a maquiagem da manhã que é feita todos os dias. Durante a maquiagem, que é uma atividade obrigatória, uma mulher fica atrás da paciente controlando o uso correto dos produtos. Além disso, elas são obrigadas a andar de saia e salto alto para ser “uma mulher de verdade”.

Mulheres são obrigadas a se maquiar todas as manhãs.

Para Paola Paredes, famílias que não aceitam a sexualidade de seus membros acabam contratando os serviços da clínica como forma de escapar do “problema” que é ter um LGBT na família. “Se minha família não tivesse me aceitado quando eu me assumi, provavelmente eu estaria em um desses centros também.”, disse ela em uma entrevista.

Embora pratiquem atos desumanos, os funcionários do local acreditam que estão fazendo a “obra de Deus” salvando almas perdidas de ir pro inferno.

No Brasil, caso semelhante aconteceu com a ONG chamada MOSES (Movimento pela Sexualidade Sadia). Ela durou 15 anos até que um de seus fundadores, hoje gay assumido e ativista, foi para a imprensa e disse que tudo era uma grande farsa. Parte dessa história foi retratada como ficção no romance gay de Fabrício Viana chamado Theus: do fogo à busca de si mesmo que também aborda outras questões homoafetivas tais como a saída do armário, aceitação e psicologia. Para o autor, embora tenhamos mais visibilidade e entendimento das questões ligadas a orientação sexual e identidade de gênero, clinicas e fazendas de cura gay ainda existem e são terríveis para qualquer ser humano.

Para mais fotos de Paola, visite: www.paolaparedes.com

Inédito, o documentário Ingrid apresenta as memórias de uma mulher transexual, sua busca por autoconhecimento e a luta pela igualdade de direitos

Ganhador do Prêmio Aquisição SescTV, na categoria Melhor Filme, durante a 16ª edição do Goiânia Mostra Curtas, realizada no ano passado, o documentário Ingrid (2016, 6’45”, MG), dirigido por Maick Hannder, traz depoimentos de Ingrid Leão, uma jovem que nasceu em um corpo masculino. Ela relembra a infância, a adolescência e o dia em que se tornou mulher. O curta, filmado em preto e branco, será exibido pela primeira vez no SescTV, no dia 20/4, quinta, às 21h (assista também em sesctv.org.br/avivo).

Ingrid recorda seu sofrimento, quando ainda era criança, ao se descobrir em um corpo que, segundo ela, não a pertencia. Sem entender o que estava acontecendo, a menina só queria ter cabelos longos. “Minha mãe sempre me obrigava a cortá-lo e aquilo me machucava de certa forma”, relata. Ela conta que o que mais marcou a sua infância foi ter que ir ao barbeiro, local frequentado apenas por homens. “Eu não me sentia à vontade”.

Com um corpo que não retratava o que se passava em sua cabeça, Ingrid rememora quando começou a entrar em conflitos consigo mesma. “Eu sabia que não ia ter seios, não ia ter quadril largo, não ia ter pernas torneadas. Eu sabia que minha voz não seria delicada”, fala. “Mas uma coisa eu sabia que poderia ser minha, meu cabelo grande, e sempre me tiravam isso”, completa. Ingrid diz que sentiu medo ao pensar sobre as transformações que viriam na puberdade e, na adolescência, começou sua busca por um corpo feminino. Ela também comenta sobre os problemas que devido ao uso de hormônios e sobre o dia em que se tornou mulher. “Ali é onde eu comecei a sentir a verdadeira pessoa que eu sou”.

O filme surgiu da necessidade do diretor de falar sobre a autoimagem, mas por tratar de questões sobre sexualidade e gênero, acabou ganhando um contexto social importante, ao representar minorias invisíveis. “Para um diretor, isso significa uma responsabilidade a mais. Aprendi muito com todo o processo e fico muito grato pela Ingrid ter confiado em mim para contar sua história”, comenta Hannder.

Sobre o SescTV:

SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua grade de programação é permeada por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com grandes nomes da música e da dança. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.

SERVIÇO:

Prêmio Aquisição SescTV, na categoria Melhor Filme, na Goiânia Mostra Curtas 2016
Ingrid
Direção: Maick Hannder
Duração: 6’45”
Ano: 2016

Estreia: 20/4, quinta, às 21h
Reapresentações: 22/4, sábado, às 20h; 23/4, domingo, às 6h30; 24/4, segunda, às 22h; e 26/4, quarta, às 6h30.. Classificação indicativa: 14 anos

Para sintonizar o SescTV:
Canal 128, da Oi TV
Ou consulte sua operadora
Assista também online em sesctv.org.br/aovivo
Siga o SescTV no twitter: http://twitter.com/sesctv
E no facebook: https: facebook.com/sesctv

A GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) é um das maiores e mais respeitadas organizações de pesquisas dos EUA. Entre seus trabalhos conhecidos, ela orienta jornalistas e profissionais da mídia a retratar de forma não estereotipada gays e lésbicas. E mais, anualmente, premia atores, personalidades e profissionais que fazem um bom trabalho ligados à diversidade sexual. Esta premiação deles é semelhante ao nosso Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade.

Recentemente, a GLAAD publicou uma pesquisa onde mostra que, 20% da chamada Geração Y, se identificam com uma das siglas LGBT. Para quem não sabe, dentro da sociologia, o conceito “Geração Y”, para alguns autores são pessoas que nasceram após 1980 ou segundo outros, pessoas que nasceram entre 1970 e 1990: em outras palavras, que possuem mais afinidade com a Internet.

A pesquisa foi realizada com mais de 200 adultos em novembro/16 para o estudo chamado “Aceleração e Aceitação 2017”. O resultado analisado demonstrou que, aqueles que tinha entre 18 e 34 anos, são mais sucetíveis a se identificarem com as identidades LGBTs.

Segundo Sarah Kate Ellis, presidente da GLAAD, disse que “Esse estudo mostra que uma maravilhosa era de entendimento e tolerância entre as pessoas mais jovens – um sinal inspirador de esperança para o futuro”.

A pesquisa completa (em inglês) pode ser consultada aqui:
http://www.glaad.org/publications/accelerating-acceptance-2017

O psicólogo Pedro Sammarco e o advogado Bryan W. Suárez criaram um grupo no Facebook onde discutem e ajudam, na medida do possível, homossexuais que possuem homofobia internalizada.

Para quem não sabe, a grosso modo, quando um homossexual nasce, ele (ou ela) – durante toda a sua vida – acaba escutando da sociedade que a homossexualidade é algo ruim (em vários sentidos). Mesmo que ele se assuma e seja “resolvido”, saindo inclusive do armário, é comum que ele ainda tenha resíduos desta homofobia em seu inconsciente: condenando, inclusive, beijo gay em público ou coisas que não deveriam incomodar.

Então, se você conhece alguém que “tem homofobia contra si”, indique o grupo para esta pessoa.

O endereço é:

https://www.facebook.com/groups/autopreconceito/

E ajude a divulgar este conceito “homofobia internalizada”. Afinal, muitos homossexuais, inclusive “assumidos” tem e precisam eliminar de sua vida.

Por um mundo mais saudável. Sempre!

Daniel Moreira e Guilherme Viana decidiram ler livros com temática LGBT e, logo em seguida, resenhar em áudio um pouco do conteúdo e publicar no site que criaram chamado Semtions.

E, engana-se quem acha que as resenhas são simples ou superficiais. Nada disso. Gui e Ton, como um chama o outro carinhosamente durante as apresentações, leem os livros juntos e no decorrer da gravação do áudio, eles comentam o que mais gostaram, o que o livro aborda, a construção de alguns personagens e a melhor parte: contam sem contar, ou seja, não dão spoilers.

O projeto, que tem pouco tempo de vida, já resenhou quatro livros com temática LGBT e o áudio, sobre os livros lidos até o momento, podem ser escutados tanto pelo site quanto pelos seus perfis no Soundcloud e Youtube.

Ficaram curiosxs? Escute agora mesmo os quatro livros resenhados até o momento (em ordem cronológica):

Semitons #04 – Theus – Fabrício Viana

Semitons #03 – Condicional – Paulo Sérgio Moraes

Semitons #02 – Scarlet – Reynaldo Araújo

Semitons #01 – 30 dias – Moa Sipriano

Participe, comente e compartilhe o projeto Semitons:

www.semitons.com.br

Todos os livros podem ser adquiridos na Amazon em ebook ou em sites específicos, basta fazer uma busca no Google.

Talles De Oliveira Faria não é drag e nem trans. Porém, no sábado passado, 17, durante a formatura do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) em São José dos Campos, ele foi à sua formatura de vestido e salto alto, em protesto contra o bullying homofóbico que sofreu durante todo o curso de sua carreira militar.

Por outro lado, o ITA nega formalmente a homofobia que o jovem sofreu.

Talles, sendo um dos assuntos mais comentados nesta semana, gravou um vídeo explicando toda a homofobia que ele sofreu durante o curso e publicou em seu perfil do Facebook.

Assista aqui:.

E que mais pessoas tenham esta atitude diante da homofobia.

Christian Sebastian, 24 anos, e Natalino Ferreira, 34, estão juntos há mais de dois anos e sempre tiveram vontade de adotar uma criança.

Moradores de Maringá (PR), o casal disse que, por meio das redes sociais, mais especificamente por uma publicação de Eliandra Souza, servidora do Tribunal de Justiça do Tocantins, eles conheceram a história deste garoto, de 13 anos, que há mais de 6 anos estava em um abrigo.

O menino foi parar no abrigo aos 7 anos, após ser encontrado por policiais perambulando pelas ruas da cidade. O Conselho Tutelar disse que a mãe cumpria pena na Cadeia Feminina de Figueirópolis e expunha o filho à situações de maus tratos e risco.

O casal tentou a adoção e não conseguiu. Recorreu a Defensoria Pública do Tocantins que entrou com uma ação de adoção. Em pouco tempo os dois tiveram a guarda provisória e um estágio de convivência por quatro meses.

Licemara Cardoso, coordenadora do abrigo, disse que o adolescente sofria muito por não ter uma família e por ver que só as crianças eram adotadas. A adoção tardia geralmente gera desconfiança por muitos casais. Mas não para Christian e Natalino, segundo eles em entrevista ao portal G1, o amor supera, educa, fortalece e ensina. Todos tem, ou deveriam ter, uma chance.

Que esse exemplo se propague. E que mais pessoas tenham a chance de serem felizes.

Criada em 1988 pelo psicólogo gay Robert Eichberg e pela ativista lésbica Jean O`Leary, o “The Coming Out Day” (em português Dia de Sair do Armário) é um dia internacional para aumentar a conscientização sobre a importância de sair do armário e discutir temas relacionados com gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (LGBT).

A data, 11 de Outubro, foi escolhida porque é aniversário comemorativo em Washington para celebrar os direitos de gays e lésbicas. Segundo Eichberg, a não comemoração e invisibilidade de LGBTs na sociedade é um território fértil para a criação e proliferação da homofobia. Quanto mais pessoas se assumem, mais pessoas percebem que não existe nada de errado com pessoas LGBTs: elas amam, sofrem, são felizes, trabalham e vivem uma vida como qualquer outra pessoa, passando a respeitá-las.

Para comemorarmos o dia da Saída do Armário, tema recorrente em filmes, peças de teatro, livros (alguns deles: O Armário, Guardei no Armário, Fora do Armário, etc), selecionamos alguns vídeos que encontramos no Youtube de pessoas que contam como foi, para elas, “sair do armário” (em ordem alfabética):

Canal HBW
Youtube da Paula

ChellAndMar
Youtube da Chell e Mar

Colher de Ideias
Youtube da Eva e da Malu

Eduardo Bressanim
Youtuber

Fabrício Viana
Jornalista e Escritor LGBT

Fora do Armário
Youtuber

Lucca Najar
Homem Trans

Respeita Minha História
Youtube do Thomas

Viaja Bi!
Youtube do Rafa Leick

Viaje com a Cris
Depoimento da Teresa

Victor Larguesa
Youtuber desde 2012