domingo, março 26, 2017
Saindo do Armário

A cidade de Lins, no interior de São Paulo, tornou-se a primeira cidade brasileira a ter um prefeito assumidamente gay e casado. Neste sábado (4), o prefeito Edgar de Souza (PSDB) se casou com o empresário Alexsandro Luciano Trindade, com quem mantinha uma união estável há 13 anos.

Edgar começou na política em 2000 e foi eleito vereador. Em 2012, antes de ser eleito prefeito, ele decidiu assumir sua homossexualidade durante a campanha: ˜Falei no palanque: eu não tenho que esconder com quem vivo e quem eu amo. Se esconder não mereço ser prefeito de vocês.”

A declaração foi ótima para a oposição que disse que ele tornaria o “mundo gay” caso fosse eleito. A repercussão ficou tão grande que distribuíram cartazes pela cidade com ele e seu companheiro abraçados e os dizeres “Se votar no 45, essa família vai governar a sua”.

Porém, nada disso resolveu. Por mais que o meio político seja homofóbico, Edgard foi eleito e esta fazendo um bom trabalho. Em várias entrevistas, ele sempre disse que ele se propôs a ter uma vida aberta para que as pessoas pudessem ver que os homossexuais não são diferentes dos heterossexuais. E que política e ser um bom prefeito não tem relação com orientação sexual.

O casamento, com presença de familiares, pajens, daminhas de honra e integrantes da Diversidade Tucana contou até com a presença do governador Geraldo Alckmin.

Vida longa ao casal. E que mais políticos tomem isso como exemplo: saiam do armário e lutem por uma sociedade mais diversa para todos.

A Campus Party é um dos principais eventos de tecnologia do mundo. Ele surgiu na Espanha em 1997 e uma vez por ano tem sua edição em vários países, inclusive no Brasil. Nele, grupos de geeks (similar ao “nerd”, pessoas que tem muita afinidade com tecnologia, jogos eletrônicos ou de tabuleiros, eletrônicos, etc) se encontram para trocar informações, assistir palestras e terem contato com novos produtos e empresas.

No Brasil, a ultima edição do evento ocorreu entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro de 2017, e há 3 anos lá dentro, existe um grupo de Geeks LGBTs que se encontram chamado “Campus Pride”.

A ideia, segundo um dos responsáveis, Marcio Brito, é promover o que a Estela Camargo e o Renato Massaro (idealizadores do grupo) desejaram: formar um grupo com interesses em comum, onde todos sejam ou tenham afinidades com o tema LGBT.

Como a Campus Party é anual e tem possibilidade de acampamento, as pessoas geralmente vem de várias regiões do Brasil.

Para participar do grupo do Facebook e, consequentemente das próximas edições da Campus Party junto com eles, basta entrar em contato com o Márcio Brito por meio do seu perfil no Facebook.

Confira algumas fotos do grupo Campus Pride e seu empoderamento LGBT:

Que outros grupos LGBTs, em diversos eventos, se formem. Afinal, somos muitxs e estamos realmente em todas as partes!

Idealizado por Isadora Fraga, 23 anos, e Vicky Fechine, 25 anos, o objetivo do canal no Youtube é falar sobre o “mundo das lésbicas”.

Com o nome de “Vlog Censuradas”, Fraga e Fechine contam que falar sobre o “mundo das lésbicas” é desmistificar a imagem criada pela sociedade sobre a comunidade LGBT, mostrando seu estilo de vida que, se formos observar, não é tão diferente da maioria.

Com atualizações frequentes, o canal tem fanpage no Facebook e conta no Instagram. Só o perfil no Youtube já conta com mais de 3 mil pessoas inscritas totalizando mais de 170 mil visualizações.

Entre os vídeos mais acessados, estão:

5 apps de paquera lésbica

10 séries para Lésbicas

5 filmes de Comédia Lésbica

Para conhecer outros vídeos, acesse o canal:
https://www.youtube.com/CensuradasVlog

E se tiver mais canais interessantes, de gays, lésbicas, bissexuais ou pessoas trans, indique pra gente! 🙂

Após ser fotografado beijando um rapaz em uma festa fechada para gays, lésbicas e simpatizantes, Leonardo Vieira, ator, ganha as redes sociais e, para não deixar dúvidas, publica carta com o título “Manifesto contra a Homofobia”.

Depois, Leonardo foi até a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), na Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, depor sobre o caso. Afinal, após a notícia do beijo, começou a receber ameças em seu perfil social.

“Vim na delegacia para prestar queixa sobre os ataques homofóbicos que estou recebendo. A delegacia tem instrumentos para identificar essas pessoas que eu não tenho”, contou à imprensa.

A carta, publicada originalmente no portal Extra Globo, pode ser lida aqui:

Manifesto contra a homofobia.

“Quero iniciar essa carta primeiramente desejando a todos um feliz 2017! Desejo que o ano novo seja cheio de realizações para todos, mas que seja principalmente um ano de mais tolerância, respeito e amor entre todos os povos, crenças, religiões, cores, classes sociais, ideologias e orientações sexuais.

O ano de 2016 terminou e com ele recebi uma tarefa para enfrentar em 2017, a qual quero dividir com vocês. Encarar essa missão será uma grande mudança em minha vida, talvez a maior e uma efetiva quebra de um paradigma. Ainda não sei que consequências estão por vir, mas quero transformar o episódio e as consequências que vivencio em algo que tenha algum valor para um número maior de pessoas.

No dia 28 de dezembro, comemorei meu aniversário e, para celebrar, fui a uma festa privada de um conhecido. Lá reencontrei um amigo que já não mora mais no Brasil e acabamos nos beijando. Um fotógrafo não perdeu a oportunidade e disparou uma rajada de cliques registrando a situação. O que era para ser um momento meu, acabou se tornando público. No dia seguinte, a foto do beijo entre dois homens estava estampada na capa de um grande site de celebridades e replicada em diversos outros espaços.

Nunca escondi minha sexualidade, quem me conhece sabe disso. Não estou “saindo do armário”, porque nunca estive dentro de um. Também nunca fui um enrustido. Meus pais souberam da minha orientação sexual desde quando eu ainda era muito jovem. No início não foi fácil pra eles, pois somos de famílias católicas e com características bem conservadoras, mas com o tempo eles passaram a me respeitar e aceitar a minha orientação. Eles puderam perceber através da minha conduta que isso era apenas um detalhe da minha personalidade. Eles entenderam que o filho deles podia ser uma boa pessoa, honesto, bom caráter, bom filho, bom amigo, mesmo sendo “gay”. Hoje, a única preocupação da minha mãe é que eu não seja feliz. Eu posso afirmar para ela que sou feliz. Tenho um trabalho que me realiza, amigos que me amam e uma família que me conhece de verdade e que me aceita como eu sou, sem hipocrisias. Meu caso não é nem o primeiro e nem será o último.

Desde cedo já sabia que eu queria ser ator. Já fazia teatro amador na escola, antes mesmo de me descobrir sexualmente. Aos 22 anos, fui alçado para a fama como um foguete. Em quatro capítulos de uma novela fiquei famoso nacionalmente e me tornaram o galã do momento, um “namoradinho do Brasil”. Em pouco tempo estava em todas as capas de revistas e jornais. Passei a receber inúmeras cartas, convites para comerciais de televisão, festas, desfiles, presenças VIPs. A mídia me classificou como símbolo sexual e jornalistas me perguntavam como eu me sentia sendo o novo “símbolo sexual”. Eu era novo e não sabia responder, dizia apenas que estava feliz com a repercussão do meu trabalho. Eu nem me achava tão bonito e sexy assim para ser tido como um símbolo sexual. Sempre me achei um cara normal. Convivi com uma dúvida pessoal que me tirou a paz por um tempo. Como eu poderia ser um símbolo sexual para tantas meninas e mulheres quando a minha sexualidade na “vida real” apontava em outra direção? Como lidar com isso? O que fazer? Declaro minha sexualidade? A pressão era enorme de todos os lados, eu não sabia o que fazer e acabei não me declarando publicamente, mantive uma vida discreta e tratei o assunto em meio a círculos de amizade, trabalho e família como algo natural.

Sempre achei que um ator deve ser como uma tela em branco. Ali colocaremos tintas, cores, formas e sentimentos para dar vida a diferentes personagens. Respeito, mas nunca concordei com atores que expõem sua vida íntima ou levantam bandeiras ideológicas, exatamente porque no meu entender isso poderia macular essa tela em branco e correr o risco de tirar a credibilidade de um trabalho. O público passa a ver o ator antes da personagem e para mim isso nunca foi bom. Um dos motivos de nunca ter feito o meu “outing” foi esse e isso não é uma desculpa. Provavelmente, se eu fosse hétero, manteria a mesma postura discreta em relação a minha vida privada.

Infelizmente, vivemos em um país ainda cheio de preconceitos e a homofobia é um deles. Revelar-se homosexual não é fácil pra ninguém e acredito que seja ainda mais difícil para uma pessoa pública. Sempre achei “assumir” um termo pesado demais. Assume-se um crime, um delito, um erro e uma falta grave. Será que estou errado em ser quem sou? Será que tenho alguma culpa para assumir? Esse termo “assumir” me perseguiu como se eu tivesse cometido algum crime e que eu teria que fazer o “mea culpa” e ser condenado. Nunca me senti criminoso ou culpado por ser homosexual, eu me sentiria assim se tivesse matado alguém, ou roubado alguém ou a nação. O fato de ser gay nunca prejudicou ou feriu alguém, a não ser a mim mesmo; e não escolhi ser gay. Se pudesse escolher, escolheria ser heterosexual com certeza. Seria muito mais fácil a vida, não teria que ter enfrentado as dificuldades que enfrentei com meus pais, não seria discriminado em certos círculos sociais, teria uma família com filhos (sempre sonhei em ser pai), não sofreria preconceito de colegas, não seria atacado nas ruas, não seria xingado nas redes sociais, não deixaria de ser escolhido para certos personagens, seria convidado para mais campanhas publicitárias e capas de revista. Tenho vivido e venho sofrendo preconceito durante toda a minha vida e na maioria das vezes ninguém percebeu, só eu senti na pele, mas nem por isso me vitimizei.

Nunca deixei de fazer nada na minha vida privada por ser ator famoso. Sempre fui a lugares gays, namorei caras incríveis, tenho vários amigos e amigas gays e também frequento lugares héteros, tenho amigos héteros, vou ao supermercado, à feira… Sempre tive uma vida normal como todo ser humano merece ter. Nunca me senti especial por ser ator e sempre fiz questão de transitar livremente, mesmo que muitas vezes tivesse que parar um minuto da minha existência para tirar uma foto ou dar um autógrafo. Agora, pessoas do público as quais dediquei meu tempo, atenção e carinho, me atacam nas redes sociais de maneira vil e violenta, porque “descobriram” que eu sou gay. Eu nunca disse que não era, só não saí por aí com uma bandeira hasteada. Eu não traí a confiança de ninguém, sempre fui o que sou. Algo muito simples de ser entendido se em nossa sociedade essa questão ainda não fosse um tabu no ano de 2017.

Sobre o episódio do “beijo gay”, que a princípio parecia ser um “escândalo do último minuto” ou uma pedra no caminho, eu parei para refletir e vi que era, na verdade, um presente. Uma ótima oportunidade para tirar das minhas costas algo que me fez sofrer por muitos anos. Agradeço sinceramente ao site e ao fotógrafo que publicaram as fotos do beijo, pois assim me vi na obrigação de escrever essa carta e deixar clara a minha posição, tirando, assim, um peso que carrego há anos nas costas, além de poder ajudar a tantas pessoas que sofrem preconceitos, discriminação ou ainda não assumiram sua sexualidade. Estou me sentindo bem mais leve, mas poderia estar me sentindo bem mais pesado, caso eu não tivesse o suporte de minha família e amigos. Embora a publicação tenha me feito um grande favor, pode ter me prejudicado imensamente profissionalmente (só saberemos no futuro) ou poderia ter destruído minha família, se por acaso eles já não soubessem da minha situação. Infelizmente a mesma mídia que se diz contra a intolerância, a discriminação e o preconceito, alimenta esses sentimentos irresponsavelmente, sem medir as consequências. É incrível que obras como o ” Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, baseada em um beijo entre homens e transformado em sensacionalismo midiático, ainda sejam atuais.

Essa carta aberta aqui não é um pedido de desculpa, pois não acho que deva pedir desculpas por ser gay. Pelo contrário: sempre tive orgulho de ser quem eu sou. Essa carta é um manifesto contra a homofobia. Descobri estupefato que homofobia não leva ninguém à cadeia. Este crime, que pode ser devastador na vida das pessoas, não tem defesa à altura. Algumas cometem suicídio e outras matam por simples preconceito, que, aliado à violência verbal, psicológica ou física, é uma das mazelas de nossa sociedade.

Não gostaria de me colocar no papel de vítima, mas sou e não posso deixar de querer meus direitos como cidadão de bem e exigir justiça para mim e, quiçá, para tantos outros homosexuais em meu país que também sofrem com isso diariamente e por anos em suas vidas. Homofobia precisa ser tratada com seriedade pela justiça e pela sociedade.

O objetivo dessa carta não é só esclarecer, de uma vez por todas e a quem interessar possa, a minha orientação sexual, mas também alertar para o verdadeiro crime psicológico e letal que as pessoas cometem ao perderem tempo de suas vidas para atacar os outros na internet ou nas ruas.

O que ainda me surpreende é a violência, a guerra, a discriminação, a intolerância, a falta de respeito entre pessoas iguais que se atacam pela diferença, seja pelo fato de alguém ser gay, hétero, preto , branco, rico, pobre, evangélico ou muçulmano. Se sou gay, isso não vai mudar em nada a vida de ninguém ou a de quem estiver lendo isso, mas meu caso talvez possa ajudar pessoas que sofrem com a discriminação sexual ou com qualquer outra forma de discriminação e preconceito. Não consigo entender porque as pessoas ainda se preocupam tanto com a sexualidade alheia e fazem disso motivo de discórdia e violência.

Existem mulheres e homens na internet dizendo coisas horríveis a meu respeito. Tenho sofrido ataques homofóbicos pelo fato de ter sido fotografado beijando um homem. Se eu fosse hétero jamais me envolveria com uma mulher preconceituosa e deselegante, porque também não me envolveria com um homem preconceituoso e deselegante. Ser um ser humano com bom caráter, honesto, amigo, leal, educado, gentil, generoso e outras qualidades é muito mais importante do que quem você beija ou se relaciona sexualmente, independentemente se você é homem ou mulher.

Por isso estou indo esta tarde à comissão dos direitos humanos entender quais são os meus direitos como cidadão e quem sabe assim servir de exemplo para que meu caso não seja mais um e isso possa mudar algo em nossa legislação.

Para terminar esse manifesto gostaria de homenagear e agradecer algumas pessoas que, antes de mim, tiveram a coragem de dar sua cara à tapa e declararam suas orientações sexuais sem medo de enfrentar as consequências: Kevin Spacey, Rick Martin, Ian McKellen, Alessandra Maestrine, Marco Nanini, Ney Matogrosso, Daniela Mercury e tantos outros. Deixo aqui meu muito obrigado e todo meu respeito a todos que lutam por esta causa: a da liberdade para que todos possam ser quem são.

Bom, a vida continua e quem quiser conferir meu trabalho, estou em cartaz no teatro Folha em São Paulo, a partir do dia 11 de janeiro, sempre as quartas e quintas, às 21 horas, na comédia Nove em Ponto, de Rui Vilhena.”

Leonardo Vieira

O psicólogo Pedro Sammarco e o advogado Bryan W. Suárez criaram um grupo no Facebook onde discutem e ajudam, na medida do possível, homossexuais que possuem homofobia internalizada.

Para quem não sabe, a grosso modo, quando um homossexual nasce, ele (ou ela) – durante toda a sua vida – acaba escutando da sociedade que a homossexualidade é algo ruim (em vários sentidos). Mesmo que ele se assuma e seja “resolvido”, saindo inclusive do armário, é comum que ele ainda tenha resíduos desta homofobia em seu inconsciente: condenando, inclusive, beijo gay em público ou coisas que não deveriam incomodar.

Então, se você conhece alguém que “tem homofobia contra si”, indique o grupo para esta pessoa.

O endereço é:

https://www.facebook.com/groups/autopreconceito/

E ajude a divulgar este conceito “homofobia internalizada”. Afinal, muitos homossexuais, inclusive “assumidos” tem e precisam eliminar de sua vida.

Por um mundo mais saudável. Sempre!

Daniel Moreira e Guilherme Viana decidiram ler livros com temática LGBT e, logo em seguida, resenhar em áudio um pouco do conteúdo e publicar no site que criaram chamado Semtions.

E, engana-se quem acha que as resenhas são simples ou superficiais. Nada disso. Gui e Ton, como um chama o outro carinhosamente durante as apresentações, leem os livros juntos e no decorrer da gravação do áudio, eles comentam o que mais gostaram, o que o livro aborda, a construção de alguns personagens e a melhor parte: contam sem contar, ou seja, não dão spoilers.

O projeto, que tem pouco tempo de vida, já resenhou quatro livros com temática LGBT e o áudio, sobre os livros lidos até o momento, podem ser escutados tanto pelo site quanto pelos seus perfis no Soundcloud e Youtube.

Ficaram curiosxs? Escute agora mesmo os quatro livros resenhados até o momento (em ordem cronológica):

Semitons #04 – Theus – Fabrício Viana

Semitons #03 – Condicional – Paulo Sérgio Moraes

Semitons #02 – Scarlet – Reynaldo Araújo

Semitons #01 – 30 dias – Moa Sipriano

Participe, comente e compartilhe o projeto Semitons:

www.semitons.com.br

Todos os livros podem ser adquiridos na Amazon em ebook ou em sites específicos, basta fazer uma busca no Google.

Talles De Oliveira Faria não é drag e nem trans. Porém, no sábado passado, 17, durante a formatura do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) em São José dos Campos, ele foi à sua formatura de vestido e salto alto, em protesto contra o bullying homofóbico que sofreu durante todo o curso de sua carreira militar.

Por outro lado, o ITA nega formalmente a homofobia que o jovem sofreu.

Talles, sendo um dos assuntos mais comentados nesta semana, gravou um vídeo explicando toda a homofobia que ele sofreu durante o curso e publicou em seu perfil do Facebook.

Assista aqui:.

E que mais pessoas tenham esta atitude diante da homofobia.

A quantidade de notícias e informações sobre a comunidade LGBT no Brasil e no mundo é absurdamente grande. Entre casos de homofobia, mortes e assassinados, coisas “fofas” também acontecem. E nós, devido a pequena equipe editorial, tentamos trazer sempre as mais “relevantes”, como foi o caso do jovem que na semana passada pediu seu namorado em casamento bem no meio de um jogo de basquete realizado entre Chicago Bulls e San Antonio.

Tudo começou com os cheerleaders performando “Do You Love Me (Now That I Can Dace)” da banda Colours. Foi neste momento que ele aparece entre as meninas e faz o pedido. O namorado não acredita. E o mais interessante, no lugar do anel, é um pirulito.

Isso prova que, para o amor, nada é impossível. Assista ao vídeo que, até o momento, é um dos mais curtidos e compartilhados na Internet:

Criada em 1988 pelo psicólogo gay Robert Eichberg e pela ativista lésbica Jean O`Leary, o “The Coming Out Day” (em português Dia de Sair do Armário) é um dia internacional para aumentar a conscientização sobre a importância de sair do armário e discutir temas relacionados com gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (LGBT).

A data, 11 de Outubro, foi escolhida porque é aniversário comemorativo em Washington para celebrar os direitos de gays e lésbicas. Segundo Eichberg, a não comemoração e invisibilidade de LGBTs na sociedade é um território fértil para a criação e proliferação da homofobia. Quanto mais pessoas se assumem, mais pessoas percebem que não existe nada de errado com pessoas LGBTs: elas amam, sofrem, são felizes, trabalham e vivem uma vida como qualquer outra pessoa, passando a respeitá-las.

Para comemorarmos o dia da Saída do Armário, tema recorrente em filmes, peças de teatro, livros (alguns deles: O Armário, Guardei no Armário, Fora do Armário, etc), selecionamos alguns vídeos que encontramos no Youtube de pessoas que contam como foi, para elas, “sair do armário” (em ordem alfabética):

Canal HBW
Youtube da Paula

ChellAndMar
Youtube da Chell e Mar

Colher de Ideias
Youtube da Eva e da Malu

Eduardo Bressanim
Youtuber

Fabrício Viana
Jornalista e Escritor LGBT

Fora do Armário
Youtuber

Lucca Najar
Homem Trans

Respeita Minha História
Youtube do Thomas

Viaja Bi!
Youtube do Rafa Leick

Viaje com a Cris
Depoimento da Teresa

Victor Larguesa
Youtuber desde 2012

 

Marcos Vinícius Borges Tadeu é médico, gay assumido e resolveu fazer a diferença: criou o canal Doutor Maravilha onde divide, junto com os internautas, dicas sobre saúde para a população LGBT.

Como médico residente na área de infectologia do HC/UFMG, os canais do Borges já tem mais de 1 mil inscritos no Youtube e mais de 62 mil curtidas na sua página do Facebook.

Assista a apresentação dele sobre o projeto:

Para acompanhar Borges, os links são:

Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=_vGbiGcMV3k

Fanpage:
https://www.facebook.com/doutormaravilha

Website:
http://doutormaravilha.com.br/

Pois é, o mundo ainda tem muita gente boa e que faz, de fato, a diferença. Parabéns Marcos. Vida longa ao seu projeto!