quinta-feira, julho 20, 2017
Saúde

Os novos serviços serão disponibilizados em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Uberlândia (MG). No SUS, são realizados procedimentos ambulatoriais e cirurgias de mudança de sexo.

O Ministério da Saúde habilitou quatro novos serviços para procedimentos ambulatoriais de processo transexualizador. Os novos centros funcionarão no Hospital das Clínicas de Uberlândia (MG); Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro; Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS de São Paulo e o CRE Metropolitano, de Curitiba. Com a inclusão dos quatro novos serviços, serão, ao todo, nove centros habilitados para oferecer estes procedimentos, que incluem terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório. Dos nove centros, cinco oferecem a cirurgia de redesignação sexual.

O Brasil está na vanguarda da garantia de direitos e reconhecimento de gênero, assegurando a cobertura integral e gratuita de saúde para as pessoas trans. Desde 2008, o SUS oferece cirurgias e procedimentos ambulatoriais para pacientes que precisam fazer a redesignação sexual. Entre 2008 e 2016, ao todo, foram realizados 349 procedimentos hospitalares e 13.863 procedimentos ambulatoriais relacionados ao processo transexualizador.

No SUS é disponibilizado um conjunto de procedimentos que compõe a mudança de sexo. São eles: cirurgias de redesignação sexual; de mastectomia (retirada de mama); plástica mamária reconstrutiva (incluindo próteses de silicone) e; cirurgia de tireoplastia (troca de timbre de voz). Além disso, no campo ambulatorial, há terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório.

Hoje, cinco serviços oferecem procedimentos ambulatoriais e procedimentos hospitalares de redesignação sexual. São eles: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que pertence à Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Hospital das Clínicas de Goiânia, da Universidade Federal de Goiás; Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os quatro novos centros habilitados farão somente os procedimentos.

O psicólogo Pedro Sammarco e o advogado Bryan W. Suárez criaram um grupo no Facebook onde discutem e ajudam, na medida do possível, homossexuais que possuem homofobia internalizada.

Para quem não sabe, a grosso modo, quando um homossexual nasce, ele (ou ela) – durante toda a sua vida – acaba escutando da sociedade que a homossexualidade é algo ruim (em vários sentidos). Mesmo que ele se assuma e seja “resolvido”, saindo inclusive do armário, é comum que ele ainda tenha resíduos desta homofobia em seu inconsciente: condenando, inclusive, beijo gay em público ou coisas que não deveriam incomodar.

Então, se você conhece alguém que “tem homofobia contra si”, indique o grupo para esta pessoa.

O endereço é:

https://www.facebook.com/groups/autopreconceito/

E ajude a divulgar este conceito “homofobia internalizada”. Afinal, muitos homossexuais, inclusive “assumidos” tem e precisam eliminar de sua vida.

Por um mundo mais saudável. Sempre!

Com casais heterossexuais, gays e personagens trans, a campanha do Governo Federal foi lançada agora, no final de Dezembro, e inclui cartazes e vídeos que falam a respeito da prevenção ao HIV.

No vídeo abaixo, por exemplo, citam não apenas o uso da camisinha, mas também sobre PreP e até mesmo comentam, rapidamente, que quem tem HIV e toma medicação, geralmente tem carga viral baixa e não transmite HIV.

Bacana, não? Assista ao vídeo completo aqui:

Entre os cartazes, alguns deles, aqui:

Talles De Oliveira Faria não é drag e nem trans. Porém, no sábado passado, 17, durante a formatura do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) em São José dos Campos, ele foi à sua formatura de vestido e salto alto, em protesto contra o bullying homofóbico que sofreu durante todo o curso de sua carreira militar.

Por outro lado, o ITA nega formalmente a homofobia que o jovem sofreu.

Talles, sendo um dos assuntos mais comentados nesta semana, gravou um vídeo explicando toda a homofobia que ele sofreu durante o curso e publicou em seu perfil do Facebook.

Assista aqui:.

E que mais pessoas tenham esta atitude diante da homofobia.

Fora do Brasil, em países desenvolvidos, é comum ver publicidade direcionada ao público LGBT em jornais, revistas, portais e TVs. Porém, também é comum vermos que muitas multinacionais, que fazem estas propagandas direcionadas lá fora, não tem a mesma “coragem” por aqui. As vezes, parecem até serem outras empresas.

A desculpa velada que chega aos nossos ouvidos? A “cultura brasileira”. Porém, nestes longos anos, já tivemos exemplos fantásticos de publicidade que respeita as diferenças por aqui. Algumas delas, inclusive, foram premiadas pela APOLGBT SP por meio do prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade (aliás, assista ao vídeo do último evento realizado neste ano, clicando aqui).

O fato é que, sempre que vemos alguma empresa demostrando esse respeito com publicidades direcionadas, todos nós vibramos. É o caso da Unimed, unidade de Itapetininga que, no dia 12 de dezembro, publicou em seu Facebook o texto “O mundo mudou, mas a Unimed permanece valorizando a vida e respeitando a diversidade. Para o amor, respeito. Para sua família, Unimed! ” com a seguinte imagem:

Até este momento, a propaganda teve mais de 10 mil reações, 4.172 compartilhamentos e 879 comentários: a maioria são positivos!

Segundo dados divulgados pelo Departamento de Educação da Inglaterra, as adoções realizadas por casais do mesmo sexo representam hoje 9,6% do total.  Um dos motivos, acreditam alguns, é o incentivo dado pela New Family Social que distribuiu cerca de 100 mil euros aos pais LGBTs que desejassem adotar uma criança.

Embora o número de adoções tenham diminuído com relação ao ano anterior, segundo Tor Docherty, presidente da New Family Social, “É encorajador ver que agências continuam a considerar e colocar com êxito crianças para adoção com casais do mesmo sexo.”

Ainda segundo Tocherty, é primordial que as necessidades básicas da criança sejam respeitadas e que as agências, que liberam as adoções, considerem toda a gama de possíveis pais, inclusive pais homossexuais.

Christian Sebastian, 24 anos, e Natalino Ferreira, 34, estão juntos há mais de dois anos e sempre tiveram vontade de adotar uma criança.

Moradores de Maringá (PR), o casal disse que, por meio das redes sociais, mais especificamente por uma publicação de Eliandra Souza, servidora do Tribunal de Justiça do Tocantins, eles conheceram a história deste garoto, de 13 anos, que há mais de 6 anos estava em um abrigo.

O menino foi parar no abrigo aos 7 anos, após ser encontrado por policiais perambulando pelas ruas da cidade. O Conselho Tutelar disse que a mãe cumpria pena na Cadeia Feminina de Figueirópolis e expunha o filho à situações de maus tratos e risco.

O casal tentou a adoção e não conseguiu. Recorreu a Defensoria Pública do Tocantins que entrou com uma ação de adoção. Em pouco tempo os dois tiveram a guarda provisória e um estágio de convivência por quatro meses.

Licemara Cardoso, coordenadora do abrigo, disse que o adolescente sofria muito por não ter uma família e por ver que só as crianças eram adotadas. A adoção tardia geralmente gera desconfiança por muitos casais. Mas não para Christian e Natalino, segundo eles em entrevista ao portal G1, o amor supera, educa, fortalece e ensina. Todos tem, ou deveriam ter, uma chance.

Que esse exemplo se propague. E que mais pessoas tenham a chance de serem felizes.

Em nota divulgada nesta terça, 30/11, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que pelo menos 40% dos portadores do vírus HIV no mundo, não sabem que possuem o vírus no corpo.

Segundo Margaret Chan, diretora geral da OMS, “Milhões de pessoas que têm o HIV não se beneficiam do tratamento indispensável e que, igualmente, pode impedir que transmitam o vírus a outros indivíduos”.

Uma das principais razões do desconhecimento das pessoas é a dificuldade de acesso aos lugares que realizam o diagnóstico. Para piorar, dos que sabem que tem o vírus, aproximadamente 18 milhões não tem acesso ao tratamento de antirretrovirais.

Diante desta estimativa, a OMS incentiva o autoteste, que pode ser feito com um pouco de saliva ou furando a ponta do dedo com uma agulha. Além do mais, o autoteste proporciona um resultado privado, em lugar confortável e com resultado pronto em até 20 minutos.

Nos últimos 10 anos, o total de pessoas que souberam que tinham HIV passou de 12% a 40% na escala mundial. E, conforme alguns estudos, quem tem HIV, toma antirretrovirais e tem carga viral indetectável, não transmite HIV para outras pessoas. Um dos problemas do HIV é, realmente, não saber que tem. Quem não sabe, tem carga viral alta, uma probabilidade de transmissão maior e, quando descobre o vírus, geralmente é tarde demais.

Por isso, na dúvida, a melhor forma de prevenção é o uso da camisinha. Agora, se você praticou sexo desprotegido, faça o teste. É um bem que você fará para você mesmo e para todos aqueles que tem contato.

A SEDPAC (Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania), por meio do EFDH (Programa Escola de Formação em Direitos Humanos) promoverá, a partir de dezembro, os cursos “Direitos Humanos e Cidadania: Proteção, Promoção e Reparação dos Direitos das Pessoas LGBT e de Identidade de Gênero” e o curso “Direitos Humanos e Cidadania: Proteção, Promoção e Reparação dos Direitos das Mulheres”.

Oferecidos na plataforma EAD (Ensino à Distância), por meio da plataforma Moodle, e com carga horária de 60horas/aulas, os cursos são destinados aos agentes públicos estaduais e municipais, estudantes universitários e membros da sociedade civil.

Com término previsto para 5 de fevereiro de 2017, os cursos terão disciplinas com temas relacionados aos Direitos Humanos e Dignidade da Pessoa Humana, Classificações dos Direitos Humanos, Cidadania e Direitos Humanos, Legislação, Identificação e enfrentamento das violações de Direitos Humanos, Redes de Atendimento e Proteção, Planejamento, monitoramento e avaliação em Ações de Direitos Humanos.

Outros temas serão oferecidos em módulos específicos para cada curso, como Proteção, Promoção e Reparação dos Direitos das Mulheres e dos Direitos das Pessoas LGBT e de Identidade de Gênero.

Todxs xs interessadxs devem fazer sua inscrição pelo site www.direitoshumanos.mg.gov.br, menu Cursos e Capacitações, digitando o código SEDPAC280 para o curso sobre direitos LGBT e SEDPAC281 para direitos das mulheres.

Lembram do Iran Giusti? Fizemos uma entrevista com ele aqui. Pois então, agora ele, junto com amigos, está com um projeto coletivo no Benfeitoria (crowdfunding) pedindo ajuda para criar a Casa 1, um projeto de acolhimento de LGBTs moradores de rua. E não só isso, o espaço também será utilizado para cursos, eventos, workshops e outras atividades de inclusão e empoderamento.

O local escolhido para a Casa 1 foi o centro de São Paulo. A ideia, segundo Iran, surgiu quando ele mesmo abriu as portas de sua casa para ajudar LGBTs mais necessitados. Como o apoio de amigos, ele resolveu ampliar, criar um projeto e pedir doações.

O projeto, até o momento, foi ajudado por 77 pessoas e tem ainda um mês de arrecadação até a meta final: R$ 83.952. E é tudo ou nada.

Se você puder ajudar, entre agora mesmo no link e faça sua doação:

https://benfeitoria.com/casa1