quinta-feira, julho 20, 2017
Segmento B
Segmento B - Bissexuais

Precisamos lutar por nossos direitos! Sempre! Mas também precisamos de diversão. Por isso selecionamos para vocês seis rádios e programas on-line LGBTs com muita música para você curtir sozinhx ou com xs amigxs! Se joga!

radio-lgbt

1 – Freedom 97 – O único programa LGBT online e streaming da rádio brasileira, acontece aos domingos a partir das 18h com participação dos djs famosos na cena LGBT que apresentam sets para esquentar, ferver o seu final de semana. A apresentadora é a Gabrielle Sant’Anna.
http://www.97fm.com.br

2– Lado Bi – ” Cultura e cidadania, na real e com local”. Este é o bordão do talk show comando por James Cimino e Marcio Caparica a página oficial é um espaço de notícias e acervo de podcats das edições anteriores. O programa online tem edições disponíveis no Soundcloud, ITunes e Uol Deezer.
http://ladobi.uol.com.br

3– Vibe Hitz
A rádio nasceu em 2004 e tem um portal de notícias e espaço cultural LGBT. Acesse o site e tem área para ouvir pelo tunein e extensões como Real Player, Winamp, Windows Media Player… Ah! Tem a fanpage para você compartilhar as novidades ”casamigas”.
http://www.vibehitz.com.br

4 – Omega Hitz
Ela existe há quase 7 anos, hoje é uma rádio online e possui um acesso de set mix dos djs referências na cena LGBT brasileira e internacional. O site tem espaço para você assistir os clipes das estrelas pop e acessar o espaço da rádio no ITunes.
http://omegahitz.com.br

5 – GayFM
A rádio alemã nasceu ano passado, possui um nome que claro reforça sua referência quando buscamos novidades em streaming LGBT, clique aqui e conheça o site, aproveite e tenha a GayFM em seu Android ou acesse o ITunes.
http://www.gayfm.de

6– Rádio Circuito Mix
A Circuito Mix existe há 12 anos, a rádio é destinado ao público jovem fãs de pop, rock e R&B e nunca para! Funciona 24 horas/dia. 🙂 Acesse a página oficial e divirta-se.
http://www.circuitomix.com.br

A edição deste ano da mostra Todos os Gêneros toma todas as salas do instituto abertas ao público para a arte e a diversidade com peças de teatro, mostras de filmes, música, debates, gravação de depoimentos do público e as atividades do Fim de Semana em Família; elas revelam a produção e a reflexão sobre a transgeneridade e os conflitos de gênero no mundo contemporâneo que passam pela afirmação da multiplicidade infinita do sexo

Durante nove dias, de 25 de junho a 3 de julho, o Itaú Cultural abre o seu espaço para a arte e a diversidade com a totalidade da programação voltada para a mostra Todos os Gêneros – com exceção da exposição Arquivo Ex Machina – Identidade e Conflito na América Latina, em cartaz no instituto, e o Espaço Olavo Setúbal que expõe permanentemente as coleções Brasiliana e de Numismática do Itaú. A casa torna-se uma espécie de palco giratório para apresentar não somente a produção originada na multiplicidade de gêneros em diferentes segmentos artísticos – teatro, performance, cinema – como também é fórum para o debate, a reflexão e a compreensão, desde cedo, das diferenças do outro.

A mostra tem curadoria compartilhada entre diferentes núcleos do instituto – Cênicas, Música, Audiovisual e Literatura, Comunicação, Produção, além do Educativo e do CMDR que prepararam as atividades do Fim de Semana em Família, voltadas para as crianças, dentro deste universo. Assim, a programação traz seis dias de teatro e um de performance, dois ciclos de filmes, três mesas para debate, oficinas e contação de histórias para o público infantil e o show de Jaloo. Toda a programação tem interpretação em Libras.

A atriz cubana trans Phedra de Córdoba (1938-2016) seria uma das participantes nesta programação. Com a sua recente morte, no entanto, o Itaú Cultural a homenageia na publicação que traz a programação, com textos sobre o tema, e um escrito em especial para ela por Dyl Pires, ator do grupo os Satyros, com quem trabalhou por muitos anos, e uma ilustração da Laerte também em sua homenagem. A publicação é disponibilizada para o público. O visitante pode contribuir, ainda, com a reflexão sobre o conceito de gênero e o que pode definir o ser homem e o ser mulher na sociedade contemporânea respondendo a diferentes perguntas a cada dia do evento, com exceção da segunda-feira. Elas serão gravadas e, com autorização, divulgadas no CANAL do site do instituto (www.itaucultural.org.br).

Teatro

De 25 a 29 de junho (sábado a quarta-feira) e em 2 de julho, o último sábado, o palco do Itaú Cultural apresenta a reestreia do documentário cênico Luiz Antonio – Gabriela, com a Cia. Mungunza de Teatro. A direção é de Nelson Baskerville, que coloca em cena uma parte da sua própria história, na qual o seu irmão mais velho, homossexual, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960 e parte para a Espanha sob o nome de Gabriela.

O Território Sirius Teatro traz Joelma, com a história da inadequação de uma pessoa por 30 anos até realizar a cirurgia de redesignação sexual e mudar completamente o rumo de sua vida. O homossexual ou a dificuldade de se expressar, é a peça do Teatro dos Extremos com duas personagens exiladas na Sibéria, como castigo por terem mudado de sexo, em uma narrativa que gira em torno do melodrama e do absurdo. Por fim, Noite bizarra, recalcada e bipolar é uma performance-celebração em clima de cabaré com Princesa Ricardo, Dalvinha Brandão e Darlene LePetit. Veja aqui mais informações sobre a programação e fotos para download.

Cinema

Entre obras documentais, experimentais, de ficção e de animação, A Mostra Audiovisual de Curtas-Metragem exibe 10 obras que falam das diferentes questões que permeiam o universo da diversidade de gêneros. Todas as sessões são seguidas de debate com os realizadores dos curtas. Para chegar a estas obras, o Núcleo de Audiovisual do instituto assistiu a mais de 80 filmes em busca de vozes ainda pouco ouvidas dentro dessa temática – como o protagonismo de mulheres trans ou lésbicas, animações, filmes voltados para o público infantil. A grade exibida em 30 de junho e 1 de julho (quinta-feira e sexta-feira), sempre às 20h, trata de todas essas questões por meio de filmes experimentais, documentários, animação e ficção.

Outra mostra, SSEX BBOX, apresenta no dia 26 (domingo), às 11h, três filmes documentais de Priscilla Bertucci, fundador do coletivo que dá nome à série e curador deste ciclo de cinema. O personagem do primeiro é a cartunista Laerte, o do segundo é o artista e antropólogo queer Pedro Costa, que vive em Berlim e o terceiro cujos principais reflete sobre a sexualidade na infância, religião, preconceito, identidade de gênero, orientação afetivo-sexual. Veja aqui mais informações sobre todos filmes em cartaz e fotos para download.

Debates

No dia 25 (sábado), às 15h, o Circuito [SSEX BBOX], a programação de Todos os Gêneros promove a mesa Roda de partilha: feminismo interseccional [atividade vivencial]. Um dia depois, no mesmo horário, é reeditada a mesa realizada na 1ª Conferencia Internacional [SSEX BBOX]& Mix Brasil Pingos nos is: A inclusão radical e a comunicação não violenta.

Na terça-feira, dia 28, às 15h o tema é Copi: transgressão e teatralidade, em mesa organizada pelo Núcleo de Cênicas do Itaú Cultural.  Ela trata da importância artística de Copi, pseudônimo do desenhista de comics, dramaturgo e escritor argentino Raúl Damonte Botana (1939-1987), radicado pelo exílio em Paris. Ator-travesti, homossexual e uma das primeiras vítimas da aids, a sua ampla produção, é reconhecida em países como França, na Itália e na Espanha. Veja aqui mais informações sobre as mesas e fotos para download.

Música

Acabando de voltar da Europa depois de se apresentar no festival espanhol Primavera Sound. E antes de lançar o seu primeiro álbum autoral, #1, Jaloo faz o show de encerramento da mostra Todos os Gêneros. Nos dias 1 e 2 de julho, à noite, ele leva ao palco da Sala Itaú Cultural a sua homenagem à dança e à boa música. No repertório, traz músicas do novos disco, como Odoia, Ah! Dor! Pa PararaLeia mais sobre o músico e encontre fotos aqui.

Fim de Semana em Família

Em 25 e 26 de junho (sábado e domingo), sempre às 14h, o coletivo As Rutes, que desde 2007 realiza intervenções artísticas que abram espaço para o Encantamento do Mundo, ministra a Oficina dos Princípiosa fantasia da mistura. Em seguida, às 16h, o mesmo grupo faz a contação de história O jogo de você: contos ancestrais sobre a fantasia de ser o que se é.

Também encerrando a programação da mostra Todos os Gêneros, mas à tarde e para o público mirim, nos dias 2 e 3 de julho (sábado e domingo), às 14h, Gustavo Silvestre, designer-artesão e estilista de Recife, conduz a Oficina de flores em crochê. Às 16h, a ilustradora Marcia Misawa com Thiago Minamisawa e Bruno Castro ministra a Oficina AMAR de leitura, diálogo e artes.

Como em todos os Fim de Semana em Família, o público conta com o Cantinho da Leitura, instalado no Piso Paulista, térreo do Itaú Cultural, onde estão disponíveis 30 publicações do acervo infantojuvenil da biblioteca do instituto. Na Feirinha de Troca de Livros, Gibis e DVDs, no mesmo andar, as crianças podem conhecer e levar para casa uma nova história trocando uma obra de sua biblioteca por outra, escolhida entre os materiais disponibilizados pelo instituto, que, especialmente para esta mostra, adquiriu novos títulos que abordam a questão de gênero. Mais informações e fotos para donwload, aqui.

Roger Jimenez, pastor da Igreja Batista da Verdade em Sacramento, Califórnia, qualificou como “ótimo” o massacre na boate gay Pulse, em Orlando, no domingo do dia 12.

O discurso foi divulgado no canal da igreja, dentro do Youtube, e acabou sendo excluído após inúmeras denúncias da comunidade LGBT mundial. Na pregação, Jimenez chamou os gays de “sodomitas” e compara eles aos pedófilos. Segundo ele, Orlando estará um pouco mais segura após esse massacre.

Em outro trecho do vídeo, o pastor se diz favorável ao assassinato de gays.

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Pastor Roger Jimenez – Foto Divulgação

“Se vivêssemos em um governo direito, deveriam reunir todos eles em um paredão de fuzilamento e estourar seus miolos”.

Como acontece com alguns religiosos homofóbicos também no Brasil, e nem precisamos citar nomes, pois já são bem conhecidos por aqui, Jimenez disse nas redes sociais que a negação de suas frases foi um ataque à sua “liberdade de expressão e culto”. Disse ainda que estava “apenas citando a Bíblia durante seu sermão”.

Embora falemos mais sobre o tema, a homossexualidade continua sendo algo abominável para muitas pessoas e, algumas delas (as mais doentias), querem nos ver realmente mortos: apenas por termos uma orientação sexual diferente.

A pergunta que fazemos é, até quando?

Da Organização do Pride London à todos os militantes LGBTs para o dia 25

Uma tag muito utilizada em fotografias sem edições nas redes sociais, em especial no Instagram, recentemente ganhou um significado motivador à tod@s LGBTs. A campanha #NoFilter tem como objetivo inspirar quem está em momento de descoberta, quer ser feliz com a própria identidade e deseja amar sem medo.

O vídeo divulgado pela prideinlondon.org (acima) tem vários destaques como o ator mundialmente conhecido Sir Ian McKellen apresentando o novo significado ”A partir de agora #SemFiltro vai significar algo muito maior!” Diversas personalidades pedem à todos os LGBTs que compartilhem seus momentos como se todos os dias se fosse Pride in London.

            Leia o texto traduzido na íntegra:

“A partir de agora #SemFiltro vai significar algo muito maior.
Não é mais apenas uma hashtag, é uma filosofia.

É hora de parar de ser o que outra pessoa pensa que você deveria ser. 
É hora de parar de viver pelo código de vida do outro. 
De parar de tentar se enquadrar no modo de ser do outro. 
É hora de ser confiante! Apaixonado, criativo, honesto, verdadeiro e LIVRE.

É hora de dizer não quando duvidar de si mesmo. 
Não pra autocensura. 
Não para o sacrifício de si mesmo.

É hora de ser a pessoa que você é no espaço privado e no espaço público.

O mundo precisa de nós
Porque nós somos as pessoas que mudam as regras do jogo e empurram as barreiras. 
Nós desafiamos, 
Subvertemos, 
Esmagamos as norma, 
Libertamos!
Porque se nós não tivermos mudanças nas regras do jogo, como nós teremos progresso?

25 de junho é o dia da Parada do Orgulho LGBT em Londres. 
Compartilhe seus momentos #SemFiltro 
E viva todos os dias como se fosse o dia do Orgulho LGBT em Londres.

O amor não tem nenhum filtro.
A vida não tem nenhum filtro.
Família não tem nenhum filtro.
Identidade não tem nenhum filtro.
Autoestima não tem nenhum filtro.
Amizade não tem nenhum filtro.
Orgulho não tem nenhum filtro.”

O Pride in London é uma celebração que ocorre durante esse mês e culmina no dia 25, na mesma data acontecerá aqui no Brasil a Parada do Orgulho LGBT de Londrina/PR.

Vamos compartilhar e fortalecer as vozes de nossos irmãos de luta? Acesse
http://prideinlondon.org/campaigns/nofilter

Um grupo de taxistas em Nova Lima/MG gravou e publicou nas redes sociais um vídeo onde cantam uma paródia homofóbica contra um passageiro da Uber.

“Quem pega Uber é veado, quem pega Uber é veado, quem pega Uber é veado, e pode ter certeza que está dando o rabo”, diz a letra de música.

A lamentável atitude veio à tona por meio da matéria do jornal mineiro O Tempo.

“Conforme relatado pelo jornal O Tempo , o sindicato vê com muita cautela e com uma tristeza essa história, que é preocupante. Somos contrários à violência e descriminação. Isso é um fato isolado. Diante de tal fato, o sindicato que representa a categoria afirma que sempre vai pautar as reivindicações e os direitos da classe, dentro da democracia e respeito ao próximo. Diante do vídeo, peço desculpas à sociedade”, afirmou Ricardo Luiz Faedda, que é presidente do Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir).

Já a Uber, por meio de nota direcionada a imprensa, também se posicionou sobre o caso:

“A Uber se orgulha de oferecer, com um toque de um botão, transporte acessível e confiável para todos, independente de raça, gênero, religião ou orientação sexual. Em pleno séc. XXI, consideramos inapropriado e inadmissível qualquer tipo de preconceito.”

Segundo Sérgio Riani, que é coordenador do Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT, o vídeo não mostra claramente o rosto dos suspeitos. Mas todas as informações e denúncias, que levem as pessoas, devem ser feitas para que a homofobia seja punida.

A APOLGBT, por meio de sua Assessoria de Comunicação, reforça que todo ato discriminatório deve ser combatido sempre! Machismo e homofobia não devem ser tolerados em hipótese alguma.

Por Fabrício Viana

Drag Queen Tchaka, a “Rainha das Festas”, como ela mesma se vende (e muito bem, obrigado!), é uma mistura gostosa de arte com militância. Arte porque, para ser uma drag queen, tem que ter seus talentos artísticos (aprendidos ou inatos) e militante porque, ao contrário de outros artistas, é participante ativa da militância LGBT há anos. Conseguimos uma entrevista exclusiva com essa menina.

Vamos ler, comentar e compartilhar?

1) Qual seu nome e sua formação? Pode falar?
Meu nome é Valder Bastos Santos, sou formado em direito pela Universidade Brás Cubas e tenho o curso profissionalizante de ator na Escola de Teatro Macunaíma.

2) Quando a personagem Drag Queen Tchaka surgiu em sua vida? Há quanto tempo você trabalha com ela?
Em meados dos anos 2000 um grupo de amigos resolveu que no revellion desse mesmo ano alguém se ‘montaria’ de Drag Queen e eu fui o escolhido por ser ‘a mais pintosa’, espalhafatosa e engraçada. Então em 2016, faço 16 anos de carreira na arte de encantar através do lúdico e estou na marca de mais de 4 mil eventos, shows, palestras, feiras, congressos, participações em programa de TV, teatro e cinema por todo Brasil.

3) Porque o slongan “Tchaka, a rainha das festas”?
O título de “TchaKa, a rainha das festas” surgiu de um convite do jornalista Maurício Coutinho que, no ano de 2010, fez uma exposição “InformaSamba 2010” no Shopping Ligth e me coroou como a rainha das festas da cidade de São Paulo. Teve faixa e tudo. Adorei a brincadeira e comecei a usar positivamente ao meu favor.

4) Além de toda a alegria, simpatia e irreverência, a Tchaka é uma boa “marqueteira”. Você fez algum curso ou aprendeu tudo com a vida?
Adoro a arte de vender, fiz diversos cursos no Sebrae sobre empreendedorismo, mesmo na época da faculdade eu já vendia cestas de café da manhã para ajudar a pagar a mensalidade. Hoje faço workshop e apresentação de novas drag queens, como por exemplo, o projeto “Drag Contest” que é patrocinado pela Prefeitura de São Paulo. Acredito que todos profissionais, independente de sua área, deveriam fazer um curso de como vender suas habilidades profissionais. Digo sempre o seguinte: quanto deveria ganhar um advogado com 16 anos de carreira? É exatamente ou até mais o que devo ganhar na profissão de ator performático, temos que aprender que ser ator além de ‘vocação’ (que é questionável) também e fazer um planejamento estratégico de carreira.

5) Quais os trabalhos que a Tchaka realiza no dia a dia? Festas infantis? Eventos corporativos?
Hoje a Tchaka é multimídia: realizo diversos atividades, sou uma drag queen do dia (risos). Durante o dia fico no escritório da “Agência de Animação Tchaka Eventos”, somos 16 atores e atrizes como anões, DJs, recepcionistas, bartenders e drag queens: todas no estilo Tchaka de ser. Gravo o programa Okay Pessoal no SBT, estou em cartaz no teatro, também ministro “Palestra Motivacional Lúdica” para grandes empresas e faço as tradicionais festas sociais, como por exemplo aniversário surpresa, chá de cozinha, chá de bebê, chá de casa nova, chá-bar, festas de formatura, festa de casamento, bodas, festa de debutantes, etc

6) Diferente de alguns artistas, você se preocupa muito com a militância LGBT. Da onde vem este sentimento de querer fazer algo por um mundo melhor?
O sentimento que me motiva vem de minha mãe, que é uma mulher de 82 anos e que sempre lutou por dias melhores, envolvida com política na adolescência, lá na época da ditadura, ela lutava pelos direito da mulheres, etc. A faculdade de direito me deu base para falar corretamente, ser bom na oratória e entender o que sou e devo fazer nesse mundo. O envolvimento com as questões dos direitos dos LGBTTs vem dessa época, e do enfrentamento direto. Uso minha imagem, arte, força e voz para tentar por meio do lúdico despertar outras cabeças pensantes.

7) A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, o maior evento de visibilidade LGBT do mundo, é promovido pela APOGLBT há 20 anos. Você tem acompanhado esta evolução? Se sim, o que mudou na sociedade graças a Parada?
O trabalho desses 20 anos da APOGLBT é essencial para que hoje possamos ser o que somos, com a visibilidade e sensibilização da população. O respeito para os LGBTTs que até então é renegada, começou a ser vista, sentida e vivenciada de forma mais tranquila. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo beneficia à todos os lgbtts do Brasil por ser politizada. Precisamos continuar na luta para que chegue um domingo, na Avenida Paulista, e realmente tenha só a festa de todas as vitórias que conquistamos anteriormente. Enquanto isso não acontece, precisamos ter consciência que #FervoTambemÉLuta

8) Há 3 anos, você apresenta, junto com outros artistas, a Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista. Como é esta experiência?
Drag Queen Tchaka ser a apresentadora da parada LGBTT de São Paulo é um mix de dever social e responsabilidade em se comunicar com 3 milhões de cabeças pensantes, é me fazer ser a voz daqueles que o ano inteiro não tem.

9) Tem algum fato que te marcou, durante alguma Parada do Orgulho LGBT de São Paulo?
Vários momentos me marcaram durante esses anos. Sempre venho no chão (exceto esses 3 últimos anos que apresentei no primeiro trio) e um determinado ano, vendo os trios passarem, ouvi de longe o Hino Nacional Brasileiro cantado brilhantemente pela travesti e cantora Renata Peron. Foi muito emocionante. E esse ano, em especial, ver à frente do primeiro carro o grupo “Mães Pela Diversidade”.

10) Sabemos que famílias e crianças também participam da Parada. Como elas encaram a personagem Tchaka. Ou outros artistas?
A cada ano o número de famílias com crianças vem aumentando e isso é deliciosamente positivo para o movimento. Devemos grande parte desse processo às drag queens que nesses 20 anos transformaram à Avenida Paulista e a Avenida da Consolação num tapete arco-íris, com todas as suas cores, alegria, militância, excentricidade e exuberância. A figura da drag Queen no universo heteronormativo é visto como deve ser: de artistas. E dessa forma ajudam comunicando as mensagens políticas, durante à manifestação, para todas as pessoas.

11) Tchaka também pode ser vista no teatro? Tem alguma peça em cartaz neste momento?
Esse ano me permiti brincar, brilhar e entreter almas também nos palcos do Teatro Brigadeiro aos domingos com a comédia “As Vizinhas”. Compartilho o palco com os atores Carri Costa, Solange Teixeira, Thiago Cavalcante e Valder Bastos.

12) Para finalizar, o que você diria para todas as pessoas LGBTs que estão lendo, neste momento, esta entrevista?
Muitas pessoas, por ver a Tchaka correndo, trabalhando, realizada no casamento de 16 anos com maridão Chefe Carlito, feliz da vida, etc me veem como exemplo positivo. Sempre falo o seguinte: ter estudado me deu liberdade de fazer as escolhas certas, então LGBTTs de nosso gigante país, vamos estudar, ler muito e assim termos a consciência que temos que fazer nossa parte nessa transformação, afinal, o mundo que queremos só será possível se todos e todas formos respeitados e respeitadas pelo que somos.

13) Pode deixar seu site e contatos? Muito obrigado pela entrevista!
O site é www.tchaka.com.br. WhatsApp 11 991327750 e o instagram @TchaKaDragQueen

Ele é primeiro membro da família real capa de revista destinada ao público LGBT

A revista promoveu, dia 12 de maio, um encontro de jovens LGBTs com os porta-vozes da ação social Heads Together. Willian, o duque de Cambridge, com o irmão Harry e a mulher, Kate Middleton, convidou a revista Attitude, publicação LGBT mundialmente conhecida, para falar sobre a luta contra o bullying e a homofobia.

“Ninguém deveria sofrer ‘bullying’ pela sua sexualidade ou por qualquer outra razão. E ninguém deveria suportar o ódio que estas pessoas aguentaram ao longo das suas vidas.” (disse Príncipe Willian, durante o encontro)

A conversa aconteceu no palácio de Kensigton, a convite do próprio príncipe Willian.

“Os jovens gays, lésbicas e indivíduos trangêneros que encontrei através da Attitude são realmente corajosos por falar e dar esperança para aqueles que estão passando por terríveis maus-tratos atualmente”, completou ele.

Não é a primeira vez que a família real tem ações contra a homofobia, o príncipe Harry quando fez parte do exército, por exemplo, defendeu seu colega, o soldado James Wharton (fato foi relatado em sua biografia), aonde foi produzido um artigo em homenagem a ele.

Leia o trecho da homenagem a seguir:

Ele se juntou a nós, ele mergulhou em nossa comunidade, ele aprendeu conosco, e nos ensinou também. Ele nos guiou e agora sempre irá defender a gente. […] Ele será um campeão do exército pelo resto de sua vida”.

Segundo um relatório da revista Attitude, em 2015,  jovens gays, lésbicas ou bissexuais e 48% dos indivíduos transgêneros tentaram suicídio pelo menos uma vez, em comparação com 18% dos jovens heterossexuais no mesmo ano.

Matthew Todd, editor da revista, disse que estava muito feliz pelo envolvimento do futuro rei da Grã-Bretanha com as causas LGBTs e com o fim do bullying. Segundo o porta-voz do Palácio de Kensignton, o príncipe esta realmente decidido a lutar com todas as suas forças. Como exemplo, está encabeçando a campanha Heads Together, sobre a promoção do bem estar e da saúde mental.

Para conhecer a Attitude Maganize, visite: http://attitude.co.uk

Para saber mais sobre o projeto Heads Together: https://www.headstogether.org.uk

E você? Já sofreu bullying? Conta pra gente. Utilize os comentários abaixo. Caso não queria se expor, pode usar apelido. Apenas registre seu e-mail verdadeiro.

Em entrevista coletiva, Ellen DeGeneres e equipe do filme contaram as novidades

A dubladora da protagonista e simpática Dory, Ellen DeGeneneres, disse que terá personagem trans no filme.

“Há uma arraia que se tornará ‘Sting-Rhonda’, então há uma arraia trans no filme”, disse. (“Sting”, em inglês, corresponde a “arraia”.)

Durante a entrevista coletiva, realizada dia 9, a equipe do filme ”Procurando Dory” enfatizou a importância do respeito à diversidade independente da sexualidade e responderam sobre a presença do primeiro casal lésbico em um filme da Disney/Pixar:

“Não sabemos se elas são. Não perguntamos para elas, assim como não perguntamos para as pessoas sobre sua sexualidade.”, disse Lindsey Collins, produtora do filme. Porém, na cena, mostra as duas juntas e com uma criança.

A ideia de inclusão da diversidade humana no “Procurando Dory” é tão bacana que Dory terá amigos como um tubarão-baleia míope, uma baleia-branca que tem problemas com seu sonar e o Hank, o polvo que possui sete tentáculos.

“Adoramos o fato de esses personagens terem suas pequenas deficiências. No fim das contas, isso ajuda na identificação com o público, porque eles são como todos nós. Todos temos falhas e defeitos. Essa é uma mensagem importante”, completou Lindsey.

O filme estará em cartaz nos cinemas brasileiros dia 30 de junho.

No mesmo final de semana que ocorreu o massacre em Orlando, na boate LGBT Pulse, dois professores da rede estadual de ensino da cidade de Santa Luz (cerca de 260km de Salvador, Bahia) foram encontrados mortos por homofobia. Edinaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira tiveram seus corpos carbonizados dentro do porta-malas do carro de Edivaldo, às margens da rodovia BA-120.

João Farias, delegado que apura o caso, disse à BBC Brasil que a homofobia é mesmo uma das possíveis motivações do crime. Segundo Farias, os professores eram muito queridos na cidade e como nada de valor foi levado na casa de Edivaldo, após o crime, mesmo tendo sido revirada, nenhuma hipótese será descartada.

Segundo o jornalista Uoston Pereira, do site local Notícias de Santa Luz, centenas de moradores saíram as ruas no início da semana em protesto por justiça. Militantes independentes, nas redes sociais, criticam a atenção da mídia para o caso do massacre de Orlando, esquecendo-se que no Brasil temos diariamente muitas vítimas de homofobia.

Para o presidente da ONG APOGLBT SP (ONG responsável pela maior parada LGBT do mundo), Fernando Quaresma:

“Os casos de homofobia no Brasil e no mundo são recorrentes. Acontecem todos os dias e a toda hora. Não privilegiamos casos aqui e nem lá fora. Todos os casos são perdas de seres humanos vítimas do preconceito e ódio. Precisamos sim, de mais educação, mais tolerância, respeito e principalmente de leis que punam os requintes de crueldade nos crimes contra LGBTs”

A primeira ação para a Campanha #VoteLGBT de 2016 foi realizar uma pesquisa sobre o perfil político das pessoas que frequentaram a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais e a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Nos dias 28 e 29 de maio, cerca de 60 voluntárias e voluntários realizaram entrevistas com 1.122 pessoas, perguntando sobre suas opiniões com relação ao movimento LGBT, às eleições municipais e à conjuntura política nacional. A elaboração dos questionários e a interpretação dos resultados contou com a colaboração de pesquisadores da USP, Unifesp e Cebrap. A seguir, apresentamos uma síntese dos principais resultados dessa pesquisa.

Atos LGBT são atos políticos

Há uma discussão muito grande sobre se as Paradas LGBT são manifestações políticas ou se são apenas festas, carnavais fora de época. Essa discussão passa, inclusive, pela problematização do conceito de política: ele deve ou não incluir a diversão? No caso da população LGBT, que muitas vezes precisa se restringir aos guetos e à noite para não ser vítima de agressão, o simples fato de se expor à luz do dia numa grande via pública não seria um ato político?

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A Pesquisa #VoteLGBT mostra que, mesmo sem essa problematização, a Parada de São Paulo se alinha ao conceito mais tradicional de manifestação política. Das pessoas entrevistadas, 47,8% disseram ter ido à avenida Paulista por motivações políticas. A importância da visibilidade, a afirmação identitária, a luta por novos direitos, a defesa dos já conquistados e até mesmo o protesto em relação à conjuntura política nacional foram alguns dos motivos mais frequentemente mencionados para a ida à Parada. Para 37,4% dos entrevistados, a diversão era o motivo de ir ao evento.

A Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, por sua vez, manifesta ainda mais claramente sua motivação política por parte de 83,9% das participantes, em contraposição a apenas 7,1% que disseram ter ido para se divertir. A maior politização da Caminhada com relação à Parada foi inclusive um dos motivos mencionados pelas entrevistadas para ter comparecido ao evento.

Concordância com reivindicações do movimento LGBT

Listamos seis das principais reivindicações do movimento LGBT e perguntamos qual era o grau de concordância dos entrevistados com relação a elas. Todas receberam alto grau de aceitação, pelo menos acima de 70%.

Considerando a margem de erro das pesquisas, podemos dizer que o casamento igualitário, o direito de LGBTs adotarem filhos e o direito de travestis e transexuais adequarem seus documentos a sua identidade de gênero tiveram a mesma aceitação total na Caminhada (por volta de 96%) e na Parada (por volta de 92%).

A bolsa de estudos para travestis e transexuais em situação de pobreza, por sua vez, contou com 75,4% de aprovação na Parada. Em todos os outros casos, a concordância total fica acima de 80% e, na Caminhada, nenhuma reivindicação tem mais de 3% de discordância.

LGBTs não se sentem representados pelos políticos

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Apenas 2,7% da Parada e 0,7% da Caminhada concordam totalmente que os políticos representam a população LGBT.

Essa desconfiança se reflete na avaliação de políticos específicos. Jair Bolsonaro (PSC-RJ), deputado abertamente LGBT-fóbico, é o mais mal avaliado, com a reprovação de 96,8% das entrevistadas da Caminhada e 84,1% da Parada. Ele é seguido por José Serra (PSDB-SP): 71% da Parada e 91,2% da Caminhada não confiam no compromisso do senador com a população LGBT.

Histórica aliada do movimento LGBT, a senadora Marta Suplicy teve expressiva rejeição, entre 41,5% dos entrevistados da Parada e 61,6% da Caminhada.

O político com maior grau de confiança é o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), único congressista assumidamente LGBT e autor do projeto de lei que regulariza o casamento igualitário: 52,3% da Caminhada e 43,3% da Parada declararam confiar muito em Wyllys.

Rejeição a Michel Temer, apoio a Dilma Rousseff e posicionamento sobre novas eleições

A rejeição a Michel Temer na presidência da República foi explícita nas duas manifestações: apenas 7% da Parada e 0,7% da Caminhada desejam que o vice se mantenha à frente do governo federal. A percepção de que o governo Temer não é favorável a LGBTs é ampla: 56,5% da Parada e 87,3% da Caminhada concordam totalmente que Temer representa um retrocesso nos direitos LGBTs.

Na Parada, 53,7% são a favor de novas eleições e 32,2% querem Dilma Rousseff na presidência. Na Caminhada, os números se invertem: 57,9% são a favor de Dilma e 36,3% querem novas eleições presidenciais. O apoio a Dilma é ainda mais explícito na Caminhada, se considerarmos que 61,3% das entrevistadas foram a alguma manifestação contrária ao impeachment da presidenta (na Parada, esse número é de 29%).

Ainda assim, a avaliação das políticas LGBTs do governo da presidenta Dilma é baixa. 47,5% da Parada e 54,3% da Caminhada declararam-se insatisfeitos.

 

Relatório Completo

Os resultados finais da pesquisa estão disponíveis nos seguintes links:
http://votelgbt.com/pesquisa/Caminhada2016
http://votelgbt.com/pesquisa/Parada2016

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