quarta-feira, agosto 23, 2017
Segmento B
Segmento B - Bissexuais

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT SP), em parceria com a Evnts, disponibiliza diversos pacotes de hospedagem com preços promocionais para todas as pessoas que virão à Parada do Orgulho LGBT de São Paulo dia 18/06 ou em alguns dos eventos que fazem parte da Agenda 2017 do Mês do Orgulho LGBT.

Para escolher sua hospedagem, basta entrar no link abaixo e seguir todos os procedimentos no site parceiro:

https://hoteis.evnts.rocks/sp/21-parada-orgulho-lgbt-sp

Caso tenha algum dificuldade ou dúvida sobre a página acima, escreva para o atendimento da Evnts com seu telefone e aguarde o contato: paradasp@evnts.com.br

Gays protestam em frente à boate: "Gays contra as armas".

Diariamente, vários casos de homofobia são registrados ao redor do mundo, mas somente alguns deles vêm a tona.

Um dos casos mais famosos da atualidade foi o massacre ocorrido em Junho de 2016, na boate Pulse, Florida. Conhecida mundialmente como um cenário onde muito sangue LGBT foi derramado, a boate construirá um memorial em homenagem as vítimas.

A proprietária, Barbara Poma, afirmou na última quinta-feira, que os detalhes do memorial serão determinados em conjunto com as pessoas afetadas pelo massacre. Inicialmente, a homenagem será temporária, mas existem planos para a construção de algo fixo, em Orlando.

“Aquilo que começou como um lugar de alegria e felicidade, agora é chão sagrado”, disse Poma em uma coletiva de imprensa, salientando que o desenvolvimento do projeto não será algo rápido.

No dia 12 de Junho, Omar Marteen abriu fogo contra as pessoas presentes em uma das festas promovidas pela boate. 49 pessoas morreram e cerca de 58 pessoas ficaram machucadas.

“Nós nunca podemos esquecer o real motivo do nosso projeto…não deixaremos o ódio vencer”, encerrou Barbara.

No Brasil, a homossexualidade foi considerada doença até 1990. Atualmente, campos de concentração para torturar e “curar” pessoas LGBT pode parecer algo distante, mas ainda é uma realidade que nos assombra. Paola Paredes é fotógrafa, lésbica e recentemente conseguiu entrar em um centro de cura gay, no Equador, e reproduziu tudo em imagens.

O projeto intitulado “Até que você mude”, nasceu depois de Paredes ouvir alguns relatos de pessoas que afirmaram ter passado por tratamento de cura gay em seu país. As “clínicas” onde acontece a ”cura” são ilegais, mas funcionam normalmente por estarem disfarçadas de centro de tratamento para alcoólatras e viciados em drogas.

A fotógrafa só teve acesso depois de fingir interesse no procedimento, e descobriu que lá, os pacientes eram sujeitos à tortura física e emocional, que incluía longos estudos bíblicos e estupro corretivo.

Portando uma câmera escondida, a fotógrafa conseguiu entrar no estabelecimento. A fim de proteger a identidade das vítimas, ela decidiu que não divulgaria as imagens, mas para que a denúncia não fosse perdida, recriaria as imagens, sendo ela mesmo a protagonista.

Segundo uma das entrevistadas era praticamente impossível dormir no local. Quando não era a insônia, o que as mantinham acordadas era a alta música católica colocada para abafar o barulho da tortura com outras mulheres.

Ao entrar em qualquer um dos cômodos, as mulheres encontram artefatos ou um altar para Jesus ou Maria

O momento de “diversão” das mulheres mantidas no local é a maquiagem da manhã que é feita todos os dias. Durante a maquiagem, que é uma atividade obrigatória, uma mulher fica atrás da paciente controlando o uso correto dos produtos. Além disso, elas são obrigadas a andar de saia e salto alto para ser “uma mulher de verdade”.

Mulheres são obrigadas a se maquiar todas as manhãs.

Para Paola Paredes, famílias que não aceitam a sexualidade de seus membros acabam contratando os serviços da clínica como forma de escapar do “problema” que é ter um LGBT na família. “Se minha família não tivesse me aceitado quando eu me assumi, provavelmente eu estaria em um desses centros também.”, disse ela em uma entrevista.

Embora pratiquem atos desumanos, os funcionários do local acreditam que estão fazendo a “obra de Deus” salvando almas perdidas de ir pro inferno.

No Brasil, caso semelhante aconteceu com a ONG chamada MOSES (Movimento pela Sexualidade Sadia). Ela durou 15 anos até que um de seus fundadores, hoje gay assumido e ativista, foi para a imprensa e disse que tudo era uma grande farsa. Parte dessa história foi retratada como ficção no romance gay de Fabrício Viana chamado Theus: do fogo à busca de si mesmo que também aborda outras questões homoafetivas tais como a saída do armário, aceitação e psicologia. Para o autor, embora tenhamos mais visibilidade e entendimento das questões ligadas a orientação sexual e identidade de gênero, clinicas e fazendas de cura gay ainda existem e são terríveis para qualquer ser humano.

Para mais fotos de Paola, visite: www.paolaparedes.com

O primeiro happy hour DNA (Drinks, Networking & Attitude) acontecerá na primeira quarta-feira de cada mês com segunda edição amanhã, dia 3 de maio, no Espaço 555.

Um espaço descontraído para que executivos, profissionais liberais, empreendedores e empresários possam trocar experiências e realizar contatos de trabalho. Assim é o DNA (Drinks, Networking & Attitude), o encontro mensal promovido pela CCLGBTB (Câmara de Comércio LGBT Brasileira) e pela Hornet Gay Social Network, que objetiva expandir os negócios entre profissionais que apoiem ou sejam parte da comunidade LGBT nacional e internacional.

Buscando uma visão geral dos espaços LGBT em São Paulo a 2nd edition está programada para as 18h30 de quarta-feira, 3 de maio no Espaço 555 (Rua São João 555, Centro, São Paulo/SP).

A participação é gratuita e pede-se que os interessados confirmem presença e levem os cartões de visitas para facilitar os contatos.

AGENDA:

DNA – Drinks, Networking & Attitude
Data: 3 de maio de 2017, quarta-feira/ 18h30
Local: Espaço 555 – Avenida São João 555
(próximo à Estação República do Metrô)
Organização CCLGBTB e Hornet
Informações e RSVP: secretaria@cclgbtb.com.br

Um lugar onde o respeito às diferenças, a tolerância e o amor sejam as principais características de convivência é o sonho de qualquer pessoa. Acompanhado de muita cultura e comida boa, “O vale” promete ser o mais novo ponto de encontro de LGBTs em São Paulo.

“O Vale – Gastronomia e Arte”, é um espaço cheio de Food Trucks, na região da Consolação, que além da comida, oferece uma dose generosa de cultura e inclusão.

O nome do espaço tem como referência a “brincadeira” de falar sobre o “Vale dos homossexuais”, como um lugar onde todos os Gays, Lésbicas, Bis e Trans serão enviados, e lá viverão juntos. É assim que firma Lam Matos, ativista trans, presidente do instituto brasileiro de transmasculinidade (IBRAT) e assessor do novo espaço.

“Pensei, por que não termos um vale de verdade? Um espaço de descontração, respeito, arte e cultura?”, comenta Lam Matos.

Além do arco-íris luminoso presente na fachada, o espaço ainda conta com bandeiras do movimento LGBT, Trans e dos Ursos distribuídos por toda área interna, evidenciando a identidade do vale.

Em meio a tanta comida boa, os clientes poderão desfrutar de atrações culturais, de artistas que, assim como o espaço, valorizam a arte como elemento essencial em nossas vidas. “A idéia é que essa parte de cultura seja colaborativa. A gente divulga o artista, e o artista nos divulga”.

Apesar de LGBTs terem preferência, qualquer artista é bem-vindo ao vale.

Um ponto importante do negócio, e que Lam destaca, é a responsabilidade social do lugar. Segundo ele, conforme vagas de emprego forem surgindo, pessoas LGBT terão preferência na contratação, já que o mercado ainda é muito preconceituoso.

“O vale” tem entrada dupla (Rua Frei Caneca nº 927 / Peixoto Gomide nº 162), em São Paulo, e funciona de terça à domingo.

“Todxs são bem-vindxs, menos o preconceito”, enfatiza Lam.

Foto: Kevin Gallagher

A intolerância religiosa, infelizmente, ainda é uma das maiores causadoras de violência no mundo. Algumas pessoas tentam, de maneira autoritária, impor sua religião ao resto da sociedade, que nem sempre rebate o ódio com mais ódio. Os moradores da “Rua Gay”, em Nova York, são exemplo disso. Depois de receber uma cruz de madeira misteriosamente acorrentada à rua, algo inesperado aconteceu: transformaram o fanatismo em amor.

Tudo começou no início da sexta-feira santa (14/04), quando uma enorme cruz de madeira apareceu acorrentada à um portão de um dos apartamentos da rua. A cruz em questão era “viajante”, porque todos os dias aparecia em um lugar diferente, presa à algum ponto fixo, impossibilitando que ela fosse removida.

Os moradores receberam o ato ofensivo e decidiram que aquilo não poderia permanecer daquele jeito. “Para ser sincera, eu sou cristã, e a cruz significa amor, paz e esperança. E, claramente, o dono dela não compartilha esses valores” disse Micah Latter, uma das moradoras da rua ao portal Huffpost.

De acordo com Micah, foram feitas várias denúncias para que as autoridades removessem a cruz da rua, mas não houve nenhuma resposta. Foi então que ela teve uma idéia: porque não pegar esse símbolo de intolerância e transformar em um símbolo de amor e aceitação?

No Domingo, a moradora e mais 10 vizinhos se reuniram ao redor da cruz e a pintaram com as cores da bandeira LGBT. Foi um momento bastante feliz, onde eles beberam champagne e no final trocaram os cadeados que prendiam a cruz, para que assim, o dono original não conseguisse mais retirá-la.

Foto: Kevin Gallagher

A cruz serviu para aproximar os vizinhos, que na correria do dia a dia não dedicavam tempo para essa troca de experiência.

Uma mensagem ainda foi deixada junto à cruz: “Desculpa, mas você não pode mais mover a cruz. Nós colocamos nosso próprio cadeado de amor em suas correntes e tampamos o buraco da fechadura. A cruz do amor pertence à rua agora, então, muito obrigado!”

Mais fotos:

A luta contra a imposição religiosa é uma guerra de longa data, que terá outro ato no dia 18/06, pois é tema da Parada LGBT de São Paulo deste ano que tem como tema “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico.” Saiba mais AQUI

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião de continuação dos trabalhos dos GTs (Grupos de Trabalho) para o Mês do Orgulho LGBT em 2017.

A reunião será neste sábado, 29/04, às 13h30, no Sindicato dos Comerciários de SP (Rua formosa, 99 – 12 andar)

Pedimos a gentileza para que, todas as pessoas interessadas, cadastre seus dados abaixo (caso já tenha se cadastrado em outro momento, não é necessário cadastrar-se novamente!):

Para algumas pessoas do meio LGBT o cristianismo parece ser uma religião impossível, mas isso não é um problema para Toni Reis e David Harrad. O casal, que mora em Curitiba, teve seus três filhos batizados na igreja católica na manhã do último domingo (23).

Juntos há 27 anos, o casal afirma que passou por mais quatro igrejas paranaenses, mas não conseguiu agendar o batismo por “questões democráticas”. Foi então que, ao falar com o arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, o casal ouviu o “sim” imediatamente.

Dom José, além de autorizar o batismo, pediu para que o padre Élio Dall’Agnol realizasse o sacramento de Alyson (16), Jéssica (14) e Filipe (12), na Catedral de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Toni, que é uma das lideranças da militância LGBT, foi criado nos princípios da igreja católica e disse ter chorado ao menos três vezes durante a cerimônia. “Foi muito emocionante”, conta ele.

Os cinco membros da família vão, pelo menos um domingo do mês, à missa. Após o batismo, os três recém batizados disseram sentir-se incluídos e “purificados”.

A cerimônia durou 1h15 e reuniu cerca de 40 pessoas. Mas, para a família, foi resultado de um longo processo que envolveu diversos procedimentos burocráticos, tal qual a alteração nos documentos das crianças que agora são registradas no nome dos dois pais.

Inclusão em um grupo maior é sempre um problema. Não seguir o padrão de sexualidade e gênero impostos pela sociedade significa ser alvo de críticas, preconceitos e olhares tortos em quase todos os lugares. Essa carga de preconceito pode ficar ainda mais pesada quando além de LGBT, você também tem algum tipo de deficiência.

A fim de dar visibilidade aos LGBTs com deficiência e proporcionar a criação de amizades fora do cenário virtual, a página do Facebook “Menino Gay“, está organizando o “1º Piquenique – LGBT com deficiência”, que acontecerá no Parque do Ibirapuera, no próximo dia 30.

Segundo os organizadores, o evento nasceu a partir da necessidade de trocar experiências e visão de mundo, pessoalmente. “Sentíamos falta desse contato presencial, então, em conversa com um amigo meu, o Altair Leonarde, que é uma pessoa com deficiência, ele deu essa ideia de realizarmos esse piquenique, para que possamos conhecer mais LGBT com deficiência.” disse Matheus Emílio, um dos criadores da página.

A proposta do evento é que cada um leve algo para comer/beber, e passe a tarde conversando e conhecendo outras pessoas que, de uma maneira ou de outra, dividem as mesmas dificuldades de inclusão.

O ponto de encontro será no portão 3 do Parque do Ibirapuera, às 13h. Depois do encontro, o grupo pretende ficar atrás do prédio da Bienal.

Mais informações do evento: https://www.facebook.com/events/1026588700776175/

A família Stronger – coletivo de jovens LGBT da capital paulista – e o Instituto Awuré promovem o I Congresso Diversas Vozes será realizado no dia 17 de maio, visando celebrar a data de combate nacional a LGBTfobia, a partir das 18h, na Câmara Municipal de São Paulo para LGBTs, integrantes de movimentos sociais, religiosos de matrizes africanas, jovens e demais interessados nas temáticas gênero, sexualidade, religiosidade, raça e etnia.

De acordo com a organização, o objetivo é divulgar informações sobre a história do movimento LGBT, promover reflexões sobre questões de gênero e sexualidade aos jovens e, com isso, despertar o desejo de militarem pelos direitos humanos e consequentemente pela comunidade LGBT.

O evento será composto de uma mesa em que os debatedores abordarão temáticas relacionadas à orientação sexual, identidade de gênero, religiosidade, racismo, machismo e misoginia.

Dentre os debatedores estão a professora Sheila Farias Costa, que é pós graduada na UNICAMP em ensino de história e editora executiva da revista Alternativa L (revista voltada para o público LGBT de São Paulo), Micheli Moreira, graduada em administração de empresas, membro do coletiva Luana Barbosa, do coletivo Periferia Preta e da caminhada de mulheres lésbicas e bissexuais, Thiago Oliveira Dias Muniz, graduando em matemática no Instituto Federal de SP e parceiro do Centro de Cidadania LGBT – Zona Sul na região de santo Amaro auxiliando nos encontros de homens Trans na instituição, Amanda Marfree, uma das cem primeiras alunas a concluir ensino médio via programa TRANSCIDADANIA, militante e ativista do movimento trans e Priscila Valentina, conselheira do Instituto Nice, ex-articuladora do Centro de Cidadania LGBT Arouche, frequentadora do candomblé a mais de 20 anos.

Na mediação da mesa estará presente Claudia Rosa, yalorixá, educadora social, ex- técnica de coordenadoria de participação popular e atualmente está envolvida em projetos sociais envolvendo mulheres e pessoas de baixa renda na periferia de São Paulo. Também estará o membro do coletivo família Stronger, Elvis Justino Souza, graduando em Gestão de Políticas Públicas – Universidade Nove de Julho e representante político do grupo. E o convidado Marcelo Monteiro, presidente Nacional do PPLE – Partido Popular da Livre Expressão.

SERVIÇO:

1º Congresso Diversas Vozes
Endereço: Palácio Anchieta – Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
São Paulo – SP – CEP: 01319-900 – Salão Nobre – 8º andar.
Link do evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/42722720430686