domingo, abril 30, 2017
Segmento G
Segmento - Gays

Um lugar onde o respeito às diferenças, a tolerância e o amor sejam as principais características de convivência é o sonho de qualquer pessoa. Acompanhado de muita cultura e comida boa, “O vale” promete ser o mais novo ponto de encontro de LGBTs em São Paulo.

“O Vale – Gastronomia e Arte”, é um espaço cheio de Food Trucks, na região da Consolação, que além da comida, oferece uma dose generosa de cultura e inclusão.

O nome do espaço tem como referência a “brincadeira” de falar sobre o “Vale dos homossexuais”, como um lugar onde todos os Gays, Lésbicas, Bis e Trans serão enviados, e lá viverão juntos. É assim que firma Lam Matos, ativista trans, presidente do instituto brasileiro de transmasculinidade (IBRAT) e assessor do novo espaço.

“Pensei, por que não termos um vale de verdade? Um espaço de descontração, respeito, arte e cultura?”, comenta Lam Matos.

Além do arco-íris luminoso presente na fachada, o espaço ainda conta com bandeiras do movimento LGBT, Trans e dos Ursos distribuídos por toda área interna, evidenciando a identidade do vale.

Em meio a tanta comida boa, os clientes poderão desfrutar de atrações culturais, de artistas que, assim como o espaço, valorizam a arte como elemento essencial em nossas vidas. “A idéia é que essa parte de cultura seja colaborativa. A gente divulga o artista, e o artista nos divulga”.

Apesar de LGBTs terem preferência, qualquer artista é bem-vindo ao vale.

Um ponto importante do negócio, e que Lam destaca, é a responsabilidade social do lugar. Segundo ele, conforme vagas de emprego forem surgindo, pessoas LGBT terão preferência na contratação, já que o mercado ainda é muito preconceituoso.

“O vale” tem entrada dupla (Rua Frei Caneca nº 927 / Peixoto Gomide nº 162), em São Paulo, e funciona de terça à domingo.

“Todxs são bem-vindxs, menos o preconceito”, enfatiza Lam.

Foto: Kevin Gallagher

A intolerância religiosa, infelizmente, ainda é uma das maiores causadoras de violência no mundo. Algumas pessoas tentam, de maneira autoritária, impor sua religião ao resto da sociedade, que nem sempre rebate o ódio com mais ódio. Os moradores da “Rua Gay”, em Nova York, são exemplo disso. Depois de receber uma cruz de madeira misteriosamente acorrentada à rua, algo inesperado aconteceu: transformaram o fanatismo em amor.

Tudo começou no início da sexta-feira santa (14/04), quando uma enorme cruz de madeira apareceu acorrentada à um portão de um dos apartamentos da rua. A cruz em questão era “viajante”, porque todos os dias aparecia em um lugar diferente, presa à algum ponto fixo, impossibilitando que ela fosse removida.

Os moradores receberam o ato ofensivo e decidiram que aquilo não poderia permanecer daquele jeito. “Para ser sincera, eu sou cristã, e a cruz significa amor, paz e esperança. E, claramente, o dono dela não compartilha esses valores” disse Micah Latter, uma das moradoras da rua ao portal Huffpost.

De acordo com Micah, foram feitas várias denúncias para que as autoridades removessem a cruz da rua, mas não houve nenhuma resposta. Foi então que ela teve uma idéia: porque não pegar esse símbolo de intolerância e transformar em um símbolo de amor e aceitação?

No Domingo, a moradora e mais 10 vizinhos se reuniram ao redor da cruz e a pintaram com as cores da bandeira LGBT. Foi um momento bastante feliz, onde eles beberam champagne e no final trocaram os cadeados que prendiam a cruz, para que assim, o dono original não conseguisse mais retirá-la.

Foto: Kevin Gallagher

A cruz serviu para aproximar os vizinhos, que na correria do dia a dia não dedicavam tempo para essa troca de experiência.

Uma mensagem ainda foi deixada junto à cruz: “Desculpa, mas você não pode mais mover a cruz. Nós colocamos nosso próprio cadeado de amor em suas correntes e tampamos o buraco da fechadura. A cruz do amor pertence à rua agora, então, muito obrigado!”

Mais fotos:

A luta contra a imposição religiosa é uma guerra de longa data, que terá outro ato no dia 18/06, pois é tema da Parada LGBT de São Paulo deste ano que tem como tema “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico.” Saiba mais AQUI

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião de continuação dos trabalhos dos GTs (Grupos de Trabalho) para o Mês do Orgulho LGBT em 2017.

A reunião será neste sábado, 29/04, às 13h30, no Sindicato dos Comerciários de SP (Rua formosa, 99 – 12 andar)

Pedimos a gentileza para que, todas as pessoas interessadas, cadastre seus dados abaixo (caso já tenha se cadastrado em outro momento, não é necessário cadastrar-se novamente!):

Para algumas pessoas do meio LGBT o cristianismo parece ser uma religião impossível, mas isso não é um problema para Toni Reis e David Harrad. O casal, que mora em Curitiba, teve seus três filhos batizados na igreja católica na manhã do último domingo (23).

Juntos há 27 anos, o casal afirma que passou por mais quatro igrejas paranaenses, mas não conseguiu agendar o batismo por “questões democráticas”. Foi então que, ao falar com o arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, o casal ouviu o “sim” imediatamente.

Dom José, além de autorizar o batismo, pediu para que o padre Élio Dall’Agnol realizasse o sacramento de Alyson (16), Jéssica (14) e Filipe (12), na Catedral de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Toni, que é uma das lideranças da militância LGBT, foi criado nos princípios da igreja católica e disse ter chorado ao menos três vezes durante a cerimônia. “Foi muito emocionante”, conta ele.

Os cinco membros da família vão, pelo menos um domingo do mês, à missa. Após o batismo, os três recém batizados disseram sentir-se incluídos e “purificados”.

A cerimônia durou 1h15 e reuniu cerca de 40 pessoas. Mas, para a família, foi resultado de um longo processo que envolveu diversos procedimentos burocráticos, tal qual a alteração nos documentos das crianças que agora são registradas no nome dos dois pais.

Inclusão em um grupo maior é sempre um problema. Não seguir o padrão de sexualidade e gênero impostos pela sociedade significa ser alvo de críticas, preconceitos e olhares tortos em quase todos os lugares. Essa carga de preconceito pode ficar ainda mais pesada quando além de LGBT, você também tem algum tipo de deficiência.

A fim de dar visibilidade aos LGBTs com deficiência e proporcionar a criação de amizades fora do cenário virtual, a página do Facebook “Menino Gay“, está organizando o “1º Piquenique – LGBT com deficiência”, que acontecerá no Parque do Ibirapuera, no próximo dia 30.

Segundo os organizadores, o evento nasceu a partir da necessidade de trocar experiências e visão de mundo, pessoalmente. “Sentíamos falta desse contato presencial, então, em conversa com um amigo meu, o Altair Leonarde, que é uma pessoa com deficiência, ele deu essa ideia de realizarmos esse piquenique, para que possamos conhecer mais LGBT com deficiência.” disse Matheus Emílio, um dos criadores da página.

A proposta do evento é que cada um leve algo para comer/beber, e passe a tarde conversando e conhecendo outras pessoas que, de uma maneira ou de outra, dividem as mesmas dificuldades de inclusão.

O ponto de encontro será no portão 3 do Parque do Ibirapuera, às 13h. Depois do encontro, o grupo pretende ficar atrás do prédio da Bienal.

Mais informações do evento: https://www.facebook.com/events/1026588700776175/

A família Stronger – coletivo de jovens LGBT da capital paulista – e o Instituto Awuré promovem o I Congresso Diversas Vozes será realizado no dia 17 de maio, visando celebrar a data de combate nacional a LGBTfobia, a partir das 18h, na Câmara Municipal de São Paulo para LGBTs, integrantes de movimentos sociais, religiosos de matrizes africanas, jovens e demais interessados nas temáticas gênero, sexualidade, religiosidade, raça e etnia.

De acordo com a organização, o objetivo é divulgar informações sobre a história do movimento LGBT, promover reflexões sobre questões de gênero e sexualidade aos jovens e, com isso, despertar o desejo de militarem pelos direitos humanos e consequentemente pela comunidade LGBT.

O evento será composto de uma mesa em que os debatedores abordarão temáticas relacionadas à orientação sexual, identidade de gênero, religiosidade, racismo, machismo e misoginia.

Dentre os debatedores estão a professora Sheila Farias Costa, que é pós graduada na UNICAMP em ensino de história e editora executiva da revista Alternativa L (revista voltada para o público LGBT de São Paulo), Micheli Moreira, graduada em administração de empresas, membro do coletiva Luana Barbosa, do coletivo Periferia Preta e da caminhada de mulheres lésbicas e bissexuais, Thiago Oliveira Dias Muniz, graduando em matemática no Instituto Federal de SP e parceiro do Centro de Cidadania LGBT – Zona Sul na região de santo Amaro auxiliando nos encontros de homens Trans na instituição, Amanda Marfree, uma das cem primeiras alunas a concluir ensino médio via programa TRANSCIDADANIA, militante e ativista do movimento trans e Priscila Valentina, conselheira do Instituto Nice, ex-articuladora do Centro de Cidadania LGBT Arouche, frequentadora do candomblé a mais de 20 anos.

Na mediação da mesa estará presente Claudia Rosa, yalorixá, educadora social, ex- técnica de coordenadoria de participação popular e atualmente está envolvida em projetos sociais envolvendo mulheres e pessoas de baixa renda na periferia de São Paulo. Também estará o membro do coletivo família Stronger, Elvis Justino Souza, graduando em Gestão de Políticas Públicas – Universidade Nove de Julho e representante político do grupo. E o convidado Marcelo Monteiro, presidente Nacional do PPLE – Partido Popular da Livre Expressão.

SERVIÇO:

1º Congresso Diversas Vozes
Endereço: Palácio Anchieta – Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
São Paulo – SP – CEP: 01319-900 – Salão Nobre – 8º andar.
Link do evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/42722720430686

Desde Março de 2016, o jornalista (MTB 80753/SP), escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana é a pessoa responsável pela assessoria de imprensa e comunicação da APOGLBT SP (ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo e outros eventos do Mês do Orgulho).

Fabrício Viana é um nome conhecido dentro da comunidade LGBT. Além de ter idealizado alguns projetos sociais para a comunidade no passado (ver Wikipédia), ele também escreve Literatura LGBT tendo, até o momento, publicado de forma independente quatro livros: O Armário (sobre a homossexualidade e os processos psíquicos que envolvem a “entrada e saída do armário”), Ursos Perversos (contos homoeróticos), Orgias Literárias da Tribo (coletânea LGBT) e seu mais recente sucesso chamado Theus: do fogo à busca de si mesmo (romance homoafetivo). Todos os seus livros podem ser comprados na versão impressa ou digital por meio do seu site pessoal http://fabricioviana.com/livros

Profissionalmente, Viana já trabalhou na ABN AMRO Bank, na multinacional Inter.Net, Catho, EmpregosComBr, Porto Seguro e DigiPronto, ocupando diversos cargos como gerente de negócios digitais e de comunicação e marketing.

Além de cuidar da assessoria de imprensa e comunicação da APOLGBT, ele também é responsável pelas mídias e redes sociais digitais. Todos os assuntos referentes a comunicação, produção de matérias para o site da Parada SP e redes passa por sua análise em conjunto com a diretoria.

Seu perfil no Facebook é:
http://facebook.com/fabricioviana.escritor

Caso você tenha um veículo de comunicação e quiser cadastrar no mailing da Parada SP, o link é:
http://paradasp.org.br/imprensa

Para conhecer todos os eventos/ações da APOGLBT SP de 2017, visite nossa agenda:
http://paradasp.org.br/agenda2017 

 

 

A APOGLBT SP, ONG responsável pela maior parada LGBT do mundo e outros eventos que compreendem o Mês do Orgulho (agenda aqui http://paradasp.org.br/agenda2017) abre uma vaga de estágio na área de jornalismo/assessoria de imprensa para o mês de Abril, Maio e Junho.

Perfil que buscamos:

– Boa redação;
– Vivência em redes sociais/hootsuite;
– Conhecimento/contato com veículos de imprensa;
– Conhecimentos sobre os movimentos sociais LGBTs (história, termos utilizados, vivência, etc);
– Estar devidamente matriculadx (a partir do quarto semestre) no curso de jornalismo ou comunicação social com habilitação em jornalismo;

Sobre o estágio:

O estágio será de segunda a sexta, das 10h as 17h30, com horário de almoço e ajuda de custos. A ONG está localizada na Praça da República em São Paulo (precisa ter fácil acesso ao local).

Envio de currículos:

Os currículos devem ser enviados para o e-mail fabricio.viana@paradasp.org.br até 13/04. Todxs xs candidatxs precisam ter disponibilidade para início imediato. Dúvidas? Apenas por e-mail.

Segundo nota no site do Sindicato dos Bancários/SP desta segunda (03/04), com um ano e seis meses de banco, o trabalhador era gerente de relacionamento Uniclass/PF do Itau no Núcleo de Relacionamentos de Gerentes do ITM.

Mesmo tendo recebido 10 prêmios pelo cumprimento de metas, com resultados acima da média, o trabalhador (não identificado na matéria) foi demitido por ser homossexual e postado fotos com o noivo nas redes sociais.

Segundo a nota, as reações discriminatórias apareceram após ele ter recebido destaque.

“Me repreendiam dizendo que eu me ‘soltava demais’ quando ganhava um prêmio, e que esta postura não é adequada. Também diziam que minhas roupas não eram as ideais para o trabalho, que meus ternos não estavam dentro dos padrões”, relembra o trabalhador.

A discriminação homofóbica chegou no limite na última semana, quando ele retornou de férias e postou fotos e vídeos nas redes sociais. Foi neste momento que ele foi chamado pelo gestor da área e informado que sua demissão era por conta de sua postura não adequada.

Segundo Fábio Pereira, dirigente sindical, “Não é a primeira vez que isso acontece no Itaú e, recentemente, denunciamos demissões de pessoas com deficiência. É preciso que o banco reveja suas posturas, e nós cobramos que esse tipo de coisa não aconteça novamente”.

A GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) é um das maiores e mais respeitadas organizações de pesquisas dos EUA. Entre seus trabalhos conhecidos, ela orienta jornalistas e profissionais da mídia a retratar de forma não estereotipada gays e lésbicas. E mais, anualmente, premia atores, personalidades e profissionais que fazem um bom trabalho ligados à diversidade sexual. Esta premiação deles é semelhante ao nosso Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade.

Recentemente, a GLAAD publicou uma pesquisa onde mostra que, 20% da chamada Geração Y, se identificam com uma das siglas LGBT. Para quem não sabe, dentro da sociologia, o conceito “Geração Y”, para alguns autores são pessoas que nasceram após 1980 ou segundo outros, pessoas que nasceram entre 1970 e 1990: em outras palavras, que possuem mais afinidade com a Internet.

A pesquisa foi realizada com mais de 200 adultos em novembro/16 para o estudo chamado “Aceleração e Aceitação 2017”. O resultado analisado demonstrou que, aqueles que tinha entre 18 e 34 anos, são mais sucetíveis a se identificarem com as identidades LGBTs.

Segundo Sarah Kate Ellis, presidente da GLAAD, disse que “Esse estudo mostra que uma maravilhosa era de entendimento e tolerância entre as pessoas mais jovens – um sinal inspirador de esperança para o futuro”.

A pesquisa completa (em inglês) pode ser consultada aqui:
http://www.glaad.org/publications/accelerating-acceptance-2017