quarta-feira, março 29, 2017
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Segmento - Gays

Centro Cultural Banco do Brasil do Rio demitiu uma funcionária acusada de homofobia. O fato ocorreu na última sexta-feira, 30, quando um casal de lésbicas visitava o local. Ao saírem dali, modificaram um quadro e escreveram “Fora Lésbica!”

Em uma publicação na página oficial do CCBB Rio de Janeiro, o CCBB pede desculpas pelo lamentável fato ter ocorrido dentro do seu espaço e que repudia qualquer tipo de preconceito. Também, na mesma publicação, informam que fizeram o registro do boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Centro Rio, relatando a discriminação sofrida pelas duas frequentadoras.

Para ilustrar a postagem, o CCBB usou uma foto tirada no Programa Educativo realizado em 17/05/2016 – Dia Internacional Contra a Homofobia:

Foto/Reprodução CCBB – Programa Educativo realizado em 17/05/2016 – Dia Internacional Contra a Homofobia

Além da funcionária, que teria visto e debochou da situação, um homem que também estava junto, foi considerado suspeito do ato e também estará sendo investigado. Se comprovado sua participação, ele poderá ser acusado pelos crimes de constrangimento ilegal e injúria.

Para Claudio Nascimento, coordenador do programa Rio Sem Homofobia, em entrevista ao site G1, “Após registrar a ocorrência, ela vai continuar recebendo nosso apoio jurídico e psicológico. A companheira dela está tão desconfortável com a situação que não quis vir registrar a ocorrência. Mas ainda espero que, após ver que a companheira foi bem tratada na delegacia, ela se anime a fazer o registro.”

E que mais gente não se cale diante das agressões homofóbicas.

Já estava tudo programado: nesta quinta, 05/01, a cantora Kim Burrell interpretaria uma canção ao lado de Pharrel Williamns no programa de Ellen DeGeneres. Entretanto, a participação de Burrell foi cancelada após ela deixar claro que não pediria desculpas sobre um vídeo onde ela aparece discursando contra homossexuais dentro de uma igreja.

No vídeo, Burrell se refere aos homossexuais como “pervertidos” e diz que “Deus os ama, mas odeia o pecado deles”. O discurso homofóbico foi feito na Igreja de Amor e Liberdade de Houston, nos Estados Unidos.

Ellen DeGeneres, uma das lésbicas mais respeitadas da televisão americana, postou em seu twitter:

Traduzindo:

“Para quem perguntou, Kim Burrell não aparecerá em meu show”.

E assim começamos bem o ano. Homofobia? Não!

Tchau querida Burrell!

O psicólogo Pedro Sammarco e o advogado Bryan W. Suárez criaram um grupo no Facebook onde discutem e ajudam, na medida do possível, homossexuais que possuem homofobia internalizada.

Para quem não sabe, a grosso modo, quando um homossexual nasce, ele (ou ela) – durante toda a sua vida – acaba escutando da sociedade que a homossexualidade é algo ruim (em vários sentidos). Mesmo que ele se assuma e seja “resolvido”, saindo inclusive do armário, é comum que ele ainda tenha resíduos desta homofobia em seu inconsciente: condenando, inclusive, beijo gay em público ou coisas que não deveriam incomodar.

Então, se você conhece alguém que “tem homofobia contra si”, indique o grupo para esta pessoa.

O endereço é:

https://www.facebook.com/groups/autopreconceito/

E ajude a divulgar este conceito “homofobia internalizada”. Afinal, muitos homossexuais, inclusive “assumidos” tem e precisam eliminar de sua vida.

Por um mundo mais saudável. Sempre!

Com casais heterossexuais, gays e personagens trans, a campanha do Governo Federal foi lançada agora, no final de Dezembro, e inclui cartazes e vídeos que falam a respeito da prevenção ao HIV.

No vídeo abaixo, por exemplo, citam não apenas o uso da camisinha, mas também sobre PreP e até mesmo comentam, rapidamente, que quem tem HIV e toma medicação, geralmente tem carga viral baixa e não transmite HIV.

Bacana, não? Assista ao vídeo completo aqui:

Entre os cartazes, alguns deles, aqui:

Muitos imaginam que a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, hoje a maior Parada LGBT do mundo, é realizada “de um dia para o outro”. Mas não, por isso sempre que podemos, passamos esta informação aqui no site ou nas redes sociais: a Parada é construída ao longo dos anos e envolve não só o trabalho da APOGBLT SP (www.paradasp.org.br), única ONG responsável por sua realização, como também coletivos e militantes independentes que auxiliam em seu trabalho.

Por isso, ao longo do ano, são realizadas várias reuniões para definir, junto da comunidade LGBT, o caminho que a Parada deverá seguir. Recentemente, conseguimos, e em conjunto, definir o tema e o slogan da Parada LGBT de 2017:

Tema: Estado Laico
Slogan: Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico.

E ainda uma justificativa para estes dois, que pode ser lida integralmente aqui

Com a definição do tema e slogan concluído. O próximo passo foi abrir a seleção da Arte da Parada 2017, que também fizemos por meio do nosso site e redes sociais, que podem ser visualizadas aqui.

Felizmente, a repercussão desta seleção foi grande e recebemos um número significativo de trabalhos realizados por ilustradorxs, desenhistas e designers.

Em nossa reunião, realizada dia 17/12/2016, em comum acordo, a diretoria da APOGLBT SP, juntamente com os coletivos e militantes independentes, decidiram premiar duas pessoas, ao invés de apenas uma. E assim, unir parte da arte de um e parte da arte do outro, resultando em uma arte unificada.

Os contemplados foram o Pedro Castro e o Getúlio Lima. Ambos tiveram suas artes aprovadas e receberão dois convites cada para o trio da APOGLBT SP durante a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo em 2017.

Por este mesmo motivo, demoramos para divulgar a arte escolhida: tivemos que agradecer aos dois e pedir, encarecidamente, que eles mesclassem suas artes em uma só (sem alterar os conteúdos individuais aprovados). O que foi feito na semana seguinte.

Após a mesclagem, em reunião da diretoria da APOGLBT SP, firmando o acordo e votação realizado com os coletivos e militantes independentes, finalmente temos a Arte da Parada LGBT de 2017:

Em nome da diretoria da APOLGBT SP, militantes e coletivos, agradecemos a participação de todxs xs envolvidxs e lembramos que a construção deste movimento político, mas que também carrega alegria, é feito em conjunto e por isso conta com todxs.

Nosso trabalho? Está só começando!

Daniel Moreira e Guilherme Viana decidiram ler livros com temática LGBT e, logo em seguida, resenhar em áudio um pouco do conteúdo e publicar no site que criaram chamado Semtions.

E, engana-se quem acha que as resenhas são simples ou superficiais. Nada disso. Gui e Ton, como um chama o outro carinhosamente durante as apresentações, leem os livros juntos e no decorrer da gravação do áudio, eles comentam o que mais gostaram, o que o livro aborda, a construção de alguns personagens e a melhor parte: contam sem contar, ou seja, não dão spoilers.

O projeto, que tem pouco tempo de vida, já resenhou quatro livros com temática LGBT e o áudio, sobre os livros lidos até o momento, podem ser escutados tanto pelo site quanto pelos seus perfis no Soundcloud e Youtube.

Ficaram curiosxs? Escute agora mesmo os quatro livros resenhados até o momento (em ordem cronológica):

Semitons #04 – Theus – Fabrício Viana

Semitons #03 – Condicional – Paulo Sérgio Moraes

Semitons #02 – Scarlet – Reynaldo Araújo

Semitons #01 – 30 dias – Moa Sipriano

Participe, comente e compartilhe o projeto Semitons:

www.semitons.com.br

Todos os livros podem ser adquiridos na Amazon em ebook ou em sites específicos, basta fazer uma busca no Google.

O grupo Rainbow Cities Network (RCN), que até o momento integrava 29 cidades mundiais que possuem políticas públicas LGBTs, agora tem mais dois municípios em sua lista: São Paulo e a Cidade do México, no México.

Totalizando agora 31 cidades, o grupo RCN busca promover o intercâmbio de experiências, intervenções e iniciativas em políticas LGBTs, facilitando assim o aprendizado nas melhorias sociais para esta comunidade.

A adesão da cidade de São Paulo à RCN não é a primeira atividade internacional LGBT paulista. Em 2014, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) lançou no Brasil, em parceria com a SMDHC, a campanha Livres e Iguais, para aumentar a conscientização sobre a violência e a discriminação a população LGBT.

Recentemente, o Programa Transcidadania foi selecionado para se apresentar no Congresso da Associação Internacional de Cidades Educadores (AICE) em Rosário (Argentina), integrando também seu banco online de melhores experiências.

As políticas LGBTs do município já tiveram repercussão internacional por meio de diferentes canais de notícias como o El Pais e o The Guardian.

Vale dizer, também, que a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, é realizada em São Paulo, tendo como única e responsável a ONG APOGLBT SP, que pode ser acessada pelo site www.paradasp.org.br

 

Talles De Oliveira Faria não é drag e nem trans. Porém, no sábado passado, 17, durante a formatura do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) em São José dos Campos, ele foi à sua formatura de vestido e salto alto, em protesto contra o bullying homofóbico que sofreu durante todo o curso de sua carreira militar.

Por outro lado, o ITA nega formalmente a homofobia que o jovem sofreu.

Talles, sendo um dos assuntos mais comentados nesta semana, gravou um vídeo explicando toda a homofobia que ele sofreu durante o curso e publicou em seu perfil do Facebook.

Assista aqui:.

E que mais pessoas tenham esta atitude diante da homofobia.

Fora do Brasil, em países desenvolvidos, é comum ver publicidade direcionada ao público LGBT em jornais, revistas, portais e TVs. Porém, também é comum vermos que muitas multinacionais, que fazem estas propagandas direcionadas lá fora, não tem a mesma “coragem” por aqui. As vezes, parecem até serem outras empresas.

A desculpa velada que chega aos nossos ouvidos? A “cultura brasileira”. Porém, nestes longos anos, já tivemos exemplos fantásticos de publicidade que respeita as diferenças por aqui. Algumas delas, inclusive, foram premiadas pela APOLGBT SP por meio do prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade (aliás, assista ao vídeo do último evento realizado neste ano, clicando aqui).

O fato é que, sempre que vemos alguma empresa demostrando esse respeito com publicidades direcionadas, todos nós vibramos. É o caso da Unimed, unidade de Itapetininga que, no dia 12 de dezembro, publicou em seu Facebook o texto “O mundo mudou, mas a Unimed permanece valorizando a vida e respeitando a diversidade. Para o amor, respeito. Para sua família, Unimed! ” com a seguinte imagem:

Até este momento, a propaganda teve mais de 10 mil reações, 4.172 compartilhamentos e 879 comentários: a maioria são positivos!

A quantidade de notícias e informações sobre a comunidade LGBT no Brasil e no mundo é absurdamente grande. Entre casos de homofobia, mortes e assassinados, coisas “fofas” também acontecem. E nós, devido a pequena equipe editorial, tentamos trazer sempre as mais “relevantes”, como foi o caso do jovem que na semana passada pediu seu namorado em casamento bem no meio de um jogo de basquete realizado entre Chicago Bulls e San Antonio.

Tudo começou com os cheerleaders performando “Do You Love Me (Now That I Can Dace)” da banda Colours. Foi neste momento que ele aparece entre as meninas e faz o pedido. O namorado não acredita. E o mais interessante, no lugar do anel, é um pirulito.

Isso prova que, para o amor, nada é impossível. Assista ao vídeo que, até o momento, é um dos mais curtidos e compartilhados na Internet: