quinta-feira, junho 22, 2017
Segmento L
Segmento L - Lésbicas

Ele é primeiro membro da família real capa de revista destinada ao público LGBT

A revista promoveu, dia 12 de maio, um encontro de jovens LGBTs com os porta-vozes da ação social Heads Together. Willian, o duque de Cambridge, com o irmão Harry e a mulher, Kate Middleton, convidou a revista Attitude, publicação LGBT mundialmente conhecida, para falar sobre a luta contra o bullying e a homofobia.

“Ninguém deveria sofrer ‘bullying’ pela sua sexualidade ou por qualquer outra razão. E ninguém deveria suportar o ódio que estas pessoas aguentaram ao longo das suas vidas.” (disse Príncipe Willian, durante o encontro)

A conversa aconteceu no palácio de Kensigton, a convite do próprio príncipe Willian.

“Os jovens gays, lésbicas e indivíduos trangêneros que encontrei através da Attitude são realmente corajosos por falar e dar esperança para aqueles que estão passando por terríveis maus-tratos atualmente”, completou ele.

Não é a primeira vez que a família real tem ações contra a homofobia, o príncipe Harry quando fez parte do exército, por exemplo, defendeu seu colega, o soldado James Wharton (fato foi relatado em sua biografia), aonde foi produzido um artigo em homenagem a ele.

Leia o trecho da homenagem a seguir:

Ele se juntou a nós, ele mergulhou em nossa comunidade, ele aprendeu conosco, e nos ensinou também. Ele nos guiou e agora sempre irá defender a gente. […] Ele será um campeão do exército pelo resto de sua vida”.

Segundo um relatório da revista Attitude, em 2015,  jovens gays, lésbicas ou bissexuais e 48% dos indivíduos transgêneros tentaram suicídio pelo menos uma vez, em comparação com 18% dos jovens heterossexuais no mesmo ano.

Matthew Todd, editor da revista, disse que estava muito feliz pelo envolvimento do futuro rei da Grã-Bretanha com as causas LGBTs e com o fim do bullying. Segundo o porta-voz do Palácio de Kensignton, o príncipe esta realmente decidido a lutar com todas as suas forças. Como exemplo, está encabeçando a campanha Heads Together, sobre a promoção do bem estar e da saúde mental.

Para conhecer a Attitude Maganize, visite: http://attitude.co.uk

Para saber mais sobre o projeto Heads Together: https://www.headstogether.org.uk

E você? Já sofreu bullying? Conta pra gente. Utilize os comentários abaixo. Caso não queria se expor, pode usar apelido. Apenas registre seu e-mail verdadeiro.

Em entrevista coletiva, Ellen DeGeneres e equipe do filme contaram as novidades

A dubladora da protagonista e simpática Dory, Ellen DeGeneneres, disse que terá personagem trans no filme.

“Há uma arraia que se tornará ‘Sting-Rhonda’, então há uma arraia trans no filme”, disse. (“Sting”, em inglês, corresponde a “arraia”.)

Durante a entrevista coletiva, realizada dia 9, a equipe do filme ”Procurando Dory” enfatizou a importância do respeito à diversidade independente da sexualidade e responderam sobre a presença do primeiro casal lésbico em um filme da Disney/Pixar:

“Não sabemos se elas são. Não perguntamos para elas, assim como não perguntamos para as pessoas sobre sua sexualidade.”, disse Lindsey Collins, produtora do filme. Porém, na cena, mostra as duas juntas e com uma criança.

A ideia de inclusão da diversidade humana no “Procurando Dory” é tão bacana que Dory terá amigos como um tubarão-baleia míope, uma baleia-branca que tem problemas com seu sonar e o Hank, o polvo que possui sete tentáculos.

“Adoramos o fato de esses personagens terem suas pequenas deficiências. No fim das contas, isso ajuda na identificação com o público, porque eles são como todos nós. Todos temos falhas e defeitos. Essa é uma mensagem importante”, completou Lindsey.

O filme estará em cartaz nos cinemas brasileiros dia 30 de junho.

No mesmo final de semana que ocorreu o massacre em Orlando, na boate LGBT Pulse, dois professores da rede estadual de ensino da cidade de Santa Luz (cerca de 260km de Salvador, Bahia) foram encontrados mortos por homofobia. Edinaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira tiveram seus corpos carbonizados dentro do porta-malas do carro de Edivaldo, às margens da rodovia BA-120.

João Farias, delegado que apura o caso, disse à BBC Brasil que a homofobia é mesmo uma das possíveis motivações do crime. Segundo Farias, os professores eram muito queridos na cidade e como nada de valor foi levado na casa de Edivaldo, após o crime, mesmo tendo sido revirada, nenhuma hipótese será descartada.

Segundo o jornalista Uoston Pereira, do site local Notícias de Santa Luz, centenas de moradores saíram as ruas no início da semana em protesto por justiça. Militantes independentes, nas redes sociais, criticam a atenção da mídia para o caso do massacre de Orlando, esquecendo-se que no Brasil temos diariamente muitas vítimas de homofobia.

Para o presidente da ONG APOGLBT SP (ONG responsável pela maior parada LGBT do mundo), Fernando Quaresma:

“Os casos de homofobia no Brasil e no mundo são recorrentes. Acontecem todos os dias e a toda hora. Não privilegiamos casos aqui e nem lá fora. Todos os casos são perdas de seres humanos vítimas do preconceito e ódio. Precisamos sim, de mais educação, mais tolerância, respeito e principalmente de leis que punam os requintes de crueldade nos crimes contra LGBTs”

A primeira ação para a Campanha #VoteLGBT de 2016 foi realizar uma pesquisa sobre o perfil político das pessoas que frequentaram a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais e a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Nos dias 28 e 29 de maio, cerca de 60 voluntárias e voluntários realizaram entrevistas com 1.122 pessoas, perguntando sobre suas opiniões com relação ao movimento LGBT, às eleições municipais e à conjuntura política nacional. A elaboração dos questionários e a interpretação dos resultados contou com a colaboração de pesquisadores da USP, Unifesp e Cebrap. A seguir, apresentamos uma síntese dos principais resultados dessa pesquisa.

Atos LGBT são atos políticos

Há uma discussão muito grande sobre se as Paradas LGBT são manifestações políticas ou se são apenas festas, carnavais fora de época. Essa discussão passa, inclusive, pela problematização do conceito de política: ele deve ou não incluir a diversão? No caso da população LGBT, que muitas vezes precisa se restringir aos guetos e à noite para não ser vítima de agressão, o simples fato de se expor à luz do dia numa grande via pública não seria um ato político?

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A Pesquisa #VoteLGBT mostra que, mesmo sem essa problematização, a Parada de São Paulo se alinha ao conceito mais tradicional de manifestação política. Das pessoas entrevistadas, 47,8% disseram ter ido à avenida Paulista por motivações políticas. A importância da visibilidade, a afirmação identitária, a luta por novos direitos, a defesa dos já conquistados e até mesmo o protesto em relação à conjuntura política nacional foram alguns dos motivos mais frequentemente mencionados para a ida à Parada. Para 37,4% dos entrevistados, a diversão era o motivo de ir ao evento.

A Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, por sua vez, manifesta ainda mais claramente sua motivação política por parte de 83,9% das participantes, em contraposição a apenas 7,1% que disseram ter ido para se divertir. A maior politização da Caminhada com relação à Parada foi inclusive um dos motivos mencionados pelas entrevistadas para ter comparecido ao evento.

Concordância com reivindicações do movimento LGBT

Listamos seis das principais reivindicações do movimento LGBT e perguntamos qual era o grau de concordância dos entrevistados com relação a elas. Todas receberam alto grau de aceitação, pelo menos acima de 70%.

Considerando a margem de erro das pesquisas, podemos dizer que o casamento igualitário, o direito de LGBTs adotarem filhos e o direito de travestis e transexuais adequarem seus documentos a sua identidade de gênero tiveram a mesma aceitação total na Caminhada (por volta de 96%) e na Parada (por volta de 92%).

A bolsa de estudos para travestis e transexuais em situação de pobreza, por sua vez, contou com 75,4% de aprovação na Parada. Em todos os outros casos, a concordância total fica acima de 80% e, na Caminhada, nenhuma reivindicação tem mais de 3% de discordância.

LGBTs não se sentem representados pelos políticos

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Apenas 2,7% da Parada e 0,7% da Caminhada concordam totalmente que os políticos representam a população LGBT.

Essa desconfiança se reflete na avaliação de políticos específicos. Jair Bolsonaro (PSC-RJ), deputado abertamente LGBT-fóbico, é o mais mal avaliado, com a reprovação de 96,8% das entrevistadas da Caminhada e 84,1% da Parada. Ele é seguido por José Serra (PSDB-SP): 71% da Parada e 91,2% da Caminhada não confiam no compromisso do senador com a população LGBT.

Histórica aliada do movimento LGBT, a senadora Marta Suplicy teve expressiva rejeição, entre 41,5% dos entrevistados da Parada e 61,6% da Caminhada.

O político com maior grau de confiança é o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), único congressista assumidamente LGBT e autor do projeto de lei que regulariza o casamento igualitário: 52,3% da Caminhada e 43,3% da Parada declararam confiar muito em Wyllys.

Rejeição a Michel Temer, apoio a Dilma Rousseff e posicionamento sobre novas eleições

A rejeição a Michel Temer na presidência da República foi explícita nas duas manifestações: apenas 7% da Parada e 0,7% da Caminhada desejam que o vice se mantenha à frente do governo federal. A percepção de que o governo Temer não é favorável a LGBTs é ampla: 56,5% da Parada e 87,3% da Caminhada concordam totalmente que Temer representa um retrocesso nos direitos LGBTs.

Na Parada, 53,7% são a favor de novas eleições e 32,2% querem Dilma Rousseff na presidência. Na Caminhada, os números se invertem: 57,9% são a favor de Dilma e 36,3% querem novas eleições presidenciais. O apoio a Dilma é ainda mais explícito na Caminhada, se considerarmos que 61,3% das entrevistadas foram a alguma manifestação contrária ao impeachment da presidenta (na Parada, esse número é de 29%).

Ainda assim, a avaliação das políticas LGBTs do governo da presidenta Dilma é baixa. 47,5% da Parada e 54,3% da Caminhada declararam-se insatisfeitos.

 

Relatório Completo

Os resultados finais da pesquisa estão disponíveis nos seguintes links:
http://votelgbt.com/pesquisa/Caminhada2016
http://votelgbt.com/pesquisa/Parada2016

Para saber mais sobre a VoteLGBT, visite:
https://www.facebook.com/votelgbt

A mostra de Paulo von Poser e Marcio Zamboni aborda vários temas celebrando a diversidade sexual

Por Tâmara Smith

A exposição foi inaugurada dia 17 de maio, Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Lesbofobia, no Museu da Diversidade Sexual com iniciativa da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, celebrando o reconhecimento da diversidade sexual e de gênero como parte dos Direitos Humanos e as lutas por igualdade ao redor do mundo.

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Os idealizadores, Paulo von Poser e Marcio Zamboni compartilham nesta exposição as nossas lutas, inspirações, sofrimento, segredos e corpos em obras híbridas por meio de instalações interativas onde os visitantes compartilham seus sonhos, sentimentos e realizações.

A Associação da Parada do Orgulho LGBT,  a organizadora da maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, também está presente no acervo destas memórias. Algumas obras presentes como a “Rosa da Diversidade”, o ”Altar de Inspirações” e ”Acervos da Diversidade” são, de fato, brilhantes!

Quer conhecer esse incrível trabalho? Visite o primeiro Museu da Diversidade Sexual da América Latina, e terceiro do mundo com temática LGBT. Fica no mezanino do Metrô República, em São Paulo. Entrada franca.

Serviço:

Exposição: “Sonhar o Mundo”
Paulo von Poser e Marcio Zamboni
Onde? No Museu da Diversidade Sexual
Estação República do Metrô – Piso Mezanino, loja 518
Quando? De 17 de maio até 27 de agosto de 2016
Horários: De terça a domingo, das 10h às 18h – Entrada Gratuita
Realização: Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo
Execução: Museu da Diversidade Sexual e APAA

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo vem manifestar às famílias, amigos e companheiros das vítimas do atentado na boate Pulse, em Orlando, Flórida, nosso mais profundo pesar pela tragédia que resultou na morte de tantos LGBT nesta madrugada de domingo, 12/06.

É inconcebível e inaceitável a perda sofrida. A morte é um fenômeno natural, mas por terrorismo e LGBTFobia, não.

Neste momento, alguns integrantes da APOLGBT, junto com outros movimentos de direitos humanos LGBT, estão em vigília no vão do MASP, em São Paulo.

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Aos sobreviventes e aos familiares dos atingidos, nossos votos de solidariedade.

Fernando Quaresma
Presidente da APOGLBT

Em 2016, o livro sobre a homossexualidade, que aborda os processos psíquicos sobre a “entrada e a saída do armário“, do jornalista, escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana, completa 10 anos de existência.

Publicado de forma independente em 2006, Viana enfatiza que escreveu o livro com uma linguagem simples, abordando os principais tópicos do tema como a história da homossexualidade, origem do preconceito científico e religioso, dinâmica psicológica do machismo e até mesmo a homofobia internalizada, presente em diversos homossexuais e que deve ser eliminado.

“Existem muitos livros bons no Brasil sobre a homossexualidade. Eu senti falta de um livro simples, didático, orientado não só aos homossexuais que estão dentro do armário mas também para professores, pais, psicólogos e outros profissionais que gostariam de entender mais sobre o tema. Felizmente consegui. O livro é um sucesso e hoje tornou-se um dos mais conhecidos e respeitados sobre o tema”, enfatiza Viana.

livro-homossexualidadeJá na sua quarta edição, e com mais de 4 mil exemplares vendidos ao longo destes anos, o livro faz parte do catálogo da Editora Orgástica, uma micro editora brasileira focada em diversidade sexual e “literatura LGBT”.

“Eu escrevi o livro O Armário por necessidade. Sempre soube que o assunto era muito pouco discutido de forma aberta e com uma linguagem mais acessível. Hoje, após 10 anos, mesmo a mídia falando mais a respeito, o preconceito e a desinformação continuam grandes. Meu livro serve para todos, até mesmo para quem é assumido, pois trata de assuntos importantes como a homofobia internalizada, que mesmo quem é assumido precisa eliminar.”, continua o autor.

Além do livro O Armário, Fabrício Viana gostou tanto da ideia de escrever que publicou mais livros com temática LGBT, como o “Ursos Perversos” (contos eróticos gays), “Orgias Literárias da Tribo” (uma premiada coletânea de contos, poesias e crônicas não eróticas do universo LGBT) e seu recente sucesso chamado “Theus. Do fogo à busca de si mesmo” (romance com temática gay que também vai para a quarta edição).

“Quando escrevi O Armário, muitos leitores pediram para continuar escrevendo. Como gosto de literatura erótica, lancei o Ursos Perversos. Depois organizei a coletânea Orgias Literárias da Tribo com 10 autores fantásticos. Meu ultimo trabalho é o romance Theus que, pela primeira vez, me assusta! Quase todos os leitores, ao terminar de ler o Theus, me escrevem chorando dizendo que ficaram profundamente abalados. E me agradecem por isso. É incrível”, finaliza Viana.

Tanto o livro O Armário quanto seus outros livros não são vendidos em livrarias. Apenas on-line pelo site da Bons Livros Editora Digital, no endereço http://bonslivroseditoradigital.com.br ou a versão digital (e-book) na Amazon Brasil.

Para contato direto do autor, ele tem o website http://fabricioviana.com. Lá, o leitor também encontra todas suas redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram, Wattpad, Google+, Youtube e SnapChat.

Serviço:

Livro O Armário. Sobre a homossexualidade.
144 páginas. Formato 14x21cm.
4ª edição pela Bons Livros Editora Digital.
http://bonslivroseditoradigital.com.br

Fonte: Revista Exame

O site Tem Local? É uma plataforma que recebe denúncias de militantes e coletivos

Uma iniciativa motivada por uma necessidade de muitos LGBTs: uma plataforma para denunciar e mapear regiões com casos de ofensas, ameaças, agressões verbais e físicas contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans, pansexuais, pessoas não-binárias e/ou intersex.

Desta forma, os usuários do site podem denunciar ações que testemunharam ou foram vítimas, por meio de um simples registro ou ainda, de forma anônima, com o objetivo de mapear a homofobia e transfobia, prezando pela segurança de tod@s.

O site, criado por Thiago Bassi, Antonio Kvalo e Marcus Lemos, está localizado no endereço www.temlocal.com.br e tem uma atenção especial de seus administradores que, no futuro, pretendem colar adesivos nos locais com os dizeres “Aqui tem LGBTFobia”.

Mas, claro, a plataforma Tem Local? apenas marca as denúncias e assim, gera uma estatística acessível a todas as pessoas. Porém, é importante também denunciar aos órgãos de segurança pública e políticas LGBT, ou ainda, pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100), qualquer ação discriminatória que presenciar ou seja vítima.

Afinal, a segurança pública e o respeito é dever e direito de todos os cidadãos. Porém, todos nós nos sentimos orgulhosos de ver projetos como este “pipocando” digitalmente. Prova de que, juntos, somos realmente mais fortes.

Por Tâmara Smith*

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo, militante LGBT e assessora de imprensa da APOGLBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) irá sediar o VIII Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero, que será realizado na Faculdade de Educação (Faced) da UFJF entre os dias 23 e 25 de novembro de 2016. Os interessados em participar com envio de trabalhos devem ficar atentos: as inscrições para apresentação de trabalhos devem ser feitas até o dia 1º de julho. Os trabalhos para comunicação oral, pôsteres e relato de experiência podem ser enviados para o endereço eletrônico congressoabeh2016@gmail.com ou para a página do congresso.

Podem participar profissionais de diversas áreas, como professores (universitários e de educação básica), estudantes universitários, especialistas e graduados. Os interessados devem acessar a página VIII Congresso Internacional de Estudos  sobre a Diversidade Sexual e de Gênero e escolher a forma de participação e pagamento.

Os trabalhos podem ser inscritos em um dos 24 simpósios temáticos. As normas gerais e específicas para trabalho podem ser conferidas no site do evento. Um e-book com os trabalhos selecionados será disponibilizado aos participantes, entidades patrocinadoras e bibliotecas de universidades do Brasil. O resultado da seleção será divulgado no dia 25 de julho.

O congresso é uma realização da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH). Com o tema “ABEH e a construção de um campo de Pesquisa e Conhecimento: Desafios e Potencialidades de nos (re) inventarmos”, o objetivo do evento é reunir um número significativo de trabalhos acadêmico-científicos e experiências de diferentes áreas do conhecimento, que versem sobre discussões da diversidade sexual e de gênero.

A última edição do Congresso aconteceu na cidade de Rio Grande, na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), em 2014 e reuniu 1.500 pessoas. De acordo com o professor da Faced e coordenador geral do evento, Anderson Ferrari, os estudos da homocultura envolvem uma discussão e produção discursiva, de imagem e de representação em torno da diversidade sexual que podem ser pensadas como uma das marcas da contemporaneidade da população LGBTTI. A expectativa de público é de duas mil pessoas.

Outras informações: (32) 2102-3911 (Faculdade de Educação-UFJF)

Entrevista com Willian S. Martins, um dos organizadores do GT de Juventude LGBT

1) Willian, o que é o GT da Juventude LGBT?
Willian:
O GT (Grupo de Trabalho) da juventude é um núcleo organizado por jovens e afins, em cooperação com a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT SP), que visa promover o incentivo de jovens para a militância política e ideológica do segmento LGBT.

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Willian S. Martins

2) Quando que o GT da Juventude foi criado?
Willian:
GT da Juventude LGBT foi criado no meio do ano de 2015. Entretanto, podemos considerar que o GT da Juventude foi reativado, tendo em vista que a Secretaria de Jovens da Associação deu início em 2001, onde, desde essa época, alguns jovens veem colaborando e abraçando a causa da APOGLBT-SP.

3) Qual seu principal objetivo?
Willian:
Promover ações e incentivar o interesse de jovens na militância LGBT, empoderando e trazendo-os para a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Jovens possuem energia, garra e muita força de vontade. E não só podem como devem fazer a diferença.

4) O GT da Juventude é um grupo fechado? Válido apenas para os associados da APOGLBT?
Willian: Não. O GT existe graças a pró atividade dos jovens na militância LGBT em São Paulo, não faz sentido ser um grupo fechado. Mesmo porque nós buscamos novas opiniões e ideias. Quem tiver interesse de fazer parte, é só entrar em contato com a gente. Estamos sempre de portas abertas.

5) Como um grupo de jovens, há ordens estabelecidas pela diretoria da APOGLBT?
Willian: O importante é o respeito pelas diretrizes pré estabelecidas para o GT da Juventude não perder o foco e planejar as ações sempre com autonomia e respeito entre seus colegas. A direção da APOLGBT acompanha todas as ações, como a recente “marque-se contra a transfobia”, que resultou, inclusive, no início da campanha #ChegaDeTransfobia. Campanha esta que veio de encontro com o tema da Parada do Orgulho LGBT de 2016 “Lei de Identidade de Gênero, Já! Todas as pessoas juntas contra a transfobia”. Somos um grupo de jovens, apoiados pela APOGLBT e por isso também carregamos responsabilidades.

6) Jovens de outras ONGs, coletivos ou independentes, interessados no GT, também podem participar?
Willian: A união dos jovens na militância LGBT é importante, independente se já atuam em coletivos e outras ONGs. Até militantes independentes, todos ganham e somam vozes com a gente. Juntos, somos sempre mais fortes! Todos são bem vindos.

7) Tem algum exemplo? De como conquistam mais jovens para as ações do GT?
Willian: Sim, temos muitos exemplos! O mais recente, como dito anteriormente, foi o vídeo que tem mais de 34 mil visualizações em nossa fanpage sobre as ações transfóbicas que deixam marcas para sempre, já que o Brasil é o país que mais mata travestis, mulheres transexuais e homens trans no mundo! Quatro vezes mais que o México. Um teste foi realizado com um resultado surpreendente no dia 14 de fevereiro, no Bloco da Diversidade em São Paulo, onde 10 mil participantes aderiram a ação e a uma festa temática no mês passado. Todos os convidados se marcaram com as cores azul, branco e rosa. Tiraram fotos, compartilharam nas redes sociais e foi um sucesso! Fruto da campanha que entrou no ar, o que usa a hashtag #ChegaDeTransfobia. Estamos muito orgulhosos de termos começado este movimento. Sabemos da nossa importância.

8) Então é verdade? As redes sociais ajudaram neste trabalho de jovens na militância LGBT?
Willian: Muito, porque recebemos respostas e publicações das pessoas que também se marcaram com as cores da militância T. E não somente no dia 29 de Maio. Todos os dias ainda temos estas publicações. Essas manifestações estiveram ainda no Ciclo de Debates, Feira Cultural LGBT e Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade. Além da própria Parada do Orgulho LGBT.  O empoderamento dos jovens, que em sua maioria moram em periferias invisíveis aos olhos da gestão pública na luta contra o preconceito é muito importante:  basta dar espaço, voz e reconhecimento ao esforço de cada um.

9) Para fazer parte, entrar em contato? Qual o e-mail?
Willian: Pode escrever para o meu e-mail que eu respondo, passo informações e também faço a ponte com o GT Juventude LGBT. Meu e-mail, da APOGLBT, onde também sou um dos diretores, é willianmartins@paradasp.org.br

10) O grupo é assistido por adultos? Outros profissionais?
Willian: Sim, por se tratar de um grupo de jovens, tem o apoio do presidente da APOGLBT e também advogado Fernando Quaresma. Nosso sócio-diretor, Nelson Matias Pereira, recentemente publicou uma nota sobre o GT da Juventude, nele, diz:

“Para a APOGLBT a juventude é de fundamental importância para qualquer país, para qualquer organização. Ainda que  a juventude não tenha grandes experiências, mas a juventude é o grupo que renova que questiona; é a juventude que capta as mudanças com mais facilidade. Estas mudanças que estão acontecendo na cultura, sociedade, na política. Sem esquecer que para concretizarmos essa mudança, cabe ao próprio jovem reivindicar e assumir seu papel na participação de movimentos sociais e políticos. Afinal, eles representam quase 20% dos eleitores e qualquer mudança na história, na política e no desenvolvimento econômico deste país passa pela participação ativa da Juventude. Qualquer país que não invista na juventude, não tem futuro. A ideia de trazer os jovens é primeiro dar empoderamento a essa juventude, e compor  a experiência dos mais experientes com o vigor e ousadia e força da juventude.”

11) Obrigado pela breve entrevista. Para finalizar, é possível mostrarmos algumas fotos do grupo? Do último evento, por exemplo?
Willian: Sim, claro. Temos muitas. As fotos foram tiradas pelo Rodrigo Ferreira na Avenida Paulista, durante a ação “Marque-se #ChegaDeTransfobia”, no último dia 29 de Maio.