quinta-feira, junho 22, 2017
Segmento L
Segmento L - Lésbicas

Para homenagear e reconhecer ações sociais que contribuíram para o avanço dos direitos humanos da população LGBT, a Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT) realiza a 16º edição do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade. Gretta Star e Thammy Miranda serão os mestres de cerimônia da premiação, que acontece no dia 27 de maio na Academia Paulista de Letras, na capital paulista.

Ao todo são 20 categorias entre personalidades, entidades, autoridades Políticas e ações culturais que contribuíram para o avanço dos direitos humanos da população LGBT em 2015. O público teve até 31 de março para indicar quem seriam os concorrentes aos prêmios. As indicações puderam ser feitas através do site da Associação (www.paradasp.org.br). A escolha dos premiados foi feita pela diretoria da APOGLBT que avaliou a contribuição de cada um deles a comunidade LGBT.

O entretenimento da noite ficará por conta das participações da DJ Marjorie Pinheiro, da cantora Tâmara Angel e das performances artísticas de Alexia Twister e Victória Vipper. Em visita ao Brasil, Carmen Carrera, que foi uma das participantes do reality show RuPaul’s Drag Race, fará parte desta noite e da Parada do Orgulho LGBT, no domingo.

A Premiação

 O Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade surgiu com o objetivo de lembrar os fatos mais significativos no cenário político, social e cultural para a população LGBT, contribuindo na promoção dos Direitos Humanos. Reconhecendo a atuação dos premiados como sendo de alta representatividade na vida de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. É também um momento de divulgação e valorização das atividades que contribuíram com o movimento na consolidação do respeito à diversidade, bem como um estímulo às práticas socialmente responsáveis.

O troféu para a cerimônia foi desenhado e doado à APOGLBT pelo arquiteto e jornalista Duílio Ferronato, desde a primeira edição do Prêmio. Uma réplica estará disponível no dia do evento, na Exposição 20 Anos de Parada, uma pequena amostra com os cartazes usados para divulgação dos temas da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Premiados 2016

Categoria / Homenageado

Ação Social- Cultural: A Revolta da Lâmpada
Artes Cênicas: BR – Trans
Cinema Internacional: A Garota Dinamarquesa
Cinema Nacional: As Bodas do Diabo
Direitos Humanos: Comissão da Diversidade da OAB
Documentário: Bichas
Educação: ⁠⁠⁠Luíza Coppieters
Educação: Roberto Muniz Dias
Especial: Lady Gaga – Ativismo pró LGBT
Esporte: Adidas
Esporte: Técnica de Futebol Gretchen Silva
Imprensa: Carteira assinada para Transexuais
Internacional: França – Doação de Sangue
Internet: Facebook – Campanha Casamento Igualitário
Jovens: Matheus Emílio
Literatura: A Princesa e a Costureira
Memória: Márcia Gianete
Memória: Phedra de Cordoba
Memória: Vitor Angelo
Memória: Welclegno Araújo
Militância: André Pomba
Militância: Fábio de Jesus – Arco-Íris
Militância: Luiz Uchoa
Música: Luana Hansen
Publicidade: L’Oréal Paris
Saúde: Ministério da Saúde – Campanhas LGBT
Trabalho: Site TRANSEmpregos
TV: Amor e Sexo – Fernanda Lima

Serviço:


16º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade – Data: 27 de Maio
– Horário: das 19h
– Local: Academia Paulista de Letras – Largo do Arouche, 324 – República
– Realização: APOGLBT
– Produtor Artístico: Diego Oliveira
– Produção: APOGLBT e FourX em parceria com a Groupe 360º e OCP
– Convites: para participar do evento é necessário cadastramento por meio do E-mail: premio@paradasp.org.br até o dia 26 de Maio (cadastro sujeito a análise).
– Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/927693884018449

Todo cuidado é pouco, segurança e respeito caminham de mãos dadas

Como todo grande evento, todo cuidado é pouco. Por isso nós, da Assessoria de Imprensa e Comunicação da APOGLBT pedimos que você não apenas leia as informações abaixo mas também compartilhe nas redes sociais para todos os seus amigos!

Segue nossas dicas:

– A Parada do Orgulho LGBT começa as 10h e, diferente dos outros anos, os trios começaram a andar a partir do meio dia. Chegue cedo;
– Deixe o carro em casa, dê preferência ao transporte público e alternativo;
– Ônibus e outras comitivas de interesse próprio devem respeitar o trânsito e não estacionar em lugares proibidos;
– Evite ir sozinh@ a Parada, combine com amigos e marque um ponto de encontro caso se percam;
– Use roupas leves e beba muita água durante o percurso;
– Evite bolsas e mochilas, carregue seu documento de identificação, cartões e pouca quantidade de dinheiro;
– Cuidado com furtos (e roubos), evite levar aparelhos eletrônicos de grande valor, como câmeras fotográficas e smartphones;
– Não reagir a provocações. Ao identificar qualquer ato discriminatório, comunique imediatamente o policial militar mais próximo;
– Durante a caminhada, dê atenção as pessoas com pouca mobilidade, que possuam alguma deficiência, crianças, pessoas com crianças no colo e claro, a nossa turma da melhor idade;
– Se fizer muito sol, não esqueça o protetor solar;
– Preserve praças, monumentos e outros patrimônios públicos durante o percurso;
– Utilize os banheiros químicos;
– Jogue lixo, no lixo;
– Evite consumo excessivo de bebidas alcoólicas, além do mais, pessoas vulneráveis são alvos fáceis de criminosos;
– Foi vítima de assédio ou foi testemunha? Denuncie imediatamente aos policiais militares;
– Não colabore com o comércio ilegal, não ao vinho químico. Compre bebidas e alimentos de vendedores credenciados e uniformizados;
– Caso precise de atendimento médico, procure pelos postos ambulatoriais no trajeto;
– Respeite os nomes sociais e identidade de gênero, das travestis, mulheres transexuais e homens trans;
– Respeite os seguranças, cordeiros, agentes de apoio, policiais militares, guardas civis metropolitanos, bombeiros e voluntários da APOGLBT SP;
– O evento é uma mistura de alegria com militância LGBT, caso possa, leve cartazes e faça seu protesto consciente e, de preferência, com o tema da Parada do ano. Mais informações em http://paradasp.org.br

E não se esqueça de curtir nossa página no Facebook:
https://www.facebook.com/paradasp

Evento no Anhangabaú deve reunir 100 mil pessoas em atividades de cultura, lazer e gastronomia.
Entrada gratuita

No dia 26 de maio, feriado, irá acontecer a tradicional Feira Cultural LGBT, organizada pela APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT) em parceria com a Four X Entertainment e com o apoio do Governo do Estado de São Paulo. Em sua 16ª edição, com programação gratuita, ela acontece no Vale do Anhangabaú, das 10h às 22h. No dia, o público poderá assistir performances de artistas LGBT’s no palco do evento e conferir as opções de cultura, lazer e gastronomia, além de adquirir produtos.

Ao todo são 60 tendas – comerciais com produtos dos mais variados segmentos que vão de moda e decoração e outras de alimentação; além de oficinas culturais com dragqueens, aulas de samba, samba rock e dança afro, espaço para adoção de cães e gatos, artesanato equatoriano e peruano e um bate-papo com escritores especializados em literatura com temática LGBT. Também terão tendas especificas para divulgação dos trabalhos de Organizações Não Governamentais (ONGs) e demais entidades que apoiam a causa LGBT. Na praça de alimentação, a novidade é a parceria com a lanchonete Bob’s e a Pizzaria Patroni, que junto com outras tendas de comidinhas, ficarão responsáveis por toda a parte gastronômica do evento com combos exclusivos para ocasião. As marcas Skol e Kibon, também marcarão presença no evento, com produtos de seus portfólios.

A Feira Cultural LGBT integra o calendário do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo e é o último evento antes da grande manifestação – Parada do Orgulho LGBT que traz o tema “LEI DE IDENTIDADE DE GÊNERO, JÁ! – Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!”.

PROGRAMAÇÃO PALCO DA 16º FEIRA CULTURAL DA DIVERSIDADE LGBT 2016

10h00
APRESENTAÇÃO
ABERTURA DA FEIRA – VÍDEO INSTITUCIONAL
SET DJ RODRIGO MOTTA

11h00
DIVULGAÇÃO TEMA PARADA
APRESENTAÇÃO
*** ESQUADRÃO DAS DRAGS ***
CIRCO VIRAMUNDO
IRMAOS LYONS
FERNANDA NUNES
BEATRIZ UBER
AMANNDA COLLEN
CONCURSO DRAG PARADA
DIEGO STRUGLE
SET DJ RODRIGO MOTA + GOGO DRAG MIKAELLA PITT E GOGO TRANS VICTORIA VIPPER
CANTOR KDU CRAZY

14h00
DIVULGAÇÃO TEMA PARADA
APRESENTAÇÃO
*** LISA CRAZY/BELLA BALLONY ***
ALEX FURTADO + BALÉ
DIANA PEQUENO
ISLAINA DE FIORY E NATASHA NATHI
SET DJ JORDAN BENASSE + GOGO DRAG MIKAEELA PITT E GOGO TRANS VICTORIA VIPPER
CANTOR EROS

15h00
DIVULGAÇÃO TEMA PARADA
APRESENTAÇÃO
*** MICHELE SUMER / CICETE KEROLINE ***
STAR POP + BALE + CIRCO
CICETY KAROLINE E VICTORIA PRINCIPAL
BELLA BALLONY
SET DJ JORDAN BENASSE + GOGO DRAG MIKAEELA PITT E GOGO TRANS VICTORIA VIPPER
CANTORA RENATA PERON

16h00
DIVULGAÇÃO TEMA PARADA
APRESENTADORA
*** GRETHA STAR/KYLIE HICKMAN ***
CANTORA LUANA HANSEN
SAFIRA BENGELL
MISS BIA
CARLA ELLEN
ANTARA GOLD
MARCINHA CORINTO
MICHELE X
SET DJ JORDAN BENASSE + GOGO DRAG MIKAEELA PITT E GOGO TRANS VICTORIA VIPPER
SHOW DIVAS

17h30
DIVULGAÇÃO TEMA PARADA
APRESENTAÇÃO
*** LULLY FASHION/VICTORIA  PRINCIPAL ***
YURI MIXX
MARCELA NASCIMENTO
PENELOPE JOLLY  + BALÉ
LAILA KEN + BATERIA ESCOLA SAMBA
SET DJ JORDAN BENASSE + GOGO DRAG MIKAEELA PITT E GOGO TRANS VICTORIA VIPPER
CANTORA TAMARA RANGEL

18h30
DIVULGAÇÃO TEMA PARADA
APRESENTAÇÃO
*** TCHAKA RAINHA DAS FESTAS / ATHENA JOY ***
POPOVICK + BALÉ
LILICA
CARLA RANGEL
MERYLLIN DHYOR
LEILA MORENO + Balé
LISA BOMBOM
SET DJ FABIO LIMA GOGO DRAG MIKAEELA PITT E GOGO TRANS VICTORIA VIPPER
AS BAHIAS E A COZINHA MINEIRA

19h30
DIVULGAÇÃO TEMA PARADA
APRESENTAÇÃO
*** DIMMY KIER/VIVIANE BALBONI ***
ROOBIT MOON + Balé
SULIVAN REIS
DANNY COWLT
MARCIA PANTERA
SET DJ PAULO PRINGLES + GOGO DRAG MIKAEELA PITT E GOGO TRANS VICTORIA VIPPER
CANTOR LUCCA ELECTRO LIVE

20h30
DIVULGAÇÃO TEMA PARADA
APRESENTAÇÃO
LEONORA AQUILA / VALLENTTINE
CONVIDAR APOLGBT
CANTORA GLORIA GLOVER
SHOW ENCERRAMENTO
PAULETE PINK
LAYLA KEN
PENELOPE JEAN
RAFAELA
TALESSA TOP
MARIANA MERCURY
CANTORA ALEXA MARIE

21h30
ENCERRAMENTO

ESPAÇO DIVERSIDADE – OFICINAS CULTURAIS

10:00    KARAOKÊ KAKA ALEGRIA
12:00    AULA DE RITMOS
13:00    AULA DE SAMBA
14:00    WORKSHOP NA CAMA COM DINDRY BUCK DIVERSIDADE SEXUAL E SEXO SEGURO
15:00    WORKSHOP NASCE UMA DRAG QUEEN
16:00    AULA DE SAMBAROCK
17:00    Bate-Papo com Escritores especializados em Literatura LGBT

SERVIÇO:

16ª Feira Cultural LGBT

– Data: 26 de maio
– Horário: das 10h às 22h
– Local: Vale do Anhangabaú – ao lado do metrô Anhangabaú em São Paulo
– Realização: APOGLBT
– Produção: FourX em parceria com a Groupe 360º e OCP
– Apoio: Governo do Estado de São Paulo (palco, iluminação e som)
– Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/508776212647310


20ª Edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

– Tema: “LEI DE IDENTIDADE DE GÊNERO, JÁ! – Todas as pessoas juntas contra a transfobia”
– Data: 29 de maio
– Horário: das 10h às 18h
– Concentração: Em frente ao Masp, na Avenida Paulista – São Paulo/SP
– Realização: APOGLBT
– Produção: FourX em parceria com a Groupe 360º e OCP
– Site da APOGLBT: http://www.paradasp.org.br
– Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1118531188214099

Foi no dia 17 de Maio de 1990 que ocorreu a exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa foi uma importante vitória para o movimento LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) comemorada por pessoas e ONGs de vários países.

diainternacionalcontraahomofobia

“O mundo inteiro comemora esta data. Foi quando a homossexualidade deixou de ser uma doença pela ciência e se torna, finalmente, o que ela sempre foi: apenas uma expressão saudável da sexualidade humana! Todos, LGBTs e simpatizantes pela causa, temos que comemorar!”, diz Nelson Matias Pereira, sócio fundador e diretor da APOGLBT (ONG responsável pela Parada do Orgulho LGBT de São Paulo).

No Brasil, somente aos 04 de Junho de 2010, por meio do Decreto do Presidente da República, o Dia Nacional de Combate à Homofobia foi oficialmente instituído.

Para Diego Oliveira, que organiza o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade:

A luta pelos direitos dos LGBTs é uma luta de todos. Por isso o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade contempla pessoas e empresas que, de uma forma ou de outra, contribuem por um mundo melhor para todos. Não precisa ser militante LGBT para fazer algo em benefício aos LGBTs.“, enfatiza Diego.

Nas redes sociais, pessoas e organizações do mundo inteiro celebram esta data.

 


Ou por exemplo, a postagem feita pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte:

Uma foto publicada por SPMRN (@spmrn_) em

No Twitter, veja algumas das postagens:

Prefeitura do Rio de Janeiro

Fanpage & Canal no Youtube: Vinte e Quatro (O Sapatão)

E você? Já expressou sua comemoração nas redes sociais? Conta pra gente! Registre seu comentário abaixo com o link da sua postagem!

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Vamos, tod@s junt@s, comemorar!

“Em algum lugar para além do arco-íris, bem mais para lá, existe uma terra a qual ouvi sobre numa canção de ninar.”

Todos buscamos algo. Buscamos nosso lugar no mundo, o pote de ouro no fim do arco-íris. Porém, para achar esse lugar durante nossa busca, nos deparamos com obstáculos que vão aos poucos esvaziando esse pote até que nele restam apenas sonhos desfeitos que um dia poderiam reluzir feito ouro. Os papéis sociais que se espera que desempenhemos, nos pedem a todos imitar um estereótipo normativo, deixando todos nossos potes um cinza igualzinho.

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Em algum momento precisamos juntar a coragem necessária de ir além do céu cinza, atravessando as fronteiras das normas sociais para encontrar nosso lugar, nossa voz e nossa liberdade. Existe um arco-íris depois do arco-íris, de cores muito mais ricas e brilhantes, quase não se pode distinguir uma da outra já que umas são tão belas quanto as demais. São as cores de quem ousou ir para além do arco-íris para expressar sua verdadeira identidade, seu ser único e inigualável. Lamentavelmente, nossa sociedade fica com um pouco de medo de quem tem a coragem de ir além, e às vezes responde com invisibilidade e o esquecimento.

Em sua primeira edição, ‘Ocupa!’ vai além do arco-íris para homenagear essas pessoas que estão determinados a viver de maneira autêntica mesmo que isso signifique viver à margem da sociedade. No Sábado, 28/05/2016, véspera da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (a maior do Brasil e uma das maiores do mundo), receberemos diversos artistas que tem muito a dizer sobre as questões de identidade de gênero, orientação sexual e cidadania LGBT além de contarmos com a presença do CRD – Centro de Referência da Diversidade, uma instituição que trabalha para dar acolhimento e encaminhamento social à população LGBT que está à margem da sociedade normativa e também da sociedade LGBT como um todo (parte da arrecadação será doada ao CRD para que ele possa seguir com esse trabalho de vital importância não apenas para a comunidade LGBT mas para a sociedade em geral).

Este e um convite para celebrarmos o direito à livre expressão, à autenticidade, a identidade, diversidade e a liberdade de sermos quem somos, como somos.

Junte-se a nós nessa data especial e iremos juntos para aquele lugar especial além do arco-iris, onde todos podemos ser o que desejarmos sem medo ou julgamento.

*PROGRAMAÇÃO*

13:00hs – Abertura
14:40hs – Bate papo com Paulo Sérgio Morais, autor de ‘Olho Grego’ e ‘Condicional’
15:20hs – Bate papo com Samuel de Paula Gomes, autor de ‘Guardei no armário’
16:00hs – Show da banda “Isso e as biscates”
16:40hs – Bate papo com Roberto Muniz Dias, mestre em literatura pela UNB, dramaturgo e autor de ‘Adeus a Aleto’, ‘Um buquê improvisado’, ‘Urânios’, ‘Uma cama quebrada’ (peça)
17:20hs – Debatendo a diversidade: Apresentação do trabalho do CRD – Centro de Referência da Diversidade e debate sobre diversidade, discriminação, preconceito e marginalização da população LGBT e caminhos para a inclusão social.
18:00hs – Show da banda “Verónica Decide Morrer” (Participação Daniel Peixoto)
18:40hs – Mesa de bate-papo entre os artistas participantes, convidados e o público.
20:30hs – DJ Bispo + DJ Oba
24hs – Fechamento da casa.

*INSTALAÇÕES* Corpo Tóxico: A relação entre a masculinidade tóxica e a transfobia (fotografía + performance + textos). Por Anahi Lucas, Letícia Maia, Hideo Kushiyama, Gael Oliveira, Thais Haliski /// Mamilos livres: Livertade de mostrar os corpos femeninos e masculinos (lambe-lambe) Por Leticia Bahia /// Desfrutarse: O tabú da masturbaçao feminina (relatos anónimos). Por Beatriz Cruz.

*TIME* /// Ideia criativa e produção executiva: Anahi Lucas – Fabio Casaca – Alexandre Melo /// Assessoria de imprensa: Rubia Formaggi ///

*ONG* /// CRD – Centro de Referência da Diversidade desenvolve ações que possibilitam a inclusão social e a geração de renda. É um espaço destinado a atender homens e mulheres, profissionais do sexo, gays, travestis, transexuais e portadores de HIV/Aids em situação de vulnerabilidade e risco social. O CRD tem como meta compatibilizar o respeito à diversidade, à autonomia e às escolhas individuais e visa oferecer acolhida e escuta especializada às múltiplas necessidades de seus usuários; de forma a promover orientação adequada e encaminhamento a serviços de assistência, de saúde e jurídicos. Para mais informações: http://crdiversidade.no.comunidades.net/index.php

*O LOCAL* /// TELSTAR é um hostel que desde a sua concepção em 2011 carrega em seu DNA, arte, cultura e inquietação. O empreendimento localizado no bairro da Vila Mariana a poucos metros da estação de mesmo nome, abriga em seu subsolo um espaço cultural recentemente batizado de SUBMUNDO 177, com estrutura para eventos culturais, gastronômicos e festas. Fotografia, quadrinhos, artes plásticas, música, grafite, moda já foram temas de eventos realizados no espaço. O intuito é e sempre será abrir espaço para talentos de diferentes vertentes artísticas, ajudando assim a manter o cenário cultural alternativo da cidade em movimento.

SERVIÇO

O QUE: OCUPA! – Edição Além do Arco-Íris
QUANDO: Sábado, 28/05 à partir das 13:00hs
ONDE: Submundo177 – Rua Capitão Cavalcanti, 177 – Vila Mariana
QUANTO: R$10 + 1kg de Alimento ou R$15
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1711740639107529

O processo de descobrir-se homossexual, a pressão psicológica exercida pela Igreja, o medo do inferno, o primeiro beijo, o impulso amoroso, a primeira transa e o apoio encontrado em uma ONG são alguns dos pontos marcantes da obra, cujo título “Guardei no Armário”, faz referência à expressão ‘sair do armário’, que caracteriza o assumir-se homossexual. Lançado pela editora Pragmatha, o livro marca a estreia de Samuel de Paula Gomes no universo literário.

Samuel-de-Paula-Gomes-livro-Guardei-no-Armário“Conto nesse livro a ferida que a igreja evangélica abre nos corações dos LGBTs que crescem nelas e os traumas que carregamos em silêncio”, afirma. Segundo Samuel, a inspiração para transformar em livro sua experiência, compartilhada anteriormente em um blog, de mesmo nome, surgiu da observação do quanto falta um referencial inspirador para quem passa por essas mesmas dificuldades. “Ainda existem poucos títulos nacionais feitos para o público LGBT, gerados por LGBTs, e é quase impossível achar algum com um protagonista negro”.

O livro integra o projeto Guardei no Armário, que também conta com um canal no Youtube onde outros públicos considerados minoria compartilham suas experiências de vida. “Conheci muitas pessoas que poderiam escrever livros sobre suas vidas, suas dores e conquistas. Muitos LGBTs com sofrimentos muito maiores que os meus, que passaram por situações completamente diferentes das que vivi. Essas pessoas precisam ser ouvidas, porque acredito que em algum lugar terá alguém que se identificará com a história ou aprenderá com ela”. No canal, explica Samuel, o protagonista não é o Youtuber X ou Y, mas sim a pessoa que está na frente da câmera, seja ela obesa, magra, branca, negra, amarela ou vermelha, lésbica, gay, bi, travesti ou transexual.

O livro será lançado no dia 23 de maio, em São Paulo, integrando a programação da Parada Gay e conta a trajetória do escritor enquanto homossexual, negro e cristão, criado na periferia da maior cidade da América Latina.

Sobre o autor

Samuel de Paula Gomes

Nascido em São Paulo, Samuel de Paula Gomes, 28, é ativista das causas LGBTs e designer gráfico. Formou-se com recursos do programa de inclusão social ProUni. Hoje, trabalha como Motion Designer, passando por grandes produtoras do mercado áudio visual.

Serviço:

Lançamento do livro Guardei no Armário
Autor: Samuel de Paula Gomes
23 de maio de 2016, a partir das 18h
Local: Tubaina Bar
Endereço: Rua Haddock Lobo, 74 – Cerqueira César, São Paulo – SP
Valor Livro: R$ 35,00
Site: http://www.guardeinoarmario.com
Facebook: https://www.facebook.com/GuardeiNoArmario
Youtube: https://www.youtube.com/c/guardeinoarmariooficial

Quando criei alguns projetos na Internet para levar informações sérias e respeitosas sobre a homossexualidade, comecei a receber um número significativo de e-mails de pessoas, pais, professores, psicólogos, amigos, entre outros profissionais, a respeito das questões que envolvem o tal “homossexualismo” (termo, inclusive, em desuso nos dias atuais por ter conotação de doença).

Como eu nunca consegui responder a tantos e-mails, resolvi pesquisar sobre a homossexualidade e escrever um livro sobre ela. Para meu espanto, em 2006, eu descobri que o “problema” da homossexualidade é algo muito maior do que imaginamos. Não é apenas um problema da homossexualidade, mas sim da sexualidade humana em geral. Sim. Temos um sério problema de educação sexual não só no Brasil mas em diversos países do mundo. Não sabemos nada sobre sexo. A família, em muitos casos, joga a responsabilidade para a escola e a escola, com menos condições, joga a responsabilidade para a família. E daí? A família, sem saber nada sobre ela, acaba passando tudo o que ela sabe aos demais: exatamente nada.

Então, se temos um problema de educação sexual e muitos assuntos sobre a sexualidade humana são obscuros, imagina então sobre a homossexualidade? Que sempre foi condenada pela religião e também, em determinado momento, pela ciência (justamente quando a ciência e religião caminhavam juntas). Alias, para terem ideia, até a masturbação, segundo a ciência, algumas décadas atrás era a causa da epilepsia, poderia ter perda de sangue e em alguns casos até levar a morte. Isso para termos ideia do quanto já fomos errados em diversos conceitos, inclusive cientificamente (e sim, isso esta em livros médicos respeitados de poucos séculos atrás).

Logo, neste cenário humano, se você for estudar a homossexualidade, verá que o preconceito é muito maior do que imaginamos. Felizmente, consegui colocar tudo isso em um livro de fácil acesso e leitura, chamado O ARMÁRIO e que já vendeu mais de 4 mil exemplares. O livro, dividido em duas partes, fala sobre a minha descoberta, focada apenas na minha “saída do armário” (afinal, minha vida não é diferente da de muitos) e a segunda, mais científica, faz um breve panorama histórico sobre a religião, ciência, família, psicologia e os processos psíquicos que são envolvidos nestas questões do preconceito, incluindo a homofobia internalizada (tão comum em homossexuais, até mesmo nos “assumidos”) e a questão muito pertinente do machismo.

E não para por ai. Como me formei em psicologia, e esse sempre foi o meu mal estar da formação, faço uma crítica feroz aos estudantes e formados de psicologia quando o tema é a homossexualidade. Infelizmente, nas faculdades de psico, não é dado a disciplina de sexualidade humana. Logo, o preconceito, a ignorância e a desinformação também paira por lá (eu mesmo não tive e sei que muitos não tiveram, não tem e nem terão!). O que é ruim, afinal, muitos homossexuais acabam parando em consultórios psicológicos com dúvidas relacionadas as suas questões sobre a orientação sexual e nem todos os profissionais estão preparados para melhor atendê-lo. Como também cito no O ARMÁRIO o profissional, com toda a sua formação, terá ferramentas capazes de atender muito bem um homossexual em seu consultório clínico, mas não compreenderá toda a vivência homossexual, seus conflitos e pode acontecer, como acontece, deste profissional pertencer a alguma religião que condena a homossexualidade e, sem perceber, também condená-la em seu paciente.

Sim. Novamente, como cito no meu livro, um professor de uma faculdade de psicologia em São Paulo, uma faculdade renomada inclusive, recentemente disse que o “homossexualismo” era uma doença para quase 80 alunos do quarto ano do curso de psicologia. Isso agora. Não falo de décadas atrás. Por outro lado, existem diversos profissionais sérios e capacitados para falar com propriedade quando o tema é psicologia e a homossexualidade. Conheço um psicanalista, por exemplo, que tem um trabalho acadêmico internacional dentro deste tema. E isso é realmente fantástico.

Logo, devemos ter muita atenção quando realizarmos estudo/pesquisas que envolvem estes dois temas: psicologia e a homossexualidade. Como a própria Internet, existe um mar de informações desencontradas e é justamente por isso que precisamos ter boas referências, bons livros, bons estudos e achar um bom caminho, onde a homossexualidade é vista como ela é de fato: apenas uma vertente saudável da sexualidade humana.

E que a psicologia, estudantes, formados, professores e profissionais da área, comecem a deixar seu preconceito de lado e estudar esta parte humana que, querendo ou não, faz parte do ser humano. Somos seres completos e, por isso, sexualizados.

Fabrício Viana*

*Fabrício Viana é jornalista, bacharel em psicologia com pós em marketing, autor de vários livros com temática LGBT, entre eles O Armário (sobre a homossexualidade), Ursos Perversos (contos), Orgias Literárias da Tribo (coletânea premiada duas vezes) e seu mais recente sucesso chamado Theus (romance gay). Seu site com suas redes sociais é www.fabricioviana.com

 

Entre gays e “não gays” encontramos diversos indivíduos considerados “neuróticos” ou com algum desequilíbrio emocional. Infelizmente isso é “quase” comum nesta sociedade nem tão boa como imaginamos.

Claro que a homossexualidade, em si, não é o fato dessa desordem, afinal, hoje sabemos que ela não é considerada doença pela comunidade médica e científica (a homossexualidade é apenas uma expressão natural da sexualidade humana, e apenas isso!). O que causa a neurose são os conflitos que o indivíduo possui entre seus desejos (ID) e o que a sociedade impõe (superego), que faz com que o mesmo (ego) se torne fragilizado.

Se a sociedade não fosse tão preconceituosa e os homossexuais não aprendessem desde pequeno que seus desejos são “errados” (isso gera inclusive uma homofobia internalizada neles), é muito provável que muitas neuroses deixariam de existir. Isto é, nem seriam criadas.

Entretanto, quanto maior o desejo e quanto mais reprimido ele for pela sociedade (ou mesmo pelos pais), mais forte se torna o ciclo “neurotizante”, ao ponto de, com o tempo, podendo apresentar reações psicossomáticas, psicomotoras (famosos “tiques nervosos”), de isolamento, confusões mentais e até psicoses (loucura). Entre outros sintomas de desequilíbrio mental, como um dos casos que cito no meu livro sobre a homossexualidade chamado O Armário:

Para termos uma ideia mais precisa do quanto complicado é viver uma vida dupla, de mentiras e com grande desperdício de energia psíquica, vamos a um caso bem interessante de um rapaz. Noivo e com uma vida bastante conturbada, ele começou a criar – para sua futura esposa, amigos e familiares – desculpas para sair à noite, conhecer rapazes e ter seus encontros puramente sexuais (afinal, é a única coisa que poderia fazer nestas suas breves saídas – saciar seus desejos). Porém, a frequência com que saía aumentava ao ponto dele precisar criar histórias e personagens para suas desculpas, para que ninguém desconfiasse da verdade. A mais utilizada era a de que ele estava indo para a casa de um colega de trabalho resolver pendências, colega que só existia em sua mente. Para que a desculpa não fosse sempre a mesma, ele inventou uma filha desse colega, e que sempre o ajudava levando-a para o hospital (pois ela fazia um longo tratamento, segundo ele). Quando essa história também se saturava, ele criava outro personagem, um outro amigo de trabalho, um outro parente deste colega, uma tia com que tinha perdido contato desde pequeno, mas que morava em outra cidade, e por aí foi. Em apenas dois anos, esse rapaz se encontrava em uma situação muito complicada. Ele criou tantos personagens e tantas histórias em sua mente, para dar as desculpas, que foi parar em um tratamento psicológico em estado grave (quase de psicose) com o objetivo de tentar separar quem de sua vida era real e quem era imaginário (criado por sua mente), pois ele não sabia mais ‘quem era quem’.(página 97 e 98, livro O Armário)

Logo, a matemática de uma vida dupla é simples: se você tem uma pilha e usar metade de sua energia para uma vida saudável e a outra metade com o objetivo de “esconder-se”, é diferente de usar a mesma pilha/energia 100% ao seu favor, isto é, “fora do armário” e sendo você verdadeiramente em qualquer lugar com todos os seus desejos e com uma vida afetiva e sexual plena e satisfatória. Algumas empresas já sabem disso, segue mais um trecho do meu livro:

Algumas empresas de recursos humanos já sabem, por exemplo, que um rapaz no trabalho que não é assumido gasta muito mais energia escondendo seus desejos e vida homossexual do que outro – também homossexual – que não precisa escondê-los. Optam por aquele que é assumido, afinal, ele produzirá muito mais que o outro.

Claro que chegar a este ponto não é algo inatingível, acredito que, se muitos conseguem, você e qualquer pessoa também pode conseguir. Tudo bem, sabemos que isso não acontece de um dia para outro. Tudo depende de você e do caminho “lento” ao objetivo final, mas se você não começar a batalhar por sua vida e por sua felicidade, quem irá? Lembre-se de que, a única pessoa que sabe o que é melhor para você é você mesmo. Se escolher “sair do armário“, ótimo, parabéns e ao mesmo tempo esteja preparado para as grandes dificuldades que irá encontrar. Se escolher continuar “no armário”, ótimo também. Mas você não acha que vai desperdiçar grande energia onde poderia investir?

Digo isso pois é comum homossexuais assumidos, quando chegam ao seu “último estágio de aceitação”, pararem e pensarem: “como é gostoso ser quem realmente eu sou, não ter que esconder minha orientação sexual para amigos, familiares, colegas de trabalho ou estudo”. Tiro isso por mim e por muitos amigos, de todas as idades, que vez ou outra, comentam sobre. Lembrando que, não basta apenas sair do armário, também precisa – e isso é muito importante – livrar-se completamente da homofobia internalizada, que muitos homossexuais, mesmo assumidos, carregam consigo. Falo também no meu livro. Lembrando que ele não é vendido em livrarias, apenas neste link (144 páginas) ou a versão digital no site da Amazon Brasil

Portanto, o que vale, realmente, é refletirmos sobre tudo isso. E divulgar essa matéria para o máximo de pessoas possíveis. Precisamos ter uma vida autêntica antes de tudo.

Abraços fraternos,

 

Fabrício Viana*

*Fabrício Viana é jornalista, bacharel em psicologia com pós em marketing, autor de vários livros com temática LGBT, entre eles O Armário (sobre a homossexualidade), Ursos Perversos (contos), Orgias Literárias da Tribo (coletânea premiada duas vezes) e seu mais recente sucesso chamado Theus (romance gay). Seu site com suas redes sociais é www.fabricioviana.com

Quando você contou para a sua família que você é lésbica?

Quando eu disse “mãe, eu gosto de garotas, sou lésbica…” meu mundo mudou, ficou mais leve e livre, porque não precisava mais ”inventar verdades” como aniversários de amigos, churrasco na casa de colega, dia extra de trabalho no feriado… e os avisos? Todos mudaram para o que realmente acontecia:

''Mãe, vou na casa da minha namorada depois do trabalho...''
 '' Pai, você conhecerá a sua nora amanhã, naquele jantar...''
 ''Amor, a minha família te adora!''

Acima de tudo é importante não ter medo de dar o primeiro passo, sair do armário, aquele mundo de mentiras para satisfazer a visão de outras pessoas têm sobre você. A pergunta é simples: quem, de fato, traz felicidade para você?

Claro que tudo tem o momento certo, desde que você esteja segura com você mesma e com o novo mundo que descobrirá. Será fácil? Não, porque o preconceito infelizmente está entre nós, as nossas pequenas ações, por mais simples que sejam, como andar de mãos dadas, abraçar e beijar a namorada em público, ir a um evento e expressar a alegria de ser livre para amar quem você quer, levar a namorada para conhecer a família, mudar o status de relacionamento nas redes sociais e marcar a mulher da sua vida nas publicações fofas, não será mesmo fácil, mas gratificante! Essas pequenas (mas grandes!) atitudes servirão de motivação para outras mulheres também darem seu primeiro passo. Afinal, ninguém está sozinha. Você não está sozinha. Não estamos sozinhas.

Aliás, são nos momentos que precisamos de amparo é que conhecemos quem são os nossos verdadeiros amigos, conhecemos o amor incondicional da família que sempre deseja a nossa felicidade independente das nossas escolhas.

Quanto mais amig@s, maior a nossa rede de informações e troca de experiências culturais. Portanto, não tenha preconceito com o novo e, após se assumir, simplesmente viva cada dia porque você e eu já estamos unidas de alguma forma. Pensem nisso. 🙂

As pequenas atitudes se transformam em grandes conquistas.

Tâmara Smith*

* Tâmara Smith tem 27 anos, é lésbica, estudante de Comunicação Social/Jornalismo, militante LGBT e assessora de imprensa da APOGLBT. Seu twitter é http://twitter.com/aboiola

18ª PARADA LGBT-SP-04-05-2014-FOTOS JOCA DUARTE (201 de 489)

Publicado originalmente na Revista G Magazine, em 2006.

Desde que me entendo por gay e estudioso do assunto, reparo que inúmeras pessoas protestam, reclamam e criticam a Parada do Orgulho LGBT, independentemente do local onde ela é feita. Eu entendo todas elas pois no início eu também criticava, como também não concordava com o jeito de ser de outros gays, principalmente aqueles que apresentavam trejeitos ou afeminações (sim, eu também já reproduzi, sem saber, esse machismo ridículo). Acredito que tudo é uma fase e só abrindo mais a cabeça para a diversidade é que podemos entendê-la, respeitá-la e admirá-la. Além de ter plena consciência de sua realização (como é feita) e principalmente: o que nós, que tanto reclamamos e criticamos, fazemos para que as coisas melhorem.

Esse artigo foi pensado na virada deste ano, quando eu estava na praia e uma menina muito simpática comentou na rodinha de amigos sobre um detalhe da Parada LGBT de São Paulo. Ela falava com muita indignação sobre a grande distância entre dois trios elétricos durante o percurso, dando a entender que isso era um problema gravíssimo dos organizadores da manifestação social. Nesta hora eu perguntei a ela: Você tem ideia de quantas pessoas organizam este evento? Você tem ideia do trabalho que eles têm e das dificuldades que possuem para organizar a parada do orgulho LGBT?

Depois disso fiquei pensando, se tivessem mais pessoas trabalhando e fazendo algo, talvez tivesse uma equipe só pra ver esse problema “gravíssimo” que ela apresentava. Mas não. Não tem tanta equipe assim e as pessoas que estão lá, batalhando o ano inteiro (e não só meses antes como pensam alguns) têm que se preocupar com coisas muito mais importantes que a distância dos carros. Citei-a para entrar neste assunto, mas as críticas são gerais. Como disse, eu também já compactuei com algumas, mas quando não entendia o real valor da palavra DIVERSIDADE. Para mim, no PASSADO, todo homem gay deveria ser homem (sem trejeitos), a parada gay não poderia ter drags, pessoas fantasiadas, palhaços e muito menos se parecer com um carnaval. Achava que tudo isso não ajudava em nada em nossa imagem. Mas qual seria nossa imagem? Hoje, eu entendo que nossa imagem é a imagem da DIVERSIDADE HUMANA. Não podemos discriminar e nem recriminar todas as “expressões” da nossa comunidade. Existem gays, travestis, transexuais, barbies, fashionistas, ursos, simpatizantes, pessoas fantasiadas, drags, crianças, famílias e tudo isso faz parte da comunidade dita “gay”, ou “LGBT” (sendo mais politicamente correto). E a Parada do Orgulho LGBT, de São Paulo ou de qualquer outra região, nada mais é que um grande dia para mostrarmos a sociedade que nós, que sempre somos invisíveis para eles, EXISTIMOS. E existimos com todo o prisma de cores que o arco-íris possui.

Para aqueles que acham que falta política, falta mais protesto neste grande dia, que faça alguma coisa e lute por aquilo que acredita. Leve uma faixa, faça um cartaz, coloque uma camiseta com dizeres de protesto e“grite” para o mundo a militância que sente falta. Não espere que os outros façam aquilo que você acha “ideal” em uma Parada do Orgulho LGBT. E se puder, convença até amigos mais próximos a fazerem a mesma coisa. Mesmo porque, política e luta não é feita em apenas um dia. É necessário lutarmos todos os dias por nossos direitos. Mas ninguém pensa nisso. Ninguém se compromete. Ninguém dá a cara à tapa e faz alguma coisa. Só criticam, criticam e criticam tudo.

Quando era mais novo, trabalhei ao lado do Teatro Municipal de São Paulo e ao meio dia havia um protesto de camelôs. Olhei para meu chefe e fiz uma crítica tremenda sobre a administração da cidade. Ele olhou pra mim e pediu para parar de criticar. Falou que críticas tanto eu quanto metade da cidade teríamos contra ela, mas ir lá e fazer alguma coisa pra melhorar, ninguém fazia. Que, ao invés de criticar qualquer coisa, deveria arregaçar as mãos e partir para ação de melhoria ou permanecer calado. Mas jamais criticar por criticar. Qualquer coisa que seja. Foi uma lição e tanto. Hoje vejo que tem muita gente que precisaria dela. Para “acordar” e finalmente fazer algo por todos nós. Ao invés de só reclamar. Então, antes de criticar a parada, antes de falar mal de alguma coisa que se refere a luta por nossos direitos, olhe pra si, veja o que você faz para ajudar ou melhor, o que poderá fazer para contribuir na luta por uma sociedade melhor. E não só neste dia, mas durante todo o ano.

Fabrício Viana*

*Fabrício Viana é jornalista, bacharel em psicologia com pós em marketing, autor de vários livros com temática LGBT, entre eles O Armário (sobre a homossexualidade), Ursos Perversos (contos), Orgias Literárias da Tribo (coletânea premiada duas vezes) e seu mais recente sucesso chamado Theus. Do fogo à busca de si mesmo (romance gay). Seu site com suas redes sociais é www.fabricioviana.com