quarta-feira, julho 26, 2017
Segmento T

A primeira edição dos Jogos da Diversidade de São Paulo acontecerá no dia 17/06, véspera da nossa Parada do Orgulho LGBT. O evento foi criado para celebrar a diversidade através de competições esportivas saudáveis entre os membros da comunidade LGBT, e é organizado pela APOGLBT e CDG Brasil – Comitê Desportivo LGBT.

Dentre as modalidades disponíveis estão: Bilhar, Carteado, Dança, Futebol Feminino, Futsal Masculino, Gaymada, Handebol, Natação e Voleibol, além de uma aula livre de Zumba.

Para participar, basta enviar sua inscrição através do site oficial. Existem duas possibilidades de inscrição: “Inscrição de equipes” para modalidades coletivas, e “Inscrição de atletas” para as individuais.

A participação é gratuita, mas no dia do evento, cada participante deve contribuir com 1 pacote de leite em pó (mínimo 400 gramas), que será doado para uma instituição de caridade.

Os jogos serão realizados no Complexo Desportivo do Ibirapuera. Mais informações no evento oficial.

Serviço:

Jogos da Diversidade                                                                                                                                                Dia: 17/06 (Sábado)                                                                                                                                               Hora: Das 08h às 20h                                                                                                                                             Endereço: Complexo Desportivo do Ibirapuera (Rua Abilio Soares, 1480 – São Paulo)
Website: http://www.timebrasil.lgbt/jogosdadiversidade

Por Leonan Oliveira

Mulher transexual, fotógrafa, produtora e presidente da Associação de Pessoas Portadoras de Deficiência de Passos, essas são apenas algumas das diversas funções de Leandrinha Du Art. A mineira, de 22 anos, é referência de empoderamento, ativismo e resistência LGBT.

Durante uma viagem à São Paulo, onde participou do Ciclo de Debates, ela visitou a sede da Associação da Parada do Orgulho LGBT, e dividiu conosco suas idéias e crenças.

Leandrinha Du Art visita a sede da APOGLBT (26/05)

Confira abaixo nossa entrevista na íntegra:

APOGLBT – Você acredita que ser LGBT e ter alguma deficiência torna tudo mais complicado? Existe preconceito dentro do preconceito?

Leandrinha: Eu acredito que ser LGBT já é complicado… ser portadora de necessidades especiais já é complicado… Os dois juntos é o pacote da desgraça completo. São lutas diferentes, mas não deixa de ser. É mais um enfrentamento para as pessoas porque choca mais.

Existe muito muito preconceito dentro do preconceito. Eu acho que na classe LGBT é muito mais, nem é por conta da deficiência física, mas por conta de alguns pensamentos que você passa a ter, por conta de ser trans e não se importar de se intitular travesti…porque eu sou mulher transexual e a menina da esquina é travesti? Só porque a gente não teve as mesmas oportunidades? Só porque eu tô tendo um destaque maior? Então quando eu me intitulo travesti é para representar essas meninas, que na maioria das vezes não teve a oportunidade que eu tive para chegar onde eu cheguei.

APOGLBT – Como você se descobriu uma mulher transexual?

Leandrinha: É um passo a passo… Primeiro eu me assumi gay, e depois me descobri trans. Como eu me descobri? Eu acho que é não me identificando com o meu próprio corpo, e não ter ponto de referência, nem contato com o mundo LGBT, ficou bem mais difícil para saber o que eu era. Então eu não sabia o que eu era… eu era um menino, que não me identificava com o meu corpo, e mesmo assim ainda tentava entender aquele corpo, pra ver se alguma coisa estava errada.

Demorou… eu me assumi com 17 anos, hoje eu vejo o jovem se assumindo bem cedo e me dá uma alegria imensa, porque eu acho que quanto mais cedo, melhor. O impacto vai ser gerado do mesmo jeito… Eu entendo que a maioria demore pra se assumir pra família com medo de violência, na qual eu não sou apta a falar porque nunca sofri, mas mesmo assim eu falo por essas pessoas também. O tempo necessário pra se assumir é o tempo que você levar para se entender, se tiver que levar 20, 30 anos, leva… mas não fica a vida inteira tentando viver igual as outras pessoas.

APOGLBT – Quando começou a militar? Sentiu alguma dificuldade?

Leandrinha: Eu comecei a militar quando eu nasci, porque eu já nasci uma pessoas portadora de necessidades especiais…então eu tive que sobreviver para me destacar. A menos que eu quisesse ficar dentro de um quarto, isolada…longe de tudo e de todos.

Depois que eu conquisto o meu lugar no sol, é onde eu falo: “vamo comigo?”, e eu acho que é pra isso que eu sirvo. A minha militância é essa… arrastar essas pessoas, essas mulheres que têm a auto-estima baixíssima, os portadores de necessidades especiais que ainda estão dentro de casa, sentindo vergonha do seu corpo, de sua deficiência…os LGBTs que perderam o senso político da gravidade do momento em que nós estamos vivendo. Eu falo: “Vamo acordar?”.

Acho que nunca tive dificuldade pra militar, porque já nasci assim, né? Claro, é muito difícil, mas nunca tive um momento onde eu pensei em parar de fazer as coisas que eu faço… mas justamente por eu ser obrigada desde pequena a lutar pelo que acredito.

APOGLBT – Você se sente representada pelos movimentos sociais LGBT?

Leandrinha: Nessa hora, LGBTs me crucificam e me matam…Mas eu me sinto muito representada por alguns, outros, não. Porque eu acho que se perdeu o fio da meada política, sabe? Se perdeu o motivo de estarmos fazendo isso…porque da parada LGBT? Se perdeu isso. O que é uma pena, porque se você perguntar para as pessoas que vão na parada qual o tema desse ano, a maior parte não vai saber responder. Elas vão mais por uma boate a céu aberto do que pela causa em sí.

Claro que eu apoio a parada, porque a visibilidade é um passo dado… porque se você está na rua, mesmo que não sabendo direito a importância disso, alguém está te vendo.

APOGLBT – Atualmente, qual a maior importância do seu trabalho?

Leandrinha: Conscientizar as pessoas de que elas são capazes, que elas têm que ser empoderadas, e que de alguma forma estão sendo preconceituosas consigo mesmas.

Desconstruir pra construir de novo é o que eu faço, sabe? Quando uma pessoa me olha e vê todo esse todo meu, eu acho que ela para pra pensar e enxerga uma referência… e eu sinto muito orgulho de ser referência… Quando uma pessoa me elogia eu não fico falando: “Ai, magina…”… EU SOU MESMO! Eu trabalhei pra isso, eu sou boa no que eu faço, eu acredito no meu potencial, eu sou referência e meu trabalho é esse… levar as pessoas comigo.

APOGLBT – Hoje você serve de exemplo para muitas pessoas que compartilham das mesmas dificuldades. E você? Teve ou tem alguém como exemplo de superação?

Leandrinha: Eu tenho milhares de referências… tanto comunicadores como pessoas do meio LGBT. Eu sou comunicadora também, então eu acho que é importante se inspirar nos outros, mas sem perder sua própria identidade. Sempre manter sua essência mesmo.

APOGLBT – Que conselho você daria para quem é LGBT, tem alguma deficiência e se sente sozinha(o)?

Leandrinha: Se conheça, se permita dar o seu espaço, mas se conheça em primeiro lugar… o que mais pesou pra mim foi não me conhecer, então acredito que esse seja o primeiro passo pra você construir uma vida legal.

APOGLBT – Se você pudesse criar uma sociedade perfeita, como ela seria?

Leandrinha: Eu não acredito em uma sociedade perfeita… eu acredito em várias idéias, pontos de vista diferentes. Uma sociedade perfeita seria aquela onde todos nós nos respeitássemos e soubéssemos ouvir outras pessoas, mesmo que não compactuando as idéias… siga aquilo que você acredita, mas não impeça os outros de acreditar em suas idéias próprias. Respeito é a solução pra uma sociedade perfeita.

APOGLBT – Como as pessoas podem entrar em contato com você? Tem site, Facebook, Twitter?

Leandrinha: Eu tenho minha página no Facebook “Leandrinha Du Art”, meu Instagram LeandrinhaDu… Lá eu posto vários textos meus, vários eventos que eu participo e escrevo bastante matérias sobre determinados temas.

Eu converso muito com pessoas do Brasil todo, mulheres, portadores de deficiência de vários lugares… faço o possível pra responder todo mundo. É bastante prazeroso, sabe? Alcançar esse público que eu alcanço é um passo, e cada passo precisa ser valorizado.

A Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) convida outras ONGs de direitos LGBTs, coletivos e militantes independentes para a reunião dos GTs (Grupos de Trabalho) para o Mês do Orgulho LGBT em 2017.

A reunião será neste sábado, 27/05, às 13h30, no Sindicato dos Comerciários de SP (Rua formosa, 99 – 12 andar).

Pedimos a gentileza para que, todas as pessoas interessadas, cadastre seus dados abaixo (caso já tenha se cadastrado em outro momento, não é necessário cadastrar-se novamente!):

A luta da comunidade LGBT por direitos e uma sociedade mais igualitária é histórica. Muitas coisas já foram conquistadas, mas ainda temos muitas coisas para reivindicar.

Um dos grandes perseguidores dos LGBTs atualmente são os extremistas religiosos, incluindo a bancada evangélica, que seguindo sua própria crença, tenta determinar regras e leis para toda a sociedade.

Exatamente por isso, a Parada do Orgulho LGBT em São Paulo desse ano (marcada para o dia 18/06) tem como tema a defesa da laicidade do Estado: “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado laico”.

Sabendo disso, o GT Juventude promoveu uma ação durante a primeira edição do piquenique para LGBTs com deficiência, organizado pela página Menino Gay . Depois de discutido, o grupo criou frases que resumem o que pensam, e em uma seção de fotos, compartilhou conosco suas conclusões.

Veja abaixo, 12 falas do GT Juventude tem sobre a laicidade do Estado:

– Allan:  “O senhor é meu pastor e sabe que sou LGBT”

– Fabio: “Podemos andar juntos!”

– Guilherme: “Só estarei protegido se o Estado for laico.”

–  Ivone: “Siga o exemplo de Jesus e ame sem distinção.”

– Jefferson: “Primeiramente #ForaBancadaEvangélica, segundamente #VivaALaicidade”

– Leandrinha: “Eu respeito sua religião… Então, respeite minha identidade de gênero”

– Leo: “Sou LGBT e sou religioso, e sei que o Estado deve ser laico”

 – Matheus: “O Estado é laico e eu sou livre!”

– Mike: “Religião prega amor e não ódio às pessoas.”

– Moisés: “Eu respeito sua religião… Então, respeite minha orientação sexual”

– Nath: “Respeito para todos, todas as crenças, em todos os lugares!”

– Rafa: “Sua religião não mandarás em minha vida”

Para jornalistas, fotógrafos e veículos de comunicação interessados em cobrir a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo no dia 18/06, ou ainda, a Feira Cultural LGBT ou o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, deverão fazer seu credenciamento até o dia 05/06 pelo endereço:

http://paradasp.org.br/credenciamento2017

Muita gente pede credencial de imprensa dias antes da realização do evento. Alguns outros pedem a credencial no dia. Isso é algo impossível. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é o maior evento de visibilidade LGBT do mundo. Jornalistas e veículos de comunicação sabem que, para eventos deste porte, o credenciamento é iniciado e encerrado meses antes. Nós, para tentar auxiliar todos, conseguimos manter até o dia 05/06. Depois desta data, impossível!“,  ressalta Fabrício Viana, jornalista responsável pela imprensa da APOGLBT SP.

Outro detalhe importante é que, neste ano, todas as credenciais de imprensa terão o texto reforçando que o acesso aos trios durante a Parada é limitado a 15 minutos. Tempo suficiente para fotos, vídeos e pequenas entrevistas. Esse limite é dado porque já existe um número de convidados para cada trio e se todos da imprensa resolvem subir e permanecer, pode sobrecarregar os carros.

Após efetuar o cadastro no link acima, todos devem aguardar a confirmação. A equipe de imprensa da APOGLBT SP vai analisar todos os dados e se precisar, recusar algumas credenciais. A confirmação será dada até o dia 07/06 e as credenciais aprovadas serão entregues dia 09/06.

Além do Credenciamento, veículos que desejarem receber releases e informações da APOGLGBT nestes dias devem fazer também seu cadastro neste link:

http://paradasp.org.br/imprensa

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LGBTs representam grande parte da sociedade, ocupando cargos e sendo referência para muitos. Esse é o caso do professor Luis Lima, que foi dar aula montado de drag queen, na última quarta (17), para promover a reflexão sobre a importância do combate à LGBTfobia.

Foto: Friday Manson/Arquivo pessoal

No dia que é celebrado o dia internacional de combate à LGBTfobia, os alunos de uma escola pública de João Pessoa tiveram aula com Friday Manson, nome usado por Luis no meio artístico.
Ele tem 25 anos, licenciatura e mestrado no ensino de Química, e ressalta a importância dessa representatividade para os alunos LGBTs.

“Desde que comecei a ensinar, há 7 anos, eu sou o professor que eu queria ter tido, principalmente como LGBT. Enquanto estudante, eu achava que eu não podia ocupar alguns espaços e trilhar alguns caminhos porque a sociedade me dizia que aquele espaço não era próprio para quem é homossexual… Não quero que meus alunos se sintam como eu me senti há muitos anos”, disse o professor.

Quanto a se montar de drag queen, ele recebeu a permissão da diretora para fazer a intervenção, que foi colocada em prática com os alunos do Ensino Médio, pautando que o ambiente escolar não deve ser um espaço para o reforçar as diferenças, e sim celebrar a diversidade.

Professor Luis/Arquivo Pessoal

Embora os estudantes já soubessem do lado artístico do professor, essa foi a primeira vez que Luis foi visto de drag pela turma. Ele afirma que os alunos tiveram uma aceitação muito positiva da situação, e que alguns, ao final da aula, foram declarar a admiração e o quanto aquilo foi importante para a composição de um futuro melhor.

“Um aluno disse que a perspectiva dele mudou muito, enquanto LGBT. Disse que eu sou um referencial positivo. Eu até chorei, porque a intenção é essa. Representatividade importa”, afirma.

Dia 15/06, durante a Feira Cultural LGBT no Vale do Anhangabaú em São Paulo, teremos o 2º Bate-papo com Autores/Editoras de Literatura LGBT.

Organizado pelo jornalista e escritor Fabrício Viana, o 2º bate-papo contará com 2 tendas onde 10 Autores/Editoras estarão expondo, vendendo e conversando sobre sua produção literária LGBT.

Com um público aproximado de 200 mil pessoas, esta é uma grande oportunidade para que todas as pessoas apaixonadas por livros com temática LGBT possam conhecer seus autores, editoras e comprar seus romances, crônicas, poesias, livros de não fição, livros eróticos, entre outros gêneros literários e ainda conversar com seus autores/editoras preferidos.

A tenda de Literatura LGBT terá início as 10h da manhã e irá até as 22h do mesmo dia. Entre os autores/editoras, estarão presentes (em ordem alfabética):

>> Alice Reis (WonderClub)
http://wonderclub.com.br/

>> Aline Stivaletti / Fábio Carvalho
aline.stiva@gmail.com

>> Fabrício Viana
http://fabricioviana.com/livros

>> Karina Dias
http://karinadias.com.br/

>> Léa Carvalho / Malu Santos (Editora Metanoia)
http://metanoiaeditora.com/

>> Manuela Neves (Editora Vira Letra)
http://editoraviraletra.com.br/

>> Occello Oliver (Cultura em Letras Edições)
http://culturaemletrasedicoes.com.br/

>> Paula Curi (Palavras, Expressões e Letras)
http://editorapel.com.br/

>> Silvano Sulzart
http://www.silvanosulzart.com.br/

>> Valdo Resende
https://valdoresende.com/literatura

Serviço:

Literatura LGBT: 2º Bate-papo com Autores/Editoras
Dia 15/06 – Quinta-feira (feriado)
Das 10h as 22h.
Local: Vale do Anhangabaú em São Paulo
Entrada gratuita
Link do evento:
http://paradasp.org.br/literaturalgbt2017

Na próxima segunda-feira, 22/05, começa o 16º Ciclo de Debates promovido pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT SP). O evento, aberto ao público e organizado por Willian Salvador Martins, tem como finalidade desenvolver o diálogo em função da realidade vivida por lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros visando o compartilhamento de experiências, visibilidade e luta da comunidade LGBT.

PROGRAMAÇÃO:

– 22/05 – Segunda-feira
Tema da Parada – “Estado Laico”
Palestrantes: Secretário Márcio Fernandes Elias Rosa, Gedeon Freire Alencar e Orlanda Araújo.

– 23/05 – Terça-feira
Violência contra a mulher LBTT
Mulheres vítimas de intolerância religiosa, racismo, misoginia, bullying e machismo
Palestrantes: Soninha Francine, Viviany Beleboni, Coletiva Luana Barbosa e Fernanda Yonomiris.

– 24/05 – Quarta-feira
Jovens; Sexualidade e Prevenção
Palestrantes: Marcos Blumenfeld Deorato, Ivone de Paula, Fabiola Santos Lopes e Revista Viração.

– 25/05 – Quinta-feira
Família, crianças transgêneros, adoção e terceira idade
Palestrantes: Hellen Lanhellas, Tom Cordeiro, Angela Fontes e Alexya Salvador.

– 26/05 – Sexta-feira                                                                                                                             Empregabilidade e empoderamento LGBT da Pessoa com Deficiência (PCD).
Palestrantes: Ivone Oliveira, Silvana Pereira Gimenes, Junior Nascimento e Leandra Du Art.

Os debates ocorrerão do dia 22/05 até o dia 26/05 (sexta-feira), das 19h às 21h, na Secretaria da Justiça – Pátio do Colégio, nº 184. A entrada é gratuita e não é necessário inscrição. Basta comparecer.

SERVIÇO:

16º Ciclo de Debates – APOGLBT SP
– Data: 22 a 26/05 – Horário: das 19h às 21h – Entrada gratuita.
– Local: Secretaria da Justiça – Pátio do Colégio, 184 (ao lado do metrô Sé). São Paulo / SP
– Realização: APOGLBT
– Apoio: Ibis Budget Frei Caneca, Ibis Paulista, e Ibis Budget Paulista
– Apoio Institucional: Secretaria de Saúde, Secretaria de Justiça e Secretaria de Direitos Humanos
– Patrocinadores: Skol e Uber
– Site da APOGLBT: http://www.paradasp.org.br
– Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1825505277774197

Foi no dia 17 de Maio de 1990 que ocorreu a exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa foi uma importante vitória para o movimento LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) comemorada por pessoas e ONGs de vários países.

diainternacionalcontraahomofobia

“O mundo inteiro comemora esta data. Foi quando a homossexualidade deixou de ser uma doença pela ciência e se torna, finalmente, o que ela sempre foi: apenas uma expressão saudável da sexualidade humana! Todos, LGBTs e simpatizantes pela causa, temos que comemorar!”, diz Nelson Matias Pereira, sócio fundador e diretor da APOGLBT (ONG responsável pela Parada do Orgulho LGBT de São Paulo).

No Brasil, somente aos 04 de Junho de 2010, por meio do Decreto do Presidente da República, o Dia Nacional de Combate à Homofobia foi oficialmente instituído.

Para Diego Oliveira, que organiza o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade:

A luta pelos direitos dos LGBTs é uma luta de todos. Por isso o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade contempla pessoas e empresas que, de uma forma ou de outra, contribuem por um mundo melhor para todos. Não precisa ser militante LGBT para fazer algo em benefício aos LGBTs.“, enfatiza Diego.

Nas redes sociais, pessoas e organizações do mundo inteiro celebram esta data. Em 2017, por exemplo, esta é a data oficial para a abertura do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo promovido pela APOGLBT SP. O vídeo do Mês do Orgulho 2016 é este aqui:

E você? Já expressou sua comemoração? Conta pra gente! Registre seu comentário abaixo com o link da sua postagem!

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Vamos, tod@s junt@s, comemorar!

Quando falamos sobre cultura, o Brasil é um dos países mais ricos do mundo. Sendo um dos setores mais explorados, a música está presente na vida da maioria da população, que é composta por diferentes pessoas, de diferentes gêneros, cores e classes sociais.

Apesar dessa diversidade, os “fabricantes” de cultura, atualmente, são majoritariamente heterossexuais. Para para que essa cultura da diversidade possa refletir a realidade e sentimentos de todos, uma coisa é essencial: a representatividade.

Por isso, listamos abaixo 15 artistas LGBTs que estão dominando o mercado sonoro brasileiro. Confira:

– Jhonny Hooker

Com mais de 10 anos de carreira, o cantor e ator nascido em Recife é assumidamente Gay, e já recebeu diversos prêmios por seu trabalho. O visual performático e maquiagens fortes lembram Ney Matogrosso, mas isso não torna Hooker menos autêntico.

Multimídia, o artista já fez novela na Globo (“Geração Brasil”), e já teve suas canções na trilha sonora de outras produções.

– Gloria Groove

Nascida na zona leste de São Paulo, Gloria Groove é profissional quando o assunto é empoderamento. Seu maior sucesso, “Império”, já conta com quase 2 milhões de visualizações no Youtube.

O pouco tempo de carreira não impediu a Drag Queen Rapper de conquistar seu espaço. Negra e periférica, Groove é uma voz LGBT num meio totalmente machista e homofóbico.

– Daniela Mercury

Já consagrada no cenário musical do Brasil, Daniela se assumiu lésbica recentemente e desde então, luta publicamente pela igualdade de gêneros.

A cantora foi abraçada rapidamente por toda a comunidade LGBT, e se considera uma “diva gay”.
Mercury é a prova de qualquer pessoa pode ser “o canto dessa cidade”. E continuar incrível.

– Rico Dalasam

Gay, negro e periférico, o rapper que une o movimento negro e o LGBT tem uma forte voz. Dalasam tem um discurso militante e de aceitação, além de roupas e acessórios que fazem qualquer um repensar as questões de gêneros atuais.

Sua música , “Aceite-c”, imprime com exatidão a imagem do artista, que merece bastante atenção do público.

– Mulher Pepita

Hey Pepitaaaaa!

Facilmente associada ao ativismo LGBT, Pepita é uma das primeiras funkeiras transexuais do Brasil. Moradora da cidade do Rio de Janeiro, ela é sucesso nas noites cariocas.

A cantora voltou aos holofotes depois da participação na música “Chifrudo”, de Lia Clark.

– Aretuza Lovi


Aretuza é uma Drag Queen que canta, dança, faz humor e tudo mais que uma boa drag faz. Ela é reconhecida por muitos como um dos ícones LGBT de Brasília, participando de paradas e campanhas contra Homofobia.

Seu trabalho mais famoso, “Catuaba”, é uma parceria com Gloria Groove e conta, atualmente, com quase 2,5 milhões de visualizações no Youtube.

– Mc Linn da Quebrada


Um dos discursos mais fortes, politizados e militantes do mercado sonoro, Linn da quebrada sabe passar sua mensagem.

Seu single, “Bixa Preta”, é um hino de aceitação e empoderamento. “Bixa estranha, louca, preta e da favela”. Ela é referencia de resistência.

Você PRE-CI-SA conhecer essa mulher!

– Banda Uó


Formada em 2010, a Banda Uó é sucesso desde sempre. Com quase 3 milhões de visualizações, a paródia de “Whip My Hair”, intitulada “Shake de Amor”, arremessou a banda aos holofotes.

Composta por Candy Mel (Mulher trans), Davi Sabbag e Matheus Carrilho, a banda faz até o mais tímido da roda de amigos cair na dança.

– Mc Trans


“Mc Trans” é como é conhecida Camilla Monforte, uma cantora e compositora trans de funk.

Conhecida por alguns como “Transanitta” (Porque fazia cover da Anitta), ela já morou na rua por não ser aceita por sua família, e hoje, usa a voz que tem para transmitir mensagens de igualdade e empoderamento LGBT.

Seu clipe, “Lacração”, já tem mais de 2 milhões de reproduções. É impossível não dançar ao som de Mc Trans.

– Silva


Cantor, compositor e produtor musical, Silva é assumidamente bissexual. Em “Feliz e ponto”, o artista nascido no Espírito Santo aparece celebrando todas as formas de amor. A produção conta com quase 2,5 milhões de visualizações.

Com sonoridade bastante agradável, Silva conquistou rapidamente o público.

– Mc Xuxu


Mc Xuxu é travesti, funkeira e está conquistando seu espaço no mercado musical. Ela quer passar a diversidade em suas letras com alegria e animação.

“Um beijo” foi o primeiro sucesso da cantora, e hoje, conta com quase 2,5 milhões de visualizações.

Xuxu é um verdadeiro poço de militância e resistência. “As gay, as bi, as trans e as sapatão, o clã tá formado pra fazer revolução”.

– Jaloo


Inventivo e lúdico, Jaloo é um cantor e compositor nascido no Pará, que se declara uma pessoa não-Binária.

Os clipes são sempre uma obra de arte, e o estilo de Jaloo é um caso a parte: Ele é um verdadeiro quebrador de regras.

Um verdadeiro exemplo de resistência.

– Liniker


Com uma voz de arrepiar, Liniker é gay, negro e periférico. Sente na pele o que é fazer parte de vários segmentos que sofrem preconceito em nossa sociedade, mas converte esse preconceito em força para disseminar sua mensagem.

Elx é vocalista da banda “Liniker e os Caramelows”, e sua imagem é marcada por quebrar todas as regras de gênero estabelecidos. Brinco, maquiagem, turbante e vestidos são peças essenciais na criação de Liniker.

– Lia Clark


É isso mesmo, hein!

Lia Clark é uma das mais famosas drag queens do Brasil. Cantora e compositora de pop e funk, ela é dona de alguns hits que são obrigatórios nas baladas do país.

A drag de 25 anos ficou nacionalmente conhecida com a música intitulada “Trava Trava”, que, hoje, conta com mais de 3 milhões de visualizações.

Além disso, a diva arrastou milhares de fãs durante os blocos de carnaval de 2017.

– Pabllo Vittar


Pabllo Vittar é uma drag, cantora e compositora nascida no maranhão. A diva foi introduzida na mídia com “Open Bar”. Depois disso, só sucesso compõe a carreira de Vittar.

Em Janeiro de 2016, ela foi anunciada como a vocalista da banda do programa “Amor e Sexo”. E em 2017 lançou seu primeiro álbum, “Vai passar mal”.

Presente no álbum, está o hit “Todo dia”. A parceria com Rico Dalasam foi eleita a música do ano no carnaval e, hoje, com quase 13 milhões de visualizações é o vídeo de drag queen mais popular do mundo, ultrapassando a drag americana, Rupaul.

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