domingo, março 26, 2017
Segmento T

Dia 10 de Fevereiro, Luiz Fernando Prado Uchôa, homem trans graduado em comunicação social com habilitação em jornalismo, apresentará seu trabalho acadêmico intitulado “Simplesmente Homem: relatos sobre a experiência cotidiana de homens trans” na Câmara Municipal de São Paulo.

A obra acadêmica tem como objetivo tornar acessível a população leiga em assuntos de transexualidade, o que seria transmasculinidade e, por meio de relatos de pessoas que vivenciam esta realidade para desta forma, criar pontes de aproximação entre familiares, conhecidos, amigos e agentes sociais com os homens trans, que necessitam ser parte integrante da sociedade com todos os direitos assegurados e também, difundir o universo transmasculino para a vida cotidiana.

Por meio de relatos, o trabalho também mostra que a transfobia em relação ao segmento de homem trans, muitas vezes, acontece por desconhecimento das pessoas em relação a diferença entre orientação sexual e identidade de gênero, e que existem muitas masculinidades existentes além da tida como heteronormativacisgênera apresentada socialmente.

Também é objetivo salientar que os principais fatores responsáveis por agressões físicas e/ou verbais sofridas por homens trans são provenientes do machismo e da misoginia existentes no patriarcado. Por isso, muitos deles ao se assumirem são expulsos de casa, impossibilitados de seguir com os estudos, de terem acesso á saúde e até de ingressarem no mercado de trabalho.

Luiz Fernando Prado Uchôa, autor, é graduado em comunicação social – habilitação em jornalismo – pela Universidade Guarulhos (UNG), professor de inglês e espanhol, colunista dos sites Pau Pra Qualquer Obra e Babado POP, administrador da página Você não é estranho e membro do coletivo Família Stronger.

Serviço:

Apresentação do trabalho acadêmico:
“Simplesmente Homem: relatos sobre a experiência cotidiana de homens trans!”
Autor Luiz Fernando Prado Uchôa
Data: 10/02/2017
Horário: 18h30 ás 21h00.
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Sala: Sérgio Vieira
Endereço: Palácio Anchieta / Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
São Paulo – SP
Ponto de referência: próximo a saída do Terminal Bandeira – Metrô Anhangabaú

Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/233673930417598/

O ministro do Turismo Marx Beltrão (PMDB) recebeu nesta terça (10) em Brasília o presidente da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, o advogado Fernando Quaresma, junto com ativistas e empresários LGBTs para discutir ações de interesse da comunidade LGBT.

Na reunião, também estiveram presentes Welton Trindade, sócio-proprietário da Guiya Editora, Michel Platini e Rafael Lira, da Associação da Parada do Orgulho LGBT de Brasília, Maria do Céu, representante do Ministério da Cultura no Nordeste e empresária LGBT, Nildo Correia, presidente do Grupo Gay de Alagoas, Tuca Sutanum, organizador do festival LGBT Love Noronha, Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI e Thiago Malva, sócio-proprietário do clube Victoria Haus.

O coletivo entregou ao ministro o documento “Turismo LGBT: Cidadania, Diversidade e Desenvolvimento Econômico”, com propostas para o setor.

Marx Beltrão disse que atenderá às seis demandas apresentadas:

– Criação de Comitê pelo Desenvolvimento do Tursimo LGBT;
– Inclusão de homossexuais em campanhas de mídia feitas pelo órgão;
– Divulgação no exterior do Brasil como destino turístico LGBT;
– Envio de carta ao Congresso Nacional com pedido para apoio da aprovação da Lei João W. Nery;
– Realização de oficina de capacitação em turismo para as Paradas;
– Apoio financeiro aos eventos de grande potencial de atração de viajantes por todo o País.

Para Fernando Quaresma, advogado e presidente da APOGLBT SP, esse encontro significa o início de uma grande parceria uma vez que a Parada LGBT de São Paulo traz um grande número de turistas, gerando renda para diversos segmentos.

Foto Acervo Pessoal / Facebook

Marcos da Costa, presidente da Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil, entregou a advogada travesti Márcia Rocha a primeira certidão da OAB SP com registro do nome social.

A entrega do documento, que Márcia solicitou em 2013, ocorreu nesta segunda (09/01) e foi recebida com agradecimentos:

Morrem pessoas todos os dias por conta unicamente do preconceito. Portanto, a possibilidade de fazer com que as pessoas pensem sobre esse assunto e nos vejam enquanto seres humanos, capazes de trabalhar e de exercer uma profissão com seriedade, como é a advocacia, eu acho extremamente importante”, disse Márcia à Carta Capital.

Para Marcos da Costa, a entrega do documento é uma importante conquista de direitos humanos em um período marcado por retrocessos.

“Num momento em que o mundo parece apresentar passos para trás na trajetória da civilização, com direitos civis sendo contestados, direitos humanos vilipendiados e discursos de ódio proclamados nas redes sociais, esse espaço traz uma nova luz. Respeita aquele que talvez seja o principal direito, que por incrível que pareça não é direito explícito na Constituição, mas está lá, que é o direito à felicidade. Que todos tenham a possibilidade de exercer esse direito de ser feliz. É isso que se faz hoje com a Márcia Rocha”, disse Marcos da Costa.

Membro da Comissão de Diversidade e Combate à Homofobia da Ordem desde 2011, Márcia sempre participava de eventos mas com seu nome de registro. Segundo ela, a situação chegava a ser até meio que “humorística” pois ela palestrava e não existia “Márcia Rocha”.

Realmente não tem Márcia Rocha mesmo. Poxa vida, parece que sou uma fraude, porque a pessoa procura e não me acha. Isso aconteceu duas vezes. Era uma contradição muito grande. Dava a impressão que a OAB estava sendo conivente com uma falsidade ideológica“, disse ela em entrevista ao portal G1.

Márcia Rocha, com seu nome social garantido, acredita que este é um marco no cenário nacional e tende a ser um caminho na garantia de direitos à população transgênero.

 

A União das Escolas de Samba Paulistanas vai promover concurso para eleger a Corte UESP LGBT, que será composta por Rainha Trans, Rainha Transformista, Rainha Drag e Passista LGBT.

As inscrições devem ser feitas entre os dias 9 e 23 de janeiro. Para se inscrever, o(a) candidato(a) deve ter entre 18 anos e 40 anos e apresentar carta de indicação de uma agremiação filiada à UESP, foto e ficha de inscrição preenchida, a serem entregues na sede da UESP.

Ao buscar uma maior integração com a comunidade LGBT, a UESP quer dar visibilidade à arte transformista e drag queen e valorizar a diversidade no Carnaval”, destaca Kaxitu Ricardo Campos, presidente da UESP.

O concurso será realizado no dia 9 de fevereiro, a partir das 20 horas, na quadra da Unidos de Vila Maria (Rua Cabo João Monteiro da Rocha, 448).

Mais informações: (11) 96173-3388.

Centro Cultural Banco do Brasil do Rio demitiu uma funcionária acusada de homofobia. O fato ocorreu na última sexta-feira, 30, quando um casal de lésbicas visitava o local. Ao saírem dali, modificaram um quadro e escreveram “Fora Lésbica!”

Em uma publicação na página oficial do CCBB Rio de Janeiro, o CCBB pede desculpas pelo lamentável fato ter ocorrido dentro do seu espaço e que repudia qualquer tipo de preconceito. Também, na mesma publicação, informam que fizeram o registro do boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Centro Rio, relatando a discriminação sofrida pelas duas frequentadoras.

Para ilustrar a postagem, o CCBB usou uma foto tirada no Programa Educativo realizado em 17/05/2016 – Dia Internacional Contra a Homofobia:

Foto/Reprodução CCBB – Programa Educativo realizado em 17/05/2016 – Dia Internacional Contra a Homofobia

Além da funcionária, que teria visto e debochou da situação, um homem que também estava junto, foi considerado suspeito do ato e também estará sendo investigado. Se comprovado sua participação, ele poderá ser acusado pelos crimes de constrangimento ilegal e injúria.

Para Claudio Nascimento, coordenador do programa Rio Sem Homofobia, em entrevista ao site G1, “Após registrar a ocorrência, ela vai continuar recebendo nosso apoio jurídico e psicológico. A companheira dela está tão desconfortável com a situação que não quis vir registrar a ocorrência. Mas ainda espero que, após ver que a companheira foi bem tratada na delegacia, ela se anime a fazer o registro.”

E que mais gente não se cale diante das agressões homofóbicas.

Já estava tudo programado: nesta quinta, 05/01, a cantora Kim Burrell interpretaria uma canção ao lado de Pharrel Williamns no programa de Ellen DeGeneres. Entretanto, a participação de Burrell foi cancelada após ela deixar claro que não pediria desculpas sobre um vídeo onde ela aparece discursando contra homossexuais dentro de uma igreja.

No vídeo, Burrell se refere aos homossexuais como “pervertidos” e diz que “Deus os ama, mas odeia o pecado deles”. O discurso homofóbico foi feito na Igreja de Amor e Liberdade de Houston, nos Estados Unidos.

Ellen DeGeneres, uma das lésbicas mais respeitadas da televisão americana, postou em seu twitter:

Traduzindo:

“Para quem perguntou, Kim Burrell não aparecerá em meu show”.

E assim começamos bem o ano. Homofobia? Não!

Tchau querida Burrell!

Os novos serviços serão disponibilizados em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Uberlândia (MG). No SUS, são realizados procedimentos ambulatoriais e cirurgias de mudança de sexo.

O Ministério da Saúde habilitou quatro novos serviços para procedimentos ambulatoriais de processo transexualizador. Os novos centros funcionarão no Hospital das Clínicas de Uberlândia (MG); Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro; Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS de São Paulo e o CRE Metropolitano, de Curitiba. Com a inclusão dos quatro novos serviços, serão, ao todo, nove centros habilitados para oferecer estes procedimentos, que incluem terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório. Dos nove centros, cinco oferecem a cirurgia de redesignação sexual.

O Brasil está na vanguarda da garantia de direitos e reconhecimento de gênero, assegurando a cobertura integral e gratuita de saúde para as pessoas trans. Desde 2008, o SUS oferece cirurgias e procedimentos ambulatoriais para pacientes que precisam fazer a redesignação sexual. Entre 2008 e 2016, ao todo, foram realizados 349 procedimentos hospitalares e 13.863 procedimentos ambulatoriais relacionados ao processo transexualizador.

No SUS é disponibilizado um conjunto de procedimentos que compõe a mudança de sexo. São eles: cirurgias de redesignação sexual; de mastectomia (retirada de mama); plástica mamária reconstrutiva (incluindo próteses de silicone) e; cirurgia de tireoplastia (troca de timbre de voz). Além disso, no campo ambulatorial, há terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório.

Hoje, cinco serviços oferecem procedimentos ambulatoriais e procedimentos hospitalares de redesignação sexual. São eles: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que pertence à Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Hospital das Clínicas de Goiânia, da Universidade Federal de Goiás; Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os quatro novos centros habilitados farão somente os procedimentos.

O psicólogo Pedro Sammarco e o advogado Bryan W. Suárez criaram um grupo no Facebook onde discutem e ajudam, na medida do possível, homossexuais que possuem homofobia internalizada.

Para quem não sabe, a grosso modo, quando um homossexual nasce, ele (ou ela) – durante toda a sua vida – acaba escutando da sociedade que a homossexualidade é algo ruim (em vários sentidos). Mesmo que ele se assuma e seja “resolvido”, saindo inclusive do armário, é comum que ele ainda tenha resíduos desta homofobia em seu inconsciente: condenando, inclusive, beijo gay em público ou coisas que não deveriam incomodar.

Então, se você conhece alguém que “tem homofobia contra si”, indique o grupo para esta pessoa.

O endereço é:

https://www.facebook.com/groups/autopreconceito/

E ajude a divulgar este conceito “homofobia internalizada”. Afinal, muitos homossexuais, inclusive “assumidos” tem e precisam eliminar de sua vida.

Por um mundo mais saudável. Sempre!

Com casais heterossexuais, gays e personagens trans, a campanha do Governo Federal foi lançada agora, no final de Dezembro, e inclui cartazes e vídeos que falam a respeito da prevenção ao HIV.

No vídeo abaixo, por exemplo, citam não apenas o uso da camisinha, mas também sobre PreP e até mesmo comentam, rapidamente, que quem tem HIV e toma medicação, geralmente tem carga viral baixa e não transmite HIV.

Bacana, não? Assista ao vídeo completo aqui:

Entre os cartazes, alguns deles, aqui:

Créditos da imagem: www.tortadeclimao.com.br e krisbarz.squarespace.com

A intolerância existente nos casos de homofobia (ligados a orientação sexual) ou transfobia (ligados a identidade de gênero) não atingem apenas pessoas LGBTs, atingem também familiares, amigos ou conhecidos.

Foi o que aconteceu domingo (25) com o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas na estação de metrô Pedro II em São Paulo. Segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso, a briga começou do lado de fora da estação, quando a travesti Raissa chamou a atenção de dois rapazes que urinavam na rua. Irritados, começaram a agredi-la.

Raissa tentou escapar e, na fuga, já dentro do terminal, foi socorrida por Ruas que tentou defende-la. Ela escapou, mas ele, não. Pelas imagens gravadas pelas câmeras de segurança do metrô, ele caiu e os dois desferiram vários socos e chutes na cabeça do ambulante. Depois de alguns segundos, sem reação da vítima, eles pararam e foram embora. Não satisfeitos, voltaram e desferiram mais socos.

Identificados como Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins, os agressores, segundo Gonçalves, são primos e moram próximos. Um deles teria brigado com a esposa, bebido muito na ceia de Natal e se irritou com a travesti e também com morador de rua e carroceiro José Vieira Filho que, em entrevista ao G1, disse que é homossexual.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) há suspeita de um possível envolvimento de um grupo de intolerância na autoria do crime.

O ambulante foi socorrido por funcionários do metrô, mas não resistiu e morreu no hospital Municipal Vergueiro.

Na Internet, grupos e militantes independentes estão organizando um Ato em Memória de Luiz Carlos Ruas, em forma de agradecimento ao ambulante por sua coragem e apoio à sua família. Quem puder comparecer, será no dia 30 as 15h na estação Dom Pedro II. Até o momento, mais de 1.300 pessoas confirmaram presença. O link é:

https://www.facebook.com/events/1422719047761053/