quinta-feira, julho 20, 2017
Sexualidade e Gênero

“É um grande passo, muito importante para travestis e transexuais”. Foi assim que a auxiliar de enfermagem Josyane Pinto de Souza Mello definiu a emissão de sua Carteira de Identidade Profissional pelo Coren-SP. Ela é a primeira profissional de enfermagem a utilizar o nome social no Brasil, conforme prevê a Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) nº 0537/2017.

A auxiliar de enfermagem Josyane Pinto de Souza Mello comemorou a emissão da primeira CIP com o nome social no estado de São Paulo / Foto Coren-SP

Josyane esteve no Coren-SP nesta terça-feira (18/7) para a emissão do documento, que ficou pronto na hora. Funcionária da Fundação Municipal de Saúde de São Caetano do Sul e militante dos direitos LGBT, a profissional foi recebida pela presidente do Coren-SP, Fabíola Campos:

“Essa conquista é fruto de uma construção contínua , na luta contra o preconceito. Parabenizo a Josyane pela conquista que representa um avanço não apenas para ela, mas para toda a enfermagem. É a conquista de um direito”, comemorou Fabíola.

A profissional, que aguarda laudo para a utilização do nome social também no RG, explicou que apresentará a Carteira de Identidade Profissional, que é um documento oficial, para pleitear a inclusão do nome social também no crachá profissional.

“Até lá, posso utilizar o documento do Coren-SP como documento de identidade , apresentando-o sempre que me solicitarem”, finalizou Josyane.

Uma pulseira do arco-íris adquirida no exterior e perdida aqui no Brasil deu origem à uma ideia. A dificuldade de encontrar produtos direcionados à comunidade LGBT fez com que a ideia se tornasse um projeto. Assim nasceu a Logay, uma loja online que acredita no sonho da inclusão, na igualdade e no respeito à diversidade.

Dedicada ao público que acredita que a vida é bonita demais para ficar dentro de um armário, a Logay aposta em sua Linha Pride, que conta com produtos exclusivos criados e elaborados para exaltar o orgulho e o jeito colorido de ser de cada um de nós. Dentre as opções, encontram-se peças de vestuário, acessórios, presentes e até itens de decoração, como almofadas e quadros. Essa demonstração de respeito e tolerância levaram, também, à escolha de produtos multimarcas que abraçam a causa.

A comunidade sempre procurou abraçar as tendências da moda e do bom gosto, e este fator contribuiu para moldar a Logay. Logar é o ato de se identificar. Partindo deste princípio, a loja quer que você se identifique com ela. Você que sempre veste as cores do arco-íris, seja diariamente ou através de pequenos – ou grandes –  gestos.

Recentemente, na última 17ª Feira Cultural LGBT de São Paulo, a Logay firmou uma parceria com a APOGLBT – Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, na qual um kit foi elaborado para comemorar a Parada Gay e o Mês do Orgulho. Parte das vendas foi revertida para a associação e foi um enorme sucesso!

Para conhecer a loja, basta acessar http://logay.com.br. A entrega é feita para todo o Brasil – frete grátis para as compras acima de R$190 – e é oferecido parcelamento em até 3x sem juros para parcelas mínimas de R$50. Você ainda pode contatá-los através do e-mail contato@logay.com.br e seguir a página no Instagram – @logaybr – e no Facebook – http://fb.com/logaybr.

Parece que não, mas isso é algo muito comum: um garoto se apaixona por outro garoto na escola. Tema, inclusive, do livro infantojuvenil chamado Bem-Te-Vi da escritora brasileira Marli Porto. O que não é comum, são animações retratando essa fase da vida de muitos jovens que não sabem o que fazer nessa hora tão peculiar: a inexperiência é a principal delas, além do preconceito.

Segundo Esteban Bravo, cineasta idealizador de In a Heartbeat junto com Beth David, “Ser gay é um assunto que não tem sido amplamente explorado pela animação. Nove em cada dez jovens LGBT relataram incidência de bullying com base em suas orientações e identidades. Por isso o tema do filme”.

E o projeto não nasceu do dia para o outro. No ano passado eles lançaram uma campanha no Kickstarter para ajudar a angariar fundos para a finalização da produção. O objetivo era arrecadar $ 3.000 (aproximadamente R$ 10.000), mas as pessoas gostaram tanto da ideia que eles conseguiram mais de $ 14.000 (quase R$ 46.000).

O filme completo será lançado nos próximos meses. Mas o trailer nós podemos conferir agora (e ficou encantador):

Gostaram?

Espetáculo que aborda de forma poética temas como HIV/AIDS e identidade de gênero
fica em cartaz até o dia 31/07 no Teatro Sérgio Cardoso

Escrito por Brad Fraser, a história gira em torno de um grupo de amigos onde estão Shannon e David. David (Fernando Benicchio) é um artista plástico bem-sucedido em crise que decide retomar a profissão de garçom, já Shannon (Ricardo Almeida) é uma transexual com HIV que sonha em sua cirurgia de redesignação sexual.

Junto com os dois, estão diversos personagens que norteiam a vida em uma cidade grande, retratando a busca constante por transformações que tragam um novo sentido para suas vidas, tão demarcada pela virtualidade, solidão e caos.

Com 1h50 de duração, a peça é indicada para maiores de 18 anos. Ela entra em cartaz no dia 22 e fica até o dia 31/07. Moradores da Bela Vista/SP pagam meia-entrada.

Ficha técnica:

Texto: Brad Fraser. Direção e adaptação: Jean Mendonça. Assistência de direção: Denise Dietrich. Fotografia: André Martins, Carol Miniquelli e Gil Teles. Trilha sonora: Bruno Heitor. Iluminação: Osvaldo Herrero e Rodrigo Schorts. Figurino: Ingrid Menon. Caracterização: Ricardo Almeida. Operação de legendas: Filipe Miller. Operação de som: Luciano Ribeiro. Operação de luz: João Riddle. Design gráfico: Vinícius Lima. Produção executiva e tradução: Fernando Benicchio. Assessoria e comunicação: Sevilha Comunicação. Tradução de texto original: Fernando Benicchio. Produção: Felipe Lima, Fernando Benicchio, Keila Ribeiro e Luiza Lio.

Serviço:

Peça Pobre Super-Homem – Avesso do Herói
De 22 à 31/07/2017
Local Teatro Sérgio Cardoso
Valores R$ 30 (meia-entrada, R$ 15).
Moradores da Bela Vista (com comprovante de endereço) pagam R$ 15.
Sábado – 19h
Segunda e domingo – 20h

Nascido e crescido numa família cristã evangélica, Timothy Kurek é hetero e sempre estudou em escolas cristãs. Devido a essa base, Kurek tinha uma opinião muito bem formada a respeito da homossexualidade: relações que fugissem dos padrões heterossexuais tinham origens pecaminosas e só poderiam ser curadas através da igreja.

Esse posicionamento duro de Timothy começou a ser desconstruído depois que o jovem conheceu Liz, em 2008. O testemunho e a conversa com Liz transformou completamente a maneira como ele enxergava as questões de sexualidade e gênero.

Ao longo da conversa, Liz contou ao novo amigo que era lésbica, e que assim como ele, cresceu numa família religiosa. A família da garota não aceitava sua condição, que acabou sendo deserdada pelo pai e expulsa de casa, com a condição de retorno apenas depois da “cura gay”. Contando essa história, Liz começou a chorar, comovendo Timothy que rapidamente começou a pensar em um jeito de curar a homossexualidade da moça.

Kurek acreditava que esse era o papel de um cristão: ler os trechos da bíblia que condenava a homossexualidade e ajudar no encaminhamento de uma cura pela fé.

Antes do jovem começar a exercer seu  “papel de cristão”, Liz acabou indo embora, causando uma espécie de epifania na cabeça Kurek: Ele percebeu que seu papel de cristão não era o de propor uma cura ou forçar os estudos bíblicos, mas sim ter empatia e ser um ombro amigo. Ser um ponto de conforto num mundo onde todos estão transmitindo o ódio e o preconceito.

Depois de entender e definir seu verdadeiro papel, ele sentiu a necessidade de entender os conflitos internos e externos pelos quais aquela jovem estava passando. Sendo heterossexual, era impossível compreender esse processo. Então, Timothy resolveu, depois de muita reflexão, fingir sua sexualidade para tentar ser o mais empático possível. Ele contou à sua família, amigos e membros da igreja que ele, Timothy Kurek, era gay, mesmo não sendo.

Por um ano inteiro, ele viveu como se fosse gay. Depois de se assumir pra todo mundo, passou a frequentar espaços específicos da comunidade LGBT de sua cidade.

Segundo Kurek, depois do anúncio, houve um grande silêncio absoluto. Ninguém falava com ele, ninguém lembrava dele, ninguém convidava para festas. “Da noite para o dia eu deixei de existir.” As pessoas com quem ele sempre viveu, agora o trata como um completo desconhecido.

Ele sentiu na pele, o poder dos rótulos. Sendo ignorado pela família, amigos e igreja, ele procurou refúgio nos grupos LGBT, que o acolheu rapidamente. A partir daí, Kurek era do time de esportes para Gay, ajudou na arrecadação de dinheiro para ajudar portadores de HIV e participou de uma Parada do Orgulho LGBT.

Certo dia, ele resolveu ir em um Karaoke LGBT, e, segundo ele, teve a maior surpresa de toda a sua vida: no palco estava um homem com as mãos erguidas e olhos fechados, tendo a platéia toda sobre seu comando. Quando começou a cantar, a música atingiu Kurek como uma bala. “Então ele cantou o refrão e meu queixo caiu: ‘nosso Deus é um Deus maravilhoso que reina acima do céu com sabedoria, poder e amor”, conta.

Para ele, aquilo nunca iria acontecer, pois viveu a vida inteira sendo ensinado que LGBTs não acreditavam em Deus. Esse foi o ponto principal para auxiliar na destruição de mais um de todos os seus preconceitos: gay, lésbicas, bissexuais e transgêneros podem, sim, ter uma fé religiosa, da mesma maneira que os heterossexuais.

Conviver com as pessoas fez com que Kurek entendesse que a sexualidade não significa nada na composição do caráter e personalidade de alguém. Que não ser heterossexual não é ser pecador, e que a empatia deve, acima de tudo, ser frequente em nossa vida.

A experiência de Timothy Kurek acabou rendendo a publicação de um livro, onde ele relatada com detalhes todo o seu ano “sendo gay”. Aqui no Brasil, outros autores publicaram livros parecidos. Um deles é o romance chamado Theus, do autor Fabrício Viana.

Para conhecer mais o trabalho do Kurek, visite seu Facebook aqui.

A equipe Skokka : O ator, escritor e produtor Rafael Bolacha, as atrizes La Diva Croquete e Vallentini, e os promotores Fabiana e Diego.

Nossa 21ª Parada do Orgulho LGBT foi realmente incrível. O tema “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico.”, discutido pela Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) junto com coletivos, ONGs LGBT e militantes independentes foi propagada por centenas de veículos de comunicação no Brasil e no mundo: levando a sociedade a uma grande reflexão.

O que não esperávamos é que, poucos dias antes, receberíamos um terceiro apoiador que ficou lado a lado de empresas parceiras como a Microsoft e a Accor Hotels. Sim, ela mesma, o Skokka!

Mas, se você não conhece, nós te apresentamos: Skokka é um site de relacionamento adulto que agrega todas as cores da nossa diversidade sexual: travestis, gays, lésbicas, casais, heterossexuais, enfim, um lugar onde todos são bem-vindos!

Presente em mais de 20 países, entre eles Holanda, Alemanha, Suiça, Itália, Colômbia e Peru, a rede Skokka tem milhares de pessoas cadastradas e o relacionamento adulto, focado em sexo, não se restringe a ele: você pode se cadastrar para buscar o amor da sua vida ou simplesmente fazer novos amigos.

Se você gostou, siga o Skokka nas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

E não esqueça de fazer seu cadastro aqui: https://br.skokka.com/

Apesar do voto contrário da chanceler Angela Merkel, o parlamento da Alemanha aprovou na última sexta-feira (30), um projeto de lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A alteração define que a partir de agora, o casamento pode acontecer entre “duas pessoas de sexo diferente ou do mesmo sexo”.

A nova lei, que ainda precisa ser ratificada pela Câmara Alta para entrar em vigor, o que deve acontecer até o final desse ano, irá conceder aos casais LGBTs o direito à adoção.

Foto: Tobias Schewarz/AFP

O projeto foi aprovado por 393 deputados dos partidos de esquerda e por parte da ala conservadora de Merkel, que teve a permissão para votar de acordo com suas crenças individuais.

Depois de votar “Não” ao projeto, Merkel se justificou: “Para mim, o casamento é, segundo nossa Constituição, uma união entre um homem e uma mulher. Por isso eu votei contra”, afirmou.

Agora, a Alemanha se une a outros 20 países ocidentais (sendo 13 europeus) que já legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Apesar desses grandes avanços, ainda precisamos lutar muito para que o direito igualitário seja comum em todo o mundo.

É normal que pessoas LGBT escutem um “É só uma fase” quando assumem para o mundo, ser quem realmente são. Com o passar o tempo, as pessoas percebem que aquilo que julgavam ser “uma fase” é, na verdade, muito mais que isso.

Este é o caso de Nick Cardello (54), e Kurt English (52). Acumulando 25 anos de relacionamento, eles se conheceram em 1992, e hoje, moram na Flórida.

Passar 25 anos ao lado de uma pessoa é viver uma vida inteira explorando o amor e a amizade, tendo um enorme significado para os envolvidos. Uma das maneiras que o casal encontrou para celebrar a data foi comparecendo à Parada do Orgulho LGBT de Washington, neste ano.

Na preparação da Parada, Nick contou ao Buzzfeed que começou a compartilhar fotos “mais carinhosas” do casal no Facebook. O que incluía uma foto antiga dele beijando Kurt durante a edição de 1993 da mesma Parada.

Segundo o casal, essa foto tem uma significado bem forte, porque ela foi “meio que uma segunda saída do armário” para eles. Pensando nisso, durante a edição de 2017 do evento, eles foram exatamente ao mesmo lugar, e recriaram a foto.

A ação viralizou em quase todas as plataformas online. Apesar de ter gostado do resultado, Cardello revelou que nunca imaginou que aquilo poderia impactar milhares de pessoas estranhas na internet e tomar as proporções que tomou.

De primeira, ele disse que ficaram assustados e felizes de presenciar suas vidas sendo celebradas daquele jeito. Eles perceberam que a foto tinha um significado muito mais profundo do que eles pensavam.
“Quando a gente começou a ler os comentários, percebemos o quanto aquela foto estava significando para as pessoas… foi bem comovente.”

Uma coisa que deixou os dois bastante surpreso, foi o envolvimento da juventude LGBT com a foto, e com o casal.

“O interessante de ver nas fotos são os comentários dos jovens. Eles não encontram muitas fotos de casais gays envelhecendo juntos”

Segundo Nick e Kurt, eles sentem que de alguma maneira, eles estão sendo exemplo e colaborando na criação da esperança de um futuro para jovens casais.

“Eles estão marcando os seus namorados dizendo que poderiam ser eles. Isso foi muito fofo.”

 

É extremamente difícil imaginar como seria a nossa vida sem algum dos sentidos. O que muitas vezes não nos atentamos é que pessoas sem um ou mais desses sentidos existem e vivem perfeitamente bem.

Seguindo esse raciocínio, o fórum “Reddit” perguntou em uma de suas publicações como os gays que eram cegos souberam que eram gays, sem enxergar.

E você pode ver abaixo as 10 respostas de usuários do fórum:

 

1 – “Eu sentia uma coisa diferente quando abraçava os meninos” – Costco1L

Eu sempre soube que eu era diferente das outras crianças, e me sentia extremamente solitário. Eu não me encaixava com os meninos que enxergavam, e nem com aqueles que eram cegos, o que era muito pior. Todos os garotos eram interessados em esportes e jogos mais violentos, menos eu. Alguns falavam sobre garotas, mas por ser cego de nascimento e nunca ter falado sobre sexo com ninguém, eu não tinha idéia do que estava sendo discutido. Até me envergonho de dizer que eu não sabia exatamente a diferença entre meninos e meninas, exceto que meninas eram bem mais legais comigo,e eu me sentia estranho quando abraçava os meninos. Quando eu tinha 15 anos, uma garota me explicou como os bebês eram fabricados. Eu sabia que se eu admitisse o quão pouco sabia, eu seria alvo de risadas, então fiquei calado.
Eu comprei livros sobre sexo em Braille e comecei a ler sobre, e entendi um pouquinho. A surpresa para mim, e muito importante, foi que eu comecei a perceber que eu era atraído por meninos e homens, e não por garotas. Eu percebi que eu sentia uma coisa bem estranha quando estava com pessoas do mesmo sexo que eu, e que não sentia com as meninas.

 

2 – “Não é muito diferente das pessoas que não são cegas” – AllHarlowsEve

Eu uma pessoa cega. Honestamente, não é tão diferente da maneira como as pessoas “normais” descobrem a sexualidade. Quando eles imaginam beijar uma pessoa, eles sabem se querem beijar garotos ou garotas.

 

3 – “Ele foi pra uma escola só para pessoas cegas… Foi então que ele teve certeza que sentia atração por outros homens.” – Holden_Caufiend

Meu irmão nasceu cego e se assumiu gay recentemente (ele tem 21 anos). A atração sexual vai muito além dos aspectos visuais. Assim como ele me explicou, no ensino fundamental e ensino médio ele começou a perceber que era mais atraído por meninos do que meninas – a voz grossa, determinação, o acento masculino. Ele também disse que pessoas que gostavam de “coisas de garotos” como esporte, armas, vídeo games, etc, eram bem mais atraentes do que aqueles que tinham um jeito mais feminino.
Então, ele foi para uma escola para cegos, e era do time de luta livre lá (Sim, isso é bem masculino) durante todos os anos. Por mais que soe engraçado, foi aí que ele descobriu completamente sua atração por outros homens – uma vez que ele tinha bastante contato físico com eles durante as lutas.

 

4 – “Eu ouvia a voz dos garotos, e elas soavam atrativas para mim.” – Commanderzilyana

Honestamente, acredito que da mesma maneira como qualquer outra pessoa. Eu ouvia as vozes dos garotos e ela pareciam muito atraentes para mim. Embora eu não pudesse vê-los fisicamente, mentalmente eu imaginava como eles eram.
Eu não era cego até meus 14 anos, mas eu só soube que era gay quando eu tinha 18 anos.

 

5 – “Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos, eu não entendia muito bem a diferença entre meninos e meninas.” – RedzandBluez

Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos, eu não entendia muito bem a diferença entre meninos e meninas. Para mim, eles eram exatamente iguais, a não ser que meninos me atraiam, e meninas não. Eu não sabia nada sobre as partes do corpo (peitos, vagina, pênis, etc.) e mesmo assim, eu era atraído pelo menos sexo que o meu.”

6 – “É tão legal brincar com o meu pênis, então eu conclui que brincar com outros também seria.” – Hypoferramia

Eu estou digitando isso para o meu amigo, que é gay e cego. Ele disse, e eu copiei. “Meu pênis é muito legal de brincar, eu achei que seria legal brincar com alguns diferentes também.”

 

7 – “Eu não precisei ver um pênis para saber que eu não queria tocar em um.” – Anônimo 

Eu mandei mensagem para minha amiga (nós duas somos lésbicas) – e ela é cega. Ela pode ver formas, tons claros e escuros, mas não consegue ver rostos e definitivamente não enxerga características específicas de uma pessoa. Ela me disse: “Eu não precisei ver um pênis para saber que eu não queria tocar em um. Você não pode dizer que as pessoas só vão saber o tipo de genitália que vão gostar só depois de ver, é estranho.”

 

8 – “Inteligência, senso de humor, crenças…” – Rylley20

A atração é a parte mais interessante quando você não enxerga. O que você tem são as vozes, o perfume, a maneira como eles se sentem fisicamente, e outras compatibilidades, como a inteligência, o senso de humor e as crenças.

 

9 – “De verdade, não é muito diferente. ” – Hank_scorpio_123

Eu sou cego desde meu nascimento e sou extremamente gay. Sabe quando você vê alguém e se sente atraído por ele? É meio que isso, mas eu não enxergo.

10 – “Voz, textura da pele, feromônio.” – Hermaeus-whora

Minha amiga lésbica, que é cega, me disse que soube sua sexualidade quando tinha 13 anos – Toda vez que uma enfermeira tocava em seu corpo ela sentia uma coisa boa. Voz, textura da pele, feromônio e etc. Ela também sempre fala que abraçar meninas era bem mais atraente.