domingo, março 26, 2017
Sexualidade e Gênero

A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo – APOGLBT, por meio de uma Petição Online, vêm publicamente solicitar ao nosso Governador do Estado de São Paulo, que dê continuidade ao processo de transferência do Museu da Diversidade Sexual (MDS), da sua atual sede, no Piso Mezanino da Estação República do Metrô de São Paulo, para a sua sede definitiva, na Avenida Paulista, nº 1.919, no Palacete Franco de Mello.
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Para isso, solicita a todas as pessoas interessadas neste processo, a assinar a Petição Online abaixo:
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http://paradasp.org.br/peticaomds

 

A cidade de Lins, no interior de São Paulo, tornou-se a primeira cidade brasileira a ter um prefeito assumidamente gay e casado. Neste sábado (4), o prefeito Edgar de Souza (PSDB) se casou com o empresário Alexsandro Luciano Trindade, com quem mantinha uma união estável há 13 anos.

Edgar começou na política em 2000 e foi eleito vereador. Em 2012, antes de ser eleito prefeito, ele decidiu assumir sua homossexualidade durante a campanha: ˜Falei no palanque: eu não tenho que esconder com quem vivo e quem eu amo. Se esconder não mereço ser prefeito de vocês.”

A declaração foi ótima para a oposição que disse que ele tornaria o “mundo gay” caso fosse eleito. A repercussão ficou tão grande que distribuíram cartazes pela cidade com ele e seu companheiro abraçados e os dizeres “Se votar no 45, essa família vai governar a sua”.

Porém, nada disso resolveu. Por mais que o meio político seja homofóbico, Edgard foi eleito e esta fazendo um bom trabalho. Em várias entrevistas, ele sempre disse que ele se propôs a ter uma vida aberta para que as pessoas pudessem ver que os homossexuais não são diferentes dos heterossexuais. E que política e ser um bom prefeito não tem relação com orientação sexual.

O casamento, com presença de familiares, pajens, daminhas de honra e integrantes da Diversidade Tucana contou até com a presença do governador Geraldo Alckmin.

Vida longa ao casal. E que mais políticos tomem isso como exemplo: saiam do armário e lutem por uma sociedade mais diversa para todos.

Nos dias 21 e 22 de abril, as 19h, o NPP dará início a IV Jornada de Pesquisas em Psicanálise, sob o tema: A família pós-moderna e as novas patologias. O objetivo deste evento é a apresentação de palestras e trabalhos de estudantes de psicanálise.

Este ano o evento contará com a participação especial do homem trans João W. Nery e da travesti Amara Moira, que farão parte da Mesa Redonda de abertura e falarão de suas vivências, conquistas e trajetória de vida.

João W. Nery é psicólogo, consultor em gênero e sexualidade, escritor, ativista dos direitos humanos e primeiro transhomem operado no Brasil. Amara Moira é doutoranda em teoria literária pela Unicamp, feminista, militante dos direitos de LGBTs e de profissionais do sexo. Também é autora do livro “E se eu fosse puta”.

A Jornada será realizada na Rua Morgado de Mateus, 127- Vila Mariana – SP. O número de inscrições é limitado a 100 pessoas. O valor da inscrição é de R$ 30.

Serviço:

Mesa Redonda no NPP – A família pós-moderna e as novas patologias
Dia 21 de Abril de 2017
Horário: as 19h
Rua Morgado de Mateus, 127 – Vila Mariana – São Paulo / SP
Inscrição R$ 30.
Telefones 11 5082-4044 ou 5083-1456
E-mail para contato: atendimento@nucleodepesquisas.com.br

Segundo a Revista Attitude, a Disney Channel exibiu nos EUA o primeiro beijo gay em um desenho animado produzido pela Disney. O episódio da animação “Star vs. as Forças do Mal”, teve beijo entre dois homens, beijo entre duas mulheres e beijo entre casais formados por um homem e uma mulher.

Os beijos fazem parte de um número musical chamado “Apenas Amigos” (Just Friends) onde Star está com seu melhor amigo em um show quando todos os casais que estão no público começam a se beijar.

A cena dura poucos segundos e, segundo a mesma revista, o episódio causou controvérsia entre os jovens americanos, principalmente porque Star e Marco não ficaram juntos no final.

Nas redes sociais a polêmica gerada por grupos anti-LGBTs é com o envolvimento das crianças que assistem. Por outro lado, especialistas da área de edução e psicologia deixam claro que é só um beijo. E que ninguém é influenciado por isso. Se assim fosse, não existiriam gays, visto que todos eles cresceram vendo beijos heterossexuais nas novelas, filmes e TVs e nem por isso ˜se tornam heterossexuais˜.

Assista ao trecho aqui:

A Associação da Parada do Orgulho LGBT (APOGLBT SP) realizará no dia 16/06/2017 a 17ª edição do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade e conta com a participação da sociedade para a indicação de personalidades, entidades, autoridades políticas e ações culturais que contribuíram para o avanço dos direitos humanos da população LGBT em 2016.

Para participar:

Para participar e indicar é simples. Basta preencher o formulário abaixo atentando-se para os campos obrigatórios. Cada pessoa pode participar apenas uma vez e fazer indicações em todas ou em apenas algumas das categorias propostas. Após a indicação, por favor, justifique e, se possível, forneça maiores informações (como links, contatos, detalhes, etc)

O formulário de indicação ficará disponível até o dia 31 de março de 2017. Convidem xs amigxs para participar também.

Dúvidas e outras informações podem ser tiradas pelo e-mail premio@paradasp.org.br com Diego Oliveira.

Sobre a premiação

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O Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade (o vídeo acima é do prêmio no ano passado!) surgiu com o objetivo de lembrar os fatos mais significativos no cenário político, social e cultural para a população LGBT, contribuindo na promoção dos Direitos Humanos. Reconhecendo a atuação dos premiados como sendo de alta representatividade na vida de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. É também um momento de divulgação e valorização das atividades que contribuíram com o movimento na consolidação do respeito à diversidade, bem como um estímulo às práticas socialmente responsáveis.

O troféu para a cerimônia foi desenhado e doado à APOGLBTSP pelo arquiteto e jornalista Duílio Ferronato, desde a primeira edição do Prêmio. Uma réplica estará disponível no dia do evento, na Exposição 21 Anos de Parada, uma pequena amostra com os cartazes usados para divulgação dos temas da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Participe, preencha o formulário e faça suas indicações:

Exposição “Avenida Paulista” começou dia 17/02 e vai até 28/05/2017

Com esta exposição, o MASP volta a atenção para seu entorno, compreendendo a avenida Paulista não apenas como local onde o Museu está inserido, mas também como objeto de consideração e reflexão.

Trata-se de uma atenção significativa no contexto dos 70 anos do Museu (inaugurado em 1947 num edifício da rua 7 de Abril no centro de São Paulo e transferido para este edifício em 1968): a mostra representa um olhar para este local icônico da cidade, que é ao mesmo tempo cartão-postal e palco de embates e disputas de muitas ordens.

Quais são os temas que atravessam a avenida Paulista, com seus mais de 120 anos e 2.800 metros de extensão? Os contrastes econômicos e sociais, o capital financeiro e o comércio informal, o capital simbólico e as instituições culturais, as manifestações políticas e as questões de sexualidade (com uma das maiores paradas LGBT do mundo). Símbolo de São Paulo, a avenida Paulista carrega também as contradições, fricções e tensões de uma cidade rica, complexa e desigual.

A exposição é dividida em dois grandes segmentos. O primeiro segmento, na parede da esquerda e do fundo da galeria do 1o andar, inclui representações da avenida Paulista, com fotografias, documentos, pinturas, registros de ações performáticas, objetos e cartazes históricos de 38 autores, de 1891 a 2016, organizados cronologicamente. O segundo segmento é composto por 14 novos projetos comissionados para a exposição, que ocupam a entrada, o meio e o lado direito da galeria do 1o andar (André Komatsu, Cinthia Marcelle, Graziela Kunsch, Ibã Huni Kuin com Bane e Mana Huni Kuin, Lais Myrrha, Marcelo Cidade, Mauro Restiffe e Rochelle Costi com Renato Firmino), a galeria do 1o subsolo (Daniel de Paula), a sala de vídeo no 2o subsolo (Luiz Roque), o Vão Livre (Marcius Galan), e por uma intervenção na pinacoteca do 2o andar (Dora Longo Bahia), além de projetos não realizados de Ana Dias Batista e Renata Lucas reproduzidos no catálogo da exposição.

Como parte de Avenida Paulista, ocorre uma programação semanal de 13 oficinas e 8 sessões de filmes. As oficinas—propostas por companhias de teatro, coletivos, arquitetos e artistas—utilizam a avenida como palco e espaço criativo, ativando suas histórias e seus espaços de memória. As sessões de filmes—organizadas por Dora Longo Bahia com o grupo de estudos Depois do Fim da Arte—acontecem no pequeno auditório do Museu no 1o subsolo e refletem sobre o lugar do artista na cidade.

É importante pensar esta exposição como um desdobramento da vocação arquitetônica e urbanística do próprio edifício de Lina Bo Bardi (1914-1992), tendo em vista suas características fundamentais—a transparência, a permeabilidade, a abundância no uso do vidro, as plantas livres e a suspensão do volume de concreto—que permitem que o olhar e a cidade atravessem o Museu. Nesse sentido, pensar o MASP é debruçar-se sobre as questões da cidade e, sobretudo, sobre o local onde está instalado desde 1968.

Serviço:

Exposição AVENIDA PAULISTA
Local: MASP
Data: 17.02.2017 a 28.05.2017
Mais informações:
http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=286&periodo_menu=

Escrito por Antônio Teixeira Benevides Neto, o livro Mel e Fel é lançado neste domingo no MDS (Museu da Diversidade Sexual) em São Paulo. Com apoio do Governo do Estado, o público terá a oportunidade de ouvir o relato do autor, que estará autografando a obra, das 15h30 às 18h, no local.

Natural de Fortaleza (CE), Antônio Teixeira Benevides Neto é filho de um comerciante e de uma enfermeira, que faleceu de leucemia quando ele tinha apenas onze meses. O padrão confortável da infância sob os cuidados dos avós pecuaristas, só foi interrompido pelos insultos e ameaças, principalmente por parte de seu pai, boêmio e alcoólatra. A história se assemelha a de muitos brasileiros dos quais ouvimos falar, não fosse o fato de Neto ter percebido na prostituição a possibilidade de concretizar a transexualidade e, assim, viver um grande amor. Além das dificuldades familiares, estudantis e financeiras, a autobiografia relata o contato com as drogas, a temperada de dez anos de trabalho na Europa, as conquistas materiais e as decepções afetivas numa história de reviravoltas com fim surpreendente.

“Minhas motivações sempre foram pautadas na atração que sentia pelo mesmo sexo, e na ânsia em encontrar alguém para amar e ser amado.”, enfatiza o autor.

Em meio a diferentes “fases” (masculina ou feminina) que viveu, Neto acumulou alegrias e dores, relatadas sob título “Mel e Fel”. São 600 páginas classificadas em 23 capítulos, que o autor acaba de publicar, de forma independente e tiragem limitada. Os exemplares são distribuídos diretamente pelo autor e estarão disponíveis a um preço especial durante o lançamento em São Paulo (SP).

Confirme sua presença no evento do Facebook:
https://www.facebook.com/events/1863319580546512/

SERVIÇO:

Lançamento do livro ‘Mel e Fel’, de Antônio Teixeira Benevides Neto
19/02 (domingo), das 15h30 às 18h
Museu da Diversidade Sexual, Rua do Arouche, 24 – República (Estação República do metro)
Entrada Franca

Mostra “Será que el_ é” é marcada pela presença de figurinos, fotografias, instrumentos musicais e homenagens a ícones do Carnaval LGBT

O Museu da Diversidade Sexual, instituição cultural do Governo do Estado de São Paulo, abre no dia 18 de fevereiro, sábado, a exposição “Será que el_ é?”. Inspirada no Carnaval, a mostra, com curadoria do carnavalesco Sidney França, faz um panorama da relação histórica entre a comunidade LGBT e a maior manifestação cultural do Brasil e fica em cartaz até o dia 27 de maio de 2017. A entrada é gratuita.

“Será que el_ é?” aponta a importância da diversidade na construção do Carnaval, um espaço que sempre foi acolhedor e livre para as mais variadas manifestações e expressões da sexualidade, um período onde muitas pessoas “saíam do armário” para viver sua sexualidade reprimida durante o ano.

O Museu da Diversidade Sexual se transforma em um grande carro alegórico, dentro do qual ficam expostos figurinos, fotografias, histórias e instrumentos musicais. A exposição presta ainda homenagem a alguns ícones da comunidade LGBT que simbolizaram como ninguém a festa, como Elke Maravilha e Clóvis Bornay.

O título da exposição faz referência à famosa marchinha, grande sucesso dos bailes de Carnaval desde os anos 60. Muito embora seu tom jocoso possa parecer politicamente incorreto e seja muitas vezes cantada acompanhada de um coro entoando uma palavra ofensiva no final de suas estrofes, o mesmo termo foi incorporado pela comunidade LGBT e requalificado, sendo utilizado nos bailes, blocos e ruas como grito de empoderamento.

Integram também a exposição objetos do Grêmio Arco-Íris, primeira escola de samba LGBT de São Paulo, e fantasias de estilistas e destaques consagrados do Carnaval, como Michelly Xis, Bruno Oliveira, Isaac Rodrigues e Mauricio Pina.

“Será que el_ é?” tem ainda uma simulação de uma oficina de fantasias de Carnaval, onde os visitantes podem conferir como funciona o processo de confecção de um adereço, e um espaço interativo, onde poderão customizar suas roupas para brincar nos bloquinhos.

SERVIÇO:

Exposição “Será que el_ é?”, no Museu da Diversidade Sexual
Curadoria: Sidney França
Abertura: 18 de fevereiro, às 15h00 – Em cartaz até 27 de maio de 2017
Endereço: Rua do Arouche, 24 – piso mezanino da estação República do metrô
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h00 às 18h00
Telefone: (11) 3882-8080
Site: www.mds.org.br
Entrada gratuita

Dia 19/02, domingo, acontece mais uma edição do Festival da Diversidade na Fábrica de Cultura Belém. É o Freedom Festival que, como o nome já diz, ˜Festival da Liberdade˜. A liberdade de expressão, seja ela racial, sexual, religiosa e outras.

Presença e shows de drag queen’s, bailarinos, jovens talentosos e grupos de dança realizam performances inéditas mostrando que todos são iguais e realmente livres.

O evento é composto por 15 apresentações, entre os intervalos, vídeos sobre preconceito serão apresentados, levando informações, brincadeiras e prêmios à comunidade.

Confirme sua presença no evento do Facebook:

https://www.facebook.com/events/236118483468060/

Serviço:

Freedom Festival – O Festival da Diversidade
Yarkäan Produções
Data: 19/02 a partir das 13h
Fabrica de Cultura Belém
Avenida Celso Garcia, 2231
Belenzinho – São Paulo / SP

No detalhe, Ágatha Mont; abaixo, o corpo dela encontrado em Itapevi pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapevi, Grande São Paulo. (Foto: Divulgação / Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapevi)

O corpo da universitária transexual foi encontrado na madrugada deste sábado (4) em Itapevi, Grande São Paulo, e enterrado ontem (7) no cemitério da mesma cidade onde ela morava com a família. O caso, registrado como “homicídio simples de autoria desconhecida” ainda está sendo investigado para determinar se ela foi realmente assassinada.

Estudante do curso de Artes Visuais na FMU em São Paulo, Ágatha Mont, de 26 anos, trabalhava como garota de programa nas ruas de Itapevi para pagar a faculdade. Segundo sua amiga, Glaciene Oliveira, ela pode ter sido morta por um cliente ou até mesmo outra transexual. Porém, existe outra suspeita, como a do irmão Arthur Rodrigues que, em uma entrevista ao G1, disse “Para mim foi um assassinato e acho que foi motivado por preconceito. Acho que foi crime de transfobia porque ele era transexual e já tinha sido vítima de preconceito no passado”.

Arthur fala sobre o caso noticiado inclusive pelo G1 em 2011 com o título “Aluna trans diz sofrer preconceito ao usar banheiro feminino em faculdade“, onde, na porta do banheiro da faculdade estava a mensagem pichada “Macho de saia, não”.

Segundo o delegado-titular Marcos Antonio Manfrin, o caso está sendo tratado como homicídio, mas pelo fato da vítima estar nua, sem documentos, com marcas no corpo e sangramento no queixo e braços, tudo indica que ela pode ter sido agredida e este ser um crime de transfobia.

Bruna Maria, que estudava com Ágatha, disse que este seria o último semestre do curso e que todos sentirão muita falta dela, “ela era a luz da classe”, disse também na reportagem do G1.