Infelizmente Jair Bolsonaro é um nome conhecido pela comunidade LGBT. Motivo? Sempre que tem oportunidade ele se posiciona claramente contra diversas questões que envolvem gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transgêneros. Tanto que a Revista Lado A, no ano passado, relacionou 100 frases homofóbicas de Bolsonaro publicadas na mídia. Fora diversas outras disseminadas em rádio, programas de TV, etc.

O que não se espera, mas que acontece, são LGBTs que – mesmo assim – ainda apoiam o político. Claro que vivemos em uma democracia onde cada um é livre para defender quem quiser, mas ser LGBT e apoiar alguém que se posiciona claramente contra LGBT é, no mínimo, estranho. E foi justamente isso que Pepê e Neném, lésbicas assumidas, fizeram recentemente em vídeo. Pior, ainda criticaram beijo gay em público e diversas outras questões que, heterossexuais, fazem sem problema algum.

O vídeo que elas gravaram, publicado neste domingo (30/07) em uma conta do Youtube e também na página oficial de Bolsonaro, somando, já tem mais de um milhão de visualizações.

Assista:

Entre as criticas, Pepê e Neném disseram que tem filhos e que eles não merecem ver dois homens se pegando. Para Fabrício Viana, autor do livro sobre a homossexualidade chamado O Armário, “Se uma criança ver dois homens se beijando e for educada adequadamente pelos pais, ela não se tornará homossexual por isso. O medo é do adulto transferido para a criança. Eu mesmo escrevi um artigo em 2006 sobre isso e que explica detalhadamente sobre como educar os filhos. Falta informação. Falta conhecimento. Entendemos, mas elas só estão reproduzindo um preconceito.”.

Outras questões, como gays se pegarem em público, é uma fala desnecessária: heterossexuais também se pegam em público. E não são todos os heterossexuais ou LGBTs que fazem isso. Não se pode generalizar, além do que, atos obscenos em público é crime (por isso a fala foi desnecessária). Mas demonstrações de carinho e afeto não.

Ainda para Viana, “Algumas falas me lembram de um vídeo que gravei explicando o conceito de homofobia internalizada, onde todos nós, gays, crescemos introjetando informações ruins sobre a homossexualidade: que ela é pecado, ruim, suja, etc. E mesmo quando nos assumimos, não toleramos o beijo gay em público e outras coisas que heterossexuais fazem livremente. É só uma questão de entender e não reproduzir este discurso discriminatório“, completa.

Em todo caso, o que você pensa a respeito?

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