Conheça Alexya Salvador (Psol 50), Candidata LGBTI+ Deputada Estadual

ELEIÇÕES 2018

Conheça as candidaturas LGBT por São Paulo nas eleições 2018

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a ONG responsável pela maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, dando continuidade ao tema da Parada LGBT 2018 “PODER PARA LGBTI+, NOSSO VOTO, NOSSA VOZ” traz para você eleitor e eleitora um Raio -X de quem são as pessoas LGBT candidatas a deputadas estaduais e federais pelo estado de São Paulo. O objetivo desta página Eleições 2018 é orientar a comunidade LGBTi+ da importância da escolha dos seus candidatos e candidatas para elegermos o maior número possível de representantes da nossa comunidade nesta eleição.

Se você é candidato ou candidata LGBTI+ e quiser ser divulgado nesta seção, entre em contato pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br


Conheça Alexya Salvador (Psol 50), Candidata LGBTI+ Deputada Estadual

Nome que consta no registro eleitoral
Alexya Salvador

Partido Político que está Filiado
PSol – Candidata Deputada Estadual

Profissão:
Professora

Qual é o seu envolvimento com o movimento social LGBT?
Sou Pastora auxiliar da Igreja da Comunidade Metropolitana, igreja que acolhe LGBTI+ e Vice-Presidente da ABRAFH Associação Brasileira de Famílias HomoTransafetivas. Minha existência é um verdadeiro movimento no país que mais mata LGBTI+ no mundo.

O que já fez de concreto que tenha resultado em impacto positivo para a comunidade LGBT?
Sou a primeira mulher trans a se habilitar no Cadastro Nacional de Adoção, trazendo para o cenário nacional a possibilidade de pessoas trans de constituir uma família. Sou a primeira pastora trans deste país. Na ICM, juntamente com um pastor gay, sinalizo com o meu corpo transgressor, um tempo tempo para a prática cristã de pessoas. Além disso, tanto na igreja, como nas redes sociais, atendo pais e familiares que procuram ajuda para entender a transgeneridade de seus filhos e filhas.

Como você vai fazer para conseguir apoio de modo a ter maioria no parlamento e, desta forma, aprovar projetos pró LGBTI+?
Sendo eu um a mulher Trans e Pastora, tenho certeza que por mais competente que eu seja e tenha os melhores argumentos e projetos, minha condição e presença na ALESP já será motivo suficiente para ser perseguida e boicotada. Como professora e pedagoga, vou ensinar aquelas pessoas da urgência de vida que cerca as nossas demandas e, com isso, sensibilizá-los, chamando-os a clareza, a fim de que legislem para TODAS as pessoas.

Como pretende enfrentar as resistências que pode vir a ter na Casa Legislativa de bancadas conservadoras como a da Boi, Bala e da Bíblia?
Eu sou uma boa aluna. Fiz direitinho a lição de casa toda a minha vida. Sei bem como enfrentar leões e leoas sedentos de sangue. Como Pastora, vou ensinar em amor o que essa gente insiste em defender. Nada do que vou ouvir ou ver, será novidade! Eles têm o ódio, eu tenho o amor.

Se eleita ou eleito, pretende ter quantos funcionários no gabinete? Como será as escolhas delas/deles? Qual vai ser o critério de escolha dessas pessoas?
Meu gabinete será o mais colorido possível. Quero nele toda DIVERSIDADE de pessoas reunidas. Mas, com certeza, será composto pela maioria de pessoas Trans possível.

Como pretende usar os recursos do mandato?
Na elaboração e aplicação de projetos voltados a cidadania Trans, pessoas com necessidades especiais, magistério público e combate a LGBTfobia.

Qual vai ser sua primeira medida se eleita/eleito?
Propor um projeto de lei que diminua o salários dos deputados em pelo menos 50%. Já assinei um documento em cartório, juntamente com mais 7 candidatos da Dobradona, onde mensalmente vou doar metade do meu salário para instituições que cuidem da causa LGBTI+, ONG’s, asilos, escolas, etc. Enquanto o projeto não for votado e aprovado na ALESP, farei a doação e nas redes, todos e todas poderão acompanhar este ato de justiça e cidadania!

Quais políticas LGBT pretende encampar? Como?
Políticas que eu conheço e vivencio no dia a dia. Vou ampliar para todo o Estado a Transcidadania, criando o selo da Diversidade empresarial, onde as empresas que aderirem o projeto entrarão para a lista das empresas que lutam pelos direitos humanos. Além disso, vamos garantir por lei estadual que todo concurso público, seja ele municipal ou estadual, garanta uma cota mínima para travestis, homens e mulheres trans. Vamos criar emendas orçamentárias para que se crie em todo Estado mais centros de referências e apoio às pessoas trans. Vamos triplicar o número de cirurgias de readequação. Sou mãe por adoção e sei que ainda há preconceitos e constrangimentos com casais LGBTI+ durante o processo de habilitação. Com isso, vamos propor formação em todo o Estado para esses profissionais e uma central de denúncias para monitoramento e garantia da lisura desses processos. Vamos criar departamentos nas delegacias voltados ao atendimentos de LGBTI+, pois sabemos que ainda acontecem casos de discriminação nesses espaços. Para maior abrangência, vamos propor que haja uma lei que todo servidor, seja ele estadual ou municipal, passe por formação e aprenda como tratar com dignidade toda a população diversa. Aumentar o número de delegacia das mulheres e projetar a criação de delegacias LGBTI+, pois aqui em SP só temos uma unidade. Vamos ampliar as casas de passagem e albergues, retirando das ruas todas as pessoas, pois sabemos que as pessoas trans sofrem muito mais nessas condições.

Com quais setores da sociedade e seus representantes pretende se aliar para conseguir maioria para aprovar leis que garantam os nossos direitos?
As igrejas Inclusivas, o Movimento LGBTI+, ONG’s, Movimento de mulheres, Comunidade Negra, o Professorado e os parlamentares amigos da causa.

Qual sua posição em relação à reforma da previdência? Justifique.
É uma retirada de direitos disfarçada de benefícios, um ataque a classe trabalhadora deste país. A reforma que eu defendo é o fim dos privilégios dos parlamentares e do poder judiciário.

Qual seu posicionamento em relação à reforma trabalhista? Justifique.
Sou contrária. A relação entre empregado e empregador deve ser amparada na lei e não beneficiar única e exclusivamente o empregador. É o regime de escravidão perpetuado e institucionalizado.

Qual a sua posição em relação a legalização de algumas drogas e do aborto? Justifique.
Em relação as drogas e ao aborto devemos ter claro que é um problema de saúde pública. Ninguém aqui está dizendo que alguém deve usar x ou y, mas que essas pessoas são estigmatizadas e perseguidas. Se eu compro meu cigarro numa padaria ou uma garrafa de vodka num mercado, quem é usuario deve ter o mesmo direito e que se recolha imposto, como todo e qualquer produto. O aborto já acontece e as vítimas são as mulheres pobres e negras. Legalizar não significa que alguém deva fazer. A mulher deve decidir sobre o seu corpo e os homens que calem a boca e respeitem quem decide passar por esse processo, que deve ser de dor e estigma.

O acesso a armas de fogo deve ser controlado com maior rigor pelo Estado? Justifique.
Com certeza, caso contrário, teremos o chão da nossa nação mais encharcado se sangue inocente.

O aborto deve ser tratado como crime? Justifique.
Nunca! Aborto é questão de saúde pública e o Estado tem o dever de amparar as mulheres que decidirem fazê-lo.

A maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos? Justifique.
Não. Devemos investir mais em educação, emprego e segurança. É hora de construir mais escolas e não presídios.

O consumo de maconha deve ser tratado como crime? Justifique.
Nunca. O que deve ser tratado como crime é o narcotráfico.

Os professores devem ter total liberdade para expressarem suas ideias e opiniões em sala de aula (sem nenhuma limitação colocada pelo Estado ou pelas famílias)? Justifique.
Eu sou professora há 14 anos e sei da urgência de tratarmos de todo e qualquer tema em sala de aula. A chamada escola sem partido é uma armadilha para as famílias e para a sociedade. A escola pode e deve formar pessoas e ser um lugar de construção dos saberes. Muitos dos meus alunos trazem questões para a sala de aula que em suas casas, seu pais não dialogam. Falar de gênero por exemplo, com os alunos, é falar da condição de igualdade entre homens e mulheres.

Você é a favor da pena de morte? Justifique.
Nunca. Que cada pessoa pague por seus crimes de acordo com a lei.

Site/link com mais informações:
www.alexyasalvador.com.br

Conheça outros candidatos/as aqui: http://paradasp.org.br/category/eleicoes-2018/

Se você é candidato ou candidata LGBTI+ e quiser ser divulgado nesta seção, entre em contato pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br

 


>> Aproveitando sua visita:

– Ajude a ONG APOGLBT SP, Associe-se!
– Curta as redes sociais da Parada LGBT de SP: Facebook / Twitter / Instagram
– Participe também do evento oficial da Parada no Facebook: Parada do Orgulho LGBT de SP 2018

Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Mais sobre Viana, aqui