Conheça Angela Spineli (PT), Candidata LGBTI+ Deputada Estadual

ELEIÇÕES 2018

Conheça as candidaturas LGBT por São Paulo nas eleições 2018

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a ONG responsável pela maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, dando continuidade ao tema da Parada LGBT 2018 “PODER PARA LGBTI+, NOSSO VOTO, NOSSA VOZ” traz para você eleitor e eleitora um Raio -X de quem são as pessoas LGBT candidatas a deputadas estaduais e federais pelo estado de São Paulo. O objetivo desta página Eleições 2018 é orientar a comunidade LGBTi+ da importância da escolha dos seus candidatos e candidatas para elegermos o maior número possível de representantes da nossa comunidade nesta eleição.

Se você é candidato ou candidata LGBTI+ e quiser ser divulgado nesta seção, entre em contato pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br


Conheça Angela Spineli (PT), Candidata LGBTI+ Deputada Estadual

Nome que consta no registro eleitoral
Angela Spineli

Partido Político que está Filiado
PT – Candidata Deputada Estadual

Profissão:
Advogada

Qual é o seu envolvimento com o movimento social LGBT?
Integro a secretaria LGBT do partido e sou uma das representantes do grupo de diversidade LGBT do meu local de trabalho.

O que já fez de concreto que tenha resultado em impacto positivo para a comunidade LGBT?
Pauto as demandas LGBTs na pasta de juventude do partido, buscando estar sempre contemplando todas as orientações sexuais e identidade de gênero nas nossas propostas.

Como você vai fazer para conseguir apoio de modo a ter maioria no parlamento e, desta forma, aprovar projetos pró LGBTI+?
Primeiramente, vale conversar e mapear o entendimento de cada deputado estadual, para saber com que estou lidando. Convocar audiências públicas com os grupos lgbts para que sejam obrigatoriamente ouvidos. Contatar a grande mídia para divulgar os projetos. Usar as redes sociais para pressionamento. Conversar individualmente com cada deputado para convencimento.

Como pretende enfrentar as resistências que pode vir a ter na Casa Legislativa de bancadas conservadoras como a da Boi, Bala e da Bíblia?
Primeiramente, jamais abandonarei os projetos dxs LGBTs em detrimento de qualquer conservadorismo. Os projetos serão sustentados e evidenciados em plenário, cobrando uma apreciação e não será admitido qualquer comentário preconceituoso. Haverá resistência, mas não me curvarei a ela jamais. No discurso, tentarei passar a necessidade premente de cada pauta.

Se eleita ou eleito, pretende ter quantos funcionários no gabinete? Como será as escolhas delas/deles? Qual vai ser o critério de escolha dessas pessoas?
Pretendo ter quatro funcionários. Escolherei pela necessidade do cargo, sempre contemplando a diversidade: gênero, raça, orientação sexual. Assim, será uma pessoa para auxiliar na comunicação, uma pessoa para secretaria e duas pessoas para acessorar nos projetos de leis e conversas com os demais deputados.

Como pretende usar os recursos do mandato?
Pretendo usar os recursos com absoluta parcimônia. Apenas os gastos essenciais estarão nessa conta, sem luxos.

Qual vai ser sua primeira medida se eleita/eleito?
Criar uma Comissão LGBT na Alesp.

Quais políticas LGBT pretende encampar? Como?
Pretendo combater a discriminação contra lgbts no mercado de trabalho, por meio de um projeto de lei que estabeleça verbas rescisórias ou multas mais pesadas aos empregadores que demitirem/não contratarem funcionários pela orientação sexual. Ampliação do Trans cidadania para o estado todo, bem como convênio de aprendizagem com empresas. Criação de moradia temporária para acolher LGBTs expulsos de casa em situação precária, como na Casa 1. Estabelecer cotas trans para universidades estaduais.

Com quais setores da sociedade e seus representantes pretende se aliar para conseguir maioria para aprovar leis que garantam os nossos direitos?
Movimentos sociais, partidos políticos progressistas, coletivos LGBTs universitários e empresariais, organizações não governamentais, coletivos feministas, sindicatos.

Qual sua posição em relação à reforma da previdência? Justifique.
Contrária. A Reforma da Previdência é necessária mas não da forma colocada. Hoje ela não serve para combater o déficit previdenciário, mas para evitar a aposentadoria e incentivar a contratação de previdência privada. Por que não acabar com as pensões para filhas solteiras de militares para começar?

Qual seu posicionamento em relação à reforma trabalhista? Justifique.
Absolutamente contrária. Hoje a CLT foi rasgada e nenhum trabalhador consegue litigar em pé de igualdade na justiça trabalhista. Além disso, ela enfraquece os sindicatos, que lutam pelos nossos direitos e permite a terceirização irrestrita, de forma que haja a precarização, diminuição dos salários e aumento das horas trabalhadas. O trabalho temporário também é um absurdo. Há a necessidade de regular a terceirização, não ampliá-la, e regulamentar também o home office, que já é realidade do mercado. Porém nada justifica essa deforma absurda.

Qual a sua posição em relação a legalização de algumas drogas e do aborto? Justifique.
É necessário legalizar drogas leves (como a maconha e o haxixe) para acabar com o principal motivo das prisões e genocídio da juventude negra, além de gerar controle do estado e nova renda de impostos. A guerra as drogas precisa acabar. O aborto deve ser legalizado por se tratar de questão de políticas públicas para a saúde da mulher, que hoje morre nas tentativas de aborto clandestino. Não se trata de ser a favor ou contra o aborto, mas ser contra ou a favor da morte de mulheres por terem convicções religiosas diferentes ou um desespero enorme com relação a uma gravidez inesperada. Assim, a legalização do aborto é o próximo passo para um Brasil onde as mulheres vivam, independentemente da renda que têm. As ricas abortam, as pobres morrem.

O acesso a armas de fogo deve ser controlado com maior rigor pelo Estado? Justifique.
Sim. Na atual situação do país, com a polícia que confunde guarda chuva com arma e mata, onde a violência só incita mais violência, onde homens aparentemente “de bem” espancam mulheres e LGBTs, não faria bem ter mais armas circulando. Elas jamais seriam usadas apenas para a própria defesa, assim, é preciso um controle rígido, mantendo o Estatuto do Desarmamento.

O aborto deve ser tratado como crime? Justifique.
Jamais. A criminalização do aborto é o que faz com que as mulheres busquem as alternativas mais horrendas para terminar uma gravidez, e acabam morrendo. O bem jurídico protegido com esse crime é, supostamente, a vida. Mas a da mulher nunca é levada em consideração. O aborto deve ser descriminalizado e legalizado.

A maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos? Justifique.
Não. Não se reduz a criminalidade encarcerando mais gente, que não tem a maturidade mental necessária e ainda é possível oferecer outras saídas da vida da criminalidade que não seja mantê -las nas escolas do crime (prisões). Vamos salvar nossos jovens ao invés de colocá-los nos presídios. Além disso, apenas a juventude negra e periférica continuaria a ser presa, não os brancos ricos.

O consumo de maconha deve ser tratado como crime? Justifique.
O consumo de maconha não deve ser tratado como crime, pois essa droga recreativa deveria ser legalizada. Além das finalidades medicinais, a maconha não mata ou vicia tanto quanto álcool e o cigarro, sendo possível estabelecer um limite de compra e fiscalizar a produção e venda da droga, eliminando assim o tráfico, um dos maiores motivos de encarceramento de homens e mulheres, bem como da guerra às drogas e consequente extermínio da juventude negra.

Os professores devem ter total liberdade para expressarem suas ideias e opiniões em sala de aula (sem nenhuma limitação colocada pelo Estado ou pelas famílias)? Justifique.
O Estado deve limitar os professores a apenas ensinar ciências nas escolas, sem que uma religião predomine os comentários dos professores. Além disso, cobra-se respeito aos direitos humanos em quaisquer comentários. As famílias não devem limitar os professores, posto que não é do âmbito delas impedir o raciocínio crítico e o ensino pedagógico.

Você é a favor da pena de morte? Justifique.
Não. A pena de morte é excessivamente desproporcional e encara o direito penal apenas como uma retribuição do crime realizado, sem considerar uma possível ressocialização do sujeito. A prisão deve educar, não matar.

Site/link com mais informações:
https://www.facebook.com/angelaspineli13/

Conheça outros candidatos/as aqui: http://paradasp.org.br/category/eleicoes-2018/

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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Mais sobre Viana, aqui