Conheça Erica Malunguinho (Psol), Candidata LGBTI+ Deputada Estadual

ELEIÇÕES 2018

Conheça as candidaturas LGBT por São Paulo nas eleições 2018

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a ONG responsável pela maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, dando continuidade ao tema da Parada LGBT 2018 “PODER PARA LGBTI+, NOSSO VOTO, NOSSA VOZ” traz para você eleitor e eleitora um Raio -X de quem são as pessoas LGBT candidatas a deputadas estaduais e federais pelo estado de São Paulo. O objetivo desta página Eleições 2018 é orientar a comunidade LGBTi+ da importância da escolha dos seus candidatos e candidatas para elegermos o maior número possível de representantes da nossa comunidade nesta eleição.

Se você é candidato ou candidata LGBTI+ e quiser ser divulgado nesta seção, entre em contato pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br


Conheça Erica Malunguinho (Psol), Candidata LGBTI+ Deputada Estadual

Nome que consta no registro eleitoral
Erica Malunguinho

Partido Político que está Filiado
PSol – Candidata Deputada Estadual

Profissão:
Educadora e artista

Qual é o seu envolvimento com o movimento social LGBT?
Trabalhei por 8 anos na formação de professores da rede de ensino de SP em temas ligados a raça , gênero e sexualidade, sou militante e idealizadora e gestora de um quilombo urbano, no qual faz parte fundante estes temas.

O que já fez de concreto que tenha resultado em impacto positivo para a comunidade LGBT?
Além de atuar na formação de professores com projetos ligados aos fundamentos LGBT, sou gestora de um espaço cultural de acolhimento e difusão da arte e cultura LGBT negra.

Como você vai fazer para conseguir apoio de modo a ter maioria no parlamento e, desta forma, aprovar projetos pró LGBTI+?
Diálogo é a melhor palavra. Com coerência e coragem de quem tem como princípio a diversidade.

Como pretende enfrentar as resistências que pode vir a ter na Casa Legislativa de bancadas conservadoras como a da Boi, Bala e da Bíblia?
Do jeito que sempre enfrentei as violências que recaem sobre meu corpo de mulher trans, preta e nordestina. A assembleia é um resultado da sociedade normativa. Mas o fato é que não temos tempo a perder para começar um processo de reintegração de posse daquilo que também nos pertence.

Se eleita ou eleito, pretende ter quantos funcionários no gabinete? Como será as escolhas delas/deles? Qual vai ser o critério de escolha dessas pessoas?
O critério será trazer totalmente para este lugar pessoas que foram historicamente negadas do direito a esta participação. O gabinete será 100 por cento assim. Mulheres pretas, LGBT, indígena, perifericxs.

Como pretende usar os recursos do mandato?
Destinar exatamente e totalmente para os que mencionei acima

Qual vai ser sua primeira medida se eleita/eleito?
Não sabemos. São muitas… temos o princípio de garantia da vida, a partir daí juntas decidiremos com a sociedade as demandas prioritárias. Há informações no site da campanha.

Quais políticas LGBT pretende encampar? Como?
Acesso a formação, saúde e trabalho para população T, facilitação no acesso aos órgãos públicos, preservação dos espaços de convivência, combate à lgtfobia nas escolas e demais instituições públicas e privadas….

Com quais setores da sociedade e seus representantes pretende se aliar para conseguir maioria para aprovar leis que garantam os nossos direitos?
Povo preto , Indigenas, LGBT, imigrantes e gentes diversas de consciência sobre as pautas que geram as desigualdades.

Qual sua posição em relação à reforma da previdência? Justifique.
Sou contrária porque novamente culpabiliza as pessoas pelos equívocos da gestão de recursos públicos. Não é retirando novamente das pessoas direitos essenciais que se resolverá problemas estruturais.

Qual seu posicionamento em relação à reforma trabalhista? Justifique.
Sou contrária a qualquer reforma que não tenha como princípio o posicionamento de cuidado as classes menos favorecidas. O estado deve garantir acesso ao trabalho, renda, moradia e de vida ao “encerrar” o Ciclo produtivo. Sabemos bem que o Brasil tem riqueza suficiente para oferecer isso ao nosso povo, qualquer reforma que imponha precarização a população são tentativas de sacrificar ainda mais quem está na base. É necessário pensar o inverso do que está posto. Reduzir carga de trabalho, consequentemente contratar mais, entre outras possíveis ações.

Qual a sua posição em relação a legalização de algumas drogas e do aborto? Justifique.
Não. É necessário implementar um debate sério para uma nova política de drogas. O uso de nenhuma substância “ilícita” deve ser crime, primeiro há de se questionar os acordos criados para decidir o que é lícito ou ilícito. Devemos caminhar para descriminalização e garantir uso seguro de substâncias. A política de Drogas que temos em vigor é também uma política criminalização da pobreza, que alavanca os números do genicidio do povo preto e periférico. O aborto segue quase nesta direção, também é criminalização das mulheres cis pobres e periféricas. Ambos são questão de saúde pública, não de segurança pública.

O acesso a armas de fogo deve ser controlado com maior rigor pelo Estado? Justifique.
Sim!

O aborto deve ser tratado como crime? Justifique.
Não!

A maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos? Justifique.
Não! Não é encarcerando mais que teremos alguma mudança no quadro da violência. Uma politica de segurança pública deve incluir primordialmente acesso à saúde, educação, cultura , lazer e trabalho.

O consumo de maconha deve ser tratado como crime? Justifique.

Não. É necessário implementar um debate sério para uma nova política de drogas. O uso de nenhuma substância “ilícita” deve ser crime, primeiro há de se questionar os acordos criados para decidir o que é lícito ou ilícito. Devemos caminhar para descriminalização e garantir uso seguro de substâncias. A política de Drogas que temos em vigor é também uma política criminalização da pobreza, que alavanca os números do genicidio do povo preto e periférico.

Os professores devem ter total liberdade para expressarem suas ideias e opiniões em sala de aula (sem nenhuma limitação colocada pelo Estado ou pelas famílias)? Justifique.

Desde que prezem pelos princípios do respeito às diferenças de raça, gênero e classe, , do estado laico e das liberdades individuais. Não é uma questão de opinião, pois muitas pessoas escamoteiam seus preconceitos por meio do discurso de “opinião”. Está pergunta não está bem formulada e é perigosa para o que pretende colocar como reflexão.

Você é a favor da pena de morte? Justifique.
Não. Não cabe a ninguém a decisão sobre a vida de outrem. É necessário uma política que preze pela vida e que crie mecanismos de inclusão/reparação constantes e que possamos assim diminuir o recurso da violência como forma punição.

Site/link com mais informações:
http://www.ericamalunguinho.com.br/alternancia/

Conheça outros candidatos/as aqui: http://paradasp.org.br/category/eleicoes-2018/

Se você é candidato ou candidata LGBTI+ e quiser ser divulgado nesta seção, entre em contato pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br

 


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Mais sobre Viana, aqui