CONVITE! Drag Queens: distintas gerações nas artes performáticas da resistência

A Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros – APOGLBT-SP, em parceria com a a ONG Eternamente Sou, tem a satisfação de convida-los à participar do 17° Ciclo de Debates com a mesa cujo tema será: “Drag Queens: distintas gerações nas artes performáticas da resistência” trazendo diferentes gerações de artistas que fizeram e continuam fazendo história.

Comprometidas em um processo artístico profundamente criativo o qual perpassa a composição performática da personagem, baseadas em aspectos profundos que constituem identidades em processo e singulares, caracterizadas por estéticas muitas vezes politizadas e compostas por belíssimos e impressionantes figurinos e maquiagens, as Drag Queens são personagens importantes na militância pelos Direitos Humanos no Brasil e no mundo. Além disso, trazem um repertório rico de histórias de resistência fazendo parte indiscutível de um legado relevante nas conquistas de direitos e visibilidade das causas LGBTI+.

Seja nos palcos, nos atos políticos, em shows e animações em eventos ou empresas, as Drag Queens – e anteriormente as Transformistas – resistiram e sobreviveram nas últimas décadas a inúmeros desafios, como a repressão e a perseguição da ditadura militar (1964-1985) e tiveram um importante papel social no processo de questionamento, de paródia crítica e de desconstrução da hétero-cis-normatividade. Por meio da arte, da performance e, muitas vezes, do humor as Drag Queens criaram fissuras importantes nesse sistema normativo baseado em controle das práticas e identidades sexuais e de gênero, assim como têm contribuído para desmantelar o enrijecimento de preconceitos e de intolerâncias. Suas ações artísticas e performáticas contribuem para transformar, questionar e subverter de distintas formas através de suas performances. Suas ações artístico-políticas contribuem para desenvolver uma maior sensibilidade, tolerância, empatia e respeito para as questões de diversidade sociocultural na sociedade ocidentais atuais.

Com participação de Miss Biá, Tchaka – A Rainha das Festas e Divina Raio laser, Drag Queens de distintas gerações, e tendo o antropólogo Carlos Eduardo Henning (UFG) como mediador da mesa, esse encontro será memorável, repleto de saudosismo e também de reflexões acerca das perspectivas de futuro. A mesa será propícia também para refletirmos sobre os compromissos com esse legado intergeracional entre as Drag Queens e sobre as formas de fortalecimento e manutenção de nossos direitos civis e do exercício pleno da cidadania no contexto dos grandes desafios que estamos enfrentando no Brasil contemporâneo.

SERVIÇO

17º Ciclo de Debates – APOGLBT SP
– Data: 26 a 30/11/2018
– Horário: das 19h às 21h – Entrada gratuita. Inscrição antecipada em https://goo.gl/NZQtAm
– Realização: APOGLBT SP
– Apoio: PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, HOTEC Faculdade, EduCafro, EternamenteSou, Grupo CUME, PAGU – Núcleo de Estudos e Gênero, CVV – Centro de Valorização da Vida, Coletivo Glamour e GT da Juventude.
– Apoio Institucional: Secretaria da Pessoa com Deficiência (SMPED), Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD) e Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania do Município de São Paulo.
 E-mail: ciclodedebates@paradasp.org.br
– Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/2759912524034437


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Mais sobre Viana, aqui