#Dia17deMaio Seminário Direito à Cidade: De Olho na LGBTfobia

No dia internacional de luta contra a homofobia, 17 de maio, o Instituto Pólis, a Viração e a Parada do Orgulho LGBT realizam o seminário Direito à Cidade: De Olho Na LGBTfobia.

O encontro contará com a participação de pessoas que atuam de diferentes formas na construção coletiva de cidades democráticas e sem nenhuma forma de discriminação.

Serão três momentos de conversa, estimulados por representantes do Pólis, com os temas “Vidas LGBT+ importam” (9h-12h), “Stonewall é aqui: territórios e resistência na cidade” (14h-16h) e “Cidades sem LGBTfobia: caminhos possíveis” (17h-19h).

O seminário faz parte de uma série de ações de combate à LGBTfobia, reflexão sobre os direitos da população LGBTI+ e o papel das cidades para assegurar igualdade para todes. A ação integra o projeto Direito À Cidade de Todas As Cores do Pólis e conecta projetos da Viração e da APOLGBT, dentre outras organizações e coletivos convidados.

O evento é gratuito e contará com transmissão ao vivo através das páginas das instituições organizadoras no Facebook.

Nas mesas, a presença de Thiago Amparo (advogado e colunista da Folha), Julia Rodrigues (pesquisadora de gênero, sexualidade e cultura), Fernanda Gomes (Sarrada no Brejo), Cadu Oliveira e Luis Arruda (coletivo A Revolta da Lâmpada), Sulamita Assunçao (Psicólogas Periféricas), Diego Oliveira (APOGLBT), Aline Anaya (poeta), Coletivo Arouchianos, Leonardo Arouca (Museu da Diversidade), Dig (Casa Chama), Anderson Cavichioli (RENOSPLGBTI+), Paula Santoro (urbanista e pesquisadora), Túlio Bucchini (Viração) e Augusto Malaman (LGBT Sem Medo).

Ao final do seminário, será realizada uma ação de rua no Largo do Arouche com performance de integrantes do coletivo Arouchianos e também um projetaço, conforme programação a seguir.

A data de 17 de maio foi escolhida como dia internacional de luta contra a homofobia em função da exclusão da homossexualidade da classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde da Organização Mundial da Saúde em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992.

Atenção: no dia do evento, o Pólis será um dos pontos de coleta para a campanha de arrecadação de roupas, makes e sapatos para LGBTs em situação de rua, organizada pelo coletivo Arouchianos. Participe!

Serviço

Seminário Direito à Cidade: De Olho Na LGBTfobia
Data: 17 de maio
Horário: das 9h às 19h
Local: Auditório Instituto Pólis
Rua Araújo, 124, Centro – São Paulo / SP – Não há necessidade de inscrição, basta comparecer – gratuito

Seminário Direito à Cidade: De Olho na LGBTfobia

Programação

Data: Sexta-feira, 17 de maio

9h às 12h
Vidas LGBT+ importam
Mediação: Henrique Frota, Pólis
Thiago Amparo, advogado e colunista Folha
Cadu Oliveira e Luis Arruda, coletivo A Revolta da lâmpada
Sulamita Assunçao, psicóloga
Diego Oliveira, secretário executivo da APOGLBT
Julia Rodrigues, pesquisadora de gênero, sexualidade e cultura

14h as 16h
Stonewall é aqui: territórios e resistência na cidade
Mediação: Jéssica, Pólis
Fernanda Gomes, Sarrada no Brejo
Aline Anaya, poeta
Coletivo Arouchianos
Leonardo Arouca, Museu da Diversidade
Dig, Casa Chama

17h às 19h
Cidades sem LGBTfobia: caminhos possíveis
Mediação: Rodrigo Faria, Pólis
Anderson Cavichioli, RENOSPLGBTI+
Paula Santoro, urbanista e pesquisadora
Túlio Bucchini, Viração
Augusto Malaman, LGBT Sem Medo

20h às 22h
Ação de rua
Largo do Arouche
Performances de integrantes do coletivo Arouchianos
+ projetaço

Perfil dos Participantes

 



A Revolta da Lâmpada

A principal luta do coletivo é pelo corpo livre. Todo ano é realizado um ato na rua, pela liberdade de corpos dissidentes e/ou oprimidos como LGBT+, mulheres, negres, gordes, pessoas com deficiência, pessoas vivendo com HIV, refugiades e imigrantes, entre outros. O nome do coletivo é inspirado em um ataque homofóbico com lâmpadas fluorescentes contra rapazes ocorrido em 2010 na Avenida Paulista.

Aline Anaya 

Poeta e educadora. Atualmente constrói o coletivo Espaço Comunidade. Acredita na arte como instrumento vivo e pulsante de transformação. Escreve desde a infância, mas tirou as palavras da gaveta há apenas três anos no Sarau Versos em Versos, onde recitou sua poesia pela primeira vez. De lá para cá, já participou de inúmeros saraus, compartilhando ideias e rimas, e acentuando

ainda mais seu amor pela poesia. Batuqueira, amante de um bom som, sobretudo o rap. Escreve músicas e cria submersa em referências pretas e periféricas.

APOGLBT

A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo é uma ONG em defesa da diversidade sexual e de gênero, que luta pela promoção da cidadania e auto-estima de indivíduos(as) LGBT, com a missão de construir uma sociedade brasileira mais justa e inclusiva, que reconheça direitosiguais para todxs. É responsável pela realização do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, série de atividades que inclui a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, considerada a maior manifestação do gênero no mundo.

Arouchianos

A missão do coletivo é garantir a visibilidade, a ocupação e a demarcação como território político, social, artístico, cultural, turístico, econômico e histórico da comunidade LGBT+HQIAP: lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans, queers, intersexos, assexuais, pansexuais e demissexuais. A performance após o seminário será realizada por Ro Drag,  artista queer e coordenador artístico e cultural, Fernanda Frazão, artista trans preta e coordenadora adjunta de arte e cultura Cena Ballet Room São Paulo, Akira, artista trans, e Flip Couro, artista gay preto.

Casa Chama

Associação de cuidados LGBTQIA+ plural e fluida, que surgiu da necessidade de criar mais espaços de discussão e ação dentro da comunidade. A casa é um ambiente de convívio seguro que produz diversas atividades como eventos culturais, grupos de estudos e projetos de cuidados e inclusão social. O objetivo é criar suporte, compartilhar infraestrutura e gerar autonomia através da compreensão das dificuldades de cada indivíduo LGBTQIAP+.

Julia Rodrigues

Mulher negra, trans e feminista maranhense. É pesquisadora de gênero, sexualidade e cultura. Graduada em Hotelaria (Universidade Federal do Maranhão – UFMA, 2018) e em Design de Interiores (Centro Universitário do Maranhão – CEUMA, 2007). Foi precursora da Resolução 242 que regulamentou o uso do nome social na UFMA, é voluntária no projeto de Extensão pelo Grupo de Estudo e Pesquisas em Identidades Culturais da Gastronomia Maranhense

(GPICG).

LGBT Sem Medo

O grupo LGBT Sem Medo nasceu dentro da Frente Povo Sem Medo, organização política brasileira formada em 2015 como uma frente nacional de mobilização popular a partir da associação entre partidos políticos de esquerda, movimentos sociais e centrais sindicais. O LGBT Sem Medo foi criado com o objetivo de organizar a luta pela liberdade afetivo-sexual e das identidades de gênero, pelos direitos e por um Brasil LGBT+.

Museu da Diversidade

Primeiro equipamento cultural da Am. Latina de temática LGBT+. Ligado à Sec. da Cultura do Estado de São Paulo, busca preservar o patrimônio sócio, político e cultural LGBT+ do Brasil com referências materiais e imateriais, através da valorização e visibilidade da diversidade sexual. Realiza atividades educacionais e de promoção da cidadania plena e de uma cultura em direitos humanos com foco nas identidades de gênero, orientações sexuais e expressões de gênero das minorias sexuais para estabelecer espaços de convivência, manutenção da memória LGBT e potencializar estudos sobre diversidade sexual.

Paula Santoro

Arquiteta, urbanista, pesquisadora e professora na FAUUSP onde coordena o observaSP, projeto de pesquisa que monitora políticas urbanas em São Paulo. Graduou-se na FAUUSP, fez mestrado em Estruturas Ambientais Urbanas e doutorado em Habitat na mesma universidade, com parte do doutorado na Univ. Politécnica da Cataluña em Barcelona e com estudo de caso em Bogotá. Cursou especialização em Política de Terras na América Latina pelo Lincoln Institute of Land Policy, Panamá.

RENOSP – LGBT

A Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ é composta por policiais, vigilantes, bombeiros, agentes penitenciários ou outros profissionais que atuam na área desegurança pública e que assumem sua homossexualidade ou são simpatizantes pela causaLGBT. O grupo foi formado em 2010, durante um seminário sobre segurança pública e que gerou, entre outros, a Cartilha de Atuação Policial na Proteção dos Direitos Humanos de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade.

Sarrada no Brejo

Nasceu como opção de festa só para mulheres, para além dos estereótipos da cena lésbica e bissexual, um lugar seguro para mulheres se divertirem sem risco de preconceitos e abusos. É uma das ações feitas pela coletiva Luana Barbosa e surgiu como forma de arrecadar verba para a Caminhada de Lésbicas e Bissexuais. A Coletiva Luana Barbosa é formada por militantes de movimentos em prol da visibilidade e protagonismo da mulher lésbica e bissexual negra periférica e realiza diversas ações culturais pela cidade.

Sulamita Assunção

Mestra em Ciências Sociais (PUC/SP) e Psicóloga pela Universidade Paulista. Atuou no Serviço de Medidas Socioeducativas no Capão Redondo, em Organizações Sociais e escolas públicas, na rede de atendimento da Assistência Social, na Penitenciária Feminina de Santana e no projeto Transcidadania. Integra a coletiva de psicólogas periféricas e o projeto T.ar Raízes para superação de desigualdades e violência, além de outras propostas formativas ligadas à juventude, raça, gênero, sexualidade e classe.

Thiago de Souza Amparo

Professor da FGV Direito SP sobre políticas de diversidade e discriminação. É advogado, com bacharelado (PUC-SP), mestrado e doutorado em direitos humanos pela Central European University (Budapeste, Hungria). Foi pesquisador visitante na Universidade de Columbia (NY, EUA). Especialista em direito constitucional, políticas públicas e empresariais de diversidade e antidiscriminação. Foi secretário-adjunto de direitos humanos e cidadania na Prefeitura de São Paulo entre janeiro e maio de 2017. É colunista da Folha.

Viração

A Viração é uma ONG que atua através da educomunicação. Mobiliza adolescentes, jovens, educadores e educomunicadores para a promoção e defesa dos direitos de adolescentes e jovens, possibilitando a construção de uma sociedade justa, participativa e plural. Impacta vidas de milhares de adolescentes e jovens pelo Brasil, considerando suas diversidades e condições únicas de desenvolvimento.

Serviço:

Seminário Direito à Cidade: De Olho Na LGBTfobia
Data: 17 de maio
Horário: das 9h às 19h
Local: Auditório Instituto Pólis
Rua Araújo, 124, Centro – São Paulo


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, coach, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Conheça Viana aqui fabricioviana.com