Durante protesto contra padrões de gênero, mulheres raspam a cabeça no centro de Maceió

Um grupo de estudantes do curso de teatro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se reuniu, na tarde de hoje (08), para protestar contra as regras e padrões de gênero estabelecidos pela sociedade. A fim de quebrar tais padrões, as jovens se reuniram em uma das praças mais famosas de Maceió e rasparam o cabelo durante a performance.

Ao longo da ação, mulheres com roupas pretas e carregando bonecas, panelas, maquiagem e bolsas (objetos “de mulher”) foram ao centro da praça e começaram a chamar a atenção das pessoas, que foram se acumulando para assistir.

Um outro grupo de mulheres, essas vestidas de branco e com placas onde se lia “Tira minha moldura”, se juntaram às de preto, e depois de ajoelhar, tiveram seus cabelos pouco a pouco cortados, até que ficassem carecas.

Foto: Jonathan Lins/G1

Segundo a idealizadora da ação nomeada “Sem Moldura”, Rozebel Tenório, existia um incômodo em relação aos padrões impostos às mulheres. “Tem essa história de que a mulher tem que usar rosa, salto alto”, explica.

Após rasparem a cabeça do grupo de branco, o grupo de preto virou o centro das atenções. Indo até o meio da rua, elas começaram a remover os acessórios femininos que carregavam. Ao se livrar dos objetos e dos padrões, elas se caracterizaram com funções ditas como exclusividade masculina (boxeadora, jogadora de futebol, pedreira, etc.).

Rozebel ainda afirmou que o trabalho foi totalmente documentado, e que resultará em uma exposição fotográfica, futuramente. Além disso, todo cabelo cortado ao longo da apresentação será doado para instituições.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), gay, coach, escritor premiado e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Conheça Viana aqui fabricioviana.com