“Existem gays na PM, e muitos”, disse policial após ser ameaçado por beijo no Metrô de SP




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Em entrevista exclusiva publicada pelo portal G1, o policial Leandro Prior, que teve seu vídeo gravado sem sua autorização beijando outro rapaz no metrô de São Paulo, disse que “Existem gays na PM, e muitos”.

Como a APOGLBT SP (ONG responsável pela Parada do Orgulho LGBT de São Paulo há mais de 22 anos) sempre deixou bem claro, pessoas LGBTs são muitas e estão em todos os lugares: são mães, pais, filhos, executivas, porteiros, médicas, advogados, bombeiros e por aí vai indo. Orientação sexual ou identidade de gênero não define caráter e muito menos capacitação profissional de pessoa alguma.

Porém, existem algumas profissões onde o machismo e a LGBTfobia existem e, para piorar, são mais externalizadas: justamente o que está acontecendo com o Prior neste momento. Ainda na reportagem do G1, ele diz que “Houve um caso onde apontaram o dedo. Foi dito que ´com ele eu não trabalho´, foi direto, curto e grosso”. Seu agressor verbal ainda justificou, disse que os outros policiais gays são “velados”.

É como se a exposição de um policial gay representasse uma desonra para toda a corporação. E sabemos que não: ser gay não é desonra e a imagem da corporação permanece intacta. Como Prior mesmo disse no vídeo do G1, se fosse um policial militar e uma mulher se beijando, nada disso estaria acontecendo.

Aliás, o discurso proveniente das agressões que ele vem sofrendo de colegas de trabalho são tão machistas que, aqui mesmo em nosso portal, dias depois do ocorrido, noticiamos sobre o namorado que pediu seu companheiro durante a formatura policial na Nova Zelândia: sendo incentivado, inclusive, pelos companheiros policiais de lá. Com vídeo e tudo publicado no Twitter oficial da Polícia da Nova Zelândia.

Quer dizer? Precisamos evoluir! E entender também que nem todo policial militar é LGBTfóbico. Assim como nem todo evangélico e assim vai indo.

Embora Prior esteja afastado de sua função em tratamento para lidar com tudo isso, ele garante que irá voltar para a profissão. E não deve desistir. Novamente, orientação sexual e identidade de gênero não define caráter ou capacitação profissional.

E que esses policiais LGBTfobicos daqui se espelhem na Polícia da Nova Zelândia: desta forma, todos e todas ganhamos.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP) e responsável pela assessoria e comunicação da APOGLBT SP, ONG responsável pela maior Parada LGBT do mundo. Mais informações sobre Viana, aqui.


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