Isildinha Muradas será investigada por suposta "cura gay" e exercício ilegal da profissão pelo Ministério Público

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) recebeu denúncia contra a divulgação de uma palestra proferida por Isildinha Muradas que prometia prevenir e reverter a homossexualidade. Postado no Facebook, o evento promovido pela Igreja Batista Getsêmani, com o tema “Como prevenir e reverter a homossexualidade”, em Belo Horizonte, causou grande revolta.

Em entrevista ao portal G1, Isildinha Muradas, que também é pastora, disse que tudo não passou de um grande erro. Que a arte foi feita por outro pastor. Que ela não é psicopedagoga e que trabalha como dentista. Porém, na denúncia, ela será investigada também pelo suposto exercício ilegal da profissão, já que, em uma entrevista em vídeo anterior que pode ser assistida aqui ao ser perguntada, ela diz que é pedagoga sim (caso removam, já salvamos uma cópia para ajudar no processo).

curagay
Cartaz divulgado. Depois da revolta nas redes sociais, ele foi removido.

O caso também chegou ao conhecimento da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais. Segundo Juliana Lobato, presidente da comissão, a divulgação da palestra caracteriza claramente uma postura discriminatória da igreja e poderá caber ações civis e criminais.

A Associação Brasileira de Psicopedagogia afirmou que repudia a temática da palestra proposta, que não se embasa na psicopedagogia qualificada academicamente e comprometida com o exercício profissional responsável. Já o Conselho Regional de Psicologia de Minas (CRP-MG), deixou claro que repudiam o tema da palestra e qualquer tipo de discriminação à orientação sexual e identidade de gênero. As duas entidades também afirmaram que não reconhecem Isildinha Muradas como membro.

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