Jovem negro e gay é agredido por três homens no centro de São Paulo

Robson Gael, jovem negro e gay, foi agredido no centro de São Paulo por volta das 17h do último domingo enquanto passeava com seu cachorro. Mais uma vítima da LGBTfobia e sem ter feito nada para receber tal agressão, a não ser a cor de sua pele e sua orientação sexual.

De acordo com Gael, ele estava passeando com seu cachorro quando três homens passaram por ele e começaram a chamar de “viadinho” e “preto safado”. Ele acredita que os homens estavam bêbados ou drogados, o que não justifica as agressões sofridas inclusive por seu cachorro.

O vídeo, que viralizou nas redes sociais, mostra o quanto nossa sociedade ainda é intolerante e comete crimes de racismo e LGBTfobia.

No vídeo, Gael conta “Eu estou aqui cortado. Todo machucado. Fui abordado por três indivíduos brancos, heteros, aqui no centro de São Paulo. Me agrediram pelo simples fato de ser gay e negro”, disse.

“Em pleno país onde a maioria da população é negra, a gente precisa passar por umas coisas dessas. Ah, e para você que ainda acha que não existe racismo neste país, esses cortes aqui na minha boca e as lesões que eu tenho pelo corpo sejam prova viva”, complementou.

A cena foi vista por muitas pessoas e filmada. Na sequência das agressões, agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) chegaram no local para ajudar na intervenção mas foram liberados. Mesmo assim, Gael fez o que todos nós pessoas LGBTs devemos fazer diante destes acontecimentos: ir até uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência contra os agressores.

Não podemos deixar ninguém impune. É na impunidade que a LGBTfobia se fortalece.

Denúncias de racismo e LGBTfobia?

A denuncia de racismo pode ser feita por meio da Internet quanto por meio das delegacias comuns mas que prestam serviços direcionados a crimes raciais, como as Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decrati), que funcionam em São Paulo e Rio de Janeiro. Já a LGBTfobia, desde junho de 2019, o criminoso é punido por meio da Lei de Racismo (7716/89) que hoje prevê crimes de discriminação ou preconceito quanto a orientação sexual.


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Publicado por: Fabrício Viana
Fabrício Viana é o jornalista (MTB 80753/SP) responsável pela assessoria de imprensa e comunicação da APOGLBT SP, ONG que realiza a maior Parada LGBT do mundo. Para a página de Imprensa, aqui. Contato com a Diretoria da ONG, aqui. Seja um Associado/a, aqui