Ontem celebramos o Dia Internacional do Orgulho LGBT, 47 anos após a revolta no bar Stonewall Inn que durou dias, pelo basta à repressão militar pelo simples fato dos frequentadores serem LGBTs, notícias de vítimas de homofobia e transfobia ainda são frequentes nos noticiários.

Rhodney Claro Peixoto
Rhodney Claro Peixoto

No início da semana, na Baixada Fluminense (RJ), o corpo do cabeleireiro Rhodney Claro Peixoto, de 39 anos, foi encontrado em frente ao Samu de Mesquita. O reconhecimento do corpo e enterro aconteceram no final de semana, a Coordenadoria da Diversidade Sexual de Mesquita trata o caso motivado por homofobia e nessa tarde, militantes, amigos e familiares se reuniram com o delegado Giniton Lages, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), para pedir solução à esse crime e outros também de cunho homofóbico.

Ele trabalhava em um salão de beleza na Zona Norte do Rio, seu corpo foi encontrado com marcas de espancamento e tiro no pé. Familiares definem o fato como covardia.

travesti Julia Almeida
Travesti Julia Almeida

No sábado em Ituverava, interior paulista, o corpo da travesti Julia Almeida foi encontrado após uma denúncia anônima. Ela estava desaparecida, segundo familiares, desde o dia 21.

O crime contou com requintes de crueldade: corpo estava nu, parcialmente carbonizado e com arames em volta do pescoço. A Polícia Civil investiga o crime e os primeiros depoimentos sobre o caso foram recebidos segunda-feira (27).

”Ela sempre falava aonde ia e nesse dia não avisou. O telefone tocou várias vezes, estava desligado.” disse delegado João Paulo Oliveira Marques ao portal G1. “O corpo foi carbonizado talvez para se desfazer dos vestígios. A gente não sabe a motivação ainda, se foi em razão de uma questão amorosa ou entrevero no passado”, completa o delegado que aguarda laudo do exame necrológico.

Danielly Barbie
Danielly Barbie

Também no sábado (25), em Mogi das Cruzes (SP), a travesti Danielly Barbie foi assassinada após sair de um hotel no centro.

A vítima foi socorrida pelo Samu mas entrou em óbito no local, o 1º Distrito Policial transferiu o caso para Delegacia de Homicídios e aguarda os vídeos de monitoramento do hotel para identificar o principal suspeito que estava com a Danielly naquela noite.

Segundo Fernando Quaresma, presidente da ONG APOGLBT:

“Os casos de homofobia no Brasil e no mundo são recorrentes. Acontecem todos os dias e a toda hora. Não privilegiamos casos aqui e nem lá fora. Todos os casos são perdas de seres humanos vítimas do preconceito e ódio. Precisamos sim, de mais educação, mais tolerância, respeito e principalmente de leis que punam os requintes de crueldade nos crimes contra LGBTs”

Todos estamos tristes. Todos estamos chocados. Todos estamos em luto! A LGBTFobia (homofobia, transfobia, e afins, focada na comunidade LGBT), infelizmente existe e faz diversas vítimas todos os dias no Brasil e no mundo. Até quando?

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